O Labirinto

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Desculpe pelo longo período sem postar a continuação ;)

_ Gostaria de poder ajudar_ completou.

As palavras da jovem garçonete loira atingiram Isabel em cheio, como disparos de um fuzil.

Isabel permaneceu imóvel. Seus olhos arregalados e incrédulos apenas se limitaram a contemplar o vazio.

Fez se um breve silencio funério que fora interrompido por um chamado de uma voz conhecida:

_ ISABEL!_ era Letícia que agora já recuperada corria em sua direção.

Letícia abraçou sua prima com força, parecia aliviada por constatar que Isabel estava bem.

_ Senhorita Letícia..._ murmurou a jovem garçonete que lhe lançava um olhar ameaçador.

Ambas trocaram olhares hostis. Foi estranho, pois parecia que as duas já se conheciam.

_ O que você esta fazendo aqui sua bruxa?_ indagou Letícia com os dentes cerrados.

Eduardo e Isabel ficaram atônitos, principalmente ela, pois nunca tinha visto Letícia agir de tal forma, tão agressiva.

A jovem garçonete apenas limitou-se a dar de ombros.

_ Vamos!_ ordenou Letícia enquanto puxava o braço de Isabel.

_ ESPERA!_ berrou Eduardo, que foi logo atrás das duas.

Algum tempo depois Isabel desvencilhou-se de Letícia:

_ Posso saber o que foi aquilo?_ perguntou Isabel batendo o pé e de braços cruzados.

Eduardo entrou na discussão:

_ Para ser mais exato, podemos saber o que você estava fazendo sozinha no hotel no dia da morte do motorista e que diabos foi aquele clima tenso com a garçonete?_ completou Eduardo.

_Isabel...Eduardo...hum...eu_ balbuciou Letícia.

_Gatinha pode confiar_ afirmou Eduardo com um sorriso doce.

_Como é? Gatinha?!_ perguntou-se Isabel mentalmente. Sentiu um desconforto, não gostava daquele tipo de conversa entre sua prima e Eduardo.

_ Está bem_ Letícia revirou os olhos, organizou seus pensamentos e finalmente prosseguiu_ Aquela mulher é uma agente do governo, Tenente Agatha. Esse lugar é uma armadilha criada por eles para nos estudar. Além deles ainda há um outro grupo. Eles que mataram o motorista.

_ Ok, mas você ainda não respondeu o que estava fazendo lá dentro sozinha_ replicou Eduardo.

_ Eu fui ao quarto do motorista perguntar sobre a viagem. Bati na porta, mas ninguém me atendeu; escutei uns barulhos esquisitos e resolvi entrar.

_ E...?_ indagou Eduardo impacientemente.

Letícia continuou:

_ Bem, eu vi um umas pessoas estranhas segurando velas, todas vestidas de branco, ao redor do motorista morto jogado no chão_ A voz de Letícia tornou-se chorosa_ Eu não sabia o que fazer, comecei a gritar, corri...

Letícia começou a chorar descontroladamente e foi acalmada por Isabel que a abraçou forte. Eduardo queria que Letícia continuasse, mas foi impedido por um olhar desaprovador de Isabel. O estado emocional de Letícia era preocupante e voltar ao assunto só iria piorá-lo.

_ Relaxa Letícia, quando você quiser falar sobre isso estaremos aqui, está certo?_ disse Eduardo lhe dando um beijinho no ombro.

Letícia assentiu com a cabeça.

_ Meu Deus, só pode ser bipolar!_ pensou Isabel.

Quando finalmente chegaram ao acampamento foram recebidos com apreensão por Ivan:

_ Letícia a onde é que você estava? Eu não te mandei ficar esperando a Isabel aqui?!_ disse Ivan em tom autoritário.

_Desculpa..._sussurrou Letícia timidamente.

_ Qual é Ivan, era pra você cuidar da Letícia por algumas horas e não para tornar-se mamãe coruja dela_ resmungou Eduardo.

Os quatro se aproximaram do resto do grupo, que lançava olhares intimidadores à Letícia.

_ Acho que eles querem algumas explicações_ cochichou Ivan.

_ Letícia não liga você só fala se quiser_ afirmou Eduardo.

Os quatro se sentaram um pouco afastados do resto do grupo. O que não impediu que o grupo se aproximasse deles.

_ Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai até Maomé_ disse Otávio com ar intelectual.

_ Se vocês são a montanha, então Maomé seria...?_ perguntou Ivan ingenuamente.

_ A Letícia_ completou Wanda, sua voz parecia carregada de um sentimento de medo.

Letícia sentindo-se pressionada resolveu contar tudo o que já havia contado, e acrescentou:

_ Quando eu cheguei ao meu quarto, faltou luz e alguém me atacou. Era muito forte, talvez fosse um homem, consegui fugir dele, não sei da onde tirei forças. Eu achei que fosse morrer.

Silenciosamente Layla observava tudo. Atenta a cada palavra, movimento ou expressão de Letícia. Afinal Assassinos vestidos de branco, eram coisas malucas demais para uma detetive em potencial acreditar.

Isabel e Eduardo notaram que ela não falou sobre os tais agentes secretos. Eduardo ameaçou perguntar, mas foi impedido por Isabel. Era incrível como os dois conseguiam se intender apenas trocando olhares.

Ivan deu um longo bocejo, e com razão, pois ninguém havia dormido desde o inicio da viagem.

Parecia ser madrugada e o frio era cortante. Resolveram fazer uma fogueira. Dividiram-se em 2 grupos: Ivan, Layla, Otávio e Letícia ficaram responsáveis por vigiar o acampamento ; Eduardo, Isabel e Wanda de encontrar gravetos e folhas.

_ Tudo bem se eu for?_ questionou Isabel à Letícia.

Antes que Letícia pudesse responder, Ivan se intrometeu na conversa:

_ Isabel pode deixar que eu tomo conta dela!

_ Ok..._ Isabel deu um beijo na testa de Letícia, um cafuné na cabeça de Ivan e foi ao encontro de Eduardo e Wanda.

Os três adentraram o bosque e à medida que o tempo passava uma sensação estranha tomava conta de Isabel.

_ Eduardo vamos sair logo daqui, por favor!_ Isabel estava convencida de que alguma coisa os observava, e a pouca visibilidade devido ao horário só piorava essa sensação.

Eduardo olhou ao redor e disse com preocupação:

_Bem, eu tenho uma boa e uma má noticia, a boa é que nós já coletamos gravetos suficientes, a má...

_ Fala!_ agora era Isabel quem estava preocupada.

Eduardo olhou ao redor de novo e finalmente falou:

_ A má noticia é que a Wanda sumiu.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.