O Líder Da Máfia

7 Toda garota merece brilhar de vez em quando


Notas iniciais
Oi meus amores !!! Quanto tempo, não é mesmo ??? Vou começar pedindo milhões de desculpas pela demora pra postar, eu estive muito mal de saúde, fiquei até hospitalizada, mas agora estou melhor então não se preocupem, voltarei a postar os capítulos diariamente. Espero que não tenham desistido de mim e nem da história hahaha Então aí vamos nós com mais um capítulo, espero que gostem e não deixem de comentar sua opinião ! Boa Leitura !

Nas semanas seguintes do dia em que anunciaram o baile nas salas, não demorou muito para que enchessem a faculdade com cartazes de meninas se elegendo para rainha do baile e a euforia pelos corredores. Todos pareciam estar muito animados para o tal baile, principalmente quando o diretor anunciou que todas as baboseiras teriam que ser planejadas pelos alunos. Desde então, o único assunto na faculdade é sobre que tipo de músicas deveriam tocar, que tipo de decoração ficaria melhor e blá blá blá. Já é certo de que eu não virei, então não preciso fingir que estou interessada.

— Ei Darella, o que acha de nos ajudar a preparar a decoração ? — Rose começou quando estávamos indo almoçar. Obviamente elas se ofereceram para ir comigo e ignoraram meus protestos . — Estamos nos dividindo em pequenos grupos no grêmio estudantil e falta apenas uma pessoa para fecharmos a equipe de decoração.

— Absolutamente não. — respondi entrando no restaurante pouco movimentado e indo para a fila do buffet.

— Só tem um problema... — Christine disse com um olhar apreensivo.

— Deixa eu adivinhar, vocês não encontram a decoração perfeita e estão desesperadas. — eu disse sarcasticamente revirando os olhos enquanto colocava um pouco de salada no prato.

— Não, é que... Nós meio que... — Christine ficou nervosa de repente enquanto colocava muita batata-frita no prato. Ver tanta fritura embrulhou meu estômago.

— Parem de enrolar. O que vocês fizeram dessa vez ? — eu disse e elas trocaram olhares cúmplices.

— Nós colocamos seu nome na ficha para ajudar na equipe de decoração ontem. — Rose falou de uma vez.

— Sem me consultar ? — eu falei um pouco mais alto do que esperava. — Pelo menos ainda dá tempo de apagar meu nome ?

— Na verdade ontem foi o último dia para inscrições então era o último dia para retirar... — Christine disse quando nos sentamos na mesa.

— Vocês duas só me arrumam problemas hein ?! — eu disse mais para mim mesma do que para elas e instantaneamente me lembrei de quando elas me forçaram a ir para a boate, onde conheci Alecssander. Me vi perdida em pensamentos quando lembranças do idiota surgiram em minha mente.

— Darella ? Está me ouvindo ? Terra chamando Darella ! — Rose estalou os dedos em frente aos meus olhos.

— O que foi ? — murmurei seca.

— Estávamos falando sobre ir na loja de tecidos mais tarde. Queremos ver qual tecido fica melhor para o baile de primavera. Você vai com a gente ?

— Agora que vocês me meteram nessa enrascada, eu não tenho escolha. — eu disse e elas comemoraram. Comecei a comer e elas encararam meu prato. — O que foi ?

— Você vai comer só isso ? — perguntou Christine.

— Vou. — murmurei de boca cheia dando outra garfada no meu prato de salada.

— Está com aquela ideia maluca de fazer dieta de novo ? Darella você já está magra o suficiente ! — protestou Rose.

— Ta brincando ?! Eu engordei três quilos só na semana passada ! — falei e elas reviraram os olhos.

— Só você mesmo para fazer essas maluquices.

[...]

Depois de comer, fomos até a loja de tecidos mais próxima onde Rose e Christine começaram a discutir se deveriam levar o vermelho ou o rosa. Elas acabaram decidindo esperar as três outras participantes da equipe de decoração e eu não pude evitar de bufar. Como se não bastasse eu ter que aturar essas duas bobocas ainda teria mais três, sem falar da obrigação que me fizeram aceitar de ajudar a preparar a porra do baile. Se passaram uns quinze minutos até que três garotas finalmente entraram pela porta da loja.

— Eu não acredito... — fiz questão de falar alto quando as vi. Eram Amber e suas amigas.

— Rose, Christine ! Chegamos ! — Amber gritou indo na direção delas. Eu havia me sentado em um sofá a alguns metros de distância delas, por isso provavelmente elas não me viram. Fui andando sorrateiramente até a saída, mas Rose me viu e me puxou pelo braço em direção ao trio.

— Meninas, essa é Darella, a outra integrante da nossa equipe.

— Ta falando sério ? — disse Amber com nojo na voz. — Eu não vou ficar na mesma equipe que ela !

— Também estou super feliz em te ter na equipe, Amber. — eu disse de forma irônica e bufando em seguida.

— M-Meninas, que tal olhar os tecidos e depois conversamos, sim ? — murmurou Christine e Amber apenas jogou o cabelo para o lado e revirou os olhos.

Eu voltei para o sofá e fiquei observando as cinco idiotas discutindo por causa de um tecido. Comecei a prestar atenção e pude perceber que Amber é tipo a abelha rainha das três. Sophie e Chloe falavam algo uma vez ou outra, mas quem dava as "ordens" supostamente parecia ser Amber. Pensando melhor, eu nunca ouvi Sophie e Chloe terem opinião própria.

No fim, elas ficaram em dúvida entre salmão, vermelho, roxo e rosa e começaram a discutir como se essa fosse a decisão mais importante do mundo.

— Meu vestido vai ser rosa, então obviamente essa não pode ser a cor da decoração. — disse Amber passando a mão pelos longos cabelos loiros cacheados.

— Mas o tema é primavera. Rosa e vermelho certamente seriam a cor ideal. — protestou Christine.

— E que tal salmão com roxo ? — sugeriu Rose.

— Não, acho melhor-

— Ah, já chega ! Levem as quatro cores de uma vez e pronto. Não é como se vocês não tivessem dinheiro suficiente para isso ! — esbravejei atraindo o olhar surpreso das cinco. A vendedora pareceu suspirar aliviada quando finalmente elas foram pagar pelos quatro tecidos e então fomos embora.

Amber se despediu de Rose e Christine depois que compramos o tecido e então cada uma seguiu seu rumo. Ao chegar em meu apartamento, joguei a bolsa em cima da cama e peguei os livros para começar a estudar; consegui adiantar alguns conteúdos atrasados sobre Física Mecânica. Bom, atrasados por que eu não estudo já tem alguns dias, mas na faculdade já estou mais adiantada do que a própria turma avançada. Não é atoa que eu sempre fico em primeiro nas provas finais; esses idiotas deixam pra estudar duas semanas antes das provas finais e acabam se ferrando por não terem tido tempo suficiente. Se passou meia hora de estudos até que Christine me mandou uma mensagem me convidando para ir comprar vestidos para o baile e imediatamente eu disse que não iria. Ela protestou e insistiu um milhão de vezes até que a contra gosto, eu aceitei. Nos encontraríamos em frente ao Starbucks às seis.

Seis horas em ponto e lá estava eu, em frente ao Starbucks. Não pude evitar de comprar um café, afinal eu já estava ali de qualquer forma e nunca é uma hora ruim para alimentar meu vício por cafeína. Eu poderia ter dito não mesmo com os protestos de Christine e Rose, mas aqui estou eu plantada tendo um mínimo de compaixão pelas duas idiotas. Suspirei pensando a que ponto cheguei.

Elas chegaram em menos de cinco minutos e então partimos para a loja de vestidos. Andamos por algumas quadras na Times Square até chegarmos à uma loja luxuosa chamada La Boutique com diversos modelos de vestidos na vitrine. Logo ao entrar, me sentei em uma pequeno banquinho enquanto Rose e Christine corriam em direção aos provadores com diversos vestidos nos braços. Elas se assemelhavam a duas crianças que acabaram de entrar em uma loja de brinquedos. A Boutique era enorme e havia pouco movimento, os sofás eram de couro branco, os vestidos ficavam em araras enormes e no teto havia um lustre que se assemelhava àqueles que ouvimos falar apenas em contos de fadas.

— Ei, Darella... Prova esse aqui. Ficaria perfeito em você. — disse Christine segurando um vestido preto longo decotado de alcinhas e uma fenda aberta na perda esquerda em minha direção.

— Eu não vou no baile, então certamente não preciso de um vestido. — eu disse de forma grosseira.

— Ora, vamos... Agora que você é da equipe de decoração, seria importante você ir. — disse Rose chegando perto de nós usando um vestido verde colado e simples enquanto segurava um vestido vermelho com glitter em suas mãos.

— Primeiro — comecei fazendo o número um com a mão — eu não queria fazer parte de equipe nenhuma, e segundo — agora fiz o número dois com os dedos — Já estou fazendo alguma coisa na equipe como ajudar a comprar a porra dos tecidos, então minha presença no baile é desnecessária.

— E o que vai ficar fazendo se não for ao baile ? — Rose murmurou de dentro do provador.

— O de sempre. Por meus estudos em dia, o que vocês deveriam fazer ao invés de se preocupar com baboseiras como um baile. Isso é coisa de ensino médio, não de universitários. — cruzei os braços.

— Darella deixa de ser ranzinza. — Christine revirou os olhos — O baile é apenas para nos divertirmos um pouco com música, bebidas, garotos e vestidos bonitos. Além disso, você já está bem adiantada com os conteúdos de física, não é como se você precisasse desesperadamente estudar todos os dias.

— Mas-

— Mas nada. Vai provar esses vestidos. — Rose e Christine me entregaram diversos vestidos e mesmo depois de protestar mais algumas vezes, elas insistiram que eu deveria ir e eu acabei me rendendo.

Até cheguei a perder as contas de quantos vestidos eu fui obrigada a provar. Roxo, vermelho, verde, rosa e todas as cores possíveis. Vendo que eu fui obrigada a ir ao baile, acho que eu mereço no mínimo um vestido de que eu goste e até agora, nada. Vasculhado pela boutique notei que nos fundos haviam manequins com vestidos simplesmente fabulosos, mas um em particular me chamou atenção. Ele estava em uma manequim mais afastada das outras e com certeza era um vestido de tirar o fôlego. O vestido em si era em renda transparente de flores de cor bege e possuía várias pérolas por ele inteiro, sendo que nos ombros eram mangas que iam da clavícula até o começo do braço, na cintura havia transparência dos dois lados na região das costelas e o decote em "V" ia até uns quatro dedos abaixo dos peitos, quase chegando ao umbigo e ainda nessa região, havia pequenos pontos de transparência compostos por pérolas; a saia era colada até a metade das coxas pois era ali que começava a fenda aberta que descia até o chão.

— É incrível... — murmurei passando a ponta dos dedos sobre o tecido.

— É mesmo. — ouvi uma voz atrás de mim e ao me virar, era uma vendedora que encarava o vestido. — Você devia prova-lo.

— Não. Esse vestido não é do tipo que eu usaria. — falei, seca, sem retirar os olhos do vestido.

— E qual seria o seu tipo ?

Dei de ombros.

— Algo simples. — a vendedora pareceu achar graça da minha resposta.

— Esse vestido é uma das últimas criações exclusivas e originais do estilista Alexander McQueen, não é uma peça para se deixar de lado. Elas chegaram a pouco tempo por isso estavam no fundo, eu já ia coloca-las na vitrine mas parece que você as encontrou primeiro. — disse — E não se preocupe quanto ao fato de não ser simples. Acredito que toda garota merece brilhar de vez em quando.

— Alexander... — murmurei quando lembranças invadiram minha mente. Espantando esses pensamentos, me virei para a vendedora — Eu gostaria de provar.

— Ótima escolha. — a vendedora sorriu enquanto ia retirar o vestido do manequim.

Ela me entregou o vestido e eu fui até o provador, onde Christine e Rose me ajudaram a vesti-lo. Por ser um vestido justo e de pura renda, precisava de ajuda para traja-lo pois se tentasse sozinha, poderia facilmente rasgar. Ao terminar de fechar os botões nas minhas costas Rose, Christine, a vendedora e principalmente eu, me analisamos no espelho.

— Nossa... — murmurou Rose. — Você está incrível.

— Se você não levar, eu levo. — disse Christine.

— Com certeza, ficou ótimo. — disse a vendedora. Revirei os olhos ao pensar que ela só falou aquilo para que eu levasse o vestido e ela recebesse um bônus no salário. Uma completa hipócrita, isso sim.

— Bom, já que estou sendo obrigada a ir ao baile, que seja com esse vestido então. — falei indo em direção ao provador para retira-lo e logo em seguida indo em direção ao caixa para pagar — Quanto custa ?

— É caro, pois é um modelo único e original, mas eu vou dar uma olhadinha no sistema. — a vendedora disse sorrindo de forma simpática enquanto digitava algo no teclado do computador. É por isso que odeio fazer compras; odeio provar roupas e além disso, odeio o famoso "papo de vendedora". — São dois mil e quinhentos dólares.

— D-Dois mil e quinhentos ? Em um vestido ? — gaguejei, incrédula.

— Isso mesmo. — a vendedora sorriu e eu bufei.

— Cancele a compra. — eu disse com minha rotineira expressão séria e me virei para as duas idiotas — Viu ?! Isso é um sinal de que eu não deveria ir ao baile.

— Mas Darella, você pode escolher outro vestido... — Christine protestou.

— Fim de papo. Vou embora. — falei seca e me dirigi até a saída, onde a vendedora me parou.

— Espera ! — ela segurou meu braço e me arrastou até o caixa — Poderia me dar um documento com foto ?

— E por qual motivo ? — perguntei a encarando de uma forma sombria.

— A-Alguém cujo nome Darella acabou de comprar o vestido.

— Certamente não fui eu, então não será necessário entregar meus documentos. — quando eu me virei para sair, ela segurou meu braço novamente. Quase soltei um xingamento quando ela repetiu para que eu entregasse os documentos.

Com o cenho franzido e a contra gosto, entreguei meu RG para a vendedora e ela analisou algo no documento e na tela do computador.

— Bom, pelo que parece, o vestido é seu. — a vendedora disse virando a tela do computador em minha direção. Na tela mostrava a foto do vestido e alguns dados como preço, código do vestido e etc e ao lado podia-se ver "vendido" e em baixo os dados do comprador. E para minha completa surpresa, eram os meus dados.

— Mas isso é impossível... — murmurei me aproximando da tela para ver se estava correto. A vendedora deu de ombros.

— Vou por o vestido em uma caixa para você levar.

— Mas... — comecei mas ela já tinha saído.

Como era possível eu ter comprado um vestido pela internet sendo que eu nem tinha todo esse dinheiro e muito menos conhecia essa loja ?!

A vendedora voltou pouco tempo depois segurando uma caixa grande de cor dourada com as iniciais LB gravadas na tampa.

— Deve ter sido um engano, eu não comprei esse vestido. — falei quando a vendedora entregou a caixa em minhas mãos. Ela deu de ombros.

— Então alguém deve ter comprado para você. De qualquer forma, eu não quero ser demitida por não entregar o vestido à cliente então por favor, leve.

Parei de insistir e as duas idiotas foram pagar seus vestidos. Rose ficou com um vestido azul royal ao estilo grego e Christine com o preto de alcinhas que ela pediu para eu provar mais cedo.

As idiotas se despediram de mim e então cada uma tomou seu rumo. Ficamos tempo demais na loja graças às duas babacas e agora estava tarde, já passando das oito com as ruas nevadas completamente desertas. Ao caminhar pela calçada, ouvi passos rápidos atrás de mim e não pude evitar de me virar. Um homem, cuja aparência não podia-se ver, caminhava com as mãos nos bolsos de seu casaco e se aproximava cada vez mais de mim. Comecei a caminhar mais rápido, virando na próxima esquina e como já era de se esperar, o homem também virou. Senti minha respiração ficar mais rápida e o desespero me consumir aos poucos; a rua estava literalmente deserta e silenciosa, sem nenhuma alma viva para me ajudar caso necessário. Ao olhar para trás novamente, não vi o homem e uma breve sensação de alívio percorreu meu corpo até eu sentir duas mãos agarrando meus braços e a única opção que eu tive foi gritar o mais alto possível.

— Ei, fique quieta. Sou eu. — uma voz conhecida disse e quando encarei o dono dos braços que me seguravam, não pude evitar de soltar um suspiro de alívio.

— Oliver... — murmurei sentindo meu coração na garganta.

— Fica tranquila, o homem atravessou a rua quando me viu. Você está bem ? — ele me analisou e eu assenti — Ótimo.

Ele me surpreendeu quando me puxou para um abraço. Fiquei com os braços esticados ao lado do corpo, sem reação. Com a proximidade de nossos corpos pude sentir o perfume que ele exalava, era uma mistura de canela com suor. Ele parecia ter corrido. Quando me soltou, ficou encarando meus olhos por alguns segundos até desviar o olhar e pigarrear.

— Bom, vou te acompanhar até em casa.

— Não precisa. — falei.

— Vou te acompanhar sim. Eu não me perdoaria de te deixar caminhando sozinha pelas ruas sendo que outro sujeito como aquele pode aparecer.

— Certo... — murmurei.

Começamos a andar pelas ruas silenciosas de Manhattan ouvindo apenas o som das nossas botas afundando na neve e das nossas respirações que agora estavam regulares.

— O que estava fazendo na rua a essa hora ? Está um frio da porra aqui. — disse Oliver quebrando o silêncio.

— Isso não é da sua conta. — respondi.

— É assim que você agradece seu salvador ? — ele disse como se estivesse ofendido. Revirei os olhos.

— Eu estava provando vestidos com Christine e Rose na Times Square. — falei puxando as mangas do casaco. Ele tinha razão, estava tão frio que quando falávamos podia-se ver a fumaça quente que saia de nossas bocas.

— Então você resolveu ir ao baile ? — agora ele parecia surpreso.

— Eu não tive escolha. As duas idiotas me colocaram na equipe de decoração no grêmio e agora eu estou sendo obrigada a ajudar e ir ao baile faz parte do pacote. — eu disse dando de ombros.

— Entendo... — ele esfregou uma mão na outra para aquecer.

— E o que você fazia na rua ? — agora foi a minha vez de perguntar.

— Estava na casa de um amigo. Fiquei lá segurando vela enquanto ele e uma garota se agarravam do meu lado. — ele disse e nós acabamos rindo. Ficamos em silêncio até eu decidir falar.

— Oliver... Sobre aquele dia da sua confissão eu-

— Esquece aquilo. — ele me interrompeu.

— Não, é que... Olha, só por que eu não aceitei seus sentimentos, não significa que outra garota não vai aceitar.

— Eu sei. Apenas esqueça e finja que nunca aconteceu. — ele me interrompeu de novo.

Quando percebi, já estávamos em frente ao meu prédio cinza.

— Bom, lar doce lar. — Oliver disse e então nós ficamos em silêncio — Bom, eu vou indo.

— Certo... Hum, obrigada Oliver. — murmurei e para a surpresa de Oliver, eu dei um beijo em sua bochecha e em seguida fui em direção ao prédio. Enquanto o elevador subia vagarosamente, fiquei pensando em por que diabos beijei a bochecha de Oliver; foi algo completamente impulsivo, como se eu não pudesse controlar meu corpo.

[...]

— Darella, pode me ajudar aqui ? — gritou Rose pedindo ajuda para prender o cartaz que dizia "bem-vindos novos alunos".

Faltava apenas uma semana para o baile de primavera e agora, todas da equipe de decoração e alguns voluntários ajudavam a decorar o ginásio para o baile. Mesmo eu sendo obrigada a fazer tudo isso e preferir estar sentada em algum canto com os olhos colados em livro, até que estava sendo divertido ajudar aqui, todos estavam sendo muito prestativos e até Amber e suas amigas pararam de me importunar e resolveram ajudar. Dentre os voluntários, estava Oliver. Desde o dia que me levou até em casa, o clima entre nós ficou mais tenso. Ele passou a demonstrar mais seus sentimentos por mim e eu nunca sei como reagir, o que torna tudo mais complicado entre nós pois eu sou fria e grossa com ele e ele simplesmente não liga, pelo contrário, ele leva na brincadeira.

Quando terminamos de decorar o ginásio fomos liberados para ir embora e como de costume, Oliver me acompanhou. Desde aquela noite e mesmo com meus protestos, Oliver vem me acompanhando até em casa todos os dias "por precaução".

— Então... Quem é seu par para o baile ? — Oliver perguntou enquanto caminhava ao meu lado.

— Não preciso de par. Vou sozinha. — revirei os olhos.

— Olha eu... Posso ser seu par... Se quiser. — ele murmurou desviando o olhar enquanto colocava as mãos no bolso de sua jaqueta. O inverno passou rapidamente e a neve estava começando a derreter nas ruas trazendo um calorzinho amigável para Nova Iorque, mas ainda estava frio o suficiente para usar blusas de manga comprida.

— Não estou sozinha porque ninguém me convidou, Oliver. Estou sozinha por opção.

— Entendo... Mas se quiser me entregar sua flor eu-

— Não. — o interrompi. A equipe de decoração fez pulseiras para cada menina da faculdade. Consistia em um pequeno ramo de folhas em volta do pulso com uma flor colorida em cima. A regra era que a menina convidasse o menino para ser seu par e entregasse a flor, assim os dois meio que "pertenceriam" um ao outro no dia do baile. Eu achei uma baboseira completa e por isso, joguei a flor na bolsa e não pretendo retira-la de lá. Se for pra ir, prefiro ir sozinha.

— Bom, chegamos. — Oliver disse parando em frente ao portão do meu prédio.

— Tchau. — eu disse entrando mas Oliver me puxou pelo braço.

— Fala tchau direito. — ele revirou os olhos.

— Tchau direito. — eu disse e puxei meu braço de sua mão mas foi inútil.

Em um ato brusco, Oliver colocou a mão atrás do meu pescoço e me puxou em sua direção, selando nossos lábios. De início eu fiquei completamente sem reação, parada feito uma estátua. Foi então que ele abriu a boca vagarosamente, fazendo menção de aprofundar o beijo e eu me dei conta do que estava acontecendo e pus as duas mãos em seu peitoral e o empurrei.

Não dei tempo para que Oliver falasse algo e entrei correndo para dentro do prédio, me fechando sozinha no elevador. Sentia meu rosto queimando e minha respiração estava irregular.

O que diabos acabou de acontecer ?

Notas finais
Gostaram ? Não ? Comentem ! Nos vemos no próximo capítulo !