O Líder Da Máfia

24 Especial Alecssander - Sequestro


Notas iniciais
Oi meus amores ! Como estão ? Preciso saber se vocês estão gostando da história, sério, desanima não saber o que vocês estão achando, poxa :/ Enfim, espero que gostem desse capítulo e não deixem de comentar o que acharam ! Boa leitura !

Dirigir por horas até um dos bairros mais afastados de Manhattan para buscar um lote de armas certamente não é uma coisa que eu faria no meu dia a dia, já que esse é o trabalho dos capos e soldados, mas depois de Collins insistir muito, acabei aceitando, e o trânsito super congestionado não colaborou para que eu chegasse logo no lugar.

Matthew levou uma suspensão por dois meses -e alguns socos também, não que isso venha ao caso- depois do ocorrido no antigo escritório. Ele deveria se afastar da máfia durante todo o período de suspensão, mas mesmo assim, continua se intrometendo. Sinceramente, já pensei em expulsá-lo várias vezes, mas apesar de tudo, não posso negar que ele é um dos meus melhores capos.

Apenas ao chegar no local indicado, percebi que não deveria ter vindo sozinho, mas agora já era tarde para chamar alguém.

O prédio antigo estava quase caindo aos pedaços, mas mesmo assim, me obriguei a entrar e fui até o segundo andar, onde dois homens me esperavam.

— Senhor Al'Capone ? — um deles disse com um sotaque semelhante ao russo.

— Vim buscar o lote de armas. — fui direto ao ponto.

Eles se entreolharam.

— Errado. — o homem com sotaque apontou uma arma para mim enquanto o outro falava — Você vem conosco.

Tentei pegar meu revólver no cinto da calça, mas acabei levando um tiro de raspão no antebraço.

— Não tente nada. — ele disse — Se for obediente, podemos pensar em soltar sua namoradinha.

Levantei o olhar em sua direção.

— Darella ?!

— Então esse é o nome dela ? — ele arqueou uma sobrancelha — Ela se recusou a nos falar. É bonitinha, mas super teimosa. De qualquer forma, não acho que faremos grande uso dela. — ele suspirou — Uma pena. Eu e meus homens estávamos loucos para prová-la um pouco. Diga-nos, ela tem gosto de quê ?

Cerrei os pulsos.

— Seu filho da puta ! — esbravejei — Se encostar um dedo nela eu juro que vou-

— Vai o que ? — ele me interrompeu — Não se esqueça de que nós estamos em maior vantagem aqui. Agora, seja obediente e venha conosco.

Cerrei os dentes e fui vagarosamente em sua direção.

— Você não sabe com quem está se metendo. — falei.

— Calado. — disse o homem de sotaque.

Num giro rápido, me posicionei atrás do homem e usei o braço para segurar seu pescoço enquanto pegava minha arma e a apontava para a cabeça da minha vítima.

— Se der um passo, eu atiro nele. — falei para o homem de sotaque que estava divido entre me deter ou salvar seu amigo. Ele assentiu e levantou as mãos em sinal de rendição. Sem tempo para pensar, atirei em seu peito e ele caiu de costas no chão de imediato.

O homem em meu braço começou a se debater com desespero e eu o virei de frente e comecei a socar seu rosto com força. Depois de muitos socos, o segurei pela gola da blusa.

— Onde. Ela. Está ? — perguntei pausadamente.

Ele cuspiu o sangue em sua boca e sorriu com os dentes avermelhados.

— Você nunca vai saber.

Bufei e quebrei seu pescoço sem hesitar. Corri de volta ao carro e dirigi à toda velocidade pelas ruas, retomando meu caminho.

Ao chegar ao clube de tiro, peguei minhas coisas na sala e não vi nada de Darella. Na recepção, Charlie me informou que ela tinha saído num carro preto e não voltou mais, o que só confirmou minhas suspeitas: fui um idiota e me deixei enganar, e como resultado, Darella foi sequestrada por sabe-se lá quem e os homens de mais cedo não estavam me enganando.

Ok, não vamos nos precipitar. Alguma amiga deve ter vindo buscá-la e agora ela deve estar no hotel ou no apartamento sã e salva. Pelo menos, eu espero que esteja.

Dirigi velozmente pelas ruas sem me importar com semáforos ou qualquer outra coisa e fui em direção ao condomínio, entrando rapidamente no elevador e o condenando por ser tão devagar; eu certamente mandaria arrumar isso numa outra hora.

Ao entrar com brutalidade no apartamento, vi duas pessoas de costas e já apontei minha arma para elas, até ver que eram apenas Grace e Matthew com expressões nada boas.

— Graças a Deus, Alecssander ! — Grace disse com alívio na voz enquanto se aproximava — Você não atendeu nenhuma ligação, fiquei preocupada.

— Não sei onde está meu celular. — respondi.

— Darella levou. — Matthew murmurou com os braços cruzados sem ousar se aproximar.

— Levou ? Para onde ? E por quê ? — perguntei rapidamente.

Grace e Matthew se entreolharam.

— Bom... Darella caiu numa armadilha e... — Grace suspirou — Não sabemos onde ela está agora.

— Como não sabem ? — perguntei num tom mais alto que fez o agente Collins se encolher. Cruzeiro os braços acima do peito. — Matthew, você tem algo a me dizer ?

Ele ficou em silêncio, e quando olhei para Grace, ela desviou o olhar.

— ALGUÉM vai me contar o que aconteceu ou vou ter que descobrir sozinho ? — esbravejei.

Grace suspirou.

— Por favor, prometa que vai manter a calma... — disse.

— Prometo que vou tentar.

Ela assentiu.

— Bom, alguém ligou para o seu celular e Darella atendeu. Eles usaram um modificador de voz e simularam um sequestro meu, ela se desesperou e chamou o agente Collins para ajudá-la a me encontrar. Fico feliz e grata por isso, mas foi uma atitude muito arriscada. Deveriam ter pedido reforços. — ela suspirou — Eles foram até um antiga fábrica abandonada e foram encurralados por homens atirando tranquilizantes. Quando Collins acordou, disse que estava sozinho no meio do nada e Darella não estava com ele. Acreditamos que são os mesmos das outras vezes, e fizeram isso para te encurralar porque sabem que você vai atrás dela e isso será uma forma de te pegar. Presumo que o plano inicial era te sequestrar, mas como você deixou o celular e Darella atendeu, a usaram como isca.

— Deixa eu ver se entendi — comecei — Matthew, que por sinal está suspenso, agiu sem permissão e praticamente entregou Darella de bandeja para nossos inimigos ?

— Bom, eu não diria com essas palavras — disse Grace — Mas é, digamos que foi isso.

Fechei os olhos e suspirei profundamente antes de os abrir e encarar Collins com um sorriso falso e ameaçador.

— Você... Ta ferrado. — falei antes de voar em sua direção e desferir um soco no seu maxilar direito.

Ele tentou revidar, mas era tarde demais, eu já havia o pegado pela gola da camisa com uma das mãos e desferia socos repetidamente em seu abdômen com a outra. Quando ele começou a cuspir sangue, Grace me puxou pelo braço na tentativa de me afastar.

— SEU FILHO DA PUTA ! — esbravejei entre dentes sendo puxado pelos braços por Grace — EU VOU TE MATAR !

— ALECSSANDER ! Você prometeu manter a calma ! — ela gritou tentando, com muita dificuldade, me impedir de voltar a bater em Matthew.

— EU PROMETI TENTAR ! E EU TENTEI !

— O foco aqui não é matar ele, precisamos ajudar Darella ! — Grace disse — Depois você faz o que quiser com Collins !

— Qual é, Grace ?! — Matthew protestou e foi completamente ignorado.

Eu suspirei, parando de insistir, então Grace me soltou.

— Certo. Você tem razão. Vamos bolar um plano para buscar Darella. — encarei Collins com fúria — Depois eu cuido de você.

Ele se encolheu e ficou em silêncio, enquanto assentia vagarosamente.

— Essa fábrica abandonada... — comecei depois de algum tempo em silêncio — Já a investigaram ?

— Sim, foi a primeira atitude que tomamos. — Grace suspirou — Já mandei homens procurar por lá de cima à baixo, mas eles não encontraram nada além da bolsa que Darella deixou cair quando os homens a pegaram.

— Merda... — praguejei — Já encontraram outro lugar pra instalar o escritório ?

— Infelizmente não.

— Então chame todos os homens que estiverem em Nova York aqui. Teremos uma reunião de urgência e preciso de todos colaborando para essa missão. Nossa prioridade agora é a Darella e nada mais.

— Como quiser. — Grace disse antes de sair do apartamento com Matthew logo atrás.

— E você — falei, o encarando — Não se meta nisso. A última coisa de que precisamos é que você estrague tudo.

Ele assentiu sem me olhar diretamente nos olhos e saiu do apartamento.

Me joguei de costas no sofá e suspirei enquanto passava as mãos pelo rosto.

[...]

— O senhor quer todos nós nessa missão ?! — perguntou um dos soldados que estava escorado na parede num canto da sala.

— Exato. — respondi.

— Mas... Não é exagero ? — ele prosseguiu — Com apenas uns quinze homens dá para resgatá-la numa boa. Mais de cinqüenta soldados e trinta capos seria desperdício de tempo e dinheiro.

— Não sabemos quem estamos enfrentando e nem quantos homens ele tem. — falei enquanto me levantava do sofá e ia até ele — Mas se você acha que sabe mais do que eu, então não precisa ir nessa missão. E em nenhuma outra. Você e todos que concordaram com sua opinião insignificante e medíocre.

O soldado se encolheu na parede e permaneceu em silêncio, assim como todos os seus amigos que concordaram.

— Mais alguém gostaria de opinar ? — perguntei hipocritamente olhando todos os presentes, sabendo que ninguém ousaria discordar de mim — Ótimo. Grace, repasse o plano e distribua as tarefas de cada um.

—Sim, senhor — ela disse antes de pegar uma lista — Grupos A, B e C cuidarão da parte investigativa; a tarefa de vocês é descobrir onde os inimigos estão localizados. Grupos D, E e F cuidarão da parte estratégica; a tarefa de vocês é planejar as melhores formas de ataque e fuga. E, por fim, grupos G, H e I cuidarão dos armamentos; a tarefa de vocês é comprar e selecionar os melhores equipamentos e armas adequados para a missão, sem restrições de preço e a única exigência é que precisam ser equipamentos excelentes, não podemos nos dar ao luxo de cometer um erro como arma sem carregamento durante a missão ou um colete à prova de balas medíocre. Somos da máfia, queremos e precisamos de coisas de qualidade. Precisamos entrar e sair sem chamar muita atenção, isso vale não só para os grupos D, E e F, mas sim para todos. Quanto menos equipamentos e tempo levarmos para trazer Darella, melhor para todos.

— As regras são claras: Nunca discordar dos seus superiores; Nunca tentar nada que comprometa a missão; Sempre manter o foco. Não cumprir essas regras podem levá-los a uma suspensão ou até a morte. Lembrando: Nosso foco é salvar Darella, nada mais. Quanto mais rápido encontra-la, melhor serão suas recompensas. Entendido ? — perguntei.

— Sim, senhor. — ouve um coro de vozes atentas.

— Estão liberados. — todos saíram aos poucos do apartamento, ficando apenas eu e Grace.

Ela se aproximou e colocou a mão no meu braço delicadamente.

— Você está bem ?

Neguei com a cabeça enquanto passava a mão pelos cabelos.

— Já faz mais de cinco horas que não temos notícias dela. Não consigo nem imaginar o que podem estar fazendo com ela. E pensar que meter ela nisso tudo é culpa minha...

— Ei, relaxa — ela tentou me tranquilizar — Iremos encontrá-la. E depois disso você pode torturar quem fez isso com ela.

Nós rimos.

— Preciso ir. Estou no grupo B, vou ajudá-los. Você vai ficar bem ?

Assenti. Ela se despediu e foi embora, me deixando sozinho naquele apartamento imenso. Só agora parei para reparar na ardência do corte no meu antebraço da bala de raspão, e de imediato subi as escadas para fazer um curativo. Eu havia me esquecido completamente dele. Assim que terminei, voltei à sala, ouvindo apenas o silêncio total.

É estranho estar aqui sozinho. Me acostumei com Darella andando de shots e camiseta pelos corredores, as vezes cantalorando baixinho músicas que eu desconhecia. Agora, eu só ouvia o silêncio e nada mais.

Me joguei de costas no sofá, encarando o teto.

Ela está bem. Tudo vai ficar bem. Você vai encontrá-la e nunca mais vai deixar ela ir, pensei.

Notas finais
Gostaram ? Não ? Comentem ! Até o próximo capítulo !