Notas iniciais
Ok. Eu sei, não tem justificativa para minha domora! CARA, UM MÊS '-' Como assim? ahsuahsuah Então, tem uma explicação, na qual se resume em falta de tempo. Pois é está muuuito corrido pra mim, sério até as fic que acompanho está vendo meus comentários depois de um século kkk Me desculpem autores por isso! E me desculpem leitores pela minha falta de consideração! Eu prometo tentar não demorar tanto assim, está bem? Ai vai o próximo capítulo, saboreiem o milagre hahaha ;)

Sam fita o ar apavorada e olha para o tabuleiro.

– É você Carly? – A garota respira com dificuldade desejando que os dois lados do tabuleiro fossem a palavra sim.

O indicador se move com urgência até a palavra não. Todos se entreolham desesperados.

–Então quem é? – Tyler pergunta.

Todos olham apressados para o tabuleiro e o indicador começa a se mexer.

– C. – Sam observa – D – Ela olha para Freddie, que retribui com um olhar tenso e pensativo.

– Foi com você que a gente falou na outra noite? – Freddie pergunta já com medo da resposta.

E mais uma vez o tabuleiro mostra como resultado o que ele mais temia: sim.

– Ai meu Deus! – Tasha diz já com lágrimas escorrendo – A gente nunca falou com a Carly?

Um sim novamente se mostra. Todos já se encontram desesperadamente apavorados, o silêncio fica cada vez mais pesado, como se estivessem sentindo alguém ali os observando sem piscar uma só vez.

– Sam é melhor pararmos. – Freddie a olha tenso.

– Quando a Carly jogou sozinha, ela fez contato com você? – Sam ignora o amigo e pergunta agora mais séria, jogando seu medo de lado. Já haviam começado e não podiam parar sem respostas. O indicador se mantém no sim. – CD cadê você?

Freddie, se vira devagar em direção a cadeira que a um tempo atrás se movimentou. Seu coração apertado bate mais forte ainda ao pensar e confirmar consigo mesmo que aquele espírito que matou sua melhor amiga, está bem ali. – Na cadeira. – Ele diz.

Eles olham para a cadeira, meio iluminada, cuidadosamente esperando que algo apareça. Mas Sam sabe que eles não conseguirão ver nada sem a lente redonda presente no indicador: o olho para o outro lado. Com as mãos e o coração tremendo, ela o leva até o rumo dos olhos.

– Não estou vendo nada. – Ela fixa por alguns segundo o indicador em direção ao centro da cadeira vazia e vai contornando a mesa e observando todos ao redor bem devagar. Tasha já com a maquiagem totalmente borrada de tanto chorar agarrada aos braços de Gibby que olha tenso... Freddie a olhando calmamente... Uma garota com a boca totalmente costurada por linhas a olhando fixamente tentando dizer alguma coisa.

Sam, assustada larga rapidamente o indicador, que cai bem ao centro do tabuleiro e começa a indicar as seguintes letras: C.O.R.R.A.M.

– Corram? – Sam diz confusa.

E.L.A.E.S.T.A.V.I.N.D.O

–Ela esta vindo. – Tyler pronuncia.

–Quem, quem está vindo? – Sam pergunta já desesperada.

M.A.M.A.E

–Mamãe.

Com a respiração já extremamente ofegante e o coração quase saindo pela boca, todos se concentram no indicador que Sam cautelosamente leva até os olhos. Freddie sussurra um cuidado. Do outro lado da lente a mesma garota aparece desesperada tentando dizer algo e aponta para trás deles. Sam segue com o indicador na direção e vê vindo uma mulher gritando em sua direção.

Nesta hora o tabuleiro se joga contra o chão brutalmente e todos ali correm apavorados em direção à saída.

– O que foi que aconteceu ali dentro? – Tasha grita desesperada.

–Calma, não importa. Não vamos mais jogar. – Gibby a consola.

– Gibby tem razão, acabou. Vamos ficar longe do tabuleiro e de tudo isso. – Sam diz.

– A Carly jogou esse jogo e agora está morta. – Freddie diz pausadamente olhando para Sam. – E se a gente cometeu o mesmo erro ou quebramos algum tipo de regra?

–Desencana Benson, não vai acontecer nada. Acabou está bem? Agora vamos pra casa precisamos dormir e esquecer tudo isso.

–Está certo, depois a gente se fala. – Sam diz olhando para todas as expressões de pavor no rosto de cada um.

Gibby e Tasha se direcionam para o carro acenando. Freddie olha para Sam e diz:

– Posso te levar pra casa? – Ela o olha insignificativa e faz que sim com a cabeça.

– Ah Sam? – Tyler se aproxima da loira que se vira para ele com a expressão ainda assustada – Podemos conversar?

– Foi mal, mas não estou com cabeça pra isso agora. — Freddie os observava de canto, com a mesma expressão da garota.

– Será rápido, não vou te aborrecer.

– Tudo bem. Pode falar. – Tyler olha para o moreno ao lado de Sam, com indicação de para que ele saísse.

– Você vai ficar bem? – Freddie se vira para a loira que assente. – Vou te esperar no carro. – Ele olha sério para Tyler e some pelo caminho em direção ao carro.

– Então, eu quero me desculpa por hoje mais cedo. Te juro que eu não estava com a intenção de... – Sam o interrompe.

–Tudo bem Tyler, já passou. – É claro que no fundo era mentira, mas queria acabar logo com aquela conversa e ir para casa. Agora tudo que havia acontecido, pra ela tanto faz, só queria dormir e não acordar tão cedo.

– Não, é sério. Eu gosto muito de você e não quero que a gente se desentenda.

–Está tudo bem.

– De verdade? – Ele a olha surpreso mais curioso ao mesmo tempo.

– É. Agora vamos embora, está frio aqui fora. – Sam se vira para ir, mas Tyler a puxa.

– Então a gente está bem?

– É. – Ela revira os olhos já impaciente. Tyler a puxa para um beijo. Ela se afasta brutamente.

– O que foi? Você disse que está tudo bem.

– Mas não desse jeito. O que você está pensado? Olha, eu te perdoei ok? Mas isso não significa que nós vamos voltar ou ter algum tipo de relação além de amizade.

– Mas eu...

– Eu gosto de você. Mas não é o melhor pra mim. – Ela se afasta, deixando seu sonho de garoto, pensativo e sem palavras para trás.

Ah, como ela queria não ter recuado e sentido mais uma vez aqueles lábios, sentir aquele abraço forte e quente a assegurando que tudo estava bem. Mas aquela imagem de horas mais cedo não saía de sua cabeça, junto com o que Freddie havia lhe dito e toda sua vontade sumia que nem pó ao vento. Ela queria um abraço sincero, alguém que entendesse sua dor com sinceridade e não tiraria proveito de nenhum momento. Frango frito meu amor? Você sim foi sempre verdadeiro em seu maravilhoso sabor. Pensou ela enquanto caminhava até o carro de Freddie.

– E ai? – Freddie pergunta assim que a loira entra no carro.

–Nada. – Ela diz abafando um silêncio profundo.

Durante o caminho eles não trocaram nenhuma palavra se quer, Freddie ligou o som e colocou uma de suas músicas clássicas prediletas, pensando que Sam finalmente falaria algo, mesmo que fosse pra reclamar daquele tipo de música “entediante”. Mas ela nem se quer falou nada, era como se nem estivesse escutando qualquer tipo de barulho. O ar parado e quieto foi tudo que se teve durante o percurso até a casa da garota.

– Você está bem? – Freddie a olha curioso.

– Estou por quê?

– Sei lá, não falou nada o caminho todo e nem reclamou da minha música clássica. – Ele diz em meio riso a última parte.

– Bom, eu só não estou muito a fim de papo.

– Eu sei. Estou tentando engolir tudo aquilo até agora.

– Sabe, não dá pra acreditar! Eu e Carly, sempre jogávamos quando criança e nada nunca aconteceu. Sempre foi só um jogo qualquer. No dia que ela morreu, que eu fui a casa dela, ela me disse que havia jogado. Ela parecia tão preocupada... E eu a cortei logo falando que era apenas um jogo bobo. – Sam diz olhando para o vidro do carro a sua frente, como se fosse à coisa mais interessante. – Eu devia ter questionado. Deveria ter perguntado se estava acontecendo alguma coisa, porque eu sabia que estava. Mas eu não... – Freddie logo a interrompe dizendo:

– Não foi culpa sua Sam. Como você poderia imaginar? Ninguém acreditava que esse tipo de coisa acontecia de verdade.

– Eu sei, mas só de imaginar que eu poderia ter estado com ela, ajudado ela a resolver sei lá... Eu só queria que nada disso tivesse acontecendo, queria que ela estivesse aqui com agente. Ela era como uma irmã pra mim, eu... – Freddie vendo o desespero da amiga se inclina para o lado e a envolve em um abraço forte.

Vai ficar tudo bem eu estou com você. Ele sussurra fazendo Sam se arrepiar. A garota logo se conforta em seus braços e respira aliviada. Milhões de pensamentos que a preocupavam e a faziam se culpar por tudo desaparecem. Sim era o que ela precisava outra dor que entendesse e cobrisse a sua, fazendo por um segundo deixar de doer e acreditar que tudo ficaria bem.

Eles foram se afastando calmamente, até que seus olhos se encontraram em uma perfeita reta. Os olhos lacrimejados de Sam agora refletiam no olhar profundo do moreno e suas respirações não poderiam estar mais abafadas uma com a outra.

Poderiam até sentir os lábios molhados um do outro.

Notas finais
Eu sei, meio curtinho néh?! Mas é que eu queria deixar um suspensezinho hohohoho ;p Então galera como foi? será que ATÉ QUE ENFIM!????? Vejo vocês nos reviews ? Não me abandonaram néh?! kk s2