O Jogo do Desafio Duplo - Leoa & Rhanylla
2 One da Rhanylla - A Essência dos Números
Notas iniciais

No pequeno papel branco, regularmente dobrado, que a moça de cabelos pretos tirou do bolso, podia-se ler algumas poucas palavras, com letras de forma bem desenhadas em caneta preta, formavam uma lista que ela seguira a risca o dia todo, instruções de coisas a fazer na faxina semanal do casal.
Grande maior parte dos itens tinham uma reta em cima, indicando que já haviam sido feitos, porém alguns itens se faziam presentes ali não eram presentes usualmente, coisas como repor a tinta dos canetões da casa e passar um pano nas prateleiras altas, coisas que seu marido Júlio normalmente faria.- Considerando o tamanho das pernas daquele cosplay de girafa-hippie ele não teria o menor problema em limpar as malditas prateleiras, repletas de livro empoeirados que não eram tocados a anos por nenhum dos dois, com nenhum objetivo além de tirar a poeira semanalmente.- mas em um dos malditos livros cheios de palavras sobre como manter um relacionamento bom e saudável o mais alto leu que era uma boa ideia uma ''troca de lugares'' para enfrentar novos ares e entender seu conjugue. ''Besteira.'' Pensou, Paola, desvendo as escadas ''Como se em cinco anos de casado ele ainda não tivesse aprendido como manter uma relação saudável por ele mesmo''. Completou, ela em pensamento.
Não foi nada fácil para ambos entender e amar as manias um do outro, apenas quando se morar com uma pessoa você pode conhece-la completamente. Paola costumava dizer que só conheceria uma pessoa cem por cento se morasse com ela por oito meses ou mais, se morasse com alguém por sete meses e vinte e nove dias então não conheceria a pessoa mania por mania e neura por neura, Paola, mulher introspectiva que a analisava de forma racional tudo a sua volta. Queria bater em Júlio toda vez que lembrava as inúmeras vezes que ele recusou morar junto porquê segundo ele poderia apressar a relação ''Morar junto só depois de casado'' dizia ele, agora, para Paola parecia mais como uma desculpa para adiar as revelações que se seriam mostradas eventualmente. ''Onde fui amarrar meu bode?'' se questionou.
Veja bem, Júlio não era uma cara lá muito cheio de manias, mas as poucas que tinham irritavam a mesma profundamente. Ele sempre pegava uns bichos de rua pra trazer pra casa e dar lá temporário, Paola não era sem coração, claro que não, era alérgica mesmo! Os pulguentos bichanos, vezes gatos, vezes cães, espalhavam pelo e urina para toda canto fazendo ela espirrar e espirrar varias vezes, além de claro, era ela que limpava o carpete sujo. Podemos citar a desorganização de Júlio como um ponto negativos também, toalhas em cima da cama, copos fora dos porta-copos e lápis e canetas jogados em todos os cantos sendo que Paola teve o cuidado de resignar um local especifico especialmente para isso. ''Você, se pudesse, passava até a roupa intima, então me deixa em paz.'' Ele dizia, talvez fosse verdade.
Passando pela cozinha podia a morena, ouvir o mais alto cantando em voz melodiosa alguma musica passando alto de seu celular aos fones de ouvido, tão alto que poderia ser ouvido em bom som de maneira externa, mas ele parecia nem perceber, entretido na tarefa e no embalo da musica que tocava, higienizar as que ainda restavam na pia.
-''Meu jeito rima com o teu. O tom de noite da tua pele me contrasta. Teu toque até me aprendeu. Em ti fiz minha casa.'' Sua voz era bonita, mesmo que por uma ou duas vezes ela desafinasse, não tirava a beleza da cena, que poderia no mínimo ser descrita como adoravelmente pacata. Parecia uma daqueles pequenos momentos no dia-a-dia, mesmo que muito agitado fosse ele, em que dava-lhe uma paz interior e a sensação simples da felicidade sem motivo. O amor proporcionava isso, certo? O sentimento descrito de diversas formas nos mais diversos poemas das mais diversas formas, palavras nunca chegaria aos pés de sentir o verdadeiro sentimento de se sentir seguro nos braços de alguém.
-''Meu bem tu tem minha saudade, Minha verdade, minhas canções. Então me deixa ser. Mais de ti ter. Mais de ti que já sou'' O loiro cabeludo pareceu perceber ser observado e sorriu, mesmo de costas, secou as mãos, na camisa mesmo, e se aproximou de sua amada, a segurou pela cintura e a carregou numa dança suave, tão suave quanto a própria musica. Ela por si, pegou um dos lados e colocou-o em si para acompanhar a melodia. Uma das poucas vezes que ele se sentia liderando qualquer coisa que fosse na relação, Paola foi sempre do tipo que nasceu mulher, nunca menina, sempre mandona. Gostava de tudo a seu jeito, na mais perfeita ordem e organizado em ordem alfabética, de cores ou até melhor, de tamanhos. Líder nata mimava a si mesma aumentando cada vez seu perfeccionismo para muitos imperfeito, um defeito, mas não para Júlio. Júlio era simplista, sempre foi, para ele a beleza estava na simplicidade das coisas, a coisa era bonita só por ser, só por nascer, mas não, Paola, Paola era a beleza mais complicada que já viu, um furacão, e sua maior alegria sempre foi ser a brisa calma que vinha em seguida.
-''Que me deu. Eu não me importaria. De dividir um colchão com você. Dá meu cabelo pra de nós tu encher. E me afogar no teu corpo. Metido a travesseiro'' Ele, então pegou sua mão, grande, em relação a que a segurava e girou sua esposa que mantinha um pequeno sorriso no rosto, a seguro-a pela cintura e a pegou na cintura e selou-lhe os lábios seus nos pequenos e formoso da mulher, pintados de vermelho. ''Por que pintados?'' pensou ele ''Afinal, os lábios dão beleza a cor e não o contrario'' mas as palavras não passaram de pensamentos que sumiram no meio de tantos outros rapidamente.
-Terminou o que tinha na sua lista?- Questionou a mulher, sem ao menos descolar a testa com a de seu companheiro.
-A única coisa que tem na minha lista de coisas a fazer é ser feliz, meu amor, e isso eu faço todos os dias.- Refutou ele, olhando seus olhos escuros e sorrindo cafajeste. Ela se soltou dele, e lhe retribuiu o sorriso.
-Termine a louça então, vou arrumar o escritório.- Ordenou, mas sem jeito ou tom serio. Ela parecia voltar a terra após uma rápida viagem de ida e volta para a lua, recobrar sua consciência.
-''Eu não me importaria. De dividir um colchão com você. Dá meu cabelo pra de nós tu encher. E me afogar no teu corpo. Metido a travesseiro.''- Ele cantou o que ainda melodiava e seus ouvidos. voltando novamente sua atenção a tarefa anterior, onde restavam poucos pratos e alguns copos restantes.
Ela seguiu por um pequeno corredor com paredes cor de mel e entrou a segunda porta a esquerda. O escritório do casal, talvez seu maior desafio do dia. Folhas de papel por todos os cantos, um vasinho de flores que já murchavam, varias estantes empoeiradas, com vários livros esquecidos. Pegou uma pano e começou com as estantes, passou um aspirados no chão, repôs a tinta dos canetões e da impressora, organizou as folhas em pastas e limpou o quadro branco que era pregado a parede, antes continha um lista de contas a pagar, agora já pagas, e agora continha um branco assolador.
Júlio era de humanas, isso era perceptível, professor de filosofia conheceu Paola dando aula, ela não era aluna, claro, mas era colega de trabalho, a colega de trabalho mais linda que seus olhos já tiveram a honra de apreciar, era um amor praticamente impossível, eles eram tão diferentes, foi perceptível no inicio, vendo que Paola dava aulas Engenharia e ele de Filosofia, mas era ainda mais visível agora, analisando o escritório compartilhado, Paola podia ver diferentes tipos de livros, podia ver diferentes tipos de tamanhos e assuntos nele. De títulos sobre socialismo até livros sobre calculo avançado. A cor branca do quadro não reluzia essa diferença, ao perceber isso uma ideia sapeou a mente de Paola. Pegou um dos canetões recém cheios e escreveu um pequeno recado que esperava que o mais alto lesse depois. Ele sempre acha um jeito de fazer as coisas de modo criativo, talvez não funcionasse com números, mas números também podiam ser bonitos em sua essência certo?
SE FOR ESPERTO VAI RESOLVER, SE EM MEIA HORA SEU CEREBRO NÃO PULAR PARA FORA DO CEREBRO EM MODO EJETAR, PODE PROCURAR NO GOOGLE QUE EU DEIXO. BOA SORTE. :D
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TE AMO, PAOLA.
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