O Jogo do Assassino
1 ONLY SHOT - O Jogo do Assassino
Notas iniciais
O carro corria sem parar pelas ruas escuras e desertas numa tentativa de fugir da polícia. Não estava funcionando, porém o criminoso já tinha um plano em mente. A rua se estendia até o píer 39, "ótima ideia" pensou "para não dizer o contrário". A polícia acatou seu recado grudado ao corpo morto e o perseguia fazia algumas horas. Isso só aumentava a adrenalina do assassino no voltante do carro cinza.
Aumentou a velocidade até atingir 75 km/h e o carro da polícia ficou para trás. A oportunidade era única. "É agora ou nunca!"
Em instantes indescritíveis, o criminoso abriu a porta de carro, se jogou conseguindo a proeza de fechar a mesma assim que saiu por completo, e rolou para a calçada se levantando rapidamente para se esconder na penumbra, batendo a sujeira da roupa e mancando para o beco ao seu lado. Sangue escorria de seu braço direito, isso não queria dizer nada para ele, pois o que contava era que seu trabalho estava feito.
Sucesso.
O carro da polícia seguiu o Ford cinza até o entrada do píer, parando abruptamente para ver o mesmo cair nas águas turvas e negras da praia.
Ele agora pode escapar? Essa era a pergunta que ele queria ver respondida. Se sim poderia sair e fugir, mas, o medo e a cautela o retesavam e deixavam-o ponderante. Mesmo assim, voltou ao seu refúgio para descansar e esperar a polícia chegar para prendê-lo, se eles conseguissem completar tal tarefa.
Tudo havia saído de modo satisfatório para ele. Mais uma vontade saciada.
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3h antes. (Os fatos que levaram Maiato a fugir da polícia)
Maiato é o seu nome, para aqueles que não sabiam. Um assassino famoso que ninguém sabia qual era sua aparência e seu refúgio, mas sabiam de todas as suas façanhas mais macabras. Neste caso, em que se encontrava, adorava fazer joguinhos com a polícia, mandar fotos da vítima e mensagens sarcásticas. Ele se curvou diante da mulher morena a sua frente, e pressionou a faca afiada contra o pescoço dela.
Podia muito bem tê-la matado lá no parque, enquanto ela se esperneava. Mas seria fácil demais e não teria graça. Ele já havia cortado a coxa dela e o sangue negro como piche àquela luz se espalhara pelo chão. Torturas como mordidas, queimaduras e coisas do tipo estavam fora de questão nesse caso.
"O que será que acontecerá quando eu matá-la?"
Sem pensar muito, passou a faca pelo vestido vermelho e cortou a bainha um pouco abaixo do joelho e depois fazendo um talho de sangue escorrer pela coxa da moça outra vez. Ela gritou de dor, mas nada podia fazer amarrada.
Sorriu.
"Shh, shh, shhhh..." ele encostou os lábios no rosto da mulher e sussurrou. "Não precisa ficar assustada, não vai doer nadinha. Prometo."
Em seguida repôs a faca no pescoço dela, com esta implorando pela vida com a mordaça na boa, e a cortou. Sem piedade. O sangue espirrou em seu rosto e roupas e ele arreganhou seus dentes brancos. Ele olhou para o corpo estatelado no chão e assistiu enquanto a vida abandonava aquele cadáver. Deu um chutezinho na perna da mulher e bufou.
"Ela era bonita, podia ter brincado um pouco mais" pensou em voz alta, mas logo se repreendeu jogando os cabelos negros, que lhe caíam sobre os olhos, para trás com o auxílio da mão esquerda. "Tsc, tanto faz." Soltou a faca da outra mão e começou o processo de ensacar o corpo para a desova.
Este era Maiato, um assassino frio.
E ele gostava de ser assim.
Logo depois, desovou o corpo na entrada de um parque com uma nota: "Se quiserem me matar, sigam o Ford cinza... se puderem."
Entrou no carro e passou a mão no volante de couro.
"Nada mais excitante que uma perseguição depois de um homicídio" falou para si mesmo e acelerou o carro, dando início à segunda, mas não a melhor, parte do jogo.
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