O Jogo Dos Semideuses - Fic Interativa
6 Capítulo 6 - 2º Dia de Arena
Notas iniciais
P.O.V Gusttavo
Cinco mortos ontem na Cúpula da Morte. Somos vinte e um agora. Vinte dessas pessoas vão morrer. Espero não ser uma delas.
Começo a ouvir alguém gritar o meu nome. Ponho a cabeça pra fora da caverna que eu e Selena dormimos, e vejo Selena me chamando normalmente, como se não houvesse problema algum em gritar.
– Você está maluca? Quer nos matar? — brigo com ela.
– Oh, você está ai — ela sorri.
– Sobe logo antes que te vejam!
Ela sobe as pedras e se senta ao meu lado.
– Olha só o que eu consegui — ela me mostra uma mochila pesada.
– Como conseguiu isso tudo sem ficar com nenhum arranhão? — pergunto-a e pego a mochila.
– Não sei. Eu só peguei, e corri pra cá porque você veio.
Abro a mochila. Encontro maças, três garrafas vazias d’água, bastante pão e carne, e um pedaço grande de queijo, e algumas armas.
– Tudo isso veio na mochila?
– Não. As armas eu consegui pegar enquanto corria pra cá. Pode ficar com algumas
– ela me entrega três facas.
– Obrigado.
Ouvimos dois trovões seguidos. Pulo de susto.
–O que eu te disse sobre se assustar facilmente? — Selena me repreende.
– Sabe que não podemos ficar aqui pra sempre, não sabe? — pergunto a ela.
– Sei. Depois nós descemos.
De repente, a maça que esta em minha em mão some.
– O que foi isso?! — pergunto desesperado.
– Eu não sei o que foi, mas foi muito legal!
– Acho que aquilo desapareceu! — me levanto ainda tonto pelo impacto.
– Você acha? — ela ri e olha para trás enquanto se levanta — Não tinha uma maça bem aqui? — ela aponta para minha mão.
Verdade. Ela tem razão. Tinha uma parede maça bem aqui. E os pães também sumiram.
– Eu acho que está tudo sumindo aos poucos, toda a comopida. E só vai parar quando não restar mais nada. Só a fome.
– Como só restar a fome? Mas ai todo mundo vai morrer.
– Acho que essa é a ideia deles... Pelo menos é a minha opinião.
Victor o afilhado de Hera aparece e Selena sai correndo e gritando freneticamente na direção dele, e enfia uma faca em seu coração. Sangue começa a jorrar pra todos os lados, e ele, assustado e tremendo, cai no chão.
Ouvimos um barulho do trovão. Selena volta andando normalmente e com um sorriso enorme no rosto. Estou começando a ficar com medo dela.
– Somos quantos agora? Vinte e um?
– Vinte – a respondo.
Ela coloca a mochila nas costas. Prendo minhas facas na cintura e começamos a caminhar.
– Precisamos achar algum lugar pra ficar – começo a falar, mas ela tampa minha boca. Olho pra ela.
– Ouvi alguma coisa – ela sussurra e dá uma corridinha até chegar num morro baixo, aonde tem uma garota escondida atrás dele. Vejo que a garota tenta se levantar, pois sua cabeça aparece em cima do muro. Mas Selena a empurra de volta para o chão e a mata.
O barulho do trovão, Selena fica em pé, corremos para o aerodeslizador vir buscar a garota, e voltamos a procurar algum lugar pra ficar.
– Como sabia que ela estava ali? — a pergunto.
– Não escutou o barulhão que ela fez?
– Na verdade eu não ouvi nada... Ei — ela olha pra mim — Será que todo mundo vai morrer hoje?
– Bem provável que não.
– Mas só somos vinte agora — digo.
– Mas isso daqui deve ser enorme. E todo mundo está espalhado por ai.
Apesar de ser maluca, às vezes, Selena fala coisas inteligentes.
Passamos horas andando até ficarmos com fome.
– Estou com fome, vamos comer — pergunto e coloco a mão na barriga.
Ela me deu dois pães e uma maçã, e comeu só um pedaço de carne.
Ela levanta a mão como se quisesse que eu fizesse silêncio e fica olhando para o nada.
– Ouvi outra coisa — ela diz.
– Tem outra pessoa por aqui? — rio irônico.
Ela abre a mochila e pega um objeto que eu não tinha visto. Ele faz um barulho irritante.
– Por que ele está apitando? — pergunto.
– Não sei — ela bate nele — Mas a gente tem que descobrir, ou vão acabar nos achando por causa do barulho.
Ela começa a correr e o barulho só vai ficando mais alto. O apito começa a ficar mais rápido de acordo com que ela se aproxima de um muro.
– Acho que já sei! — ela se vira pra mim — Ele está querendo nos mostrar alguma coisa! Que tem alguma coisa por aqui pra nós pegarmos — ela vai andando em direção ao muro e o apito acaba virando um som inteiro, e depois para sozinho.
– Deve ter alguma coisa nessa parede – digo.
– É — Selena concorda –-Só saberemos se tentarmos pegar — ela pensa — Me dá uma faca.
– O que?
– Uma faca! Vou tentar cortar o muro.
– Cortar o muro com uma faca, Selena? Isso não é meio impossível? Você vai entortar a faca.
– Pode me dar a faca, por favor? — ela pede impaciente.
Pego a faca e a entrego. Ela corta o muro facilmente e olha esnobe pra mim.
– Foi só sorte — retruco.
Ela abre o muro e encontra uma coisa branca e gosmenta dentro dele.
– O que é isso? — pergunto.
– Eu não faço ideia — ela pega e cheira — Não tem cheiro nenhum — Mas também não tem gosto... Seria estranho se eu dissesse que acho que isso é a comida?
– Como é que é? Isso é comida? — pergunto assustado.
– Eu acho que sim. Esse lugar já é estranho. A comida tem que ser estranha também. E por mais estranho que pareça, alimenta bem. Experimenta – ela pega um punhado e me dá — É até gostoso...
Mordo um pedaço.
– Mas não tem gosto de nada — digo.
– Mas é gostoso — ela continua comendo.
Terminamos de comer a gororoba e continuamos procurando algum lugar por mais um tempo.
Achamos um local fechado. Exatamente igual ao que estávamos. Só que esse é no chão. Entramos, nos sentamos e abrimos a mochila.
– Como vamos conseguir água?
– Não sei. Vai que ela aparece que nem a comida — Selena ri.
O hino do Acampamento começa a tocar, e nós dois colocamos a cabeça para fora. Olhamos para cima. O símbolo do Olimpo está lá.
O primeiro rosto que aparece é de Ana, a representante de Atena, amiga de Selena.
Olho pra ela, mas ela não expressa sentimento algum.
Aparecem também Leonardo, representante de Apolo.
– Poxa, ele era tão bonito — Selena suspira.
O de Victor representante de Hera, e o ultimo, o rosto de Miley.
– Então eu matei Miley e Victor, dois quais todos achavam fortes? Legal — Selena sorri.
Assim que o símbolo do Olimpo some, um barulho de trovão é ouvido e o símbolo do Olimpo aparece de novo mostrando Matheus, filho de Hermes.
– 5 mortes hoje de novo. Somos 16 agora.
– Tomara que esse número diminua logo – Selena se deita – Vamos dormir.
Me deito ao seu lado.
Eu estou vivo. Selena está viva... Alecsander está vivo. E o pior... Liz está viva. E vai tentar me matar.
Notas finais
Bernard Simpson - Afrodite
Jean Milard - Dionisio
Jeniffer Stone - Deméter
Robert Rodrigues - Deméter
Phantom - Ártemis
Michel Ziverman - Hefesto
2º dia:
Ana Lynassimo - Atena
Leonardo Mendes - Apolo
Victor Semann - Hera
Miley Marine - Hefesto
Matheus Tussano - Hermes
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E Ai gostaram?? Querem mais?
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