O Jogo Dos Semideuses - Fic Interativa

9 Capítulo 10 - 5º Dia de Arena


Notas iniciais
Oi minhas semideusas lindas! E meu amigos semideuses estou de volta desculpem pela demora! Mas agora que minhas aulas começou, estou muitíssimo ocupado! Mas prometo regularizar a fic!

P.O.V Karoline


Talvez por causa de anos de caça, ou talvez meu ouvido bastante aguçado funcione um pouco melhor do que qualquer um. Mas eu sinto a massa de corpos quentes posicionados acima de nós. Eles não precisam conversar ou gritar. A simples respiração de tantos é suficiente.


Eu toco no braço de Julia e ela segue o meu olhar para cima. Eu não sei como chegaram tão silenciosamente. Talvez eles não fizeram. Nós estávamos ocupadas restaurando corpos machucados.


Durante esse tempo eles se juntaram. Não é de cinco ou dez. Eles estão me parecendo ameaçadores. Eu armo meu arco com duas flechas e Julia ajusta o tridente na mão, sua adaga não seria muito útil agora.


– Lanna? — eu digo tão calmamente quanto possível — Preciso de sua ajuda com uma coisa.


– Ok, só um minuto. Eu acho que quase consegui — diz ela, ainda arrumando nossa barraca.


Sim, aqui. Você ainda tem sua espada? — perguntei, sem me mexer.


– Eu tenho. Esta na minha cabeça! — respondeu ela sarcasticamente.


– Descobrimos uma coisa que é melhor você dar uma olhada — , eu continuo com uma voz calma — Só venha em silêncio, para que você não os assuste.


Por alguma razão, eu não quero que ela observe os gatos, ou até mesmo olhe pelo caminho. Há animais que interpretam um simples contato visual como uma agressão.


Lanna se vira para nós, ofegante de seu trabalho na barraca. O tom do meu pedido é tão estranho, que a alerta para alguma irregularidade.


– Tudo bem, já vou — diz ela casualmente. Ela começa a se mover através da selva, e embora eu saiba que ela está tentando ser silenciosa, este com certeza nunca foi seu forte. Mas está tudo certo, ela está em movimento, os gatos estão mantendo suas posições. Ela está a apenas cinco metros da grande árvore quando os percebe. Seus olhos olham para cima por apenas um segundo, mas é como se ela tivesse desencadeado uma bomba. Os gatos explodem em miados altos e uma massa de pêlos preto, alaranjados e brancos. Voam sobre ela.


Eu nunca vi qualquer movimento de animais tão rápido. Eles deslizam abaixo dos troncos, como se as coisas fossem engraxadas. Saltam distâncias impossíveis de árvore em árvore. Presas à mostra, levantam polêmica, garras aparecem como canivetes. Eu posso não estar familiarizada com os gatos, gosto mais de cães, mas os animais na natureza não agem assim.


– Mutações! — eu digo para mim mesma, quando Julia e eu colidimos com as árvores.


Eu sei que cada flecha tem que acertar, e elas acertam. Eu trago para baixo gato após gato atingindo cabeças, corações e costas, de modo que cada golpe é uma morte. Mas ainda não seria suficiente sem Julia espeta-los como peixes e arremessa-los de lado, Lanna corta-os com a espada, inutilmente. Eu sinto as garras na minha nuca, descendo pelas minhas costas, antes que alguém tire o gato. O ar se torna pesado com os corpos dos gatos sendo amassados sob nossos pés, o cheiro de sangue. Lanna, Julia e eu nos posicionamos em um triângulo, a poucos metros de distância, de costas uma para a outro. Meu coração afunda quando meus dedos puxam minha última flecha. Então eu me lembro que Julia tem uma adaga também. E ela não está usando, ela está furando com o tridente. Minha própria perna está esguichando sangue para fora agora, Lanna tenta acerta-los mas os gatos são mais rápidos, podem saltar para dentro e fora tão rápido que você mal consegue reagir.


– Julia! Eu grito alto. Sua adaga, me dê ela! — ordeno.


Lanna se vira para ver minha situação. Quando isso acontece. Um gato investe de uma árvore para seu peito. Eu não tenho nenhuma flecha, jeito nenhum para atirar. Eu posso ouvir o baque do tridente de Julia perfurando outro gato, sei que sua arma está ocupada. O corpo de Lanna caí no chão.


Eu corro até ela mas, quando olho. Já sangrenta, a boca aberta em um grito estridente, pupilas dilatadas de modo que seus olhos parecem buracos negros.


Ela repousa na areia, ofegante como um peixe fora da água. Sua pele estava pálida esverdeada, suas costelas proeminentes, por ser muito magra apareciam. Tudo nela fala que já não tem mais jeito — seu corpo, sua vida, o olhar vago nos seus olhos. Eu seguro uma das mãos se contorcendo. Não há nada que se possa fazer. Nada além de ficar com ela enquanto ela morre.


Ela levanta a mão trêmula e acaricia a bochecha da Julia. Por um momento, o rosto da minha amiga se ilumina em um sorriso e ela faz um pequeno som chiado. Em seguida, a sua mão manchada de sangue cai em seu peito, ela dá um ultimo sopro no ar, e o trovão ruge no céu azul. O aperto na minha mão se solta.



Notas finais
A uma pergunta:
DE QUEM VOCÊS QUEREM QUE SEJA A PROXIMA MORTE?
1. Katherine
2. Gusttavo
3. Ryan
4. Jason
5. Selena
6. Alecsander
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Mortos:
1º dia:
Bernard Simpson - Afrodite
Jean Milard - Dionisio
Jeniffer Stone - Deméter
Robert Rodrigues - Deméter
Phantom - Ártemis
Michel Ziverman - Hefesto
2º dia:
Ana Lynassimo - Atena
Leonardo Mendes - Apolo
Victor Semann - Hera
Miley Marine - Hefesto
Matheus Tussano - Hermes
4º dia:
Lanna Meiden - Dionisio