No caminho de sua casa eu percebi que algo a incomodava, então a olhei sem dizer nada e ela me olhou fixamente em meus olhos e começou a chorar, eu a abracei e perguntei.

-Amor o que aconteceu que começou a chorar derepente? –sussurrei em seu ouvindo.

Ela me olhou novamente e enxugando as lágrimas e começou a falar.

-Mateus eu estou com medo, medo de que me abandone quando eu mais precisar de você Mateus, eu amo você desde o primeiro dia em que eu o vi ao entrar no parque eu o olhava para você o tempo todo sem você saber que eu o olhava, eu via você com sua caderneta e escrevendo, e dava uma pausa e olhava pro céu azul e quando me reparei vi você olhando pra mim e abriu um sorriso lindo que você tem. Que todas as noites eu fico lembrando de você sorrindo, eu fico toda derretida.

-Amor não fique assim eu jamais irei abandonar você. Jamais irei te deixar, e eu não irei embora sem você pra lugar nenhum, eu encontrei minha felicidade aqui com você Pâmella, só serei feliz ao seu lado, eu sempre fui loucamente apaixonado por você, e até hoje sou e sempre serei apaixonado por você.

Quando chegamos em frente a sua casa e nos abraçamos novamente e se beijamos por um longo tempo e eu esperei ela entrar em casa, pra que eu possa ir até a minha, chegando a praça novamente encontrei com o Sr. Vanguardia olhando o lago refletindo a lua nela.

-Boa noite Sr. Vanguardia-eu disse indo em sua direção.

-Boa noite Sr. Martín que surpresa vê-lo por aqui.

-É que fui levar minha namorada para casa e resolvi passar por aqui quando o avistei.

-Mais então Sr. Martín como vai a história que lhe pedi ontem? –perguntou sem tirar os olhos do reflexo da lua sobre o lago.

-Já está pronta Sr. Vanguardia, eu terminei hoje de manhã todas as páginas que o senhor pediu.

Então o Sr. Vanguardia franziu a testa, dando de ombros começou a falar.

-Para um garoto como você que pelo jeito nunca tenha tocado numa máquina de escrever certo? –perguntou me olhando do canto do olho.

E eu só balancei a cabeça que sim.

-Mais continuando o assunto tenho que você reescreveu todo o texto na máquina?

-Sim eu escrevi. Se quiser ir até em casa lhe mostrarei o maço que fiz.

Então se deslocamos sem falar nada, quando chegamos a minha casa e eu chamei minha mãe para abrir a porta. Ficamos esperando uns 5 min depois nos viu em pé e convidou o Sr. Vanguardia a entrar.

Pedi para que esperasse na sala enquanto pegava o maço com o texto escrito.

-Está aqui Sr. Vanguardia o texto todo que o senhor me pediu, se quiser verificar sintas se a vontade.

Ele abriu o laço que fiz e pegou ás vintes páginas que ele leu pela primeira vez e me olhou e disse.

-Parabéns Sr. Martín pelo visto não estava enganado sobre você. Como parte do acordo aqui está à outra parte do dinheiro, belo trabalho Sr. Martín continue assim, pois irei procurá-lo novamente para um novo livro. Tenham uma boa noite e até breve.

Quando o vi indo embora pelas ruas da cidade e fui logo entrando pra dentro de casa quando vi minha mãe com o envelope ainda fechado e a perguntei.

-Por que não abriu o envelope?

-Por que queria abrir junto de meu escritor.

Eu dei um sorriso de contente e me sentei ao seu lado. Então abriu o envelope e tava cheia de notas frescas a serem gastado.

Nunca vi minha mãe tão contente antes como agora. Minha mãe parou para contar o dinheiro e quando terminou de contar, saiu pulando de alegria pela casa e quando pude conter sua alegria toda ela parou e respirou fundo e disse.

-Filho você vale ouro.

-Quanto era a quantia? –perguntei ansioso.

-50 mil reais meu filho. 50 mil sabe que isso é muito dinheiro. Filho amanhã mesmo quero que você vá até a casa de sua namorada e a convide ela e a família dela pra que venham jantar aqui em casa, pois iremos nos divertir amanhã.

Não esperei nem um minuto e fui à direção a sua casa no bairro Belém Velho, ao chegar a sua casa a encontrei sentada nos degrau de sua casa, quando me avistou de longe e logo abriu um sorriso de contente. Então cheguei até ela e a beijei, sentei ao seu lado e ficamos admirando a lua e a constelação e eu fiquei dizendo várias coisas lindas que acabei me emocionando junto.

-Amor eu posso falar com seus pais? –perguntei num suspiro de medo.

-Claro que pode amor, mas porque agora?

-É que deu a louca na minha mãe de que era pra eu convidar você e sua família para jantar lá em casa.

-A amor meus pais até vão se você pagasse um táxi pra gente ir, pois como você sabe somos pobres e não temos muita coisa.

-Relaxa amor porque dinheiro não é problema para mim.

-Não é problema mesmo?

-Claro que não é. Lembra daquele senhor de idade que estava junto a mim no dia em que nos conhecemos.

-Sim amor eu lembro, o que tem o senhor?

-Pois então ele gostou de meu texto que me deu uma máquina de escrever e como antecedência dez mil reais, e quando terminei meu texto ele foi até lá em casa hoje mesmo e verificou todo o texto e se deu por satisfeito e entregou outro envelope com o resto do dinheiro, e antes dele ir embora disse que ia me procurar novamente para um novo livro. E ele foi embora, quando entrei novamente para minha mãe me esperava com o envelope fechado, quando o abrimos tava cheio de dinheiro.

-Nossa amor que bom que a vida de vocês estão melhorando.

-Amor minha vida só tá melhorando com você de meu lado.

Ela olhou para mim e desabou em choro, tentei acalma — lá com carinhos delicados em seu rosto.

Logo depois os pais da Pâmella estavam na porta nos observando quando notei falei em seu ouvindo que seus pais estavam nos observando, ela logo abriu um sorriso.

E olhou para eles e disse.

-Pai. Mãe, esse é o meu namorado o Mateus o qual eu tanto falei que me deu esse lindo colar.

-Deve ter custado uma fortuna Sr. Mateus. –disse seu pai.

-Capaz senhor isso é só um presente, pois quero ficar com sua filha para todo o sempre-respondi a ele.

A mãe da Pâmella estava curiosa pra saber no que eu trabalho, antes que perguntasse os interrompe e comecei a falar.

-Meu nome é Mateus Martín, pois tenh0 17 anos, aonde eu vim de uma família pobre, mais eu dedico meu tempo escrevendo, foi assim que comprei esse colar à Pâmella, pois eu sabia que em seu pescoço ficaria mais lindo do que atrás de uma vitrine. E antes que eu esqueça minha mãe os convidou para jantar lá em casa amanhã, estarei contando com a presença de vocês. Não se preocupem com o dinheiro, pois eu ire mandar um táxi busca-los.

-Muitíssimo obrigado Sr. Martín, com certeza nós iremos comparecer a sua casa, não iremos desapontá-lo. –disse a mãe da Pâmella.

-Quem tem que agradecer sou eu, pois estou muito honrado em ser o namorado da Pâmella e espero vê-los novamente, não em minha casa amanhã, mais espero cruzar com vocês na rua por algum acaso.

-Claro Sr. Martín. –respondeu a mãe da Pâmella.