O Jogo Do Anjo
2 Capítulo 2
Já eram duas da tarde quando bateram na porta de casa, quando ouvi minha mãe falar com alguém que num instante reconheci aquela voz. Era o velho que conversava noite passada.
-Filho venha cá-disse minha mãe me chamando.
Sem pensar duas vezes sai de meu quarto o mais rápido que eu pude e o encontrei o na porta com seu sorriso sincero.
-Filho, esse homem disse que o conhece e que tinham marcado de sair hoje a tarde.
-Sim mamãe a gente se conhece, ele é um bom homem.- disse eu.
-Com todo o respeito senhora mas seu filho e eu apenas daremos uma volta no parque e tomaremos um sorvete. Se não for muito incomodo para a senhora.
Minha mãe me olhava como se eu tivesse aprontado uma. Mais eu a olhei sem saber o que dizer dei um sorriso e disse para ela que aquele moço na porta só queria uma companhia de um jovem em sua caminhada, e o velho percebeu meu ato de que minha mãe achava que tinha aprontado.
-Então senhora...
-Dornelles, Maria Dornelles. Completou mamãe.
-Sra. Dornelles prometo que seu filho voltara são e salvo até as oito da noite.
Eu já estava indo pro meu quarto pegar minha mochila minha mãe apareceu na porta.
-Martín se cuide entendeu?
-Mãe não se preocupe eu voltarei são e salvo eu prometo, quando eu voltar as oito da noite eu te contarei tudo, eu prometo mamãe.
Dei, um abraço e um beijo em se rosto. E me despedi dela.
Ao me encontrar com o velho na calçada me esperando fomos direto a uma sorveteria ali perto de casa e do parque, pegamos nossos sorvetes e encontramos uma mesa vaga onde dirigimos até ela.
Num instante de silencio de cinco minutos pra tomar o sorvete. Até que eu perguntei.
-Como soube onde eu morava?
-Eu cuidei você até sua casa que não difícil de encontrar meu jovem. –respondeu o velho com sua sinceridade.
Terminamos de tomar nosso sorvete, e se dirigimos para a praça onde conversamos sobre meu texto.
-Então meu jovem tem algo novo para me mostrar –disse o velho sem tirar os olhos do lago.
Comecei a vasculhar minha mochila com as novas páginas que eu tenho feio para o velho ler e me dar sua opinião. Ao encontrar as páginas entreguei em suas mãos e sorrindo para ele. Então sorriu pra mim também.
Enquanto ele lia eu reparei numa linda mocinha de uns 15 ou 16anos que eu sempre via aqui na praça onde a qual me incentivava a escrever em especial.
Sem que eu percebesse o velho já tinha lido meu texto e reparou que meu olhar estava naquela mocinha e perguntou.
-Muito linda não acha?
-Com certeza muito linda, quero dizer o que achou de meu texto? Falei tentando mudar de assunto.
-O texto está um espetáculo melhor do que ontem. Mas eu não estava referindo-me ao seu texto, mas naquela mocinha que vi que você a reparava.
Fiquei em silencio por alguns minutos até que o velho falasse algo.
-É melhor você chegar nela, porque eu notei que ela também esta reparando em você. É melhor ir logo antes que eu vá até ela e digo que você não para de reparar nela.
-Eu sou muito tímido senhor e nunca cheguei numa garota pra dizer isso.
-Escute a voz da experiência meu jovem, chegue nessa linda mocinha com essa linda rosa e a entregue e pergunte seu nome e então comece a conversar com ela. Confie em mim meu jovem.
Com as palavras ditas da boca daquele velho, peguei a rosa que ele me entregou e me levantei e fui a sua direção e suando frio sem saber o que falar a ela. Quando me aproximei dela e engoli em seco e nervoso e disse.
-Moça aceitaria essa linda flor que encontrei que quando vi você percebi que essa linda rosa ficaria mais linda nas mãos de uma garota linda como você.
A moça sem dizer nada e me olhando nos olhos e estendeu sua mão para pegar a rosa e então pude sentir a delicadeza de sua mão ao tocar n a minha.
-Eu me chamo Martín, Mateus Martín e você como se chama? –perguntei com um sorriso para esconder minha timidez.
-Me chamo Pâmella-respondeu a mocinha.
-Um prazer em conhece — lá Srta. Pâmella.
-O prazer é todo meu Srto. Martín.
-Por favor, me chame de Mateus.
-Tudo bem então Mateus.
Olhamos-nos por uns instantes e depois rimos do jeito que falamos.
-Eu já vi você nessa praça muitas vezes Mateus, com um caderno e uma caneta na mão.
-Sim eu sempre venho aqui, pois eu tenho um grande sonho.
-E que grande sonho é esse?
-Com o tempo você saberá, com o tempo saberá.
-E quem é aquele velho que está com você? –perguntou a Pâmella.
-É um novo amigo que eu fiz ontem a noite aqui na praça, pedi a ele que lesse minha história e me desse conselho sobre ele.
Pâmella não disse uma palavra se quer e já estava escurecendo quando o velho me chamou avisando que tínhamos que ir.
Então olhei nos olhos da Pâmella e reparei que estavam brilhando de tanta emoção e felicidade e a perguntei.
-Quando voltarei a encontrar com você minha flor?
-Amanhã à tarde aqui na praça se não for muito incomodo para você.
-Não é incomodo nenhum, vai ser um prazer revela.
Botei minha mão em seu rosto e a acariciei com delicadeza e sorri para ela, com um simples movimento seu ela me abraçou tão delicada e ela beijou meu rosto e disse.
-Obrigada pela rosa, eu sempre desejei ganhar uma rosa ainda mais de você Mateus.
-Não tem de que minha flor estarei aqui amanhã às duas da tarde, tudo bem para você?
-Sim claro, está mais do que ótimo.
-Perfeito então, até amanhã minha flor.
-Até amanhã Mateus.
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