Notas iniciais
Demorei?? Sentiram minha falta??
Não TT-TT
EEENNFIIM! Eu posso explicar o porquê de eu ter demorado u-u
Minha querida mamãe viajou por duas semanas e eu tive que ficar com o meu papai... Bem, eu me esqueci do pen drive em casa e tive que dar um jeito de acessar a internet (lê-se: achei o modem portátil do meu pai) pra ver onde eu havia parado hehe e sem contar que eu tive um surto de desacriatividade (essa palavra existe?? Se não existia, existe agora u-u)
Bom, lembram quando eu disse que ia fazer um capítulo mais hot? Pois é, o meu surto de desacriatividade não permitiu isso ~~ ai eu resolvi deixar pro próximo, sinto muito ç-ç não me matem!!
A boa notícia é que eu estou postando de novo (depois de um século) o/
A má é que eu tenho simulado sábado e provavelmente não postarei tão cedo u-u
Mas não me abandonem, queridas!
Ah, eu deixei esse capítulo sem título porque... Bom, estava com preguiça de pensar q-q
É isso, boa leitura!

— Então… — Comecei a falar logo depois de entrarmos no quarto. — Esse é “um dos melhores quartos”?

O quarto era mal pintado com um tom de vermelho que chegava a ser ridículo, tinha um cheiro horrível, havia um criado-mudo de madeira de uns 300 anos atrás, uma cortina, que um dia provavelmente foi branca, cobria a janela caindo aos pedaços, uma porta de madeira velha (que devia ser o banheiro), e, por fim, duas camas (ainda bem) de solteiro.

Daron soltou um sorriso irônico.

— Pelo menos os cobertores são quentinhos. — Ele tocou no tecido.

Dei de ombros, peguei minha mochila e pus em cima da cama. Revirei-a, procurando minha toalha.

— O que você vai fazer? — Daron sentou. — Daqui a pouco vão nos chamar.

— Vou tomar um banho rápido.

Ele olhou para mim.

— Não tranque a porta. — Ele sorriu abertamente. — Sabe, não sabemos se a tranca da porta é boa, afinal isso aqui está caindo aos pedaços. — Eu levantei e bati em seu ombro.

— Cale a boca, Spittle! — Revirei os olhos.

Entrei no banheiro, que tinha um cheiro – e uma aparência – bem melhor do que o quarto. Mesmo pensando no que Daron dissera sobre a tranca da porta, eu a tranquei, pois confio muito mais na tranca do que em Daron.

Após sair do banheiro, o vi sentado na cama com um tipo de mapa nas mãos.

— O que é isso? — Indaguei.

— Um mapa dessa floresta.

— E para que você tem isso?

— Enquanto você estava tomando banho, o treinador deixou isso comigo. Vamos ter tipo um caça ao tesouro ou coisa do tipo. Esse mapa é pra nós não nos perdermos. — Ele explicou.

Respirei fundo.

— Ah, nós seremos a primeira dupla a ir, juntamente com… Bem, esqueci os nomes deles. — Ele sorriu de lado.

— Hum, e que horas isso começa?

Ele olhou para outro papel que estava preso ao mapa, para o relógio em seu pulso e depois respondeu:

— Daqui a uns dois minutos.

— Então vamos, né?! — Bati as mãos. — Temos que levar alguma coisa?

— Sei lá. — Ele deu de ombros.

— Quer saber? Eu vou levar uma bolsinha com uma garrafa de água, caso a gente fique com sede, né? E um biscoitinho… — Comecei a revirar minhas coisas.

— Como você teve tempo pra arrumar isso? — Ele arregalou os olhos.

— Sou mulher, tenho tempo pra tudo. — Gabei-me.

— Sei… — Ele sorriu.

Descemos rapidamente e encontramos a Srta. Castelli conversando animadamente com Vanessa, que se virou e me encarou de uma forma que pode ser considerada assustadora.

— Olha Megan. Sua concorrente número 2 está nos encarando.

Revirei os olhos.

— Estamos concorrendo o que mesmo? — Fiz-me de desentendida.

— Concorrendo o meu amor. — Ele deu um sorriso sedutor. — Não se preocupe. Você ganha essa fácil, fácil.

Desviei o olhar na tentativa de não mostrar o meu rubor naquele momento.

— Spittle! Ryan! Venham, vocês receberam o mapa, certo? Para não se perderem. Prestem atenção! Cuidado! Se vocês acharem que não conseguirão, voltem! — Ela tagarelou.

— E se nós não acharmos o caminho de volta? — Vanessa perguntou com uma voz antipática.

— Para isso nós demos para vocês os mapas, queridinha. Não tem como se perder. Eles estão bem claros. Tudo bem? Podemos começar? Podemos. — Ela olhou umas anotações no caderno. — Nada de jogo sujo! Aqui uma lista do que vocês têm que achar. Se algo não estiver de acordo com o que foi pedido, vocês perderão. A primeira dupla que chegar com tudo ganhará. — Explicou. — Bem, podem começar. — Ela entregou uma bolsa.

Dei a primeira olhada na lista com Daron andando na minha frente.

— Vamos fazer o seguinte: eu digo o que está aqui e você procura. — Eu disse.

— Haha! Engraçadinha, não sei se você sabe, mas isso é pra ser trabalho em equipe, um ajuda o outro.

— Eu estarei te ajudando, oras! Eu direi o que está na lista, acho que isso é uma ajuda muito grande.

Ele riu.

— Primeiro: duas folhas amareladas. — Li o primeiro item.

— Acho que tem uma ali. — Ele foi na direção da folha. — Já temos uma.

— Tudo bem, segundo: dois galhos do tamanho do seu antebraço.

— Dois? Todos os itens são dois?

— Hum… Sim.

— Veja bem, eu procuro um e você procura outro. Bem justo, certo? — Propôs Daron.

— Tudo bem. — Rendi-me.

Daron olhou para a lista em minhas mãos por cima do meu ombro.

— Duas folhas do tamanho da sua mão. — Ele leu em voz alta.

Olhei ao redor.

— Achei! — Gritei e sai correndo em direção a um galho grande o suficiente para ser do tamanho do meu antebraço.

— Tudo bem, temos uma folha amarela e um galho grande.

— Poxa, eu achei que seria mais fácil… — Resmunguei.

Continuamos procurando, Daron achou um galho do tamanho do antebraço, eu achei uma folha do tamanho da minha mão e continuamos andando apenas com o som dos galhos sendo quebrados a cada passo. Deve ter se passado uns 20 minutos.

— Você já achou a folha? — Daron perguntou.

— A amarela? — Respondi com outra pergunta.

— Sim.

— Não.

— Nesse ritmo nós não vamos ganhar nunca. — Reclamou.

Andamos mais um pouco e eu resolvi ler mais uma vez a lista.

— Olhe. Aqui diz pra fazermos dois barquinhos. — Sorri.

— Deixe-me adivinhar… Com folhas de árvores? — Ele arqueou a sobrancelha.

— Sim…

Daron levantou, pegou uma folha qualquer e fez um barquinho em segundos. E eu fiz o mesmo. Daron pegou outra folha, mas esta era do tamanho de sua mão.

— Tem mais alguma co… — Ele se interrompeu. — Megan… Não se desespere, mas tem uma aranha no seu ombro.

Paralisei e soltei uns gritinhos abafados.

— TIRA ESSE TROÇO DE MIM. — Gritei e logo depois comecei a choramingar.

— Calma, calma. — Ele pegou um graveto e expulsou a aranha do meu ombro. Eu saí saltitando para longe dela e choraminguei novamente. Daron riu. — Você… tem medo de aranhas?

— Tenho.

— Do que mais você tem medo?

— Cobras.

— Isso vai ser um problema… — Ele passou a mão na nuca.

— Por quê? — Ele sorriu de forma maliciosa. Arregalei os olhos. — Daron! — Ele sorriu novamente. — Existem coisas mais educativas para se falar e para pensar também. — Bati nele com a minha bolsa.

— Ah! Você tem água aí, não é? — Ele mudou de assunto.

— Aham.

— Eu quero um pouco.

— Não. Você falou besteiras. Minha água só é bebida por pessoas que não falam besteiras.

— Me dá logo um pouco.

Daron puxou minha bolsa e, consequentemente, me puxou junto. Abriu a bolsa e pegou minha garrafa térmica.

— Não! Devolve. — Gritei e tentei inutilmente pegar a garrafa de volta.

— Você quer? Então vem pegar. — Ele ergueu a mão e eu pensei: puxa, como ele é alto!

— Isso não vale! — Ele me encarou e eu cruzei os braços.

— Você parece uma criança.

— Não sou criança. — Fiz biquinho.

— Sim, você é.

— Não sou.

— É sim.

— Você é um tolo por estar discutindo com uma criança.

— Então você admite que é criança. — Ele sorriu vitorioso.

— Dane-se! Fique com a água. — Emburrei-me.

— Não diga palavrões, criança. — Ele apontou o dedo para mim.

— Dane-se não é palavrão. — Retruquei.

— No conceito dos adultos é.

— E você é adulto?

— Sou. E sou formado em Direito. — Ele estufou o peito.

— Você tem quantos anos, Sr. Adulto?

— Tenho 30 anos.

— É o dobro da sua idade. Daron não viaja.

— Não, não. O dobro da minha idade é 34. Parece que a criança não aprendeu matemática. — Ele sorriu. — Quer que eu te dê umas aulinhas?

— Claro, titio Daron. — Debochei.

— “Titio Daron”? Isso foi ridículo.

— Você quem começou. — Cruzei os braços.

Daron sorriu.

— Você fica atraente com raiva. — Enrubesci.

— Pare com isso. — Murmurei.

— Parar com o quê? — Ele me puxou para junto dele.

— Isso. — Gesticulei pra ele.

Ele passou uma mão ao redor da minha cintura enquanto a outra acariciava o meu cabelo. Então ele me beijou delicadamente, como se a qualquer momento eu fosse quebrar. Eu passei minhas mãos por sua nuca e puxei-o mais para mim. Eu sorri entre um beijo e outro e depois me separei dele.

— Isso é pedofilia, “titio Daron”.

— Pedofilia é uma perversão sexual. Não estou te abusando sexualmente, Ryan. — Ele sorriu de canto. — Ainda.

Então voltou a me beijar de forma doce e, bem, isso é bom. Muito bom. Exceto pelo fato de que nós provavelmente vamos perder esse “caça ao tesouro”. Mas, afinal, quem liga? Eu não. E ele também não parecia ligar.

Abri os olhos lentamente e logo depois me afastei de Daron. Ele me fitou confuso.

— Achei. — Sorri e peguei a folha amarela que estava faltando.

Notas finais
Sinceramente eu não gostei muito, não. A minha crise de desacriatividade ainda me ataca u-u sem contar que estou meio sei lá '-' ansiosa, talvez... Mas ninguém aqui quer saber da minha vida u-u ninguém me ama, sou apenas mais um pedaço de cocô no meio do mato /tendocrisesexistenciais
Apenas um comentário adicional, nada a ver:
Eu adoro gatos vesgos *u* eles são fofos, né?! (por favor não me deixem no vácuo)