O Internato
10 Don’t look back
Notas iniciais
Pov. Samantha
–Samantha por favor, você tem que acreditar!-ele disse com a voz preocupada
–Pelo Anjo Harry! Essa foi a coisa mais ridícula que você já disse!-eu retruquei já ficando nervosa- Tudo bem que eu não gosto dela, ó céus eu não a suporto, mas chama-la de bruxa já chega a ser clichê!
–O que?! Ela não é bruxa, eu não disse bruxa!- ele disse, em seguida falando com sigo mesmo-Quem me dera se ela fosse uma bruxa!
–Tá, seja lá oque você disse, ela não é. Vivemos no mundo real! Não existem dragões, nem fadas, nem duendes, vampiros ou lobisomens! Infelizmente nosso mundo é constituído apenas por seres humanos, ridículos e medíocres, malditas pessoas tediosas, porém ainda são pessoas!
–Não...você está enganada!-ele disse melancólico- Sam...espero que quando você perceba não seja tarde.
–Harry acorda, volta pro planeta terra!!!- eu disse ignorando o fato dele ter me chamado pelo apelido
–Sam, eu quero que saiba que pode contar comigo, quando tiver algum problema use isso e eu virei- ele disse me entregando um aparelho estranho, parecia um celular mas eu tinha certeza de que não era- Eu só quero seu bem, e fique longe do Jace, ele não é nada confiável, na verdade acho que ele é da mesma espécie da Eduarda!
–Cara...você precisa de um psicólogo, urgente!
–Só prometa que se ver qualquer coisa fora do normal você vai usar isso!
–Amm...Harry
–Só prometa!
–Tá, eu prometo!
–Ótimo, até mais.
–Espere! Harry você me deve explicações
–Não me lembro de dever nada há ninguém!- ele disse rindo
–Por que você me ignorou? Por que fingiu que eu não estava lá?
–Sam peço desculpas mas não foi eu, é difícil explicar
–Bom eu tenho um nível intelectual médio, acho que consigo entender!
–Você não faz ideia do quanto poderosa Eduarda pode ser. Ela me forçou para que eu não pudesse impedi-la de fazer oque ela mandar. Eu sinto sua falta, mas você parece não acreditar, então não posso fazer nada, só esperar você acordar.
–Como ela iria fazer isso Harry!
–Pare de subestima-la, eu não peço que acredite vocês humanos tem um serio problema em encarar a verdade, por isso a nevoa.
–Harry isso não é PJO, não existe névoa, são apenas moléculas desalmadas colidindo umas com as outras aleatoriamente.
Ele mordeu o lábio inferior que estava tremendo, virou a cabeça para a direita o que fez seu cabelo ir junto dando um ar sexy que ele sempre teve, mas eu sabia oque ele estava fazendo, eu era experte em segurar qualquer lagrima, embora ele exale confiança e charme dava pra ver a tristeza nos olhos dele juntamente com lagrimas que não escapavam, ficavam apenas nas orbitas sem escapar uma sequer.
–Tá Samantha, eu te conto a verdade e é isso que eu ganho, quando você descobrir tudo vem conversar comigo, eu estarei esperando.
Ele se virou e foi embora caminhando lentamente, com seus passos largos e cheios de pesar. Eu queria ir atrás dele, queria pedir desculpas e me deixar desabar nos braços fortes e seguros dele, eu o amava e devia contar a ele, porém quando eu dei um passo algo se colocou em minha frente.
–Heeey samy!
–Jace não tenho tempo para isso.
–Ei eu quero te levar em um lugar.
–Que lugar Jace?
– Um lugar especial, você vai ver.
–É aqui no campus?
–Você faz muitas perguntas.- ele riu, pegou meu pulso e me puxou para o nosso destino
Eu nunca tinha estado nesse lado do campus, a paisagem foi mudando totalmente, o ar foi ficando mais frio, as arvores foram ficando maiores e com a madeira escura, galhos finos e retorcidos, a folhagem verde escura. O ar era enevoado e vagalumes piscavam a nossa volta.
–A um lugar especial, longe daquele marombado do Harry, da louca da Eduarda e das suas seguidoras, um lugar para apenas nos dois tirarmos proveito.
–Hum, o Harry não é marombado!
Ele riu e continuou andando, mas a frente tinha uma caverna que formava um túnel que dava para ver o brilho no final, ou seja, não era muito grande. Passamos pelo túnel, no final dele era um espaço fechado como se fosse uma caverna, só que o teto era aberto, no canto direito da caverna tinha uma cachoeira linda com um arco-íris no final a cachoeira desaguava em uma piscina de agua natural e cristalina.
–Pelo Anjo que lugar incrível Jace.
–Lindo né?!
–Mas eu não vou poder entrar.
–Por que, tem medo de peixinhos que entram no biquíni?
–Esse é o problema!
–Não tem peixes nessa agua Sam- ele disse rindo
–Não essa parte! É que eu não tenho biquíni.
Ele me olhou provocadoramente e começou a tirar a roupa. Nessa hora eu corei com certeza, ele tirou a camiseta deixando a mostra seus músculos e me encarando profundamente foi tirando o cinto. Meu Deus como ele era gato!
–Sabe que biquíni é só calcinha e sutiã com outro tecido né?
–Primeiro encontro e você já quer tirar minha roupa! Garoto depravado!
Ele riu
–Não ela toda, embora eu não me importe se você quiser. -Ele continuou rindo- Eu só estou falando que se você molhar a roupa inteira vai ser pior, e eu trouce toalhas!
–E por que não trouce um biquíni ou um short e uma blusa?
–Por que não sei o seu tamanho
–Uhum sei, uma garota magrela como eu não é difícil de se adivinhar- Eu disse enquanto ele desabotoava o jeans, tentei não olhar então foquei nos olhos dourados dele- Eu aposto que você só queria ver minha barriguinha magrela
Nós rimos e eu tirei a blusa, meu rosto totalmente vermelho.
–Para de charminho, você é sexy!
–Espero que a água não esteja gelada-eu disse procurando mudar de assunto.
–Deixa que eu vejo- ele entrou na agua e mergulhou, só ai que eu percebi que ele estava só de cueca e que suas roupas repousavam jogadas sob o meu pé.
Eu terminei de tirar a roupa ficando apenas com meu conjunto preto de uma calcinha-short e um sutiã com renda, esse conjunto deixava minha pele mais branca que o normal.
–Esta gelada?
–Nem tanto, pode entrar.
Eu fui colocando um pé de cada vez, a água terrivelmente gelada.
–Seu filho da mãe, esta gelada pra caramba!
–Serio?
–Não percebeu?
–Eu devo ser muito quente mesmo
Começamos a rir, passamos a tarde rindo e contando historias, depois disso nos secamos, nos vestimos e voltamos para o campus centro. Não me leve a mal, o encontro foi legal mas só tinha um grande problema, ele não era o Harry.
Quando chegamos à porta do meu dormitório ele se virou ficando de frente pra mim.
–Tchau- eu disse destrancando a porta
Ele colocou a mão impedindo minha passagem.
–Sem beijo de despedida?
–Olha Jace, você é legal mas...eu amo o Harry.
–Entendo, mas não me conformo!
–Sinto muito!
–Não sinta.- Ele se inclinou e me beijou, eu o empurrei
–Que parte do “Não” você não entendeu?
–Vai dizer que não gostou?! E eu não gosto de negação.
–Adeus Jace!
Eu fechei a porta na cara dele, me joguei na cama e peguei meu celular, já eram 20;00 p.m., eu decidi que ia acreditar no Harry afinal ele nunca mentiu pra mim, mesmo sendo loucura eu resolvi acreditar, quando eu ia ligar um pensamento repentino me ocorreu, eu tinha passado a tarde inteira com o Jace em um passeio romântico. Pensei em desligar tarde mais:
–Samantha se divertiu com o Jace e veio correndo me contar como foi?-Harry disse atendendo sarcástico e revoltado
–Como você soube?
–Um passarinho loiro oxigenado veio esfregar na minha cara que te viu de roupa íntima.
–Harry eu não...
–A por favor me poupe de suas desculpas. Se era só isso...adeus
–NÃO!
–Fala logo então
–Eu não gosto do Jace, eu disse isso pra ele hoje, eu te amo e acredito em você!
–Mentira, você não acredita, só disse que acredite por que me ama.
–Não era essa resposta que eu esperava quando eu disse que te amo.
–Eu pensei que você soubesse que eu te amo, e eu não correspondo as expectativas da sociedade!
Eu ri
–Pode rir mas eu sou um garoto rebelde!-ele disse debochado
–Uhum sei, muuuuito rebelde!
Nos rimos
–Era só por isso que você ligou, pra dizer que seu passeio romântico com o senhor oxigenado não era pra ser um encontro, que vocês são ótimos amigos e que você na verdade descobriu finalmente que me ama e que eu sou muito mais sexy que aquele magrelo!
–Bom...basicamente isso!
–Cala boca Rodrick! Tenho que ir Sam, te vejo amanhã.
–Tá, diz pro Rodrick que eu mandei boa noite!-eu disse rindo
–Ela mandou boa noite-houve uma gritaria do outro lado da linha- Não esta de madrugada ainda são uma da manhã! Tchau Sam.
–Tchau.
E desligamos, a verdade era que eu não tinha ligado só pra isso, eu queria ouvir a voz dele pra saber se eu realmente estava fazendo a coisa certa e eu simplesmente sentia falta da nossa terceira dimensão. Já estava tarde então fui dormir, tudo estava indo tão bem oque me preocupava por que eu sabia que algo ia dar muito errado, são não sabia oque.
Pov. Eduarda
Ele estava tão próximo que chegue a ficar vermelha:
–Jonathan, por favor, saia de perto de mim- eu disse
–Ai dudaaa, você sabe que gosta!-Ele deu aquela risada sexy de sempre, maldito!
–Não me chame assim!
–Ah por favor, eu sei que você gosta!
–Você está enganado Jonathan!
–Ah é?-ele disse me segurando pelo braço e me puxando pra perto-Então por que não resistiu am?
–Por favor me solte você está me machucando!-eu disse tentando sair
–Eduarda nós dois sabemos que você é extremamente capaz de se soltar sozinha- ele me lançou um olhar provocante, aqueles malditos olhos dourados que eu nunca poderia ter!- Ah entendi! O Sangue dela não serviu não é?
–Isso não lhe interessa!
–Bom quando coisas como você estão fazendo esse tipo de planos, é meio que meu dever impedir!
–Ah vai caçar uma menina qualquer, todas daqui já te querem.
–Ciúmes?
–Mas é claro que não!
–Você sabe que quem eu quero é você Dudinha
–Pare de me chamar assim seu idiota!
Nessa hora ele foi lançado para traz mas infelizmente aterriçou com perfeição e leveza, pousando delicadamente no chão
–Vejo que ainda sabe brincar, vamos ver até onde você aguenta Eduarda!
–Nunca mais se aproxime de mim Jonathan, Nunca mais encoste em mim!
–Caso você seja surda, meu nome é Jace!
–Como queira senhor Imbecil- eu disse saindo com o maior charme que eu pude colocar em meu andar, virei dando um ar sexy- E você pode ter conseguido daquela vez, mas eu não cometo o mesmo erro duas vezes!
Eu finalmente tinha conseguido cala-lo, finalmente tinha o deixado sem resposta, eu virei dando um risinho, ele me olhava surpreso. Só posso dizer que foi triunfante vê-lo assim.
Até que de repente tudo escureceu a minha volta, e eu não estava mais no campus, eu tinha diminuído, o que só significava uma coisa: Outro devaneio
.....
Eu estava de volta ao campo de concentração que eu outrora chamei de lar, eu estava nos nossos campos de plantação, o trigo balançando com o vento e batendo em minhas pernas, eu tinha uns 13 anos, e lá estava ele, Jace, com 14 anos.
–Você não pode ficar aqui para sempre Duda, ela vai te matar de tanto trabalho.
–Ela só está tentando me ajudar Jace, ela quer me preparar para o futuro.
–Ajudar?!Você é a empregada dela, e o pior de tudo não recebe, como espera vivermos juntos se você não recebe, e eu recebo pouco!
Eu caí na gargalhada, e ele acabou rindo também.
–E quem te disse que eu quero viver com você, am senhor convencido?
–Vai dizer agora que ama!
–Não te amo!
Ele fingiu que levou um flecha no coração, e olhou pra mim com cara de cachorrinho que caio da mudança.
–Como assim você não me ama- ele tirou a flecha imaginaria caindo de joelhos o que me preocupou devido a doença dele- Ai meu Deus, eu vivo um amor não correspondido. Acho que vou morrer!
–Você vai sobreviver
Ele estava pálido, eu cheguei perto dele, de repente ele voou pra cima de mim em um abraço me derrubando no chão, nos caímos dando gargalhadas, ele estava em cima de mim mas não encostava totalmente em mim então não machucava, aos poucos fomos parando de rir pois ele me encarava com um sorriso bobo estampado no rosto, seu olhar estava brilhando, aqueles lindos olhos dourados me encarando, ele passou a mão em meus cabelos, levando os dedos até minha bochecha e com o polegar contornou meus lábios, como se quisesse ver se eu era real, se eu estava ali. Depois ele colocou a mão ao lado da minha cabeça no trigo que tínhamos amassado e disse:
–Eduarda, eu te amo- as palavras foram ditas em tom serio e realmente dava para sentir todo amor contido na voz dele.
Eu sorri
–Eu te amo!- eu disse
Então ele riu, se aproximou e me beijou, um beijo tímido no inicio e depois mais intimo, um beijo apaixonante dês do inicio.
Acordei do meu devaneio tão depressa que foi como se a gravidade me puxasse de volta ao chão e eu me chocasse contra o mesmo causando um impacto devastador. Eu e me peguei em prantos, rapidamente sequei todas as lagrimas e voltei ao meu dormitório, eu não vou desistir só por causa daquele idiota!
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