O Intercâmbio
1 Capítulo 1
Notas iniciais
POV Fatinha
E aqui estava eu no aeroporto do Rio rumo a Miami, pedindo a Deus para não chorar na hora de dizer o adeus a minha família. Ah desculpa esqueci-me de me apresentar, eu me chamo Maria de Fátima dos Prazeres, ou melhor, Fatinha, filha de Vilma dos Prazeres e Adolfo dos Prazeres, sim os donos de uma das maiores lojas de lingerie do mundo a Soberba, apesar da minha família ter dinheiro nunca fui fútil e também nunca me aproveite desse dinheiro , fui acordada dos meu pensamentos pela voz irritante que anunciava meu voo.
- Voo 669 rumo a Miami – Avisou a voz irritante
- Maria de Fátima é o seu voo – Ouvir uma voz grossa falou, só podia ser o Seu Adolfo.
- Minha filha promete que vai ligar todo o dia? – Minha mãe se pronunciou chorando.
- Prometo mãe – Falei rindo entre algumas lagrimas e ao mesmo tempo a abraçando.
- Você vai fazer muita falta se cuida sua doida – Falou meu carneirinho insuportável, me refiro ao meu melhor amigo o Dinho.
- Pode deixar — O abracei, sussurrando um “Eu te amo” amigável e pude ouvir ele respondendo com as mesmas palavras.
- E eu não ganho um abraço não? –Percebi que era meu irmão Gil falando me desprendi do abraço com Dinho e fui abraçar meu irmão.
- Claro que ganha – Falei abraçando ele, o Gil é um irmão que toda garota ia querer ter, nós dois sempre nos demos bem , sempre procurávamos a defender o outro.
Desprendi-me do abraço, e dei mais um abraço em minha mãe e no meu pai. Apesar de ta empolgada com a viajem, eu ia sentir muita falta deles e de tudo do Brasil, dos meus amigos, do meu irmão, até mesmo do porteiro fofoqueiro do meu prédio, tentei parar de chorar, mais foi em vão, e foi nesse momento que a voz irritante se pronunciou novamente.
- Última chamada ao voo 669 rumo a Miami.
- Vai minha filha – Minha mãe falou eu apenas concordei com a cabeça me virando e indo até a sala de embarque, pude escutar um tchau em coro.
Assim que entrei no avião comecei a pensar, meus pensamentos estavam entre minha família e Miami, ah eu contei para vocês que eu estou indo para fazer intercambio? A única coisa que eu sei da família onde eu vou ficar é o sobrenome e o endereço, viajando nos meus pensamentos eu acabei pegando no sono e dormi o voo inteiro, só tenho memórias de uma aeromoça me cutucando.
- Senhora, já chegamos – Falou a aeromoça
- Obrigada — Respondi envergonhada.
Sai de o avião direto pegar minhas malas, depois de um tempo já acompanhada das minhas malas peguei um taxi e em vez de ir para a casa dos Menezes resolvi anda mais um pouco pela cidade... Depois de um tempo conhecendo melhor a cidade, fui rumo a casa onde ia ficar. Cheguei lá e vi que aquilo parecia um castelo, não me surpreendi meus pais também arrasam quando o assunto é casa bonita e grande, depois de da mais uma olhada tomei coragem e apertei a campainha, logo uma moça que aparentava ser governanta deles antedeu e logo me cumprimento.
- Olá, você deve ser Maria de Fátima... – Falou em seu perfeito inglês, logo interrompida por mim.
- Fatinha, por favor – Falei com meu sotaque brasileiro.
- Ah desculpa — Falou envergonhada — Então Fatinha me chamo Dani, estávamos a sua esperar, vou apresentar você ao resto da família, por favor entre.
- Obrigada – Entrei junto com Dani, ela me pareceu muito simpática.
Ao chegar à sala vi uma mulher muito bonita, dos cabelos em cima do ombro e muito alta, parecia até uma modelo e bingo foi só eu olhar para o lado que vi portas retratos dela como miss e capas de revistas, quando ela me viu abriu um sorriso de orelha a orelha e se levantou.
- Maria de Fátima – Falou sorrindo.
- Fatinha, por favor – Falei.
- Claro Fatinha, eu me chamo Marta Menezes.
- Oi dona Marta, muito obrigada por me receber em sua casa – Falei.
- A, por favor, dona não, só Marta – Eu sorrir – Vou apresentar você aos meu filhos – E antes que pudesse falar alguma coisa, ela grita- JU, BRUNO DESÇAM AQUI.
Uma jovem morena e linda que aparentava ter minha idade descia a escada com um... Deus grego moreno, perfeito... É... Quer dizer... Descia com um jovem adulto bonito que aparentava ser mais velho.
- Ju, Bruno essa é Maria de Fátima dos Prazeres, que prefere ser chamada de Fatinha, essa é a jovem estrangeira que fará intercambio e se hospedará aqui – Podia ver que Ju me olhava com um sorriso simpático e o Bruno me olhava com um sorriso malicioso.
- ... – Quando Ju ia se pronuncia Marta a interrompeu.
- Depois vocês conversam o importante agora é Fatinha conhecer seu quarto, se adaptar e descansar. Dani leve Fatinha ao seu quarto, por favor – No mesmo momento Dani me acompanhou ao meu quarto que era grande para um hospede.
Já tinha arrumado minhas coisas e checado cada canto do meu quarto, lembrei que Marta havia dito para eu descansar, mais sinceramente eu dormi o voo todo e não estava cansada então resolvi ligar para minha mãe.
Ligação On
- Alo – Uma voz sonolenta falou no outro lado da linha.
- Alo mamãe?
- Fatinha você chegou bem minha filha?
- Sim, ta tudo bem, a casa que eu to é quase um castelo e as pessoas são muitos legais.
- Que bom então.
- Avisa para o Dinho que ta tudo bem?
- Pode deixar, minha filha lembra o fuso horário? Então estou morrendo de sono, vou ter que desligar, Tchau.
- Tchau, te amo.
- Também te amo.
Ligação Off
Assim que o visor do meu celular mencionou “Chamada Finalizada” fui logo vendo a hora e ainda era 19:00 então resolvi descer para ter aquela conversa com a Ju. Desci e me deparei com um homem lendo um jornal no sofá, e a ele eu ainda não tinha sido apresentada.
- Quem é você? – Perguntei o fazendo olhar para mim.
- Fatinha? – Apenas assenti com a cabeça – Seja bem vindo, eu sou Olavo marido de Marta e o Pai da Ju e do Bruno.
- Muito obrigada por me acolher aqui Seu Olavo – Sorrir, alguma voz vinha de trás de mim me virei e vi a Ju e o Bruno sorrindo.
- Será que agora a gente pode conversar? – A Ju perguntou, indo em direção ao sofá.
- Claro – Falei sorrindo, segui-a até o sofá.
- Então Fatinha você e de onde? — Perguntou Bruno.
- Sou do Rio de Janeiro, Brasil – Respondi, ele abriu um sorriso malicioso e eu não entendi o por que.
- Eu sempre quis ir ao Brasil, dizem que é muito quente mais eu não ligo, o que importa é que lá tem a maior loja da Soberba do mundo – Sorrir, mais o bruno revirou o olho.
- Para que você quer lingerie em? Para usar com quem? – Falou bruno levando para a segunda intenção, e pelo visto ela faz o tipo irmão ciumento, Ju ficou vermelha mais não sei dizer se era de raiva ou de vergonha.
- Então você gosta da Soberba? — Falei tentando quebrar o clima dos irmãos.
- “Cê” ta brincando? Soberba é a melhor marca de lingerie do mundo , eu faria de tudo para ter a da nova coleção, mais meu pai não vai querer comprar- Falou Ju com um olhar triste, então decide fazer uma boa ação.
- Então não seja por isso eu te dou nova coleção de presente por te me acolhido na casa de vocês e depois eu vejo o que do para os demais – Ju sorriu, e Bruno tava a ponto de se matar ali.
- Não, não precisa de presente não, até por que uma peça é cara – Ju falou.
- Que disse uma peça? Eu estou falando da coleção inteira – Ju olhou com uma cara confusa- Ah esqueci-me de falar sou filha de Vilma e Adolfo dos Prazeres donos da Soberba – Ju e Bruno olharam surpresos.
- Oi? Eu to aqui, que tal vocês falarem disso depois – Fazendo eu ri.
- Tá, então Fatinha amanha você quer sair para conhecer melhor a cidade com a gente? – Ju perguntou.
- Claro – Respondi fazendo Bruno sorrir.
- Licença, espero não está atrapalhando, mais o jantar está na mesa – Falou Dani sorrindo e se retirando.
- Oba – Falei.
Bruno se levantou e foi na frente. Ju continuou sentada.
- Vamos? — Falei levantando.
- Claro, mais antes quero te falar uma coisa – Fiz uma cara dizendo para ela falar — O Bruno faz o tipo pegador de ser, obviamente ele vai querer algo com você, mais não se iludo com ele tá – Me surpreendi o Bruno tem cara de certinho.
- Claro Ju, não dou mole para esses tipo de cara não. – Seguimos até a cozinha quando acabamos eu me retirei e fui para o quarto.
POV Bruno
Hoje chegou a estrangeira gostosa do Brasil, essa vai se mais uma para minha lista, desde a hora que ela disse que é do Brasil, a quero afinal dizem que o beijo do Brasil é o mais quente. Preciso ver se isso é verdade e acho que vou descobri agora, me levantei e segui até o quarto dela, que estava jogada na cama.
- Fatinha? – Eu disse.
- Bruno? Ah oi – Disse ela sorrindo
- Oi, vim saber sobre o Brasil – Tá posso não ser o melhor com os assuntos.
-Tudo bem, o que você quer saber?
- Me fale sobre o Rio — Sentei na cama bem próximo dela.
- Ah o Rio é um lugar lindo... – Ela continuo falando.
O rio realmente é interessante, o Brasil todo na verdade, a gente ficou conversando por quase 1 hora.
- Também tem Belém do Pará onde todo Outubro tem o Círio de Naz... – Eu a interrompi com um beijo calmo e suave, um beijo que não durou muito logo ela me empurrou.
- Você ta doido? – Perguntou ela incrédula e calma ao mesmo tempo como se já esperasse que eu fizesse isso.
POV Fatinha
Era um beijo calmo e suave até que eu me toquei e o empurrei.
- Você ta doido? – Perguntei já sabendo que ele era desse tipo de cara.
- Ah desculpa, tinham me dito que o beijo brasileiro era mais quente, mais é do mesmo jeito – Não gostei o que ele falou, decidi muda a opinião dele.
- Do mesmo jeito é? – Ai que eu pulei em cima dele colocando cada perna minha em um lado de seu corpo até que o beijei, começou com selinhos mais depois pedi passagem para a língua e ele cedeu, um beijo profundo, gostoso e sem nenhuma delicadeza, ficamos assim por minutos, até ele começou a passar a mão não minha coxa, não me importei, mais quando ele começou a levanta minha blusa eu parei com tudo – Então – cheguei perto da sua orelha para sussurra- me diz que o beijo brasileiro é do mesmo jeito agora –Mordi a orelha dele, e sai de cima e me levantei para ir pegar meu celular em cima da mesinha, antes olhei para ele e vi que ele tava tentando recuperar o fôlego – Ta faltando ar ai é? – Falei rindo.
- FATINHA – Escutei a Ju gritar meu nome lá de fora, deduzi que ela tava se aproximando já que os gritos tava ficando mais altos e bingo, ela entrou no meu quarto me encarou e depois viu o Bruno já até sei o que ela pensava – Oque que ta pegando?
- Nada – Eu e o Bruno falamos ao mesmo tempo.
- Sei... Bruno pode sair quero falar com a fatinha?
- Vocês se conheceram hoje e já tão de intimidade? — Bruno falou.
- É e pelo visto vocês também –Fiquei envergonhada enquanto Bruno saia.
- Então...? – Perguntou Ju.
- Então oque?
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