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4 Um Novo Começo


Se não fosse pela sua origem divina, Throdor já estaria morto. Aparou o ataque de Thérion antes que lamina chegasse em sua garganta. A força e velocidade foi tanta que causou uma onde de choque forte o suficiente para derrubar as colunas da sala do trono. Felizmente — Ou não. — Eram colunas decorativas. A onda de choque fez com que Throdor fosse jogado em seu trono. Ele fechou seus olhos e seu corpo inteiro brilhou. A luz se dissipou e agora Throdor vestia uma armadura completa. Tão negra quanto a noite mais escura. Em sua mão direita estava espada de Artos, na esquerda um escudo redondo com pequenos espinhos espalhados por toda sua superfície.

Armaram suas guardas. Poucos segundos depois o escudo de Throdor já estava no rosto de Thérion. Os espinhos lhe rasgaram a pele mas logo em seguida a ferida se regenerou. Depois da pancada feio o ataque. Direita, esquerda, direita, esquerda e uma estocada. Todos os ataques foram esquivados. Sem perder tempo, Thérion atacou. Uma saraivada de ataques vindos de cima para baixo fizeram com que o escudo rachasse ao meio e fazendo com que Throdor fosse ao chão. A espada desceu reta, em direção ao rosto de Thordor, que rolou na tentativa de esquivar do ataque. A lamina cravou no chão.

Com o pomo da espada, Thordor acetou o rosto do seu irmão que desnorteado recuou. Sangue escorreu pela canto da boca. Throdor levantou. os dois se encararam. Com um movimento tão rápido quanto um piscar de olhos,Throdor arremessou sua espada e ao mesmo tempo avançou em direção ao irmão. A espada era só uma distração para o punho que vinha brilhando em direção a face de Thérion.

A espada passou reto e o punho aparado com o ante braço esquerdo seguido por um gancho, direto no queixo de Throdor. ele recuou. Thérion avançou. Com um cruzado de direita e outro gancho, desta vez no estomago. O golpe fez com que Throdor se curvasse. Thérion uniu as mãos como se segurasse um tacape e desferiu um golpe nas costas do seu rival. Throdor foi ao chão cuspindo sangue. Uma força em sua cabeça o puxou para cima, fazendo o ficar em pé novamente. Era a mão de Thérion içando o irmão e iniciando uma nova onda de murros. A sola do pé de Thérion foi de encontro ao peito do irmão, o jogando metros a frente.

Calmamente, Thérion caminhou até sua espada, a retirou do chão, e continuou a andar na direção de Throdor, que estava encostado num resto de uma das colunas. Seu rosto estava inchado de tanto apanhar. Não conseguia mais falar pois haviam muito sangue em sua boca. Estava fraco, desesperado. Talvez arrependido. Outra lagrima escorreu de seus olhos. Seu irmão vinha em sua direção com espada em mãos. Não havia mais saída. Com o resto de suas forças ele se levantou. Engasgando com sangue. Ergueu a cabeça, fechou os olhos e aguardou a morte vir lhe buscar.

Thérion caminhou até seu irmão e parou em sua frente. O olhou nos olhos e o abraçou. Em seu ouvido disse "Eu lhe perdoo meu irmão.". A espada atravessou a armadura, a malha de ferro, pele e ossos, chegando ao coração de Throdor. Os olhos se arregalaram e depois se fecharam sem vida. Thérion continuou a abraçar o irmão. O chão começou a tremer. O corpo de Throdor começou a emitir uma intensa luz, cegaria Thérion se ele não fosse uma Divindade. A luz se comprimiu rapidamente e depois o corpo explodiu. Tudo criado por Throdor enquanto estava tomado pela loucura começou a ruir. Os grandes portões de ferro tombaram. Sua fortaleza negra desmoronou. E Thérion continuava ali, parado de olhos fechados, enquanto a fortaleza desmoronava. Os pedaços de entulho simplesmente passavam pelo corpo de Thérion.

Estava tudo acabado. Não havia uma alma viva em Datstar, aquela terra estava amaldiçoada regada por sangue. Therion estava sozinho agora, não tinha mais uma pai para pedir conselhos e nem mais um irmão pra pedir ajuda. Ele agora era o senhor de tudo e todos mas não escolhera aquela situação. Havia acabado de tirar a vida de seu irmão, e agora era um poço tristeza e confusão. A obra de seu pai fora completamente chacinada e seu irmão foi tomado pela loucura e agora estava morto. Centenas de perguntas mas nenhuma resposta.

Therion regressou para seu palácio no vazio e la usou um método de concentração que aprendera com uma tribo no sul da antiga Datstar. Em seu palácio ele meditou por muito tempo. Tempo o suficiente para achar uma resposta para todos seus problemas. Por uma ultima vez ele retornou a Datstar. Em sua mente, o plano original seria destruir Datstar e logo depois construir um novo mundo. Mas por mais poderoso que fosse, ele não tinha poder o suficiente para criar tantas coisas.

Não teve escolha. Thérion destruiu toda e qualquer prova da existência de Throdor e de sua tirania. Limpou todos os traços de destruição e trouxe a beleza de volta a Datstar. Recriou os animais e outras criaturas e batizou o novo mundo de Northein. Agora era a hora de recomeçar o seu pai iniciara. Com o que restava de suas forças, ele criou a partir da imagem de seu pai, uma nova horda de seres. Mas como já estava fraco e como não era tão poderoso quanto seu pai, Thérion não consegui fazer uma replica exata dos imortais. Esses novos seres não tinham toda aquela longevidade. Os mais velhos chegavam até os 100, mais tarde houveram lendas de homens que chegaram aos 300, mas nada nunca foi confirmado. Thérion dividiu sua essência e criou os mortais.

Antes de dissipar sua essência e cria-los, Thérion trouxe para Northein seu palácio. Em uma ilha extremamente isolada do grande continente, ele ergueu uma ilha e la ele instalou a única lembrança de Datstar. A partir daquele momento, a vontade de seu pai seria comprida, os mortais viveriam suas vidas sem a vigilância e intromissão dos Divinos. Seguiriam seus caminhos Sozinhos.

Notas finais
Com esse capitulo eu fecho esse conto. espero que tenham gostado. Comentem por favor, deixem criticas, sugestões, dicas e sei la mais o que ;D abraços!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!