O Informante

30 O Esquadrão Feminino


Notas iniciais
Olá amores!! Desculpem-me a demora... Mas essa semana foi meio tensa... Enfim, não podia dormir sem postar esse capítulo para vocês. Espero que curtam... Gostei muito do que se desenrola aqui nessa parte... Mas vamos lá... rs #BoaLeitura! :D

May observou o entorno. Viu a saída bloqueada pela Bobbi, Kate sangrando no canto da parede e Natasha inconsciente sendo segurada por Marvin e Belova. Pensou um pouco. Phil ainda levaria algum tempo para chegar até Barbuda e ela precisaria de uma resposta imediata. Encarou Romanoff por alguns segundos. Sua pequena espiã ruivinha e destruída pela perda dos pais. Natasha não cedia fácil. Havia perdido muito na vida para entender que até as mínimas coisas tinham valor. Ela era uma lutadora. E, naquele momento, May se lembrou disso: Natasha não cedia fácil.

– Vocês tornaram minha escolha muito fácil.

May virou-se para Bobbi e executou dois chutes no abdômen dela, com toda a força que podia. Enfurecida, a nova Harpia seguiu em direção à sua agressora, aquecendo os punhos para a guerra. Quando Morse já estava praticamente em cima dela, Melinda olhou para Natasha e a ruiva torceu o pulso dos dois agentes da I.M.A. que a seguravam despreocupadamente enquanto assistiam a asiática lutando contra a agente modificada. May rapidamente deu um salto mortal, desviando de Harpia, que partiu para cima dos próximos alvos vivos: Marvin e Belova. Como May havia previsto, Natasha não cedia tão fácil.

– Pega a Kate e sai daqui! – May apontava para a garota desacordada no canto da parede. – Eu fico com a Bobbi até o Coulson chegar!

– Vai dar conta dos três? – Natasha a olhou, colocando Kate nos braços e seguindo em direção ao corredor.

– Tá brincando? – May olhou para ela com um meio sorriso nos lábios. – Eu sou a Cavalaria.

– Desculpe-me por duvidar. – Natasha deu de ombros e sorriu de volta, seguindo em direção a saída.

– Agora somos só nós três. – May olhou para Marvin e Belova que ainda estavam apanhando de Bobbi. – Vamos acabar logo com isso.

(...)

– Algum sinal delas? – Coulson virou-se para Sharon que segurava um localizador.

– Nada ainda. Precisaremos pousar para que o alcance do radar possa definir a localização delas.

– Quantos minutos, Trip?

– Menos de meia hora, senhor. – o piloto respondia suavemente, tentando acalmar o diretor. – Estamos a uma boa altitude.

– Precisaremos saltar – Coulson informou sem rodeios. – A ilha inteira é território hostil. Não vão simplesmente abrir o aeroporto principal para nós.

– Saltar? Eles? – Skye olhou para Fitz-Simmons com um sorriso quase penoso. – Quer matar a Simmons do coração? Você sabe que a única experiência dela com isso foi...

– Não temos tempo de discutir isso. – Coulson cortou o raciocínio de Skye e olhou fixamente para Jemma. – Kate está desacordada e pelo que eu entendi no tom de voz da May, as coisas não estão nada boas lá embaixo. Elas vão precisar de atendimento médico rapidamente. Não sabemos como está a situação por lá.

– Sim, senhor – Jemma respondeu sem pestanejar, alternando seus olhares entre Coulson e Skye. – Vou pegar os kits de emergência.

Skye girou nos calcanhares e encarou Coulson com uma cara de incredulidade.

– Eu sei. – ele deu de ombros sem esperar que Skye falasse algo. – É arriscado, mas não temos outra escolha.

– Como diz a May, você é quem toma as decisões por aqui. – ela disse, levantando as mãos como se tirasse sua parcela de responsabilidade da cota.

Você vai saltar com ela. – Coulson completou, com certo humor. – Não achou que eu a mandaria sozinha, achou?

– Pensei que nunca ia falar isso. – Skye sorriu descontraída e apontou para o laboratório. – Vou ver o que Fitz tem para mim dessa vez.

– Estejam aqui em cinco minutos. – Coulson fazia uma última chamada. – Vamos resgatar nossas garotas.

– Sim, senhor.

Skye deixou a sala de comunicações em direção ao laboratório, um tanto apressada. Era difícil de imaginar a May e duas vingadoras e meia precisarem de apoio tático em uma missão de resgate. No mínimo, a ilha IMA devia ter ficado completamente fora de controle.

– Coulson quer que eu salte com você. – Skye passou pela porta e apontou para Simmons. – Cadê o Fitz?

– Surpresa! – ele apareceu de uma vez, carregando uma mala metálica com alguns brinquedos dentro. – Quer escolher suas ferramentas? – ele segurou a alça e a olhou com suspense.

– Não, Fitz... Eu vim aqui pedir umas aulas de física quântica. – ela o olhou com tédio.

– Eu não acho... – ele balançou a cabeça inocentemente até entender o sarcasmo. – Oh, você não fez isso...

– Pode mostrar os novos brinquedos, Leopold? – ela sorriu meio apressada e Simmons soltou uma risadinha do outro lado do laboratório. – Sério, Coulson quer a gente na rampa de carga em três minutos.

– Ah, tudo bem – Fitz soltou a mala sobre a mesa e tirou as novas pistolas e um rifle modificado. – Esse aqui é só seu. May praticamente encomendou para você, como recompensa por ter se empenhado nos treinos de tiro.

– Uau – Skye tomou o rifle nas mãos e o balançou como se o estivesse pesando. – Isso é... Demais! O que faz?

– Ela é duplamente carregada. Está vendo aqui, pode encaixar dois cartuchos distintos. Um para as munições de dendrotoxina, e o outro...

– Já saquei. – ela analisava o rifle, o estudando com afinco. – E onde que alterna a munição?

– Aqui, nessa alavanca – ele apontou o local com cuidado. – E esse pequeno tubo indicará a munição que está carregada no momento. Roxo é para dendrotoxina, e vermelho é para...

Sangue. – Skye completou. – Muito sangue.

– É – ele coçou a cabeça, meio desconfortável. – Precisei ajustar o padrão de cores para...

– Skye – Jemma a chamava, já segurando seu kit de emergência ao lado da porta. – Coulson está nos chamando... Agora.

Skye sorriu para Fitz e guardou os equipamentos na mochila para missões de urgência.

– Tenham cuidado lá fora, meninas.

– Nós teremos. – as duas responderam simultaneamente.

Simmons e Skye seguiram até a rampa de carga e Coulson já estava com seu paraquedas. Skye pegou um e o prendeu às costas e Simmons vestiu a espécie de couraça que a ligaria diretamente ao paraquedas de Skye. Todos estavam prontos para voar.

– Pronta para o salto de número dois, Simmons? – Skye sorriu para ela e olhou para Coulson, esperando o seu sinal.

– Agora!

E os três saltaram ao mesmo tempo, seguindo pelos ares até a instalação secreta da IMA em Barbuda. Só precisariam sair de lá com o esquadrão feminino.

(...)

– Aonde você tá, May? – Natasha gritava ao comunicador, enquanto tentava estancar o sangue na cabeça de Kate usando um pedaço da blusa da garota. – May! Merda, Melinda! Responde, caramba...

– Consegui despistá-la. – a voz da piloto agora pareceu surgir perto demais.

– May! – Natasha bufou aliviada e irritada ao mesmo tempo. – Pra que raios serve a droga desse comunicador se você não...

– A porcaria quebrou no combate com a Bobbi! Ela está mais forte do que o normal e ainda não conseguiu lembrar de quem era. A IMA parece ter feito uma lavagem cerebral nela.

– Ótimo. Era disso que precisávamos mesmo, nesse momento. – A ruiva disse com sarcasmo. – O que houve? Onde estão os dois panacas?

– A Bobbi os espancou até eles desmaiarem. Prendi os dois a umas tubulações na parte oeste da instalação.

Romanoff suspirou e voltou a encarar a coisa lilás em seus braços.

– Kate não reage desde que levou a pancada e o pulso dela está muito fraco...

Natasha retirou o pano da cabeça da garota para ver quanto sangue ela havia perdido. O pequeno pedaço de tecido lilás estava violentamente manchado de rubro e Romanoff não pôde evitar soltar um palavrão. Kate podia ser o que fosse, mas ela não merecia aquilo. Não merecia morrer pelas mãos dos mesmos safados que comprometeram Bobbi. Não. Agora a IMA havia comprado uma briga com ela. Não apenas com Natasha Romanoff, mas especialmente com a Viúva-Negra. E essa insolência lhes custaria caro.

– Desgraçados. – Natasha levantou o rosto e seus olhos brilhavam de ódio. – Vou destruir cada centímetro dessa instalação.

– Natasha...

– Segura a Kate, May. – Romanoff praticamente empurrou a garota para os braços de May. – Preciso acertar umas contas com um certo casal de panacas.

– Natasha, você ainda está machucada...

– Você está vendo o estado em que essa garota está? – A ruiva virou-se para a asiática, sentindo o sangue ferver. – O que fizeram com a Morse? Isso parece bem pessoal, May... Isso parece coisa de quem me conhece o suficiente para querer acabar comigo e com as pessoas que eu...

Natasha quase mordeu a língua para impedir as palavras de saltarem para fora de sua alma. Quem era aquela, afinal? Quem era a agente comprometida e engajada que beirava aos prantos por causa de uma garota estúpida e doce à beira da morte? Quem era a Natasha que gritava dentro do seu interior? Por um instante ela até parecia a menina que correra para o colo de May quando se viu destruída e sem chão. E por mais que quisesse inibir essa garota, a russa não podia evitar os batimentos de seu desenfreado coração.

– Eu conheço essa pirralha há anos, May. E ela não merece isso. Kate pode ter tapada e desastrada e mimada e... Insuportável! E... – ela olhava para cima, respirando fundo para que as lágrimas não caíssem. – Leal aos amigos. É isso o que ela é. Altruísta. E ela não vai se esvair em sangue de graça.

– Romanoff... O que você vai fazer?

May conhecia aquele olhar. Principalmente porque ela mesma já havia experimentado essa sensação. Essa queimação quase insuportável que te impulsiona a fazer a maior loucura da sua vida. Essa vontade desenfreada de espancar algo até a morte. O desejo insaciável de vingança. E May sabia que seria quase impossível pará-la naquele momento.

– Eu vou subir até a sala de controle e explodir essa droga de lugar! Você vai para a costa com a Kate e espera a equipe de extração.

– Nada disso! Você não vai entrar lá dentro!

– Eu sou a Viúva-Negra... E você não me diz o que fazer!

– Não seja estúpida! Isso é suicídio, Naty!

Natasha largou o corrimão da escada em caracol e apenas encarou a asiática, que pareceu um pouco desconfortável. “Naty”. Havia séculos que May não a chamava desse jeito. Era como se de repente, Natasha Romanoff se transformasse na garota que ela havia encontrado naquele dia em Moscou. A garota ruiva que quase não suportava a dor de ver o seu coração sendo partido em dois.

– E o que espera que eu faça? – Natasha a olhou agora, dessa vez, não conseguindo conter as lágrimas. – Que eu fique aqui de braços cruzados assistindo a Katie morrer?

– Coulson está quase chegando. – ela procurava acalmar a ruiva. – Simmons está vindo com o kit de primeiros socorros, em breve estaremos no Bus.

– Aí estão vocês – Nat e May viraram-se repentinamente para o fim do corredor e viram Morse se aproximando. – Vamos terminar com isso.

Bobbi aproximava-se das três, mas Melinda não podia lutar com Kate nos braços. Era a vez de Natasha segurar as pontas por ali.

– Vai se arrepender disso, ruiva.

Morse já estava partindo para a briga, esmurrando, chutando e colocando Natasha contra a parede, sufocando-a com uma das mãos enquanto a outra se defendia das investidas de Natasha contra ela.

– Pare de lutar contra. – Bobbi pronunciava num tom completamente macabro. –Esse é o momento que você se entrega.

– Bem, eu acho que não.

A loira virou-se para o lado da voz e deparou-se com três figuras a encarando.

– Hora de dormir, Agente Morse. – Skye pronunciou sem muito entusiasmo. – E nos perdoe por isso.

Antes que a loira fatal pudesse seguir na direção deles, Coulson, Jemma e Skye dispararam com as ICERs, atingindo Morse no peito e nos ombros. Ela ficou um pouco tonta com o primeiro tiro, mas os outros dois a derrubaram pra valer. Menos uma ameaça.

– Sincronia perfeita. – Romanoff comentou, ainda tossindo pelo “quase enforcamento”. – Mais dez segundos e aquela Bobbi teria me esganado. O que devo dizer, não é nada fácil...

– Viemos o mais rápido que pudemos. – Coulson aproximou-se de May no chão. – Como você está?

– Inteira. – Melinda sorriu com a preocupação de Coulson com ela. – Kate foi quem sofreu a pior lesão. Precisa ser examinada imediatamente.

– Como ela está? – Skye ajoelhou-se ao lado de May e passou a mão na testa da garota, com cuidado. – Nossa, ela tá sangrando muito...

Jemma abriu a maleta rapidamente, retirou algumas gazes para limpar o ferimento e mediu a pressão cardíaca de Kate.

– Vocês precisam tirá-la daqui imediatamente. – Romanoff interveio, olhando para Melinda como se combinasse algo com ela. – Eu e May temos uns assuntos para resolver.

– Vocês não vão brigar até a morte numa arena sinistra, não é? – Skye olhou para as duas com certa preocupação.

– Não, Skye – Natasha sorriu e May segurou uma risada. – Não existe mais nenhum problema entre nós. – May a olhou confusa, mas assentiu. – Só precisamos tomar algumas precauções.

– Melinda... – Coulson a olhou numa expressão enigmática.

– Façam o que ela disse, Phil. – May respondeu com carinho. – Nós vamos ficar bem.

Coulson tomou Kate nos braços enquanto Jemma seguia atrás dele apoiando a cabeça da garota com gaze, para impedir que o sangue continuasse jorrando. Skye seguia fazendo a retaguarda, armada com duas pistolas e atenta a qualquer movimento estranho ao redor. O Bus estava camuflado logo acima da instalação da IMA, apenas esperando que os agentes dessem sinal para a equipe de apoio. Em alguns minutos, Coulson, Skye, Simmons e Kate estariam são e salvos no Bus. Natasha e May, porém, ainda teriam alguns assuntos a resolver.

– Agora, pode me dizer o que vamos fazer?

– Eu te devo desculpas, Melinda. – Natasha respondeu simplesmente, mexendo em um dos bolsos do seu uniforme e inquieta.

– Não estou entendendo o que houve aqui. – May aproximou-se da ruiva e cruzou os braços.

– Eu te culpei durante anos por algo que você não cometeu, May. – ela finalmente retirou um pedaço de papel de dentro do bolso do uniforme e o entregou à asiática. – Eu encontrei isso quando estava na sala de controle... Melinda, me perdoe.

May pegou o pedaço de papel e o desdobrou com certo receio do que encontraria escrito ali. Um nome e um número de série. Parecia mesmo um complô contra a russa. Um complô que já durava mais de dez anos.

– Isso é o...

– O número do voô, May. – ela respondeu com lágrimas nos olhos. – Você não foi a responsável por aquilo. Foi o desgraçado... O tempo todo... Foi ele.

CONTINUA...

Notas finais
Enfim... Uau! Alguém tem alguma teoria? Alguém se arrisca a chutar qual era o problema que havia separado May e Natasha todo esse tempo? Até o próximo capítulo! #Itsallconnected!