O Inevitável

1 Caçada em Seattle


Notas iniciais
Vamos láaaaaaaaaaaaaaaaaaaa :D

Nada de errado. Meu subconsciente insistia, mas mesmo assim eu ainda estava assustada.

– Você está bem? — Enquanto em estava sentada no chão um cara se aproximou.

– Por favor, não se aproxime de mim! — Digamos que eu estava um pouco fraca e muito, extremamente faminta.

– Mas senhorita, você está sangrando! — Disse ele cordialmente.

– Se você não for embora, quem vai sangrar aqui é você! — Soltei um rosnado enquanto falava. Eu não jantava pessoas.

– Eu hein, só quis ajudar sua louca! — Pude sentir sua expressão mudando num feixe de luz que batia em seu rosto naquele beco.

– Puta merda, qual é o seu problema? — Ninguém em sã consciência xingaria um vampira morrendo de fome. Tirando o fato de que ele não sabe o que eu sou.– Vai embora antes que eu arranque a sua cabeça e a pendure no meu quarto.

No momento que eu falei ele saiu correndo. Não entendia qual o problema dos seres humanos, sendo sempre tão insistentes. Senti a ferida em meu pescoço sendo fechada, ótimo.

Me levantei um pouco zonza e sai do beco. Não sei se estava totalmente preparada para correr, mas não podia demorar mais ou se não alguém ali ia morrer. Fechei e abri meus olhos lentamente e então comecei a correr, me concentrei apenas nisso e tentei ignorar o cheiro dos humanos enquanto eu passava. Eu poderia muito bem pegar qualquer um ali sem ninguém ver e sumir do mapa com o corpo. Tirei esses pensamentos da minha mente e o hotel em que eu estava hospedada entrou no meu campo de visão.

Me senti aliviada ao ver que estava finalmente no Crowne Plaza, as portas se abriram e eu não olhei para nada. Precisava logo tomar um banho, trocar aquela roupa e me alimentar.

– Boa noite Srta. Hamby! — A recepcionista do hotel me fitou de cima a baixo, horrorizada com o meu estado. — Precisa de algo?

– Não, Ana... — Pus minha mão sobre a testa. — Preciso de um bom banho e a minha cama!

– Está bem Srta. Hamby, tenha uma boa noite! — Ela forçou um sorriso e eu entrei no elevador.

As portas se fecharam e eu cliquei no botão do décimo sexto andar, me virei e vi no espelho que meu estado não estava um dos melhores. Eu estava pálida e meus olhos verdes estavam sem brilho, meu cabelo então...

As portas se abriram e eu andei em direção ao apartamento 187. Fiquei aliviada, pois sabia que Natasha estaria me esperando, não aguentava mais passar fome.

– Jessica! Oh meu Deus, você demorou tanto! — Natasha estava sentada na sala e veio ao meu encontro. — O que aconteceu?

– Não sei Sha... — Sha era o apelido carinhoso que eu havia dado á minha irmã. — Eu comecei a seguir outro vampiro e então ele me atacou em um beco. Mas não parecia ser um vampiro.

– E o que deveria ser? — Ela me abraçou. — Em Seattle tem três clãs de bruxa e alguns vampiros que vivem afastados da cidade apenas.

– Eu senti que o que me atacou estava com medo e era jovem! — Me afastei e fui tirando a roupa. — Na faixa de uns dezenove anos.

– Lobisomens! — Sha era fascinada nesse tipo de coisa, afinal, ela era uma bruxa. Mas eu senti algo a mais em seu olhar. — Você sabe por onde anda o Felix?

– Ele sumiu Natasha, ele sumiu! — Disse num tom mais forte, Natasha me irritava quando tocava no assunto do nosso irmão mais velho. Ele havia sumido desde quando fui transformada e ela insistia. — Ja fazem 3 anos Sha, esqueça, por favor!

– Ele é o nosso irmão e fugiu logo após que vocês foram transformados! — Natasha me fitou, joguei minhas roupas para ela e fui andando ao quarto. — Com certeza ele estava assustado! Eu tenho certeza que ele quer voltar Jessica!

– Olha aqui Natasha. — Voltei bruscamente, a cena estava engraçada, pois eu estava nua. — Se ele quisesse ter voltado mesmo ele teria feito isso no primeiro ano! Esqueça! Faça como eu, finja que ele morreu!

Natasha tinha vinte anos, mas mesmo assim era a pessoa mais sensivel do mundo. Era horrivel ver a minha irmã chorando, mas ela precisava acordar para a vida. Ela era uma bruxa, não uma humana qualquer.

– Eu ouvi o que você pensou! — Outra coisa era que eu tinha minha mente ligada com os meus irmãos, mas infelizmente Felix havia bloqueado para nós duas, então agora éramos só nós. — Eu passo todas as tardes estudando o Grimório!

– Não é só estudar Natasha! — As lágrimas haviam sumido. — É praticar.

Ela bufou e eu fui para o banheiro. Minha cabeça estava doendo e minha fome só aumentava. Tomei um ótimo banho e senti como se minha pele tivesse sido renovada.

– Aqui! — Natasha esticou o braço enquanto eu estava sentada na cama de roupão.

– Obrigada! — Sorri e olhei para a veia que pulsava freneticamente. Era sempre a mesma coisa, Natasha ao me alimentar ficava nervosa.

Minha lingua passou pelos dentes e então senti minhas presas saindo. Não pensei duas vezes e fui delicadamente morde-la.

– Ai! — Ela gemeu baixo. — Me desculpe, não me acostumo rápido.

Ignorei o que Natasha disse e continuei sugando, o sangue vinha facilmente com a ajuda da minha lingua e jorrava diretamente na minha garganta. Vi que era o suficiente e então soltei seu braço, fiz um pequeno furo no meu dedo e passei sobre o pulso dela para sumir as duas marquinhas da minha presa.

Minha mente voltou a funcionar, eu parecia disposta, mas mesmo assim eu precisava descansar o meu corpo.

– Obrigada Sha! — Seus olhos cor de mel me olhavam curiosamente. — Preciso descansar! Nossa casa em Phoenix nos espera amanhã!

– Boa noite Jessi! — Ela sorriu e foi para o seu quarto e então eu deitei na cama e apaguei.

Mesmo dormindo continuava consciente. Meu corpo estava descansando, mas a minha mente estava sempre em alerta. Ouvi um pequeno ruido de uma porta batendo e meus olhos se abriram automaticamente.

– JESSI! — Minha irmã gritou.

Notas finais
E agora, o que vai acontecer?