Amaldiçoei provavelmente pela milésima vez, quando tentei, novamente, transformar-me sem sucesso. Finalmente, depois de uma hora de tentativas, e das insistências de Jack, liguei para Ratchet pedindo uma Ponte da Terra e em questões de segundos, a Ponte apareceu no fundo da garagem e caminhei até a entrada.

– Eu vou com você. – Jack disse, seguindo atrás de mim.

Virei para ele. – Não, eu vou sozinha, além disso, você tem escola.

– Essa hora – ele cruzou os braços e levantou uma sobrancelha – é muito difícil de alguém me deixar entrar.

– Sua mãe vai deixar você de castigo quando descobrir.

– Eu explico para ela depois e mesmo que ela me deixe de castigo eu não vou me importa, mas não vou ficar tranquilo vendo você desse jeito.

Suspirei. – Ok então... vamos.

Tive que me agachada um pouco para conseguir entrar, já que o portal era da altura da garagem, e em poucos segundos, estávamos na Base. Assim que chegamos, Ratchet fechou a Ponte e se aproximou de nós dois.

– Houve algum problema, Arcee? – disse ele, com sua voz seria de médico. Quando percebeu Jack ao meu lado ele perguntou: – Jack, você não deveria está na escola?

– Desculpe Ratchet, mas nesse momento, o problema da Arcee é mais importante do que o meu. — ele respondeu, enquanto apontava o dedo para mim.

Antes que, Ratchet fizesse qualquer pergunta sobre meu respeito, eu disse:

– Eu não sei qual é o problema, mas eu não consigo me transformar – ele me olhou com as sobrancelhas levantadas. – Já tentei várias vezes, mas eu não conseguir e toda vez quê tentava eu sentia uma forte dor.

Ele se aproximou mais um pouco de mim, examinando minhas ópticas e quando se afastou, percebi que seu rosto estava espantado, como tivesse visto algo horrível, mas antes que de entender o motivo, ele ordenou:

– Deite na maca, vou fazer alguns exames em você – ele se afastou para a mesa de ferramentas.

Deitei na maca e Jack ficou no meu lado em baixo. Ratchet voltou com uma lanterna na mão.

– Ratchet, os outros estão na base? – perguntei antes que começasse a fazer qualquer coisa.

– Optimus está em seus aposentos, enquanto os outros acredito que estão na sala de treinamento. – depois que respondeu, ele ligou a lanterna e começou a examinar minha óptica esquerda.

Enquanto examinava, ele perguntou: – Você teve mais alguma outra coisa, além de não conseguir se transformar?

Quando ia responder, Jack falou:

– Ela vomitou Energon na garagem de casa – ele disse, enquanto observava Ratchet, me examinar.

Depois que ouviu isso, ele desligou a lanterna instantaneamente.

– Você vomitou Energon? – ele perguntou-me, com seu rosto da mesma forma de antes.

– Sim.

Ainda com a mesma expressão, ele perguntou, com a voz meio baixa:

– Você, por acaso, foi recarregar na sua forma de veículo e acordou na sua forma de robô?

– Sim – respondi um pouco confusa, me perguntado como ele saberia sobre isso. – Eu ainda não sei como isso aconteceu.

Ele colocou a mão no queixo e sussurrou baixinho que quase não consigo ouvir:

– Não, isso não pode ser possível.

Com isso eu fiquei preocupada. – O quê? O quê foi?

Ele não respondeu como se afastou, novamente, para a mesa de ferramentas. Eu o vi pegando maquina de scanner e depois voltou para mim apontado o scanner no meu abdome. Depois de um minuto, seu parecia mais espantado do que antes, quando ele olhou para a pequena tela.

– Por, All Spark – ele sussurrou, seu parecia mais espantado do que antes.

Levantei a cabeça, preocupada. – Algum problema?

Ele se virou lentamente, com o rosto em choque.

– Arcee... v-você está g-grávida.

Notas finais
Desculpe por não postar no dia que prometi e pelo capítulo curto é porque fiquei dodói e meu cérebro ficou com dificuldade de processar ideias, mas prometo que o próximo terá mais palavras com mais detalhes.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.