O Início do Recomeço
2 Agradeça aos Egípcios.
Notas iniciais
Era por volta das nove horas da noite, todos os convidados haviam ido embora a alguns minutos atrás. O almoço se estendeu para a janta, e assim, a casa da Rainha do Café estava repleta de pessoas o dia inteiro, bem como, completa de alegria e gargalhadas. Foi um dia maravilhoso e Julieta se sentia completa e satisfeita, todos que ela amava estavam ao seu redor, compartilhando momentos e escrevendo uma linda história, que com certeza contaria para os seus futuros netos.
Quando os convidados se foram, apenas Aurélio ficou. Justificou aos demais que precisava discutir e analisar alguns quesitos a respeitos das plantações de café com a empresária e todos acreditaram, já que agora o casal trabalhava em conjunto. Obviamente, isto era apenas uma desculpa, pois, ficaria ali para passar a noite com a sua amada. Entretanto, os amigos e família dos enamorados jamais saberiam disso, mantinham tal fato em sigilo completo porque a sociedade desaprovava tal atitude, as regras impostas pelas comunidades eram claras: os casais somente poderiam compartilhar a mesma cama e manter relações sexuais depois de casados. Claro, os empregados tinham conhecimento das noites em que o filho do Barão passava na fazenda, afinal, não eram cegos, mas todos mantinham o segredo a sete chaves.
Enquanto Julieta conversava com os empregados da casa e distribuía as ordens que deveriam ser cumpridas no dia seguinte, Aurélio se banhava no toalete do quarto da mulher. Assim que ela terminou, subiu para o aposento e o encontrou já vestido com as roupas de dormir, deitado no luxuoso leito, segurando um livro nas mãos, no qual estava completamente imerso na leitura. A morena exibiu um sorriso, com passos mansos se aproximou da cama e lentamente arrastou-se sob ela, até chegar perto do homem que ainda não tinha notado a sua presença. Depositou um beijo delicado no ombro do filho do Barão, que estava descoberto, pois, o mesmo tinha por habito dormir com camisetas regatas, algo que ela desconfiava ser de propósito, apenas para provocá-la e incitá-la com a amostra daqueles braços exuberantes e fortes. Em seguida, encaixou delicadamente o seu nariz na curva do pescoço dele e inalou o perfume inebriante do homem, amava sentir o cheiro do seu amado. Percebeu que o loiro soltou uma respiração profunda e relaxada, sabia exatamente o que isso significava, toda vez que depositava beijos ou cheirava o pescoço do botânico, ele tinha a mesma reação, era o ponto fraco de Aurélio e ela sabia.
— Eu irei tomar um banho... — Julieta sussurrou com a voz mansa perto ao ouvido do namorado, fazendo com que ele sentisse um arrepio na espinha, que percorreu por todo o corpo. — ... E quando eu voltar, caso você queira, podemos fazer coisas mais interessantes e atraentes do que a leitura.
Rapidamente a morena se levantou da cama, sem que Aurélio ao menos tivesse a oportunidade de responder o comentário. Fitou-o e percebeu o sorriso sedutor e alegre que o homem possuía nos lábios, isso fez com que ela retribuísse da mesma maneira. Direcionou-se lentamente e sedutoramente até o banheiro do quarto, pois, sabia que estava sendo observada.
Logo após a amada desaparecer no cômodo ao lado, o filho do Barão voltou a ler atentamente as páginas do livro que estava em sua posse. Há alguns meses atrás, Aurélio se interessou pela cultura egípcia. Tudo sobre esse povo o intrigava, a escrita pelos hieróglifos, a arte, as pirâmides, as tradições religiosas e funerárias. Assim sendo, ele logo tratou de encontrar e comprar um livro que reunia todos os conhecimentos e as maiores curiosidades das comunidades do Egito. Tal obra trazia todos os aspectos e assuntos da cultura, explicando minuciosamente cada item.
O loiro já estava nas últimas folhas do livro, quando chegou no capítulo que tratava sobre as relações sexuais na cultura egípcia. Isto, inicialmente o surpreendeu, pois, não sabia que um assunto tão íntimo e delicado seria tratado em uma obra científica, mas tudo indicava que os povos egípcios eram abertos a falar e tratar sobre o assunto, tão diferentes da sociedade brasileira. O capítulo começou abordando as relações sexuais dentro das famílias, da religião e das comunidades, porem, o escritor também trouxe as diversas maneiras que eram realizados os atos, e além disso, descreveu-as e as explicou de maneira detalhada. Praticamente, todas as formas eram interessantes, mas uma em especial chamou a sua atenção. Leu e releu por diversas vezes o trecho do livro, que estava escrito o seguinte:
"A cunnilingus era muito utilizada nas relações sexuais egípcias. É uma prática de sexo oral que consiste na estimulação da genitália feminina com a língua, boca e dedos, principalmente no clitóris, partes da vulva e na entrada vaginal. O clitóris é a parte sexual mais sensível da genitália feminina, e sua estimulação pode resultar em excitação da mulher. É recomendado começar com uma estimulação mais suave e menos focada nos lábios, mas em toda a região genital. Os movimentos podem ser lentos ou rápidos, regulares ou erráticos, firmes ou suaves, de acordo com as preferências dos participantes."
Aurélio por todas a sua juventude estudou em um conceituado internato e lá teve aulas sobre a anatomia do corpo, já que o principal objetivo do local de ensino era formar alunos que fossem para a universidade de medicina, por isso, sabia exatamente quais eram as partes do corpo que estavam descritas naquele trecho. Um sorriso maroto nasceu nos lábios do homem e uma ideia perigosamente ousada lhe ocorreu. Ele testaria tal ato em sua amada, claro, se esta permitisse e se sentisse confortável com isso.
Segundo o livro, tal prática era capaz de gerar um grande prazer nas mulheres e o seu maior desejo era fazer com que Julieta pudesse sentir isso e desfrutar da melhor maneira possível. Novamente, voltou os seus olhos sobre as técnicas descritas nas páginas, para poder memorizá-las e depois executá-las com perfeição.
Julieta, ao adentrar no toalete observou que o botânico já havia deixado o banho preparado para ela, inclusive com algumas pétalas de rosas colocadas na água. Um sorriso amoroso nasceu nos lábios finos e rosados, ele sempre procurava demonstrar o seu amor e carinho nos pequenos detalhes, cuidando dela de uma maneira tão delicada e suave como nunca ninguém tinha feito antes. Tal dedicação faz com que a Rainha do Café se encante cada dia mais e mais por aquele homem tão diferente e tão a frente do seu tempo.
Retirou todas as vestimentas que a cobriam, soltou os cabelos que ainda estava com algumas mechas presas e entrou na banheira, sentando-se de maneira confortável. A morena respirou suavemente quando sentiu a água quente entrar em contato com todas as partes do seu corpo. A hora do banho sempre fora um momento muito relaxante e pessoal para ela, é o lugar onde ela permite que a sua mente se livre de todos os problemas e apenas se permita aproveitar um momento de paz. Aurélio logo percebeu esse costume e por isso, faz questão de deixar preparados sempre que possível os banhos de Julieta, e sinceramente, ele os prepara melhor do que os empregados da casa.
Estendeu a mão até o sabonete, que ficava em um apoio ao lado da banheira e se deparou com uma rosa que havia sido deixada ali pelo seu amado. Levou a flor a centímetros de distâncias da sua face, inalou o cheiro doce e fechou os olhos. Era incrível como o filho do Barão havia conseguido dar um novo significado para as rosas que a cercavam. Antes, as pétalas de tal espécie representavam a pureza de uma menina que um dia fora, mas que já não existia mais, e os espinhos demonstravam as técnicas de defesa que precisou criar para se defender do mundo e do homem com quem se casou. Entretanto, agora as rosas exprimiam toda a paixão, amor e atração que Aurélio e Julieta sentiam um pelo o outro, os espinhos agora eram sempre retirados delas, porque a Rainha do Café sabia que não era mais necessário se cercar de defesas, tinha a certeza de que aquele homem jamais seria capaz de machucá-la ou sequer magoá-la.
Colocou a flor novamente no lugar que antes estava, pegou o sabonete e passou a ensaboar o corpo, limpando-o de todas as impurezas que o dia havia deixado sob a pele. O banho demorou alguns minutos, dessa vez ela não fez questão de demorar-se, pois, hoje queria relaxar e limpar a mente de outra maneira. Levantou-se, pegou a toalha que estava ao lado e se secou, até que todos os resquícios de água saíssem completamente do seu corpo. As roupas íntimas e o vestido que utilizava para dormir ficavam sempre no toalete, dobrados perfeitamente em cima de uma cadeira, sendo assim, sem pressa alguma as desdobrou e vestiu.
O vestido era simples, liso e na cor bege, com pequenos detalhes nas cores douradas, chegava até a altura dos seus pés, nada muito extravagante ou chamativo, pois, era utilizado apenas usado para repousar, mas abraçava o corpo fino da mulher de uma maneira encantadora, deixando as curvas da cintura devidamente destacadas e ainda mais esbeltas.
Pegou a rosa novamente em suas mãos, segurou-a delicadamente com as pontas dos dedos e caminhou, parando na divisão em que separava o banheiro do quarto. Encostou o corpo no parapeito da porta e observou Aurélio, que continuava imerso no livro em suas mãos, completamente concentrado. Por um momento ficou curiosa para saber o que de tão interessante estava escrito em tal título, já que o filho do Barão parecia fascinado pelo que lia. Entretanto, tal curiosidade foi logo esquecida no momento em que o homem a mirou com aqueles olhos azuis profundos e sedentos, junto com um sorriso sedutor no canto dos lábios.
Julieta inclinou o queixo um pouco para baixo e o fitou de maneira atraente, o sorriso plantado nos lábios da mulher denunciavam os pensamentos venéreos que agora corriam descontroladamente nos pensamentos. Fechou os olhos e novamente inalou o perfume da flor, arrancando um suspiro feliz do botânico que a observava e sabia o amor dela pelas rosas.
— Vejo que gostou do pequeno presente que deixei para você. — Aurélio disse enquanto fechava o livro e o deixava no criado mudo que ficava ao lado da cama, fazendo com que a amada abrisse os olhos e mais o fitasse novamente o fitasse intensamente. Levantou-se da cama e ainda com a mesma expressão convidativa se pôs a caminhar em direção da morena.
— Você está certo, eu gostei do presente que me deixou. — A Rainha do Café concordou com o botânico, e o mesmo parou com os passos. — Mas sejamos sinceros, eu gosto de você e de tudo o que vem de você, que isso fique entre nós.
Ele nada disse, mas a expressão audaciosa em sua face já dizia tudo. O filho do Barão sempre ficava com a mesma feição de orgulho e alegria quando era elogiado pela sua amada. Após iniciarem o relacionamento amoroso, a empresária começou aos poucos a dizer os sentimentos que nutria pelo loiro. Depois de finalmente revelar todo o seu passado, de se livrar de grande parte dos traumas e medos que a cercavam, ela começou a se sentir mais confortável e confiante para dizer o que sentia por ele. Hoje, esses elogios vindos da parte dela já eram naturais, mas ainda causavam o mesmo efeito de contentamento nele.
Aurélio começou a caminhar na direção de Julieta, com passos cautelosos, como se estivesse a estudando, para ter certeza de que ambos estavam na mesma página, com os mesmos pensamentos e desejos. Ela desencostou o corpo do parapeito da porta, mas ficou parada no mesmo lugar, e assim que ele ficou há centímetros do corpo dela, sentiu um calor subir pelas costas e percorrer por cada parte do seu corpo.
O futuro Barão exibiu um sorriso de canto, levou as mãos na cintura da morena e em seguida a puxou para perto dele. Instintivamente Julieta colocou os braços sobre os ombros fortes do homem, e se deu ao luxo de reparar no quanto ele era lindo. A rosa que estava em suas mãos caiu e ficou esquecida no chão, já que ela estava muito concentrada nos olhos dele para se importar com isso. Pode se ver através da íris dos olhos azuis, que brilhavam intensamente, e sentiu as mãos se apertarem na sua cintura conforme ela sorriu.
— Você pode me beijar agora. — Novamente a voz da Rainha do Café saiu em forma de um sussurro, dessa vez rouco e o botânico tinha a certeza de que isto era coisa mais envolvente que já tinha escutado.
Felizmente Aurélio obedeceu aos comandos da namorada. A boca dele aproximou-se da de Julieta lentamente, até encostar os lábios suavemente no canto da dela. Isso fez com que ela fechasse os olhos e abrisse a boca, dando entrada para a língua do amado. Com cuidado, ele encostou a ponta da língua na da mulher, quase como se estivesse a testando e desafiando. A morena sentiu os joelhos fraquejarem e como uma forma de reação, empurrou a cabeça para frente, procurando intensificar o beijo. As mãos se apertarem na fina cintura e a língua dele entrou mais pesarosa na boca da mulher. Estava quente e úmida. As línguas começaram a massagear uma a outra, em movimentos calmos e o filho do Barão pode sentir o sabor doce de Julieta.
A Rainha do Café levou as mãos até os cabelos dele e enterrou os dedos no meio dos fios sedosos e macios. Sem separar as bocas, o botânico começou a guiá-la de costas para o leito do casal. Assim que as pernas de Julieta bateram contra a cama, Aurélio desceu uma das mãos até a coxa dela, a outra até as costas e de maneira delicada, colocou-a deitada sobre o lençol, no confortável colchão.
As mãos do homem escorregaram pelos cantos do corpo da amada, delicadamente ergueu a bainha do vestido e deslizou os dedos pelas panturrilhas da perna até chegar nas coxas, deixando um rastro quente por onde passavam. A Rainha do Café arfou, separando os lábios para respirarem. Ele usou a boca livre para mordiscar o lóbulo da orelha dela, fazendo com que esta exibisse um sorriso de desejo nos lábios, agora avermelhados e inchados por conta do beijo.
— Tenho algo novo em mente, acredito que podemos tentar, se você quiser. — Desta vez, foi Aurélio que sussurrou. Sua voz transmitia todo o desejo que o corpo apreciava no momento e todo o amor que sentia em seu coração. Julieta assentiu, acenando positivamente, não conseguiu pronunciar nenhuma palavra naquele momento. O filho do Barão era o único homem na face da Terra capaz de deixá-la sem palavras.
Ele depositou um beijo molhado logo abaixo da orelha e trilhou um caminho de beijos quentes no pescoço, até chegar aos ombros da namorada. Sentia a pele suave e macia entrar em contato com os seus lábios, bem como o sabor adocicado dela. Escorregou delicadamente a alça do vestido, expondo por completo o ombro da mulher e parte da clivagem. Continuou arrastando os seus lábios sobre ela, até chegar ao cólon.
Sem interromper os beijos que recebia em seu corpo, Julieta sentou-se na cama fazendo com que o homem acompanhasse os seus movimentos, para facilitar a retirada das roupas que trajava. Delicadamente, Aurélio levou as mãos para as costas dela, com as pontas dos dedos e de maneira vagarosa abriu cada botão que prendiam as vestes no corpo da Rainha do Café. Os beijos jamais pararam.
Julieta estava com os olhos fechados, apreciando cada carícia que era feita em seu corpo, a respiração já estava começando a ficar descompassada. Os pelos do cavanhaque do loiro arrastando sob a sua pele fazia-a sentir arrepios na espinha ainda mais intensos e prazerosos. Como forma de retribuição ela acariciava com as mãos a nuca do homem. Lembrou-se por um instante da primeira noite de amor que tiveram juntos. Apesar de o desejar ansiosamente, ela estava apreensiva na época, pois, as relações sexuais que tivera antes sempre foram marcadas por dor, sofrimento e nenhum desejo de sua parte. Entretanto, Aurélio teve a devida paciência e principalmente respeito, a tratou com delicadeza e extremo amor, depositava carícias e beijos, a todo momento perguntava se estava tudo bem, se poderia continuar, se ela estava confortável com a situação e pela primeira vez em sua vida, a Rainha do Café pode sentir o prazer e amor invadirem todo o seu corpo, levando embora os medos e traumas que tinha de ser tocada.
Sentiu o seu vestido ser retirado por completo, e isso a trouxe de volta para o presente. Desta vez, Julieta levou as mãos até o peito de Aurélio, arrastou-as lentamente até chegar ao final da camiseta, interrompeu as carícias que eram distribuídas em seu corpo e a retirou, com muito mais pressa do que ele tirou as dela. Deu-se ao luxo de observar por alguns segundos o peitoral dele, como se quisesse memorizar cada parte. Novamente arrastou as mãos pelo peito, agora completamente exposto, sentiu na palma da mão o calor que emanava de cada músculo.
Rapidamente a boca de Aurélio já estava sob a sua, sentiu a respiração aquecida dele enquanto a língua explorava cada canto de sua boca, de uma maneira apaixonante e urgente. Em um passe de mágica as roupas íntimas de Julieta e o restante das roupas do filho do Barão desapareceram de seus corpos, deixando-os completamente nus. Não sabiam como as tinham tirado e isso pouco importava no momento, já que estavam perdidos um no corpo do outro, desfrutando dos beijos, carícias e toques. A Rainha do Café já estava deitada novamente na cama e o corpo do namorado repousava sobre o dela.
Julieta amava sentir os toque do botânico, eram sempre tão amorosos e delicados, mas possuíam uma pitada de determinação e firmeza que a atraiam. A maneira com que ele acariciava os seus cabelos, segurava a sua nuca para trazê-la para perto dele e afagava sua pele a faziam delirar, mal sabia ela que os seus toques tinham os mesmos efeitos sobre Aurélio.
Separaram os lábios, para que pudessem respirar, visto que, o fôlego se fazia necessário. A morena ajeitou as pernas, para que o homem pudesse deixar o corpo entre elas. Sentiu as mãos dele deslizarem pelas suas coxas e apertarem a sua pele, ficaram ali por alguns segundos, mas logo uma delas percorreu o caminho do corpo da mulher até chegarem no seio esquerdo. Julieta respirou fundo e o olhou. Os olhos estavam brilhantes e inacreditáveis.
Ele exibiu um sorriso travesso no canto dos lábios, e em seguida, a morena sentiu os dedos dele apertarem o seus seio com firmeza e ao mesmo tempo com ternura, jamais saberia como o loiro conseguia equilibrar perfeitamente ambas as coisas. A Rainha do Café fechou os olhos e sentiu mais uma vez o filho do Barão mordiscar o lóbulo da orelha. Ela deixou escapar um suspiro dos lábios com a sensação de calor que a invadiu.
Sentiu a outra mão dele escorregar para a parte interna da coxa e pressionar os dedos ali, fazendo-a arquejar com a excitação que percorreu por todo o seu corpo. A Rainha do Café enrolou as pernas ao redor do corpo do namorado e o puxou para mais perto dela. Aurélio, por sua vez, distanciou gentilmente os cabelos que caiam sobre os ombros dela e depositou um selinho demorado e molhado em seus lábios, logo em seguida, depositou outro no seu queixo e desceu com a trilha de beijos pelo pescoço.
Julieta tirou os dedos que estavam nos cabelos do homem e levou até o peitoral, fazendo carícias que iam da barriga até os ombros, repetindo os movimentos por diversas vezes. A pele era macia e quente, tão convidativa.
Aurélio sentia os dedos hábeis passearem pelo seu corpo de maneira tão vagarosa e sensual, dando-o uma sensação de volúpia apenas com aqueles pequenos movimentos e toques que a amada desenvolvia com tanta aptidão. Afastou o rosto do pescoço de Julieta, que minutos atrás beijava com tanta dedicação e a olhou. Observou como olhos estavam mais castanhos, igualados a cor do mel, as íris agora dilatadas passeavam cautelosamente pela sua barriga, depois para o tórax e logo em seguida pararam em seus lábios. Em forma de provocação, o botânico mordeu levemente o lábio inferior e aproximou o rosto mais uma vez da face dela. Iniciou um novo beijo, dessa vez ele não tinha urgência, movimentava a língua lentamente e apreciava a temperatura dos lábios dela, sabia que essa lentidão a incitava.
O futuro Barão passou a mão por cima das coxas da morena, subiu até a cintura, e voltou pelo mesmo trajeto. A Rainha do Café pensou que ele repetiria o ato mais uma vez, mas então as duas mãos foram de encontro à sua intimidade. Ela arfou mais uma vez, agora um pouco mais alto, separando o lábio dos dois para que pudesse recuperar o ar. O dedo polegar do homem esticou-se e encostou no clitóris. Julieta olhou para Aurélio mais uma vez e encontrou em seus olhos um pedido de permissão, assentiu com a cabeça, consentindo para que ele continuasse, ela ansiava para que prosseguisse. Seu dedo começou a fazer círculos, a estimulando. A mulher quis gemer, mas se segurou. Fechou os olhos e levou as mãos para os lençóis, apertando-os conforme sentia as ondas de prazer. Ele começou a acelerar os movimentos, fazendo círculos e indo para cima e para baixo. Ela estava extasiada, com vontade de senti-lo dentro dela, tinha certeza da vontade que sentia dele.
Por instinto abriu mais as pernas, também para facilitar o acesso dos toques. O dedão dele ainda estava sobre o clitóris, tão voraz quanto antes. Julieta abriu a boca e deixou escapar um suspiro quase que inaudível. Aurélio se acomodou ainda mais entre as pernas e abaixou a cabeça, depositou beijos no cólon, entre os peitos dela, e logo, a mulher pode sentir a boca molhada mordiscar a pele dos seus seios e os sugar habilidosamente, de maneira inexplicavelmente deliciosa.
Os beijos molhados desceram, traçando o caminho da barriga da namorada, fazendo com que a mesma segurasse o ar por conta dos arrepios que sentia. Ela levou as mãos novamente até os cabelos dele e os acariciou da melhor maneira que conseguiu, visto que, sentia todos a sua lucidez ser levada embora. Os beijos espalhados pela sua barriga eram demorados e quentes, exploravam cada parte daquela área. Não entendia onde ele estava querendo chegar mapeando todo o seu corpo daquela maneira, mas isso não importava, Julieta confiava completamente nele, e também, sua mente estava muito ocupada apreciando aqueles toques para pensar nisso agora. Sentiu os movimentos do dedo pararem e um último beijo ser deposito abaixo da barriga.
— Se você quiser que eu pare agora, eu paro. — Aurélio disse, fitando-a do lugar onde tinha parado. Só continuaria com o consentimento da sua amada, isso era de grande importância para ele, pois, não queria fazer nada contra a vontade dela ou que a deixasse desconfortável. Observou a Rainha do Café retirar as mãos de seus cabelos e se apoiar com os cotovelos na cama, para poder encará-lo.
— Continue, Aurélio. — A voz de Julieta soou baixa, mas firme, decidida. Exibia um sorriso sensual nos lábios. O olhar que lançou para o amado transmitiu toda a concordância para que ele continuasse. O filho do Barão observou que um suor havia começado a se formar no corpo da namorada e entendeu isso como um bom sinal.
O filho do Barão acatou o pedido e depositou mais um beijo abaixo da barriga dela, fazendo com que a mesma deita-se novamente, voltando a posição que estava anteriormente. Os dedos retornaram com os movimentos anteriores, rapidamente pegando o mesmo ritmo que estavam quando parou. O botânico abaixou mais uma vez a cabeça e, lentamente, esboçou um beijinho bem abaixo de onde o seu dedo estava. Julieta soltou um gemido baixo e sentiu a risada do homem contra a sua pele.
Para a sorte da Rainha do Café — e felicidade — ele colocou a língua para fora. Ela sentiu o contato úmido e quente. A língua dele começou a movimentar-se pelo clitóris, beijando-o de cima à baixo, fazendo movimentos circulares e de vai-e-vem, umedecendo toda a região, ou apenas umedecendo mais do que já estava, ela não seria capaz de dizer. Colocou mais uma vez as mãos em seus cabelos, sem dúvidas ela amava tocar aqueles fios loiros, e jogou a cabeça para trás. Isso era prazeroso e Aurélio sabia fazer e executar perfeitamente bem.
As mãos do homem subiram pelo corpo da amada, até encontrarem os seios. A morena abriu os olhos e se inclinou de uma maneira que consegui vê-lo, queria apenas vislumbrar a cena. E lá estava ele, com os cabelos desarrumados enquanto se mexia, a língua para fora, remexendo-se na íntima da namorada e os olhos azuis pregados no rosto da mulher. A Rainha do Café podia ver o brilho crescer em seu olhar enquanto ele observava a cara de puro prazer que ela que fazia. Sentiu a língua começar a agitar-se cada vez mais e Julieta fraquejou, caindo mais um vez, tirando as mãos de sua cabeça e levando-as novamente aos lençóis, aproveitando os minutos de prazer que ele lhe proporcionava com aqueles movimentos.
E então, para a infelicidade da Rainha do Café, o homem cessou os movimentos. Ela abriu os olhos, encarando o teto em cima dela e segundos depois, o botânico apareceu, os cabelos caindo ao lado do rosto desenhado. Julieta segurou o rosto com as duas mãos antes de lhe entregar um selinho demorado nos lábios contraídos. Ela abriu os olhos e afastou um poucos os rostos, analisando a face dele outra vez. Passou os polegares pelas maças do rosto do amado, vendo o quanto elas eram belas e quentes. As íris dele estavam grandes e brilhantes, observando-a com a mesma atenção que ela o observava.
Aurélio fitava-a atentamente. A namorada estava com o cabelos bagunçados e desgrenhados, assim como a pele apresentava um suor, dado ao que o corpo dela tinha acabado de experimentar. A respiração estava descompassada e profunda, fazendo com que ele abrisse um sorriso, pois, isso queria dizer que tinha desenvolvido bem a sua tarefa. A face de sua namorada estava ruborizada, bem como o cólon, representando o calor que ambos estavam sentindo. Julieta sempre fora linda, mas agora, estava ainda mais. Tudo o que ele desejava é que os seus olhos pudessem a fotografar nesse momento, assim, tão leve e sensual.
Mas o momento de calma durou por pouco tempo. A Rainha do Café abriu mais as pernas, puxando-o para mais perto dela. A ereção de Aurélio bateu contra a sua intimidade, e assim que sentiu isso, ele roçou-as com mais intensidade. A mulher arfou e rosto se tornou uma expressão de puro prazer. Ele sorriu e colocou apenas uma pequena parte do pênis na entrada dela, para não machucá-la. Julieta fechou os olhos e sentiu perder as forças, respirou profundamente, em seguida, colocou as pernas envolta da cintura do filho do Barão e, usando um pouco de força, puxou-o para frente, fazendo-o entrar de uma vez por todas nela. Aurélio posicionou as duas mãos de cada lado do corpo dela, mostrando as veias saltadas nos braços fortes. Ele depositou um selinho nos lábios da namorada e deu a primeira empurrada, de maneira lenta e delicada. A Rainha do Café sentiu como se finalmente estivesse suprindo os seus desejos e recebendo as melhores energias, ao invés de perdê-las. Ele retirou todo o membro de dentro da morena e voltou a estocar, dessa vez mais fundo e mais forte. Aurélio dominava o que estava fazendo e sabia com a deixar desorientada.
— Eu te amo tanto, Julieta. — O botânico sussurrou no ouvido da namorada e a voz demonstrava todo o prazer que o mesmo estava sentindo.
Dito isto, estocou novamente, dessa vez sem retirar o membro completamente dela. A morena apertou ainda mais as pernas ao seu redor, encostando o queixo em sem ombro. Ambos fecharam os olhos para poderem apreciar cada sensação que um estava proporcionando ao outro. Julieta gemeu quando ele aumentou a velocidade. Ele estocava forte, mas não de maneira rude. Ela sentiu os seus seios latejarem de prazer e queria senti-lo mais e mais. A boca de Aurélio foi ao encontro do seio dela e a língua começou a lamber o mamilo, chupando-o em seguida. Suas estocadas aceleraram ainda mais e, com isso, os gemidos começaram a se libertar da garganta da Rainha do Café, contudo, ainda continuarem baixos, podendo ser escutados apenas por ambos e pelas quatro paredes daquele quarto.
A cintura de Aurélio subia e descia freneticamente, sem deixar com que nenhum dos dois perdesse um pingo do prazer que sentiam. As unhas de Julieta se arrastavam pelas costas do homem, deixando pequenas marcas de tudo aquilo que estava apreciando. A boca dele estava próxima a orelha da amada, e por isso, ela podia ouvir perfeitamente os gemidos fracos que escavam dele.
— A-u-aurélio! — Julieta gemeu com dificuldade, deixando a voz sair em um sussurro baixo e rouco, e o botânico achou aquilo extremamente sensual e atraente.
A resposta dele veio em forma de movimentos, que se tornaram ainda mais intensos, pois, escutar-la chamando-o daquela maneira o incentivou ainda mais. A morena enterrou o rosto nos cabelos dele que cheiravam à hortelã e sorriu abertamente quando os dedos dos pés começaram a formigar, isso indicava que estava chegando ao seu clímax, mas Aurélio parecia ainda não estar perto disso.
Porem, após mais algumas estocadas, ele sentiu o seu ápice também chegar. Entregou-lhe mais duas estocadas. Uma funda e firme, juntamente com um gemido alto e rouco perto do ouvido da namorada, e outra acompanhada de um líquido quente que se espalhou dentro dela.
Julieta fechou os olhos e sentiu uma onde de eletricidade nascer nas pontinhas dos pés e subir velozmente, parando em seu rosto, esquentando-o como nunca antes. Ambos encostaram a testa uma na outra, sentindo a respiração acelerada e o hálito quente de cada um, enquanto se recuperavam. Ficaram assim por alguns segundos, talvez minutos, o tempo não importava para eles.
Aurélio retirou o membro completamente de dentro dela e rolou o corpo para o lado, sentindo as costas entrarem em contato com o colchão. Julieta abriu os olhos novamente. Ambos encaravam o teto e sorriam. O filho do Barão sentiu a mão da namorada encaixar na sua, os dedos estavam entrelaçados. Essa estava sendo a melhor sensação que já haviam sentido na vida. Era uma junção de alegria, desejo atendido e, acima de tudo, prazer.
— Isso foi... Isso foi... — A Rainha do Café procurava palavras para descrever tudo àquilo que havia vivenciado, mas acreditava não haver palavras suficientes ou que fossem hábeis para descrever o que tinha sentido hoje. Jamais havia experimentado tamanho prazer em toda a sua vida.
— Fascinante! — Ambos falaram em uníssono em meio a respiração agitada. Com um sorriso aberto nos lábios os dois se encaram, logo, um riso feliz e alto escapou de suas gargantas. Aurélio e Julieta estavam na mesma página, em perfeita sintonia tanto emocional, quanto carnal.
O filho do Barão passou os braços pelo corpo da amada, a abraçando e trazendo-a para perto dele. Ela deitou a cabeça sobre o peito do homem, escutava atentamente a respiração dele que ainda custava para voltar ao ritmo normal e sentiu os dedos brincaram com os seus cabelos ondulados. Depositou um beijo demorado no peito dele, fazendo com que o mesmo sorrisse com o afago. Levou as mãos até o peitoral, com os dedos desenhava círculos sobre a pele, mapeando cada parte daquela área, como forma de carícia.
Aurélio se sentia realizado, um gozo invadira toda a sua mente e coração. Fazer Julieta sentir aquelas sensações era um prazer que ele jamais tinha tido em sua vida antes. Vê-la feliz, ardente e atraente era o ponto alto da sua felicidade e excitação. Queria a proporcionar os melhores sentimentos para sempre, no dia-a-dia como um casal, no trabalho como colegas e principalmente, entre as quatro paredes. A felicidade dela era a sua felicidade, assim como o prazer dela era o seu prazer.
— Onde o cavaleiro aprendeu tal... técnica? — A fala de Julieta despertou o botânico dos pensamentos. Ele podia identificar uma pitada de humor na voz da mulher e sabia, mesmo sem poder ver a sua face, que ela estava sorrindo. Ele afastou uma das mãos por um instante das madeixas dela, esticou o braço até encontrar o bidê que ficava ao lado e pegou o livro.
— Dos egípcios. — O filho do Barão disse, mostrando o livro em suas mãos. A morena levantou um pouco o corpo, apenas para conseguir olhá-lo. A mão dela apoiava-se no peito do namorado e os rostos estavam pouca coisa distantes. O loiro começou a chacoalhar o título em suas mãos de um lado para o outro, as sobrancelhas dele se movimentavam rapidamente para cima e para baixo e os lábios exibiam um sorriso travesso e brincalhão. Julieta soltou uma gargalhada ao vê-lo agir tão engraçado.
— Confesso que eu já estava com ciúmes dos egípcios. Eles tem roubado bastante o seu tempo ultimamente. — A Rainha do Café entrou na brincadeira. Alguns meses atrás o amado se interessou pela cultura das comunidades do Egito, e desde que comprara aquele livro, ele não descolou os olhos das páginas, lendo e absorvendo todo o conhecimento possível. Aurélio era um homem estudioso, procurava sempre conhecer um pouco de tudo, sempre estava a ler diversas obras, sobre diferentes assuntos e isso era uma das características que ela mais admirava e gostava nele, também, achava muito atraente vê-lo com um livro nas mãos e a expressão de concentração que fazia quando estava apreciando uma leitura. — Mas agora eu sinto que devo os agradecer, por criarem e apresentaram ao mundo essa cultura tão... — Julieta levantou o olhar, de forma divertida fingiu estar procurando as palavras corretas, fazendo com o homem agora soltasse um riso feliz. — ... Instigante.
Ela inclinou o rosto e depositou um beijo nos lábios do namorado, dessa vez não envolvia as línguas de ambos, mas mesmo assim era um beijo molhado e muito atraente, sensual. Separou as bocas, mas antes deixou dois selinhos rápidos nos lábios dele. Retirou o livro das mãos do filho do Barão, fazendo com que o mesmo franzisse a testa, questionando-a silenciosamente. Julieta sentou-se na cama e repousou o livro sobre o outro bidê, que ficava no seu lado da cama. Pegou a coberta que estava abaixo dos pés de ambos. Estava embolada e amassada por conta de todos os movimentos que haviam sido realizados naquele leito. Estendeu-a perfeitamente sobre os dois, cobrindo os corpos nus perfeitamente. Voltou a deitar-se com a cabeça sobre o peito do botânico. Estavam na mesma posição que antes.
— Agora vamos dormir, pois, amanhã tenho um livro muito interessante para ler. — Julieta disse com um sorriso maroto nos lábios, escutando um riso suave sair da garganta de Aurélio. Ela repentinamente tinha se interessado por aquela obra, iria lê-la e descobrir quais outras técnicas fascinantes continham ali.
Sentiu um beijo ser depositado no topo de sua cabeça e os braços de Aurélio se apertarem mais em seu corpo, transmitindo-a paz e segurança. Logo ambos estavam dormindo profundamente, com as respirações leves e em harmonia. Os corpos necessitavam de descanso depois de desfrutarem tanto prazer e intensidade. Dormiram tranquilamente e de forma aconchegada, com todas as partes dos corpos relaxadas e satisfeitas. Os braços um do outro era o melhor lugar do mundo pra eles. Era ali que deveriam estar, era ali que eles pertenciam.
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