O Império de Lörm
1 O fim do Planeta Terra
Notas iniciais
A cidade estava desmoronando, os inimigos bombardeando nosso planeta ao máximo, não conseguiriamos fugir.
No meio da Guerra, se encontrava uma triste e inesperada cena, um filho tentando salvar sua mãe da morte. Eles não iriam viver muito, estavam no meio do campo de batalha, logo tudo viraria pó com os bombardeamentos.
-Filho...não chora, sua mãe ajudou a tudo isso acontecer.Eu deveria...Ter evitado tudo isso, você é a unica coisa que pode me salvar, salvar a todos. Fuja daqui...rápido!
-Não vou! mãe eu não vou te deixar aqui!
-Vá agora! Eu sempre estarei com você...você não tem escolha, vá ou nunca ira me ver de novo, eu ficarei bem.
-Não...não...-O pequeno menino deu um ultimo abraço na sua mãe e correu para longe do campo o mais rápido que pode.
-Meu pequeno raio de luz...
A guerra terminou com a destruição do planeta, sobrando apenas destroços. Aos poucos os inimigos começaram a civilizar aquele planeta.
Os humanos estavam em extinção, sua cultura quase deixou de existir, havia ainda pequenos vestígios do que foi um dia a humanidade. Mas agora, virariam apenas Lendas de uma guerra esquecida.
Se passaram 13 anos desde a guerra que teria matado sua mãe. O menininho agora era uma das ultimas espécies de humanos que ainda existiam.
-Sra Kort, preciso que me faça um favor -disse o menino, enquanto descia as escadas da casa onde morava- você me disse que me deixaria participar das tropas de Lür, eu queria aprender a pilotar aquelas naves. Você me prometeu que faria isso quando eu completasse 18, e será daqui alguns dias!
-Oras...Você não esquece isso não é? Eu sei que quer isso, mas você é meu filho...não quero te ver arriscar a vida naquelas naves!
-Sra...mas é meu sonho! Desde que me trouxeram para viver com vocês eu peço isso, você deveria aos menos dar uma chance!
-Você foi a melhor coisa que já nos aconteceu, mas não podemos deixar, é muito perigoso, arriscado, não sei o que fariamos sem você meu filho...
-Eu não vou morrer mãe! Só quero aprender a pilotar, o que tem demais nisso? Nós poderíamos viajar até a cidade e encontrar um lugar pra mim poder pilotar. Aqui não tem nada, moramos no meio do nada!
-Meu filho, nós não temos dinheiro pra isso, não vamos! Nós temos que trabalhar aqui, não vai ajudar a por comida na mesa pilotando!
-Mas quando eu aprender a pilotar...-o menino foi interrompido pela Sra Kort
-Chega Kym! Não vai e ponto final. Não quero saber se vai ou não, seu lugar é aqui! Eu não quero mais papo, vá trabalhar garoto! -Ela ficou muito nervosa de repente
Kym foi trabalhar insatisfeito, ele vivia em uma fazenda. Sua rotina era normal, acordava cedo, alimentava os animais, cuidada da plantação, mas quando a noitecia e todos iam dormir, ele saia pela janela, pegava um dos Cavalos, um pouco diferente dos cavalos terraquios, ele eram na verdade uma especie de ser estelar. Seu corpo parecia com o céu estrelado. Toda noite ele fugia para a cidade em busca de algo novo, um pouco de diversão.
-Pronto amigão, fica quietinho aqui, eu já volto — Falando para o cavalo com quem sempre fugia
Ele subia sempre no prédio em cima de um salão de danças, de teatros e deitava no teto do lugar para escutar as músicas, as pessoas dançando, rindo. Sempre olhando em volta e descobrindo mais e mais coisas novas. Chegou a mapear o lugar de tanto que explorava a cidade, porém aquela noite, enquanto estava deitado, ele percebe barulhos de onde ele veio. Escondeu rápido, de repente alguém encapuzado apareceu, foi até a ponta e abriu os braços. Com medo de que a pessoa se jogasse, Kym se lançou na figura encapuzada, a jogando no teto novamente.
-Você está maluco? Você poderia ter se machucado!-Disse ele desesperado em cima da figura encapuzada
-Sai daqui seu menino escroto! Eu não ia pular! -Disse a figura encapuzada
"Ele tem voz de menina" pensou ele, puxou o capuz rápido e teve um susto, era a menina mais bonita que já tinha visto
-V-Você é uma menina! Porque ta se vestindo assim? O que ia fazer na ponta?
-Eu estava sentindo o vento, uma sensação de liberdade, uma vontade de voar, so que você estragou tudo me jogando no chão! Seu pirralho! -Disse ela empurrando ele para longe
-Qual seu nome sua maluca?
-Não vou dizer pra um louco que me empurra do nada!
-Eu pensei que você ia se jogar! So queria te salvar! me diz o seu nome logo pirralha! -disse ele segurando os braços dela
-Não importa! Ta? Problema seu se tentou me salvar, eu não pedi pra fazer isso, tchau Pirralho -Disse a menina chutando ele entre as pernas e correndo
-AHHHHHHHHHHHHHHHH sua Menina Chata! -deitado no chão de dor pensa "A primeira pessoa que eu conheço na cidade é uma maluca!"
Depois de tudo isso Kym volta pra casa e quando retorna dois carros estavam parados na frente de sua casa, de vagar ele se esconde na plantação observando. Era a policia estelar na sua casa, seus pais estavam dormindo quando ele saiu. "o que está acontecendo?" Pensou ele, Kym vai devagar para perto da casa saber o que estava acontecendo.
-Já está na hora, o garoto vai fazer 18. Já esta mais do que na hora! Você prometeu! -disse a sua mãe adotiva
-Não, o imperador mandou você esperar, se desacatar será o fim da sua miserável vida, é melhor você ajudar nos planos ou o único que sairá vivo vai ser eu. Voltaremos amanha, diga ao garoto que irá com ele a cidade comemorar seu aniversário, leve-o a esse lugar (barulho de papel)
-Claro, mas não é arriscado? Quero dizer...-o policial interrompe
-São ordens, obedeça ou sabe o que acontecerá com a sua cabeça.
-Certo, logo ele estará onde o imperador quer, só preciso que ele caia de novo em algo que eu diga como sua "mamãesinha", é claro que ele vai
-Leve armas, aquele garoto é esperto, nunca se sabe o que pode acontecer
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