Notas iniciais
Se houver algo que não gostarem ou que gostariam que eu mudasse, não hesitem em falar. E me perdoem se a qualidade não estiver tão boa, essa é minha primeira história.

John caminha no meio da rua.

Um carro passa e quase o atropela.

Ele caminha como um equilibrista, parece que está numa corda bamba, não sabe se vai cair no chão em algum momento ou apenas será atropelado. Tanto seus passos quanto sua vida são parecidos. Pobre coitado, sua expressão revela seu sofrimento e angustia, um homem como este deveria tentar suicídio.

Ele realmente tentou, mas nem mesmo foi capaz disso. Um inútil. Alguém imprestável. Alguém que falhou em tudo, que não conseguiu retirar sua vida, realmente é risível. Seus pensamentos eram esses. Ser ele, era ser inutilidade. Este homem merecia pena.

Seu interior não era preenchido por sofrimento, angústia e desprezo por si. Seu semblante já expressou alegria, autoconfiança e um pouco de arrogância.

Após algum tempo chegou em casa, ela era bonita e bastante grande, porém, em nada contribuía para suavizar a atmosfera sombria do dono. Apenas reforçava mais ainda. Um espaço enorme sem ninguém. Esta era uma moradia apropriada para John, foram feitos um para o outro.

“Fui incapaz de me rebelar contra a vida.” ele pensava.

Acreditava que viver é sofrer, continuar vivendo era permanecer sofrendo, sujeito ela e ao mundo, portanto a única maneira de alcançar paz era voltar ao nada, onde não há mundo, nem vida, ou seja, não haveria sofrimento. Seus pensamentos viravam do avesso a concepção comum de suicídio. As pessoas ao verem seu rosto, enxergavam ali alguém miserável. Os motivos pelos quais estava com aquela expressão era por ter falhado na sua revolta, estava frustrado.

Aquela aparência emocionava aos outros, parecia ser aquele mais sofrido neste mundo. No entanto, se enganaram. Ele até que era um pouco otimista. Seu otimismo é pouco convencional.

“A vida é sofrimento, quando sorrimos, estamos nós rebelando contra ela e este mundo inclinado para o sofrimento.” pensava John. Pouco convencional, mas ainda é um pouco otimista.

John ficava no seu quarto, sentado numa cadeira próximo de uma pequena mesa, pensando e escrevendo em seu caderno todo pensamento seu que considerasse importante, que não deveria esquecer, quando terminava isso, apenas ia dormir.

“Ás vezes penso que talvez esteja errado, a vontade de viver é instinto do homem, continuar vivendo neste mundo tentando se revoltar contra ele, talvez seja uma rebeldia contra o sofrimento, mas pode ser que seja uma submissão a vontade, mas que posso fazer?”.

“Ser submisso a vida e ao mundo ou ser a vontade?”

“O suicídio é rebeldia contra a vida e ao mundo, mas ao me revoltar contra eles, apenas afirmo minha vontade de viver, pois se há rebeldia, ainda existe vontade e vida.”

“Portanto morrer naturalmente é a única opção, pois a medida que envelhecemos, perdemos naturalmente essa vontade, porque já estamos satisfeitos, não há mais o que fazer, nossa existência deixa de ser excitante, não há como se rebelar contra a vida enquanto houver vontade, na morte natural a mente perdeu a vontade e o ato de rebeldia se torna completo.”

“A própria vida se rebela contra o mundo e a si mesma.”

John havia lido bastante os livros de Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, cuja obra-prima seria “O Mundo como Vontade e Representação”. Então comprou todos seus livros e leu eles várias vezes. Ele oscilava entre o otimismo e pessimismo. Seu trabalho ajudou bastante no seu gosto por o pessimismo, pois é investigador, já viu cenas de crime e pôde conhecer criminosos.

Ele investigava os casos sozinho, não era tão extrovertido, conseguia conversar normalmente, mas dificilmente iniciaria uma conversa. Sua cabeça era cheia de ideias, ele vivia em constante reflexão e questionamento. Por exemplo, às vezes era pessimista, mas poderia ser no outro dia, otimista. Alguns poderiam considerá-lo um bipolar.

John não se considerava um, apenas acreditava que questionava muito a si mesmo, sempre duvidando de si e por isso suas ideias mudariam constantemente.

Notas finais
Obrigado por ler. :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.