Notas iniciais
Estou postando mais um capítulo pela quantidade que já tenho pronta. Gostaria de agradecer a quem tem lido e comentado minha fic, fico muito feliz por estarem gostando, muito obrigado também pra quem a favoritou: Team Pauleria e LiTor, Baka sama, Charlison Moraes e Nickys2 obrigado por apoiarem esse autor em aprendizagem...
Boa leitura...

Capítulo 8: Aula de música, revivendo um momento


– Garota você...? – antes do professor terminar sua pergunta Irene tomou a palavra.


– Fessor o senhor não vai acreditar, mas veio de lá! – ela falou em tom de piada apontando pras janelas, nesse instante Nicholas se levanta.


– Pior que é verdade fessor, passou um bando de moleques selvagens lá fora e tacou esse monte de bolinhas aqui, por quê? Um dos mistérios do universo, essa juventude se perdeu meu Deus!... – tais dizeres unidos aos anteriores causaram risos gerais.


– A, então essa é a verdade? – o professor pergunta retórica e ironicamente.


– Completamente verdade fessor! Eu quero que o de menor cresça se eu tiver mentindo! – novamente dizeres de Nicholas.


– Por que você sempre precisa lembrar que eu sou baixinho? – Rafael fala e continua; — Até que seria bom crescer uns centímetros mesmo...


– Como vocês se chamam novatos? – perguntou diretamente praqueles dois.


– Eu sou Nicholas.


– Eu Irene.


– É Valéria, parece que você achou pessoas a sua altura pra fazer brincadeiras e piadas. – o professor falou com um leve sorriso.


– A minha altura?! Você é doido professor! Esse menino da dois de mim! – ela fala se referindo a Nicholas.


– Pareço um poste, mas um poste de cartola! – Nicholas fez piada da situação.


– A Irene também é mais alta que eu! Eu não sou da altura deles como o senhor falou, to um pouco abaixo! – comentário de Valéria.


– Bom eu não tenho uma cartola, mas olha como meu cabelo é legal, tem duas cores e ainda balança. – Irene fala jogando os cabelos. – E o senhor acredita que é original? – falou, claramente fazendo piada, gerando risos em toda sala.


– Ta certo, vocês vão escapar do castigo porque foram criativos, mas é a primeira e a última vez que deixo passar uma guerra de bolinhas na sala de música. – o professor falou sério e depois se sentou em seu lugar.


– Que sorte, pensei que a gente ia tomar uma advertência. – Jaime faz uma observação.


– Bem que você merecia por começar essa guerra, você e aquela Evellin! – dizeres de Maria Joaquina.


– Fica na sua Maria Chatonilda! – Jaime responde.


– Queridos alunos, pra quem não me conhece eu sou Renê o professor de música, muito prazer... Bem eu poderia fazer uma apresentação com os vários novatos que eu to vendo, mas me atrasei, com o tempo a gente se conhece melhor. – fala com um sorriso amigável. O fato de Renê ter se atrasado e ser alvejado por bolinhas de papel acabou quebrando a rotina que criou em sua cabeça, tanto que o simples ato de fechar a porta foi simplesmente esquecido por ele. – Eu quero que vocês abram suas partituras na página vinte e cinco, por favor.


– Professor, no primeiro dia de aula você já vai passar matéria? – Jaime pergunta.


– Claro que sim Jaime, é meu trabalho.


– Mas é aula de música.


– Não tem nada a ver isso Jaime, aula de música é uma aula como as outras, o professor tem toda a carga de matéria que precisa nos passar e não pode atrasar. – dizeres de Daniel.


– Ai como eu sou nerd! – Nicholas falou em tom de deboche com Paulo, os dois começaram rir, porém as risadas de Paulo pararam quando ele viu Marcelina conversando feliz com Rafael.


– Olha só, essa música tem uma pegada legal, eu consigo tocá-la no violão. – Lúcio fala.


– Então você é bom no violão garoto? – pergunta o professor.


– Ta brincando? Eu toco há muito tempo!


– Verdade fessor, ele vive tocando aquilo, pega umas cifras na net e tals... – Bernardo se pronuncia.


– Ta, e minha visão ta ruim ou vocês são rigorosamente iguais? – o professor pergunta.


– Sua visão ta boa, nós somos gêmeos, eu sou Lúcio e ele Bernardo.


– É só o senhor lembrar que eu uso óculos. – falou Bernardo ajeitando sua armação.


– Violão é o instrumento mais bonito, não é Paulo? – Rebeca tenta puxar conversa com o garoto, entretanto o jovem ainda está distraído com sua irmã e Rafael conversando. – Paulo, algum problema?


– Não... Não Rebeca, tava viajando aqui...


– Ta mesmo, você nem foi pra página certa. – ela falou meio que se debruçando e passando as páginas da partitura do garoto, Paulo começou a corar.


– Quê isso Rebeca? – Valéria pergunta nitidamente incomodada.


– Nada, é que o Paulo ta viajando aqui e nem colocou na página correta... Pronto... Precisando eu to as ordens. – ela fala em tom de piada com um sorriso inocente.


– T-tá... – Paulo responde gaguejando.


– Esse Paulo é muito bobo mesmo! – Valéria fala ainda incomodada.


– Falou comigo Valéria? – Alicia, que estava ao seu lado, pergunta.


– Não, só pensei alto.


A partir daquele instante a aula correu bem, o professor ensaiou a música planejada, ouviu a voz de seus alunos, cantou com eles e explicou algumas coisas, entretanto para quebrar a calmaria momentânea a natureza agiu, uma forte corrente de ar adentra pela porta que Renê deixou aberta, a tal corrente derruba os papéis das partituras e os espalha, inclusive os papeis do professor foram arremessados.


– Caramba de onde veio esse vento?! – Jaime pergunta.


– Da porta, o professor esqueceu de fechar... – Maria Joaquina responde, as partituras dos dois caíram próximo a eles, ambos se abaixaram pra pegar, acidentalmente suas mãos se tocaram, instintivamente se olharam, suas mentes os levaram praquele dia em que suas mãos se tocaram pela primeira vez na época do terceiro ano. Naquele curto instante parecia que todo o universo parou ao lado deles, estavam em um mundo só seu, um mundo de sentimentos e lembranças, um mundo de muita confusão interna, no entanto...


– Jaime, Maria Joaquina, vocês podem pegar minha partitura que caiu aí perto de vocês? – dizeres de Mário que parecia não ter visto as mãos deles se tocando.


– É... É... Nossa que fome, será que ta longe a hora do intervalo? – Jaime fala sem graça, no instante que os dois retiram suas mãos.


– Pois é... É a primeira aula né? Falta muito ainda pro intervalo... – Maria responde também sem graça, ambos estavam corados e tentavam desviar o olhar.


– Gente o que custa pegar minhas partituras, tão aí perto? – Mário fala novamente.


– Partituras... Mário... Tão aqui. – Jaime fala de forma desconexa pegando parte das partituras de seu colega e as entregando.


– Ta aqui a outra... A outra parte Mário... – a garota rica fala entregando o resto das partituras para seu colega.


– Qual é o problema com vocês dois? Tão estranhos! – Mário pergunta confuso.


– Estranho é você que não se impressionou com esse furacão na sala! – Jaime fala tentando disfarçar.


– Eu nunca vi uma ventania assim dentro de uma sala de aula! – Maria Joaquina apoia falando mais alto que seu colega.


– Eu também não! Se fosse mais forte ia atrapalhar meu cabelo. – Marcelina comenta, entrando no assunto.


– Ta bom gente, sem estresse, eu já fechei a porta, esse vento não vai nos atacar de novo. – palavras do professor num leve tom de piada.


A aula seguiu normalmente pós esse acidente, Jaime e Maria não se olharam, se evitaram de todas as formas possíveis, estavam confusos consigo mesmos, pensavam: “Impossível, não posso estar gostando dessa pessoa!” tentavam negar pra si mesmos o que estava acontecendo, era óbvio que sentiam algo um pelo outro, entretanto compreender e admitir são coisas bem difíceis de serem feitas, no fim das contas impossível é algo difícil demais de se definir...

Notas finais
Ao passado votando... Complicado isso... Pra eles ta sendo bem difícil entender as coisas que se passam nas suas mentes...
Até o próximo!