O Impossível, Difícil De Definir...
52 Rebeca, Tom e Paulo
Notas iniciais
Capítulo 52: Rebeca, Tom e Paulo
“Será que eu to bem assim? Mas eu também não quero aparecer demais... Quem tem que aparecer é a Alicia, é o dia dela!” Rebeca pensava se olhando no espelho, a jovem havia chegado em casa há pouco tempo, estava com o vestido que iria na festa de sua colega. De repente algo lhe chama a atenção, uma chamada em seu computador, ela vai até ele pra atender, tratava-se de um conhecido.
- Oi Tom! – ela cumprimentou feliz.
- Meu Deus! Como você está linda! – o garoto falou muito surpreso.
- Você acha?
- Com certeza... Você ta perfeita!
- Isso é um problema, sabe eu to indo na festa da Alicia e eu não queria chamar muita atenção pra mim... Afinal o aniversário é dela né?
- Você não conseguir chamar atenção pra si mesma deve ser impossível! – ele falou sem pensar.
- Que galanteador é você! – ela fala em tom de piada o fazendo corar.
- Eu... Eu falei com a Alicia hoje de manhã e desejei feliz aniversário... – falou tentando disfarçar.
- Então você já sabia?
- Sim, não se esqueça que ela também é minha amiga nas redes sociais... Elas sempre avisam quem faz aniversário! – falou fazendo piada, ela riu.
- Né? Muito útil as redes sociais...! Seu bobo!
- Eu queria ir nessa festa, mas me deslocar do Rio de Janeiro pra São Paulo não é tão simples.
- E o dinheiro?! Essas coisas são caras...! Mudando de assunto, você conversou com meu pai esses dias?
- Sim, ele me chamou pra ajudar ele a instalar um computador legal na casa dele, tipo eu entendo muito pouco de informática, mas parece que entendo mais que seu pai... Ele quer conversar com você igual nós dois conversamos.
- Eu mal posso esperar! Quero muito ver meu pai, mesmo que seja pelo computador!
- Eu imagino a saudade que você sente dele... Ta achando São Paulo ruim? Quer dizer, ta achando ruim morar com sua mãe?
- Não, eu gosto de morar com minha mãe, gosto daqui também, eu adorei a escola Mundial e aquele povo loco que tem lá! E eu amo aquele garoto, eu amo o Paulo! – tais palavras causaram uma tristeza forte no garoto.
- Você deve estar mesmo muito apaixonada por ele...
- Eu nem sei como explicar o quanto... Ele é tão gentil comigo, ele briga com todo mundo, mas comigo ele nem levanta a voz, ele ta sempre tentando me agradar... Hoje mesmo ele foi comigo a casa da Alícia só pra passar mais tempo comigo!
- Então ele deve estar gostando muito de você também...
- Às vezes eu acho ele meio aéreo, só que é o jeito dele né? Mas é um jeito que eu adoro!
- Ele tem muita sorte e estar ao lado de uma garota linda, especial e divertida como você! – Tom falou no impulso.
- Obrigada! Não sabia que eu tava poderosa assim! – comentou. – Voltando as minhas roupas, será que o Paulinho vai gostar de me ver assim?
- Se eu fosse seu namorado eu diria que você está linda! Que você conseguiu o milagre de ficar mais bonita que já é! Ia dizer que não adianta você não tentar aparecer mais que a aniversariante porque isso é impossível... Não tem como não reparar em você com esse sorriso perfeito e inocente, com esse cabelo na cor do sol poente, com esses olhos hipnotizantes... Diria que, mesmo não merecendo porque homem nenhum merece, fui abençoado de ter ao meu lado uma garota tão incrível como você! – falou com muita sinceridade.
- Nossa! – ela falou surpresa.
- Ló-lógico... Se eu fosse o Paulo né...? Eu não sou então... – falou muito envergonhado.
- O bom de conversar com você é que me sinto com todo poder! – ela falou sorrindo, um sorriso arrebatador para o garoto, um sorriso tão forte que o deixou sem reação alguma. Repentinamente um som corta o raciocínio dela, era o toque de seu celular.
- É o Paulo! – ela fala feliz atendendo o telefone.
- Já ta pronta baixinha? É que eu to passando aí pra te pegar, to com meu pai e a gente ta de carro... Sua mãe vai? – o namorado falou pelo telefone.
- Não, ela ta passando mal... Mas eu já to pronta, o Tom falou que eu to excelente!
- Ta conversando com ele? Fala pra ele que eu não gosto de ninguém elogiando minha namorada! – falou em tom de piada.
- Seu bobo!
- Já to chegando aí então...
- To te esperando, beijos lindinho! – ela desligou, a ligação a deixou eufórica.
- Que felicidade... – Tom falou com um pouco de pesar.
- Eu sempre me sinto bem ao lado dele! Não sei explicar... Eu gosto dele mais do que deveria.
- To vendo... Sorte de vocês né?
- Vou ter que desligar Tom, daqui a pouco o Paulinho ta chegando e eu não quero deixar ele esperando... Até mais!
- Sim, até mais, depois da festa talvez a gente possa conversar...
- Claro! Por que não? Vou desligar... – ela falou colocando o status ausente em seu bate-papo. – Vou esperar o Paulo lá fora, se ele ta vindo de carro deve estar quase aqui! – falou muito feliz.
La do Rio de Janeiro Tom permaneceu com o computador ligado, pensava diversas coisas, não parava de olhar seu monitor, se sentia inquieto.
- Isso não é justo! Por que eu to sentindo isso? – falou pra si mesmo. – Ela ta a quilômetros de distância de mim e ta namorando um colega meu... Eu não posso estar sentindo isso por ela, eu... Eu não posso estar gostando dela ou posso?
Se perdia em seus pensamentos tentando entender o que se passava em sua cabeça e o que realmente sentia por Rebeca.
- E depois, mesmo que ela estivesse aqui do meu lado porque ela gostaria de mim? Eu nem consigo andar... Eu devia era esquecer dela, eu... Essas coisas podiam ser menos complicadas! – continuava falando com as paredes.
Em São Paulo a ruiva observa o carro do pai de seu namorado chegar, Paulo sai de dentro do veículo bem vestido, os olhos dela brilham.
- Mas você ta... Ta incrível! – o namorado fala.
- E você já nasceu incrível! – ela responde se aproximando dele, se beijam por um tempo até escutarem a buzina do carro, o pai do garoto alertava para a hora.
- Temos que ir, meu pai já deixou a Marcelina e a mãe na festa...
- Ele ainda trabalhou hoje né? Deve ta cansado de tanto dirigir... Não vamos ficar atrapalhando ele.
- Vem... – Paulo fala abrindo a porta do carro pra ela entrar, em seguida dá a volta e entra pelo outro lado, o casal sorri se entreolhando, ela segura a mão dele.
- Você é tão bom pra mim! – ela fala.
- Tenha certeza que sou eu que não te mereço! – ele falou.
Apesar de toda gentileza e cordialidade não era Rebeca que estava nos pensamentos do jovem Paulo, quem ocupava sua mente era Valéria, mesmo ele não querendo pensar nela era ela que vagava em sua mente e perturbava seu sono.
Notas finais
Próximo capítulo a festa começa efetivamente para os personagens.
Até o próximo!
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