O Impossível, Difícil De Definir...
60 Orgulho e ciúmes
Notas iniciais
Capítulo 60: Orgulho e ciúmes
- Mas, mas... Nossa filha ta namorando?! – o pai de Alicia fala ao vê-la beijando Bernardo, comentava com sua mulher. – Ela te contou alguma coisa...? Por que ela não falou...? Coitada...
Enquanto o pai divagava os jovens ainda se beijavam, só pararam quando o ar faltou, se separaram e sorriram um pro outro.
- É ISSO AÊ MULHER!!! DÁ MOLE NÃO! – a voz de Nicholas chega até eles, primeiro os constrangendo e depois causando risos, Bernardo então chega sua boca perto do ouvido dela e pergunta:
- Quer namorar comigo?
- Claro que sim! – ela responde também ao ouvido dele. Os dois continuaram ali dançando, não acreditavam que estavam juntos finalmente.
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- Eu acho que dá pra dizer que tava demorando já... – Irene fala com Daniel, comentava sobre Bernardo e Alicia, os dois estavam na frente do bar improvisado.
- Ele deve ter ficado muito nervoso pra pedir ela em namoro... – ele divaga.
- Nessas situações a gente fica nervoso mesmo, mas não devia né?
- P-pois é... – Daniel respondeu, nesse instante Tereza chega próximo deles.
- Por favor, eu preciso de água... Bastante! – ela fala diretamente ao garçom, balançava suas roupas de tanto calor que sentia.
- Nossa amiga, você ta bem cansada né?! – Irene comenta.
- Mas também ela ta dançando desde que chegou... – dizeres de Daniel.
- Pois é... – a jovem de olhos azuis responde tomando a água que pediu. – Por favor, quero mais!
- E o Adriano... Ele dança bem? – Daniel pergunta, Tereza olha o garoto que conversava com algumas pessoas e responde:
- Muito! Pelo menos mais que eu esperava! – fala tomando mais água. – Que canseira!
- Então ta né? – Irene fala com feição surpresa olhando pra Daniel que ostenta a mesma feição.
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- Rafael... – a voz doce da professora Helena chega aos ouvidos do garoto, ele estava no jardim, estava com a ideia fixa de ir embora, entretanto a voz da professora o fez parar.
- Oi professora... Quer falar comigo?! – pergunta retórica do jovem.
- Sim, você pode parar pra me ouvir um pouco?
- Posso sim. – falou procurando com os olhos um lugar pra se sentar, viu um banco de pedra e foi até lá com sua professora. – Quer falar o quê comigo professora?
- Sobre a Marcelina...
- Não quero falar sobre ela! Não quero saber dela mais! – falou um pouco alterado.
- Será mesmo garoto? Se você realmente não quisesse mais saber dela não ficaria nervoso só por eu citá-la.
- Você não entende professora, ela acha que eu traí ela e não é verdade!
- Eu sei da história.
- Então?! Não é justo professora, eu não fiz nada! Ela, como minha namorada, tinha obrigação de acreditar em mim...
- Entenda garoto que lidar com ciúmes não é uma tarefa fácil nem pra pessoas como eu quanto mais pra adolescentes começando a entender seus sentimentos...
- Você ta defendendo ela?
- Não estou, ela errou com você, e errou bastante, ela deveria ter te dado um voto de confiança.
- Então você ta do meu lado?
- Eu estou do lado de vocês dois, eu vejo o quanto vocês estão sofrendo longe um do outro, vejo a tristeza, a mágoa... Rafael não deixe que a mágoa domine você.
- Mas ela não confia em mim professora!
- Ela errou eu sei, mas nós, como seres humanos, precisamos aprender a perdoar, principalmente perdoar as pessoas que a gente ama... Eu imagino o quanto você queria estar com ela na festa de hoje, como você queria dançar com ela...
- E queria muito! – falou sem pensar. – Queria ter ela nos meus braços de novo, beijar seus lábios, rir ao lado dela, segurar a mão dela! Por que as coisas têm que ser assim professora? Por que eu não consigo esquecer essa garota? Por que eu sofro tanto longe dela? – falou deixando escapar algumas lágrimas.
- Por que você ta apaixonado! Não sei se no futuro sua paixão vai se tornar um amor sólido e duradouro, mas nesse instante sua paixão é tão forte que você mal consegue pensar em outra coisa. – ela falou limpando as lágrimas dele.
- Mas eu não quero estar perto de alguém que não acredita em mim! Eu não...
- Isso é orgulho Rafael, eu penso que, se essa situação se repetir aí seria ruim continuar nessa relação, seria insistir no erro, mas terminar por conta de um ato falho?! Por conta de orgulho não querer mais ver a pessoa?! Acho demais! – o garoto começa a pensar. – Só falo isso porque eu me considero sua amiga, lógico que sou humana, eu também erro, pode ser que minha opinião esteja errada...
- Faz todo o sentido o que você diz professora, eu vou pensar... Uma coisa eu posso garantir que desculpas eu não vou pedir, não fui eu que errei! – falou de forma direta.
- Só quero seu bem Rafael! – ela falou o beijando no rosto carinhosamente.
- Rafael... – o jovem escuta a voz de sua irmã Lia. – Você ainda quer ir embora?
- Quero sim, quero pra pensar... – ele responde.
- Então, nós também vamos, a festa vai ficar sem graça se a gente ficar preocupada com você... – Ju fala.
- Você aguenta essa super proteção professora? – o garoto fala em tom de piada fazendo Helena sorrir.
- A gente vai dar uma carona pro senhor Firmino... – Lia comenta.
- Pensei que o senhor ia virar a noite aí Firmino! – Rafael comentou fazendo piada.
- Quem me dera...! Queria ter essa força jovem que já tive há muito tempo! Hoje só olhar já me cansa! – o senhor brinca de volta.
- Muito obrigado pela orientação professora, vou pensar sobre o assunto, juro! – falou segurando a mão da professora, depois foi até suas irmãs, no carro acenaram pra Helena que retribuiu o gesto.
- Então? Conseguiu fazer o garoto mudar de ideia? – Renê se aproxima e pergunta.
- O Rafael é muito mais orgulhoso que eu imaginava... Não sei se ajudei, mas eu tentei.
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- O que a professora te falou Rafael? – Ju pergunta.
- É meio pessoal não quero falar sobre isso. – ele responde.
- Quer dizer que agora nós estamos excluídas da sua vida?! – Lia comenta.
- Vocês iam se assustar pelas milhões de coisas que eu faço sem vocês saberem! – o garoto fala com um leve sorriso.
- Como é que é? O que você ta aprontando garoto?! – as duas irmãs falam ao mesmo tempo num misto de preocupação e raiva.
- É sempre assim Rafael? – Firmino pergunta.
- Super proteção seu Firmino, eu sempre deixo elas doidinhas fazendo coisas ou falando que faço sem fazer de verdade! – respondeu sorrindo mais.
- Você é muito mau garoto!
- Só de vez em quando, pra quebrar a rotina! – respondeu fazendo piada.
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- Você ajudou sim... Você sempre ajuda. – Renê fala a Helena passando gentilmente sua mão no rosto dela.
- Eu tento, às vezes dá certo.
- Esse seu desprendimento e boa vontade de ajudar os outros é apaixonante sabia? – Renê fala aproximando seu rosto do dela, os olhos de ambos se fecharam, os lábios se tocaram, se beijaram apaixonadamente como jovens amantes, como adolescentes descobrindo o amor, como almas gêmeas que enfim estavam juntas.
Notas finais
Até o próximo!
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