O Impossível, Difícil De Definir...
2 Novatos e veteranos, interações possíveis?
Notas iniciais
espero que gostem e tenham uma boa leitura.
Capítulo 2: Novatos e veteranos, interações possíveis?
- E aí caras? – fala Mário adentrando a sala e cumprimentando Jaime e quem estava mais próximo dele.
- Fala Mário, e aí? Ou, esse louco aqui vai estudar com a gente esse ano, ele é muito palhaço! – Jaime falava de Nicholas.
- Beleza... – Mário cumprimentou meio receoso, a natural cara fechada de Nicholas intimida.
- Mordo não Mário, pareço eu sei... E tipo se eu morder não se preocupa que eu fui vacinado! To maravilhosamente bem agora até parei de babar, ano passado que foi tenso! – o jovem de cartola falou em tom de piada arrancando risos dos próximos a ele, quem estava longe se virou pra ver o porquê de tantas gargalhadas.
- Nossa, qual será a graça dali de trás? – Valéria pergunta curiosa com um leve sorriso.
- Aqueles meninos bobos! Devem estar falando um monte de besteiras sem sentido! Eles não mudam principalmente o Jaime! – Maria Joaquina usa de seu peculiar jeito esnobe.
- Ta, mas quando exatamente o Jaime entrou nessa história? É só porque ele ta ali perto? Isso parece perseguição hein? – palavras de Alicia, a jovem de boina esperava que Maria Joaquina revidasse, entretanto a garota rica não disse nada, apenas virou pra frente sem graça, as garotas próximas dela se entreolharam não entendendo.
- Olha só quanta gente nova? – Valéria pergunta mudando de assunto, não falava com ninguém em especial, porém um garoto a suas costas achou que ela estivesse conversando com ele.
- Bem, pra mim tudo aqui é novo, primeiro dia é bem estranho. – Valéria voltou sua atenção pro garoto e sorriu de leve. – Oi... Pensei que você tava falando comigo, meu nome é Lúcio. – esse jovem é bem moreno, estatura média, olhos pretos e cabelos bem raspados, tinha um rosto amigável e por tal motivo Valéria resolveu conversar com ele.
- Oi Lúcio, eu sou a Valéria... – os dois começaram a conversar, do outro lado da sala Paulo olhava os dois com um pouco de descontentamento.
- Que ciúme é esse da sua irmã hein? – Mário fala chamando a atenção de seu colega.
- Irmã...?! É claro... Claro! – no instante que Mário falara Paulo percebeu sua irmã conversando com Rafael, o garoto estava com um meio sorriso enquanto a menina sorria bastante. – Que novato folgado! Tenho que dar um jeito nele!
- Deixa isso pra lá, o Nicholas, o novato aqui de trás, ta falando um monte de besteiras, você vai rir muito se vier escutar!
- Aquele novato mal encarado?! Você é louco?!
- Ele só parece bravo, não precisa ter medo.
- Quem disse que eu to com medo?
- Com licença? Tem alguém sentado aqui? – uma voz feminina chega aos ouvidos de Paulo e Mário.
- Não, n-ninguém. – eles responderam, gaguejando juntos, isso se deve ao fato da garota que perguntou sobre o lugar a frente de Paulo ser uma menina bem bonita, ruiva de cabelos longos e lisos, de olhos castanhos escuros e de estatura baixa.
- “Brigada”. – falou com um sorriso inocente se sentou.
- Se deu bem Paulo! – Mário falou de forma maliciosa, entretanto Paulo continuava observando a conversa da Valéria com Lúcio.
- Sério que você tem um irmão gêmeo? – Valéria perguntou surpresa para o novato.
- Sim, o nome dele é Bernardo, nós somos iguaiszinhos, só que ele usa óculos.
- E ele vai estudar aqui também?
- Sim, ele só foi no banheiro... Olha ele aí... – enquanto Lúcio falava seu irmão atravessou a porta, Bernardo cumprimentou seu irmão e Valéria e se sentou atrás de seu gêmeo.
- E mais essa, ainda tem uma figurinha repetida na história... – Paulo pensou alto.
- Falou comigo? – a jovem ruiva perguntou.
- Não, não... É...
- Que grosseria a minha né? Nem me apresentei, meu nome é Rebeca e o seu?
- Sou o P-Paulo.
- Prazer P-Paulo. – falou em tom de piada com seu sorriso inocente.
- Oi classe, bom dia. – uma voz conhecida chega aos ouvidos dos veteranos, era a voz da conhecida professora Helena, os veteranos responderam em coro:
- BOM DIA PROFESSORA HELENA! – ela tapou seus ouvidos devido ao grito.
- Mais um ano tentando me deixar surda! – falou em tom de piada.
- Ta bom o que foi isso? – Nicholas perguntou meio assustado para Adriano.
- É porque essa professora ta com a gente desde o terceiro ano, naquela época a gente respondia ela assim, daí com o passar do tempo a gente só cumprimenta ela gritando, é tipo uma brincadeira que nós sabemos entende?
- Acho que sim... Hoje ela dá aula de quê?
- Ano passado foi português, acho que esse ano também...
- A menos que ela fez outra licenciatura sem ninguém saber.
- Licenciatura?
- É... Tipo... De modo fácil é uma faculdade pra professor de escola sabe?
- Uau imagina a professora fazendo uma faculdade secreta, igual uma agente secreta! – Adriano falou olhando pro nada.
- Vish viajou de novo... É incrível é só dar um pouquinho de corda! – palavras impressionadas de Nicholas.
- Vejo que temos vários rostos novos entre nós, eu gostaria que vocês se levantassem e se apresentassem, por favor, começando dessa fila. – a professora falou apontando para a primeira fileira, onde Marcelina e Rafael conversavam agora a pouco.
- Eu sou Rafael, sou de Santos, daí minha família recebeu uma proposta pra trabalhar em São Paulo e nos mudamos... Bom... É isso né?
- Sim, já está bom Rafael. Próximo...
- Eu sou Tereza, eu nasci na Itália e minha família resolveu se mudar para o Brasil, tem um ano que estamos aqui só que eu ainda não perdi algumas de minhas manias de italiana. – enquanto a jovem falava ouvia-se assovios vindos de toda sala.
- Aposto que essa garota deve ser uma metida! – Maria Joaquina falou baixo, mas foi o suficiente pra que Valéria escutasse.
- Tomara que não, imagina duas Marias Joaquinas numa sala? – comentário bem audível para a garota rica que não gostou da observação.
- Eu sou Irene, nasci e fui criada aqui em São Paulo mesmo, a vida da minha família começou a melhorar e eles conseguiram dinheiro pra me colocar nessa escola.
- Eu sou Lúcio, eu e meu irmão fomos transferidos da escola Mundial do interior pra cá.
- Eu sou o Bernardo, meu irmão já falou tudo.
- Eu sou Nicholas, eu nasci em Belo Horizonte Minas Gerais, já tem três anos que estou em São Paulo, eu estudava em outra escola daí houve uns problemas e minha mãe achou melhor eu ser transferido pra cá.
- Eu sou Rebeca, eu morava no Rio de Janeiro, daí meu pai e minha mãe se separaram e eu vim morar com ela aqui em São Paulo, daí ela me matriculou aqui.
- Muito bem, agora os veteranos se apresentem aos seus novos colegas. – a professora falou.
- Eu sou Daniel.
- Marcelina.
- Alicia.
- Maria Joaquina.
- Valéria.
- Adriano.
- Paulo.
- Mário.
- Jaime. – todos falaram se levantando um após o outro.
- Agora sejam mais educados, o que se deve dizer? – a professora falou em tom de piada.
- SEJAM BEM VINDOS! – os veteranos gritaram como na época de crianças, apenas de brincadeira. Depois de tal grito Nicholas se levantou.
- Valeu caras, vocês moram aqui! – falou em tom de piada batendo sua mão no peito e simulando que estava emocionado, tal ato arrancou risos até da professora, de repente todos que achavam o garoto de cartola uma espécie de mau elemento por causa de sua cara fechada estavam rindo de suas piadas, uma das grandes ironias que o destino preparou pra eles neste ano.
Notas finais
até...
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