Notas iniciais
Olá pessoal! Ando sumida! Mas recentemente recebi um comentário tão fofo de uma leitora que me fez voltar a escrever!

Narrado por Vladmir:

O silêncio reinou no palácio, era como se o inverno tivesse chegado mais cedo, ele estava frio sem luz.Faltava uma peça chave brilhante, a rainha Vladescu.

Onde mamãe podia ter se metido ?

Nosso pai, entrou em modo de alerta máximo, convocou uma reunião de emergência, colocou as frotas em alertas nas fronteiras.

Todos estavam à procura da rainha...

Jasper foi nomeado pelo meu pai seu substituto, enquanto nos: eu, Hope e Papai a procurávamos.

Eu estava sentado na sala principal, escutando os barulhos de passos apressados e sussurros...

Não demorou muito e Hope adentrou a sala, ela estava com o cabelo molhado, uniforme militar, é uma cara de quem estava assustada.

Bati a mão no sofá, ela abriu um pequeno sorriso, e se sentou ao meu lado, logo ela tombou o pescoço o apoiando em meu peito...

Passei meus braços a sua volta a apertando mais perto de mim.

Sussurro em seu ouvido :

—vai ficar tudo bem princesa -sussurro levemente

Ela abre um meio sorriso e diz :

—obrigada

Beijo seus cabelos,fecho os olhos e deixo me inundar dos sentimentos que eu havia afastado... culpa, medo, insegurança.

Eu tinha certeza que minha mãe havia escutado a conversa e nesse momento ela estava se martirizando.

Ahhhh o que eu poderia fazer ?O que eu poderia dizer para acalentar seu coração?

Eu a amava, profundamente, não queria que ela sofresse por algo que aconteceu a muito tempo.

Passou um certo tempo até que pudéssemos escutar passos vindo em nossa direção.

Nosso pai para em frente à porta da sala e nos encara um tempo.

E diz :

—Acredito que eu sei onde a mãe de vocês possa estar.-Disse ele

Hope e eu nós encaramos e já levantamos.

Em pouco tempo já estávamos voando com os dragões.

Nosso pai não queria chamar muito a atenção.Por isso estávamos em dois Dragões.

Dragon ia na frente com nosso pai. E eu e Hope estávamos no meu Dragão.

Foi um período longo de vôo. Mais eu reconhecia bem para onde estávamos indo.

Era o santuário dos Dragões. Nossos pais haviam fortificado este lugar com muros.

Para que nenhum humano ou vampiro pudesse entrar.

Aqui era o lar dos dragões....

O lugar era imenso, eu sabia que eu e Hope ainda não tínhamos explorado todo o lugar ainda.

Após pousarmos suavemente. Os dragões se reunirão, Drogon e os seus filhotes...

Mais a frente podia se ver um Dragão azul celeste dormindo.

Meu coração se acalmou um pouco. O cheiro dela ainda estava em Safira.

Nós descemos dos dragões e passamos a caminhar naquele pequeno paraíso a grana estava baixa.

Entretanto mais a frente poderia se ver o começo da floresta.

Adentramos está, meu pai estava na frente liderando e mostrando o caminho até então desconhecido por mim e Hope.

Hope andava em minha frente, era visível que estava estava com leves tremores.

Eu sentia em sua respiração, no seu caminhado, que algo estava errado com ela...

Eram tantas emoções que passavam em minha cabeça, e a principal era arrependimento.

Eu havia feito a mulher mAis inspiradora e corajosa a se sentir mal ...

Minha mãe, era uma brilhante estrategista, guerreira, doce é uma mãe maravilhosa...

Eu me perguntava a extensão da sua dor neste momento...

Acabei me afundado tanto em meus sentimentos, que não percebi o que estava em minha frente...

Tínhamos chegado em frente a uma caverna .

Na frente corria um riacho silencioso e sentado do lado da água estava um ancião .

Manto negro como a noite, ele abaixa o capuz que vestia e olha para nós.

Eu reconheceria aquele olhar e olhos em qualquer lugar da terra.

Sentado de ante de nós estava o ancião que condenou Hope por seu crime.

Seus olhos eram verdes de um tom mais profundo do que os nossos...

Ele tinha cicatrizes nas mãos e na cabeça, ele era careca e por toda a sua cabeça haviam tatuagens.

Eu nunca havia parado para refletir em sua fisionomia, talvez eu fizesse agora, pois agora estava concentrado nele e em sua presença.

Será que essas tatuagens e cicatrizes sempre estiveram lá? Desde o nosso primeiro encontro ?Como ele as conseguiu ?

Fiquei me perguntando o que levavam uma pessoa a abdicar da sua vida, suas terras, seu nome e sobrenome em função a uma vida de reclusão ....

Teria sido dor ?

Eu sabia que eu não teria a resposta para essas perguntas, o ancião em minha frente parecia cansado e sério.

Duvidava que ele um dia contasse sua história para alguém.

Olho mais uma vez para a caverna e sinto uma brisa passar sob meu olfato.

Sinto o cheiro de tulipas, e o cheiro da mamãe.

Sei que ela estava lá dentro...

Sinto o nervosismos me tomar mais uma vez...

Meu pai e o primeiro a quebrar o silêncio dizendo:

— sua mãe gostaria de conversar a sós com você filho.- diz ele suavemente.

Respiro fundo por força do hábito.

Hope tem um olhar perdido, fico receoso de entrar e deixá-la, mas era necessário .

Antes de adentrar a caverna, escuto meu pai dizer para Hope :

—O ancião deseja conversar com você minha filha.- sussurra ele entre dentes.

Era visível seu desconforto, em sua voz.

Não olhei para trás, pois meu foco era minha conversa com mamãe.

O ambiente ficou em um silêncio terrível, eu senti uma leve barreira, quando eu adentrei mais a fundo na caverna.

Naquele instante eu soube que minha mãe estava usando seu talento.

O ambiente era pouco iluminado, haviam velas espalhadas pelo local, algumas tulipas sobreviviam no local.

Eu vi uma figura com um vestido preto sentada no chão, ela estava com os pés na água.

Seus sapatos a muito esquecidos do lado dela.

Não era apenas uma caverna, e sim uma gruta .

As águas era transparentes e límpidas, era um tom azul e verde.

Eu vivi muito, vi muitas coisas, lugares.

Mais aquele lugar, aquela água...

Era diferentes... eu sentia que ali era mágico, um verdadeiro santuário.

Retirei meus sapatos e trilhei meu caminho até minha mãe.

Ela estava de olhos fechados e com a cabeça erguida em direção ao teto...

Quando eu estava ao seu lado, ela abriu os olhos e disse:

—Venha sente-se ao meu lado.-sussurra ela .

Deixei os sapatos ao lado dos saltos dela.E me sentei em posição de yoga com as pernas cruzadas uma sobre a outra.

Nós encaramos por um tempo, até que ela quebrou mais uma vez o silêncio e disse.

—Essas águas, são mágicas, uma vez dentro delas, você pode acessar suas memórias mais antigas e compartilhar memórias com outra pessoa...- Diz ela

Dou um pequeno suspiro e falo :

—Eu senti quando eu entrei aqui, que esse lugar é diferente.-Digo com uma voz quase inaudível.

Ela abre um sorriso pequeno e diz :

—Aqui é um santuário, a casa dos anciões, um lugar de rituais.- diz ela

Balanço a cabeça em concordância.

Então tomo a iniciativa de falar:

—Eu sinto muito, pelo o que você ouviu.- Digo a ela por fim .

Ela me encara um momento, seu rosto está um pouco manchado de sangue, provavelmente de lágrimas.

Ela abre a pouca algumas vezes, e fecha.

A rainha olha um pouco para as águas antes de responder:

— Eu comenti alguns erros ao longo da minha vida. Mas esse em específico. Eu jamais poderia imaginar que refletisse no seu futuro.Eu que sinto muito. — diz ela com a voz firme.

Abro um sorriso triste é reconfortante para ela e digo :

—Todos os dias, nos levantamos e tentamos fugir daquilo que nós somos, seres sobrenaturais, sedentos por sangue. E a nossa natureza, e o que somos.-Digo a ela.

Após uma pausa respiro e continuo falando.

—Eu não te culpo pela morte dela, ou pela morte da mãe dela.-Digo a encarando e demonstrando em minha voz a verdade oculta por muitos anos.

Ela abre um pequeno sorriso e diz :

— Eu nunca me perdoei pelos meus erros.- Diz ela

Me aproximo dela e a abraço de lado e digo :

—Você é uma pessoa extraordinária, erros não te define. Eles te moldam para ser melhor e os superar.- Digo a ela .

Ela deixa algumas lágrimas cair e diz :

—São tantos segredos nessa família, segredos que escondemos com medo de magoar uns aos outros.- Diz ela baixinho

Eu senti um conforto e ao mesmo tempo um peso em suas palavras.

Eu sabia que ela gostaria de contar todos os segredos, entretanto aquele não era o momento.

Ela limpa suas lágrimas e diz :

—A partir de hoje, vamos desenrolar esses segredos e nos reconstruir juntos.- diz ela

Beijo sua testa e digo :

—Sim ! Vamos ...

Narrado por Hope :

Ao passo que Vlad adentrou a caverna, escuto nosso pai se direcionar sua atenção e dizer :

— O ancião deseja conversar com você minha filha.- sussurra ele entre dentes.

Era visível seu desconforto, em sua voz

Encara aquele ser doentio chamado de ancião, por um momento meus a raiva toma conta de mim.

Eu o culpava pela sentença, pelo meu sofrimento pelos anos de tortura que eu sofri. Eu o amaldiçoei por não conceder o meu desejo de morrer naqueles época, tudo o que eu queria como viúva era ficar ao lado do meu amado.

A raiva passou, e deu lugar a nada, eu não devia nada para ele. Eu não sentia mais nada com relação a ele.

Minha curiosidade se instalou e eu quiz de fato escutar ele é descobrir o que era tão importante assim.

Meus olhos vão em direção ao meu pai e digo para ele :

— Está tudo bem pai, eu consigo lidar com isso.- Digo tentando o convencer que eu poderia lidar com aquilo.

Ele olha com tanta intensidade e raiva para o ancião, que eu tive certeza que aquela expressão: “matar com os olhos”, foi criada para ele.

Meu pai volta seus olhos iguais aos meus, dessa vez tinha amor é um pouco de medo e assente para mim .

Ele se aproxima de mim e beija minha testa e sussurra para mim:

—Estarei a um passo do seu chamado minha princesa.- era para ser um sussurro, entretanto parecia uma ameaça velada para o ancião. Além disso a forma como ele usou meu título, não foi para demonstrar afeto. Mas sim uma forma de mostrar que eu tinha autoridade e hierarquia ali .

Não consigo dizer nada para o meu pai, pois ele desaparece como um borrão.

Encaro o ancião, com uma expressão carrancuda.

Ele se levanta e me encara, nos primeiros minutos acho que ele está me avaliando.

Depois eu percebo que ele procura algo, talvez o resquício de alguém...

Ele balança a cabeça em negação suavemente e diz :

— você no momento, não vai entender. Mas quando chegar a hora, você vai lembrar do que eu vou dizer e vai fazer sentido. Eu salvei você! O tempo, e o verdadeiro vilão da história, se você sobreviver, e porque eu te dei mais tempo. Sem o tempo e a tecnologia, você nunca iria sobreviver.- diz ele suavemente.

Eu começo a rir como uma louca. O que ele estava dizendo ? Ele me condenou boa parte da minha vida, ele roubou uma parte da minha vida, roubo anos da minha vida. Destruiu a minha família.

Ele havia me dado tempo ? Mentiroso ele havia roubado meu tempo!

Me recupero da minha crise de riso e digo:

— você não me deu tempo, você roubou o meu tempo, meus anos de vida.- digo friamente.

O ancião, abriu um sorriso pequeno, como se compartilhasse um segredo e diz:

— Meu fim está próximo . Essa é a minha única oportunidade de dizer . Eu sei quem é você ! Eu sei o que você vai fazer! — Diz ele com convicção.

Lunatico, velho e gaga! Louco! Isso era o que aquele ser era.

Mas devo confessar que alguns enquanto ele falava, aquilo parecia fazer sentido, e o seu olhar sobre mim, parecia que o mesmo estava lendo a minha alma.

Mas foi por alguns segundo que esses pensamentos e sensação tropeçaram no meu eu .

Depois eu voltei para a dura realidade. Ele era um ancião louco. E isso explicava aquelas palavras e comportamento.

Revirei os olhos impaciente e digo:

— Dessa vez e o seu tempo que acabou, sua audiência comigo acabou.- Digo autoritária.

Me viro de costas e começo a me afastar daquele maluco.

Ele então grita:

— Você será rainha! Mas também irá morrer! Gostaria muito de testemunhar sua morte, bruxa !- Grita ele .

Paro de andar, e me viro lentamente para ele e olho em seus olhos.

De todas as coisas, momentos que eu havia vivido, sofrido.Aquelas palavras ditas para mim eram vazias, desconexas.

Ele não era nada, e eu não tinha o porquê de sentir algo vindo de alguém como ele.

Um ser desesperado por atenção e pronto para dizer qualquer coisa para ganhá-la.

Eu era uma princesa, então impus o meu título e minha posição sobre ele:

— Eu sou sua princesa, eu sou a segunda na sucessão no trono, cuidado com suas palavras! Elas soam como traição! Eu irei mostrar clemência ao senhor, isso é mais do que você merece.- Digo de forma séria e pontuada para que ele entenda.

Ele abre um sorriso e abaixa a cabeça em uma referência.

Eu me viro é dou as costas mais uma vez aquele louco.

Adentro a floresta para sair o mais rápido possível daquele lugar e ficar longe daquele ser caótico...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.