O Iluminado
1 único
Notas iniciais
Não para sempre, vão-se os dias
Noites belas e estreladas se levantam;
Mas então desfaz as forças da vida
E cisma que a morte ainda é distante.
Tolice, já que tanto a morte teme
E mal aproveita o ar que respira,
Mas quando ela vem não há quem defenda
A reles alma que a foice castiga.
Então, por tempo finito pulsa em vão
Pois a maquina recusa em se mover,
Mas por querer insiste o coração
Até que desista de tanto bater.
E quando assim for – Sem lamento
Pois não haverá pena ou retorno,
Se fez da vida um trono de alento
É próprio intento agora estar morto.
Mas se lhe resta algum sopro – Pense!
Irmãos afora vos implora piedade,
E lá em cima a tribuna é exigente
Pois os fazem contentes, atos de bondade.
Tem bocas finas e sujas com fome...(!)
Olhos pequenos... Lentamente fechando,
Esperanças rendidas de monte,
Famílias unidas em pranto.
Tenha dó e se levanta iluminado!
Feliz pode? Com teus irmãos sofrendo?
E não julgue teu Deus – (O pior dos pecados)
O homem é errado – O céu é perfeito.
Faça valer teus pés e braços, iluminado!
Escombros de angustia tu podes tirar;
Seja as asas dos que apelam seu abraço
E por tal, iluminado, anjos vão te amar!
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