Notas iniciais
Olá pessoal, ainda lembram de mim (sorrindo amarelo). Sim demorei pakas e muito de vcs pensaram que eu desisti e tals, mas eu não desisti, apenas estava cheia de fanfics para atualizar, e eu fui atualizando e os meses passando e acabei meio que esquecendo dessa fic, sabe kkk Mas em fim, o capítulo está curto, eu dividi, pois eu não conseguiria postar tudo hj, a parte que dividi que falta ser completada, é uma situação delicada e merece todo a minha atenção. Também quero avisar que esse é o último capítulo do ano, eu vou tirar o mês de dezembro para finalizar uma fanfic minha, e a próxima que será para finalizar vai ser essa. Agradeço aos comentários e favoritos, e os leitores novos sejam bem vindos. Espero que gostem do capítulo e mesmo que esteja curto, é de coração. Boa Leitura.

O H Ó S P E D E

Uma semana havia se passado depois que Patch e eu começamos a nos envolver. Não sabia ao certo o que tínhamos realmente, pois namoro nunca saiu da boca dele, apenas estava deixando as coisas rolarem. E pela primeira vez, eu estava deixando que alguém me influencie. Claro que meu pai nem sonha que o hóspede que ele colocou dentro de casa, e que tem total confiança, fica pelos cantos da casa agarrando a filha dele.

Chegava até ser engraçado, algumas semanas atrás eu estava histérica e fazendo um estardalhaço para que meu pai colocasse Patch para fora de nossa casa. E mesmo que eu negue até o fim, eu estava amando aquilo tudo.

Mas nem tudo era flores, eu sabia disso. Meu relacionamento com o hóspede de meu pai estava indo bem, mas eu não podia deixar de ignorar aquele sentimento de desconfiança de quem ele era realmente e o que ele escondia. E para que eu não tomasse uma rasteira futuramente eu mantinha um pé atrás com ele.

Patch escondia coisas.

— No que está pensando? — a voz rouca de Patch soando próximo ao meu ouvido fez alguns pelos do meu pescoço arrepiarem, me tirando de meus devaneios.

Estávamos sentados no chão detrás da quadra, possivelmente matando a aula de educação física. Não eu exatamente e sim Patch, pois a quadra estava tomada pelos garotos jogando bola e Patch meio que largou o jogo e veio atrás de mim quando me viu dando minha escapulida.

— Na vida. — murmurei com a voz saindo um pouco estranha.

Eu estava sentada no meio de suas pernas, com a cabeça deitada no seu ombro esquerdo enquanto eu roía a o esmalte azul de minha unha do dedão e olhando um ponto qualquer.

Sua mão deslizou pela minha perna direita e seus lábios macios tocaram o meu pescoço. Fechei os olhos, apreciando mais aquele momento bom de estar nos braços do cara mais misterioso que eu conheço.

— Ah é, e pode me dizer o que exatamente?

Tirei a unha da boca e minha cabeça virou-se para trás, e logo minha boca foi capturada pela dele, num beijo cálido. Minha mão segurou seu braço que estava em minha perna, enquanto meu corpo se inclinava para o lado para ter mais acesso ao beijo.

Precisei de uns dez segundos para poder respondê-lo.

— Do fato de você não ter me revelado nada da sua vida ainda.

Prestei atenção em sua expressão, mas como sempre ele não parecia abalado. Umedeceu os lábios com a ponta da língua, sem desviar seus olhos negros de mim.

— Nós já discutimos isso.

— Não, nós não discutimos isso. — rebati, balancei a cabeça para os lados.

Aquela não era a primeira vez que eu pedia para que ele me contasse um pouco sobre seu passado, mesmo não tão descaradamente assim como acabei de dizer, e sim dissimuladamente. E para minha frustração, nada saía de sua boca. Nada.

Franzi levemente as sobrancelhas e virei mais meu corpo para trás, passando minhas duas pernas para debaixo da sua perna direita e tive total acesso ao seu rosto.

— O que você tanto esconde, hein?

— Você não vai querer saber. — sua mão direita segurava o meu quadril, enquanto a esquerda deslizava por meu braço.

— É claro que eu quero saber. — disse, mordi o lábio rapidamente. — Quero saber em que terreno eu estou pisando.

Sua mão que deslizava em meu braço parou em meu ombro, seus olhos não desviando dos meus.

— Eu não vou fazer nenhum mal a você, Nora, caso seja isso que esteja pensando.

— A questão não é essa, Patch, a questão é que você não confia em mim o suficiente para revelar o que você tanto esconde.

Agora que cheguei onde queria chegar, eu não iria recuar. Eu tinha que colocá-lo contra a parede até ele resolver soltar alguma coisa, mas eu tenho que admitir que estava difícil essa proeza. Patch era como se fosse um cofre impenetrável, feito com o material resistente, mas como todo o cofre tinha uma porta e eu só tinha que achar a chave.

Ele suspirou cansado.

— É sério, Anjo, você não vai querer saber. — ele disse lentamente. — Já fiz muitas coisas erradas nessa minha existência, e não me orgulho em nenhuma delas. Contar para você só iria desencadear coisas que deviam estar enterradas.

Prendi a respiração enquanto todo o meu corpo ficava tenso. E por um segundo a teoria principal que sempre mantinha fixa em minha mente veio à tona, fazendo minha cabeça girar.

— Você... — hesitei. — Você é algum tipo de assassino?

Os olhos de Patch ficaram mais negros e o canto de sua boca ergueu-se para cima, num pequeno sorriso debochado.

— Você acha que eu sou um assassino?

— Eu já pensei um monte de coisas ao seu respeito, e a categoria assassino está subindo de patamar a cada dia.

Dessa vez a gargalhada de Patch soou pelo ar, leve e gostosa.

— Um dia desse eu te conto.

Ele aproximou seu rosto do meu e me beijou, estava fugindo novamente.

— E você não pode adiantar esse dia para hoje? — pressionei, minha boca contra a dele.

Ele se afastou um pouco e me olhou.

— Não sabia que você era tão curiosa.

— Você está me deixando assim.

Sua mão afagou o meu rosto, colocando uma mecha do meu cabelo para trás da orelha. Seu rosto estava sério.

— Não importa o que eu tenha feito no passado, eu só quero que você saiba que você é minha principal prioridade.

Senti meus olhos arregalarem levemente, enquanto meu coração idiota dava sinais de falha. Aquela era a primeira vez que eu escutava algo do tipo, Patch havia declarado o quanto eu era importante para ele. E mesmo que eu estivesse explodindo como fogos de artifícios por dentro, eu sabia que Patch só estava tentando me desviar do assunto principal. Ele era bom e manipular.

Mas o que ele não sabia era que eu era insistente quanto eu queria.

— E mesmo eu sendo sua principal prioridade — comecei batendo na mesma tecla. -, você não quer dividir o seu segredo obscuro.

— Segredo obscuro? — suas sobrancelhas ergueram para cima.

— Sim, para você não querer me contar e fazer todo esse mistério, só pode ser uma coisa obscura.

Seus lábios se comprimiam, ele tentava prender uma risada, mas estava falhando.

— Eu estou falando sério. — declarei.

— Eu não estou duvidando disso, mas a resposta fica sendo não.

Bufei, inconformada, afastando meu corpo do dele com muito esforço. Coloquei uma mão do chão e me levantei, saindo do meio de suas pernas e me sentei ao seu lado, um pouco afastado.

— Eu posso partir para outros meios.

— Ah, é? — seus olhos negros focaram em mim, totalmente predador. — Que tipo de meios é esse, posso saber?

Fiz de tudo para não desviar meu olhar do dele e muito menos corar com a intensidade que ele me olhava.

— Investigação. — soltei, sem pensar duas vezes.

Um sorriso de canto se apossou em seus lábios.

— Fique à vontade.

Patch realmente não estava me levando a sério, talvez ele acreditasse na minha palavra quando eu descobrisse quem ele era de verdade, e que segredo era aquele que ele escondia. E agora mais do nunca eu estava decidida a segui em frente com o plano que aos poucos eu traçava em minha mente e que dessa vez eu colocaria em prática.

Notas finais
O que acharam dessa decisão de Nora? Algum palpite do que Patch tanto esconde? Quero ver suas opiniões. Bjs. E reforçando o que eu disse nas Notas Iniciais; esse é o ultimo capítulo do ano, estou atualizando todas as fanfics nesse mês, pois dezembro tirarei para finalizar Ela é Demais, e a próxima a ser finalizada será essa, pois só temos alguns capítulos pela frente para o Hóspede chegar ao fim, talvez eu faça uma segunda temporada, mas não é nada concreto ainda. Ah antes que eu esqueça, a fanfic está em revisão, alguns capítulos - os primeiros - já estão revisados. Bom desejo um Feliz Natal e um Próspero 2017 para vcs *--* Bjs.