Notas iniciais
Acho que me empolguei com isso de escrever FICS. Então saindo a terceira...Rs.

Um beijo

Esme Platt, 23 anos. Mora com os pais e estuda Direito. É noiva de Edward Masen, com quem pretende casar-se dentro de alguns meses, mas a chegada de um novo visitante muda seus planos radicalmente.

Carlisle Cullen, 26 anos. Muda-se para o Rio de Janeiro para cuidar dos negócios do pai. Encanta-se a principio com a filha do meio de seu protetor, Charlie Platt, mas, mais tarde, descobre-se apaixonado pela mais velha.

Ela acordou ansiosa, irritada... Talvez pela proximidade do noivado, talvez pela chegada daquele hóspede. Um hóspede que ela nem conhecia. Que invenção do pai era aquela?

-Esme? – a empregada entrou no quarto.

-Sim? – a jovem respondeu sem atenção.

-Seu pai pediu que a chamasse, o hóspede dele chegou. Carlisle, o rapaz.

-Não perguntei. – ela irritou-se como de costume e entrou no banheiro.

-Eles a esperam.

Esme tomou seu banho calmamente, penteou os cabelos e escolheu sua roupa. Luto. Aquele dia não era alegre e nada melhor do que usar preto. Ela riu ao reparar que havia escolhido um casaco branco para acompanhar a roupa. Não importava.

Desceu as escadas fingindo uma felicidade que não tinha.

-Bom dia. – o pai a saudou.

-Bom dia, pai. – ela sorriu e observou o visitante, intrigada.

Algo nele chamava sua atenção, talvez fosse aquele olhar distante, observando o teto da casa, talvez fosse aquele jeito de quem chega e se impõe.

-Quero apresentá-los. – o pai disse. – Carlisle, meu jovem, se aproxime.

Carlisle prontamente se aproximou, encarando Esme e sorrindo.

-Esta é minha filha mais velha, Esme. Esme, este é o Carlisle.

Ele abaixou a cabeça em sinal de respeito e riu ao ver que ela estendia a mão. Carlisle beijou a mão de Esme e piscou rapidamente para ela.

-Serão vizinhos de quarto. – Charlie disse.

-Espero que não faça barulho. – Esme começava a incomodar-se com o jeito de Carlisle.

-Não se preocupe. – ele continuava sorrindo. – Sou silencioso.

-Pai, meu carro está estragado. – Esme comunicou, seguindo em direção a sala de jantar.

-Essa minha filha... Tem um gênio forte. Perdoe-me. – Charlie colocou a mão no ombro de Carlisle. – E boa sorte com ela.

-Farei o impossível para não incomodá-la.

Os dois fizeram o mesmo caminho de Esme, seguindo para a sala de jantar.

-Renée, Rosalie e Bella este é o Carlisle. – Charlie apresentou. – Carlisle, essas são as quatro mulheres de minha vida.

Carlisle não tirava os olhos de Bella, o que Esme percebeu.

Ela tossiu sem vontade.

-Bella, quando finalmente vai dar um jeito na sua vida?

-Por que essa mania de ser desagradável em pleno café da manhã? – Bella irritou-se.

-Desagradável? Foi apenas uma pergunta.

-Pergunta... –Bella resmungou.

-Meninas, por favor. –Charlie pediu. – Temos visitas.

-Ora, pai, se este... — Esme examinou Carlisle de cima a baixo. – este, senhor, pretende ficar por aqui, têm que adequar-se as normas da casa.

-Normas da casa?- Charlie riu constrangido.

-Sim. Ou pretende que eu viva num constante teatro para demonstrar sua família perfeita.

-Com a filha mais velha imperfeita. – Rosalie implicou.

-Cale a boca Rosalie. – Esme levantou-se. – Com licença, tenho mais o que fazer. – ela saiu, esbarrando em Carlisle.

-Perdão. – ele a segurou pelo braço, impedindo que caísse.

Esme sorriu ironicamente, puxando seu próprio braço e saindo.

-Não sei como me desculpar. – o patriarca da família começou.

-Não se preocupe. – Carlisle sorriu. – Minha irmã também tem esse humor ácido, é só aprender a conviver.

-Ela está irritada porque o Edward não quer casar. – Rosalie confidenciou.

-Também, imagina aguentar a Esme como esposa? – Bella escondia o fato de ser apaixonada por Edward.

-Rosalie, Bella não falem assim da Esme. — Renée as interrompeu.

-A Esmenão é nenhuma santa, mãe.

-Ela só tem um temperamento muito difícil.

-O Carlisle vai sentar do lado da Esme! – Rosalie exclamou.

-Carlisle... — Bella dirigiu-se a ele. – No almoço traga um colete à prova de balas, a Esme odeia que sentem ao lado dela.

-A Esme odeia tudo. –Rosalie brincou.

-Tudo? Mas e o noivo? – Carlisle sentou-se, curioso.

-Ela não ama o Ed. – Bella largou o copo com violência.

-Bella, acalme-se. – o pai pediu.

-Eu to cansada da Esme e de vê-la brincando com as pessoas. – Bella levantou-se e subiu.

-É sempre assim? – Carlisle riu.

-Basicamente... Essas duas se odeiam.

“Tão lindas...” , ele pensou, sorrindo.

Eram pouco mais de 23:00. Esme não havia voltado para casa desde o café da manhã. Rosalie, Bella e Carlisle estavam na sala, conversando animadamente, quando a mais velha chegou.

-Boa noite. – disse seca, sentando-se na poltrona livre.

-Boa noite. – os três responderam.

-Mas então, o que fazia nos Estados Unidos, Carlisle?

-Estudava, namorava... -ele brincou.

-E no Brasil?

-Morava em São Paulo, era instrutor de asa-delta, estudava...

-E como veio parar aqui? –Rosalie perguntou.

-Meu pai quer que eu pegue prática. Eu ia comprar um apartamento, mas o pai de vocês fez questão que eu ficasse aqui.

-Nosso pai não para de falar em você há semanas. – Bella sorriu para ele.

-Mas eu não sabia que tinha companhias tão agradáveis.

-E nem tão desagradáveis. – Rosalie apontou para Esme, que lia uma revista distraída.

-Rosalie. – ela largou a revista e respirou fundo. – Me deixa em paz.

-Mas é verdade, você é desagradável. –Bella também implicou.

-Sou. – ela sorriu irônica. – Mas nos raros momentos que eu tento ser agradável, vocês fazem questão de me irritar. – ela voltou sua atenção à revista.

As duas irmãs ficaram caladas, e Carlisle preferiu não interferir na briga das três.

-Meninos? – a velha empregada entrou na sala.

-Sim... O que foi Ana?

-Querem jantar?

-Eu vou sair com o pessoal. — Bella sorriu.

-E eu vou com a Bella.

-Eu aceito o seu jantar. – Esme levantou-se, exausta.

-Carlisle? – Ana perguntou.

-Acho que eu também. – ele imitou Esme e levantou-se.

Rosalie e Bella trocaram um olhar intrigado.

-Preferem comer na cozinha ou na sala de jantar? – Ana os questionou.

-A senhorita Esme escolhe. – Carlisle piscou para as duas, tentando mostrar o máximo de respeito.

-Na cozinha, pra você não ter trabalho. – ela sorriu e abraçou Ana. Na maior parte do tempo, a babá era a única que a compreendia.

-E então, menina? Como está se sentindo com a chegada do Carlisle? – ela cochichou, quando já haviam se afastado da sala.

-Me sentindo?

-É, o coração...- Ana sorriu.

-O que? Nem pense nisso, Dona Ana. Não tem a menor possibilidade.

-Sabe... Logo que o vi, pensei que se dariam bem. Mas quando vi o jeito que o tratou no café da manhã tive absoluta certeza.

-Ana! – ela a repreendeu. – Eu sou noiva, e ele me pareceu bem interessado na Bella.

-Então admite que se fosse por você...

-Não. Não tem a menor chance, e não repita isso. – Esme sentou-se, irritada.

Não iria admitir nunca que ele havia mexido com ela. Por algum motivo, havia mexido com ela.

-Com licença. – ele entrou na cozinha.

Ana não demorou a servir os dois e deixá-los a sós.

-É sempre assim? – ele puxou assunto.

-O que?

-Você e suas irmãs...

-É, o tempo todo.

-Sinto muito... Sabe, por ter vindo pra cá, eu não queria incomodar.

-Ah, tudo bem. – ela sorriu sem querer. – Eu só me irrito pelo meu pai nunca respeitar a nossa vontade. É nossa casa.

-Meu pai é assim também. Uma vez levou um primo meu para morar conosco. Nós odiávamos.

-Eu aposto que a culpa de tudo era sempre sua.

-Sempre. Eu sempre levava a culpa por ser mais velho.

-É mais ou menos o que acontece aqui em casa.

-A culpada é sempre você?

-É, basicamente. Elas implicam e eu saio do sério, aí meu pai chega quando eu estou brigando.

-E você não tenta argumentar?

-Já cansei. Eu realmente não sou fácil. Aliás... Perdão por hoje.

-Tudo bem. É seu direito, eu que estou invadindo sua casa.

O celular dela começou a vibrar em cima da mesa.

-Seu celular. – ele apontou.

-Ah, obrigada. – ela sorriu. – É meu noivo. Alô? Oi... Tudo bem. Estou jantando, e você? Ensaio? Não, obrigada. Pode ir, é claro. Até amanhã. Ah, é verdade... Segunda, então. – ela desligou o telefone desanimada, enquanto Carlisle fingia que não a ouvia.

-Noivado... Achei que isso não existia mais.

-Não oficialmente, meu pai quer dar uma festa.

-Eu acho que quando há amor, nada importa. – ele piscou.

-É... E quando não há, se dá festas. – ela deixou escapar.

Carlisle fingiu não ouvir aquilo.

-Não quero que pense que sou controlada pelo meu pai. – ela disse, de repente. – Eu só não sou tão entregue ao amor. Ou ao que chamam de amor.

-Sabe...- Carlisle havia terminado de jantar e levava seu prato até a pia,começando a lavá-lo. – Eu só amei uma vez na vida. Ela era linda.

-E não está com ela por quê?- de repente ela sentiu-se a vontade para perguntar.

-Ela morreu.

-Meus pêsames.

-Já estava velhinha... Foi melhor assim. – ele riu.

-Do que você está rindo?

-De repente me imaginei casando com uma cadela.

-Era uma cadela? – Esme assustou-se.

-É, um animal, uma fêmea de cachorro.

-Ah sim. – ela não pode deixar de rir.

-Mas eu já tive várias namoradas. – ele pegou o prato dela e começou a lavá-lo também. – E em nenhuma delas encontrei o amor.

-Amor... Espanta-me como falam dele.

-Não acredita que possa existir?

-Não acredito que seja tão forte a ponto de deixar as pessoas como falam.

-Eu acredito. Já conheci muita gente que mudou por amor.

-Acho que eu não nasci pra amar. – ela sorriu.

Carlisle segurou o braço dela, fazendo com que Esme o olhasse nos olhos.

-Você é nova demais pra acreditar nisso. Pra deixar de sonhar. – ele disse sorrindo.

-Sonhar... Com o que? Com o amor? Estou prestes a me casar... Não tenho mais tempo pra isso.

-O casamento não é o fim de tudo.

-Eu cresci num mundo de aparências, onde o amor nada mais é do que um fingimento.

-E você acha certo casar assim?

-Desde que eu tinha 5 anos esse casamento está decidido. Não tenho escolha. E nem quero escolher. É seguro pra mim.

-É... Realmente, pelo que dizem, o amor não é seguro.

-O amor, a atração...- Ela disse,enigmática, o olhando nos olhos.

-O amor eu não sei... Mas a atração não é segura. E é perigosa. – ele piscou e afastou-se.

-É só ter auto-controle.

— Esme, Esme... Um dia você vai aprender que não é tão fácil.

-Ah, não? – ela o desafiou.

-Você já conheceu alguém e em poucos minutos descobriu o quanto alguém tão diferente pode ser tão igual?

-Não. – Ela mentiu, nervosa.

-Já quis deixar seus impulsos levarem você? – ele mantinha-se afastado, a olhando nos olhos.

-Não. – ela respirou fundo.

-No dia que isso acontecer você vai entender que não é tão fácil. Boa noite. – ele sorriu e saiu da cozinha.

Esme sentou-se novamente encarando o nada. Será que aquele casamento valia à pena? E que malditos impulsos eram aqueles? Ele era um grosso, nada mais do que isso. Um grosso e sonhador, que não sabia nada da vida. Não sabia de sua vida, como julgar assim seus atos?

-Idiota. – ela pensou alto.

O sábado ensolarado convidava todos a tomarem café da manhã no jardim. Esme, como de costume,foi a última a chegar.

-Bom dia. – ela demonstrava uma estranha tristeza.

-Bom dia. – a mãe e o pai responderam.

-Tudo bem com você? – Renée perguntou.

-Sim, tudo bem. – ela mentiu. – Está um dia bonito.

-É, hoje vamos aproveitar a casa... Ligue para o Edward. – Charlie pediu.

-Mais tarde...- Esme rapidamente desviou o olhar para onde Carlisle e suas irmãs estavam.

-Carl, hoje você vai sair com a gente! – Bella, que saia da piscina, o abraçou.

Esme sentiu seu coração bater mais forte.

-Sair? Pra onde?

-Para o show da minha banda.

-Você tem uma banda mesmo?

-Claro, sou a vocalista.

-Eles se dão bem... Formam um bonito casal. – Charlie disse,observando para onde sua filha mais velha olhava.

-Não acho que a Bella deva se envolver com esse tipinho. – Esme colocou os óculos escuros.

-Ele é um ótimo rapaz Esme. – Renéé interferiu.

-Que seja.

-Eu adoraria vê-los juntos. – Renée também os observava.

-Licença, bom dia seu Charlie,dona Renée, Esme...- Emmett,o namorado de Rosalie, acabara de chegar.

-Bom dia. – os três responderam.

-Rose! – ele a chamou.

-Emm, meu amor...

Esme os observou sorrindo.

-Acho que é hora de ligar pro Edward. – Charlie insistiu.

-Ele não vai poder vir. – ela disse, lembrando-se que o noivo iria viajar.

-Por quê?

-Viagem de negócios.

-E você, Esme? – Carlisle surgiu por trás dela. – Não vai pra água?

Sem qualquer explicação ela sentiu seu corpo tremer. Ele estava ali, apoiado na cadeira em que ela sentava, algumas gotas d’água caiam dos braços dele direto nas mãos dela.

-Não, agora não. – ela sorriu, inclinando-se para encará-lo. – Mais tarde, quem sabe...

-Agora é que é bom, o sol não está forte. – ele manteve o sorriso.

-Eu nem passei o filtro solar ainda. – ela arrumou qualquer desculpa.

-Estamos te esperando. – ele piscou, e aquilo já estava tornando-se insuportável para Esme. Cada piscadinha fazia o coração dela derreter.

“O que está acontecendo com você?”. Ela pensou, vendo Carlisle se afastar. E aquele sol o deixava mais bonito. “Controle-se.”.

-Esme! – Bella a chamou. – Vem pra cá!

-Isso aí futura cunhadinha. – Jasper acabava de chegar.

-Jas! – Esme levantou-se para cumprimenta-lo.

-Bom dia futura família. – ele brincou. Todos sabiam que era apaixonado por Bella.

-Bom dia Jasper. – Charlie sorriu.

-Esme, o que está fazendo que não está naquela piscina? – ele a pegou no colo e jogou-se com ela na enorme piscina.

-Jas! Maluco! – Esme gritou,após conseguir se recompor.

-Eu sei que você queria isso. – ele a abraçou.

-Meus óculos! – ela reclamou.

-É só tirar. – ele puxou os óculos de Esme e os colocou na borda da piscina.

Carlisle observava os dois com um estranho incomodo.

-Conseguimos! – ele foi surpreendido por Bella. – Ela está na água.

-Acho que não fomos nós que conseguimos. – ele brincou.

-Não importa.

-Bom dia Bella! – Jasper a abraçou. – E esse quem é? – ele perguntou enciumado.

-O Carlisle, nosso...o que você é nosso, Carlisle?

-Hóspede. – ele brincou.

-É, hóspede e amigo.

-A Esme fugiu da piscina? – Carlisle olhou em volta.

-Não, deve estar mergulhando por aí. Essa não pode ver água. – Jasper respondeu.

Esme surgiu ao lado de Carlisle,que estava encostado na borda da piscina.

-Ai.- ele assustou-se.

-Desculpa. – ela sorriu.

-Em quanto tempo você vai e volta?

-Não lembro mais.

-Aposto que eu vou mais rápido.

-Você?- ela riu.

-Lógico. Ou você acha que eu não tinha piscina em casa? Fazia mais rápido do que o meu primo.

-O que você aposta?

-Sua companhia no show de hoje. – ele piscou.

-Arranje outra. – ela também piscou e preparou-se.

-E se eu perder, o que você quer?

-Quero que me leve pra saltar de asa delta. – os olhos dela brilharam.

-Asa-delta? Você?

-Você me leva?

-Só se eu perder. – ele sorriu.

-Você vai perder.

Os dois contaram até três e mergulharam... Esme mantinha os olhos fixos naquele azul... Ele a via um pouco a sua frente. Carlisle prendeu a respiração e ultrapassou Esme , dando um tchauzinho implicante ao manter a distância.

-Ganhei! – ele disse, ao vê-la voltar à superfície.

-Não vale! –ela bateu com força na água.

-Lógico que vale.

-Não. –ela irritou-se.

-Calma. A gente finge que você ganhou.

-Fingir não adianta. – ela encostou-se ao lado dele.

-Você não disse que vive de aparências? – ele piscou e voltou a mergulhar.

Esme observou o movimento da água e logo em seguida o viu parado junto a Bella. Jasper conversava com Rosalie e Emmett um pouco distante dos dois. Ela os fitou por alguns segundos, querendo certificar-se de que nada ia acontecer.

-Mal educado. – ela disse em voz baixa.

-Esme! – a mãe gritou. – Seu celular!

Esme nadou até a outra borda da piscina,onde estavam Carlisle e Bella.

-Ed? Tudo bem? E você volta amanhã? Vou ao show eu acho, com meus pais e alguns amigos. Como assim que amigos? – ela riu. – Não, pode deixar, eu não vou fazer nada. Mando. Outro pra você.

Esme entregou o aparelho para a mãe.

-O Edward mandou um beijo pra você Isabella. – ela disse,indiferente, saindo da piscina.

-Desistiu? – Carlisle implicou.

-Não. Vou tomar sol. – ela chutou um pouco de água no rosto dele.

-Ei! – Carlisle riu, jogando água nela.

Notas finais
T+