Notas iniciais
Bem, nesse capítulo eu quis dar início a trama, com um toque de ação e mostrando a origem do contador da trama, mostrando um pouco das raízes, é mais como uma ignição para o que esta por vir.

- Aiki M. Marques

O DIA EM QUE EU FUI PRESO



Olá, me chamo Marco Rodrigues, sou um Mexicano de 36 anos.

Não sei muito bem como começar essa história, admito, mas vamos lá, vou explicar para vocês sobre o que se trata, na verdade, por que eu estou fazendo isso, vai ser a minha explicação inicial. Sabe, durante toda a minha vida, eu nunca fui aceito por quase ninguém, fui problemático no colegial e acho que eu magoei bastante os meus pais, mas depois de um tempo.. Sabe.. Preso, eu resolvi começar uma vida nova na Itália, por que, ninguém da sua família vai te aceitar depois que você sai da prisão, aceite esse fato, recapitulando, eu vim para a Itália, morar com uma prima de 2º grau, e aqui eu conheci um dos melhores amigos que eu tive durante toda a minha vida, seu nome? Lorenzo Rebelo, era um detetive não muito comum, mas admito que adorei me aventurar com ele por anos, e agora, estou escrevendo essa história, para compartilhar minha alegria.

Para esse capítulo, eu queria dar uma explicação básica sobre como eu fui preso e como eu cheguei na Itália. Pois bem, sentem-se em uma poltrona, e leiam atentamente.



México, Cidade do México, 23/08/1998



Era tarde, aproximadamente 23:00 horas, e como de costume eu estava discutindo com minha mãe.

– Marco, por favor não vá, eu sei que o tratamento de seu avô é caro, mas você está se envolvendo com as pessoas erradas! – Gritava Adelaide, minha mãe – Por que com uma gangue?

– Por que foi o único meio rápido de pagar as quimioterapias do meu avô! – Respondi com raiva – E por que eu faria de tudo para salvar o homem que cuidou mais de mim do que você o meu pai juntos!

Não disse mais nada, peguei minha jaqueta de couro, vesti-a e saí da casa dela. Bem, antes de tudo, vou explicar rapidinho que está acontecendo, meu avô está com câncer de pulmão, não é tão grave, mas precisa de quimioterapia o mais rápido possível, e veja bem, tenho muitas suspensões no meu currículo para entrar num trabalho normal e levaria muito tempo, então achei essa gangue, e o chefão me disse que o dinheiro iria vir rápido, e como meu avô foi melhor do que os meus pais que praticamente não olhavam pra mim quando menor, só me criticavam e me deixavam na casa dele quando saiam para fazer sexo.

E lá estava eu, indo falar com meu avô, por mais que fosse para ele, o trabalho era sujo, e eu tinha que pelo menos contar a ele como eu iria conseguir o dinheiro. Não demorou muito para que o ônibus viesse, afinal, na esquina da casa da minha mãe fica um ponto. Cheguei lá num meado de 5 a 10 minutos, não era tão longe.

De frente, podia-se ver o pequeno jardim seco, com alguns enfeites de duendes e pássaros, a casa era pintada por inteira de branco, tirando alguns pedaços que estavam apenas no reboco, o teto caía aos pedaços, era uma telhas bem velha, possuía 6 janelas apenas, era uma casa pequena, afinal era um homem sozinho, divorciado de minha avó, uma mulher que eu nunca conheci. A porta, era de uma madeira que eu não sabia dizer o tipo, mas a parte de baixo estava podre, praticamente soltando pedaços, e enfrente a ele, um tapete, escrito "Date la vuelta". E logo abaixo dele, as chaves reservas, usadas geralmente por mim.

Toquei a campainha e abri a porta, apenas para que ele notasse minha chegada, fechei-a, e como sempre aquela casa estava um lixo, apertada e fedendo, ele tinha uma empregada/ enfermeira, mas que na verdade só falava no telefone, fazia almoço e janta, dava banho e o trancava no quarto, para que pudesse trazer seus namorados para lá. Mas voltando, estava o lixo de sempre ( imagine como quiser, estava mesmo ruim ). Fui até o quarto do meu avô, destranquei a porta e abri.

– Mi abuelo, estás despierto? – Perguntei a ele –

– Si, entre Marco – disse ele, gesticulando lentamente com a mão –

E assim fiz, entrei no quarto dele. Não tinha muito naquele lugar, apenas sua cama de casal, na qual ele passara quase toda vida, ao lado, uma pequena cômoda, com uma foto minha, um copo de água e remédios. A esquerda da cama que ficava ao meio, tinha um guarda-roupas quase vazio. Já a direita a cama, tinha apenas uma cadeira de rodas, pois ele não aguentava mais andar, e a janela.

Em frente a cama, uma estante, com livros sobre demonologia e história, e sua televisão, sempre passando jogos de futebol.

– Abuelo, eu vou arrumar dinheiro para o seu tratamento – Eu disse a ele, enquanto andava até o mesmo e segurava sua mão – Amanhã a noite, irei tê-lo em minhas mãos.

– Isso é ótimo Marco, mas não se preocupe, sou um homem no final da vida, não precisa ser tão apressado assim – Ele me respondeu com um sorriso quase banguelo –

– Então, eu gostaria de falar com o senhor sobre como eu irei ganhar esse dinheiro. – Minha expressão mudou, eu estava sério agora –

– Por favor Marco, não me diga. Quero que você pense que está fazendo a coisa certa – Ele continuava a sorrir – E também quero que pense que eu te apoio, seja lá no que for que esteja fazendo. E não se esqueça mi querido, importa quando, sempre faça o certo, enten...

Eles mesmo cortou a conversa, fechando seus olhos, por um momento, entrei em desespero, pensei que havia morrido, mas logo ouvi seus roncos e me tranquilizei, e ri um pouco.

Mas só de pensar que ele não sabe que eu me envolvi com uma gangue, me deixa preocupado e triste, eu estou privando isso do melhor homem que eu conheci na minha vida. Depois de um tempo, em pé, olhando para ele dormir, notei um cordão, com o meu nome e o dele gravados no mesmo, era um cordão de prata, e seu medalhão era bem brilhante, como eu nunca notei? Peguei-o e coloquei no meu pescoço, depois andei até a sala, e sentei-me no sofá e comecei a pensar sobre o dia de amanhã, ou melhor o mais tarde de hoje, pois segundo o relógio, já eram 00:11.

E agora, será que realizaria mesmo a tarefa da gangue, mas agora eu já estou dentro, poderia custar minha vida negar algo a pessoas desse tipo. Enfim, resolvi dormir, para estar disposto para o que tinha de ser feito.



México, Cidade do México, 24/08/1998



Era a hora, era 12:30 quando saí da casa do meu avô, sua empregada já estava lá, disse a ela para avisar ele que peguei o carro dele. Depois de um tempo dirigindo, fui a um depósito um tanto quanto longe dos arredores da cidade, eu estava atrasado, e quando cheguei lá, o chefão, na qual ninguém sábia o nome estava explicando para todos o ataque. Nossa! Me lembrei agora de dizer que a gangue que eu faço parte é a Sureños, são soldados da Máfia Mexicana, e eles estavam planejando invadir uma conferência política na cidade, afim de matar alguns políticos, eu fiquei pensando, o que diabos passou nas cabeças desses homens para tentarem algo desse porte, mas eu não reclamei com ninguém.

Fui designado a subir o prédio junto com o chefão e mais 3 homens, afim de assassinar um político que não me recordo o nome. Não sou muito interessado nesse assunto.

E lá estávamos, uma gangue inteira, indo invadir um prédio para matar um político por pura Anarquia, Deus, aonde eu fui me meter? Havia chego a minha hora de me aprontar, fui até o banheiro, levando um colete a prova de balas, retirei minha camisa e o vesti, logo após coloquei a camisa de volta. Após o ato, me olhei no espelho, estava como sempre, alto, um tanto forte, eu malhava, meus olhos castanhos estavam cheios de arrependimentos, e minha pele morena estava cheia de manchas vermelhas, pois eu costumo me coçar quando estou nervoso, eu não possuía cabelo, tinha decidido ficar careca quando meu avô ficou também.

Me retirei do banheiro, fui até a porta do depósito onde estavam dando as armas e algumas máscaras, ali mesmo, estavam tatuando os homens com o nome da gangue, para que se lembrassem desse dia. Peguei uma M16A2, eu já sabia atirar, mas me senti uma crianças com aquela arma. Peguei umas máscara também, e depois fui até o tatuador, doeu bastante, Sureños, agora gravado no meu braço, o homem passou uma espécie de plástico em volta da tatuagem, não sei o que era direito.

Depois daquilo, fui a espera do chefão para irmos até esse prédio.

Esperamos bastante, mas logo, todos os homens estavam prontos. Eram 5 carros, nos quais cabiam 5 homens, 25 homens, exatamente o número de policiais e seguranças ali na conferência, Não era algo tão importante, segundo o chefão, por isso não se importaram tanto com a segurança. Entramos no carro, eu, o chefão e os outros 3, e assim fomos em direção ao local

– Com licença chefe, mas para onde exatamente estamos indo? – Um dos homens perguntou –

– Ao Palacio de Bellas Artes – Respondeu o chefe com seriedade –

– O Palacio de Bellas Artes?! Como? Eu pensei que fosse apenas um prédio comum e não era uma conferência política? – Questionei, com um tom de medo em minha voz –

– Não meu jovem, temos um escuta entre nós, e lá iremos mata-lo, junto com os policiais presentes e também as pessoas que se oporem, e falando em política, haverá um político lá, caso esse seja o seu problema – Disse o chefe –

– Mas chefe, isso é terrorismo! – Exclamei – Não é um briga de gangue ou coisa do tipo.

– Nós não somos uma gangue qualquer, somos soldados de uma máfia... Quer desistir agora Rodrigues? – Ele virou-se para mim – Seu avô não vai gostar de saber que desistiu de algo, e que muito menos deixou ele morrer sem poder pagar a quimioterapia.

Minha vontade foi de matar aquele homem, mas o fato dele saber da existência do meu avô e a minha razão de estar ali, me deixou bastante amedrontado, apenas respondi que não. Mas como esse homem sabe de meu avô?

Ao longo do caminho, reparei que um dos homens atrás de mim, suava bastante, pensei que era nervosismo assim como o meu, mas percebi que estava mexendo no celular, com o brilho bem baixo, mas ainda era possível perceber que estava em contato com a polícia. Meu deus, o escuta estava no nosso carro, ele poderia me matar a qualquer momento.

Após alguns minutos, lá estava, o Palacio de Bellas Artes, e em frente ao mesmo, 5 carros policiais, com diversas armas, apontando diretamente para nossos carros. Coloquei minhas máscara rapidamente.

Foi possível ouvir um dos policiais falando:

– Por favor homens, parem os veículos! – Exclamou –

E foi atendido o pedido, 4 dos nossos carros, pararam cerca de 5 metros dos carros policiais, formando uma espécie de barrei, não demorou até descessem puxando suas armas de disparassem contra os homens, sem ao menos falar alguma coisa, rapidamente, homens de ambos os lados aparentemente morriam, dali, minha visão foi interceptada pela lateral do Palacio, estávamos dando a volta, obviamente entraríamos pelos fundos. E assim fizemos.

O carro parou em frente a porta, atravessando as grades e derrubando-as, havia 6 policiais ali, que rapidamente foram mortos por tiros de dois dos homens convosco.

Percebi que o tal escuta, ainda permanecia com o telefone ligado quando o guardou no bolso de sua calça. Corremos até a porta, e com um chute do chefão na porta, a mesma veio a abrir. Estávamos nos fundos do palco, era possível escutar a cantoria vindo do musical que logo veio a parar devido as tiros disparados lá fora.

O barulho era alto, mas eu já havia me acostumado com os tiros, é bem estranho dizer isso. Quando de repente, ouvi algo explodir, estremeci, não acreditei que aquilo era realmente uma explosão.

– Chefe, isso era.. – Foi interrompido pelo homem –

– Exatamente, mal sina, mal sina! – Exclamou o chefe –

Sem mais delongas, o homem apontou seu fuzil para o alto e disparou, ouviu-se gritos da plateia, e logo, nós surgimos por trás das cortinas, dava para ver o medo nos olhos de cada um. Tomaram um susto quando o chefe começou a falar.

– Señoras y Señores! Bem-vindos ao meu musical, que eu gosto de chamar de A Carnificina no Palacio – Ele riu, em um tom tão alto que dava medo – Está vendo garoto? Seu político ali em cima.

Ele estava olhando pra mim, enquanto apontava para um dos locais mais altos do Palacio, e lá estava, um senador qualquer que eu vi na televisão. O homem aparentava ser velho, e estava em pânico.

– Me responda! – Gritou o chefe –

– Sim senhor, estou vendo! – Respondi –

Após minhas palavras ele puxou o gatilho do fuzil contra o político, e contra os que estão em volta, e em questão de segundos, todos eles caíram. Meus olhos se encheram de lágrimas, mas tive de me manter calmo.

– Não está mais! – Ele gargalhou – Atenção, eu sei muito bem que tem policiais aqui, então vamos negociar!

Ele puxou o escuta, o jogou no chão, logo em seguida, começou a chuta-lo, até que sangue escorresse pela sua boca.

– Esse homem, e todas as pessoas aqui, em troca do país inteiro – Ele estava sério – Exatamente senhores, venho representando a Máfia Mexicana, se não nos derem o que nós pedimos, vamos matar todos aqui.

Um dos dois homens, aliados da gangue, tinha um escuta no ouvido, parecia assustado, foi até o chefe e disse num tom baixo:

– Senhor, nossos homens foram abatidos.. – Disse ele –

– Como? Incompetentes! – Ele gritou enquanto atirava no homem por pura raiva – Chega disso, vamos ao plano B!

Ele apontou o fuzil para o escuta, e sem pensar pelo visto, atirou no mesmo, bem no rosto, que cena horrível. Meu desespero já estava alto, já se passava pela minha cabeça nunca mais ver meu avô.

– Cleiton, venha cá! – Disse ele ao outro homem que vestia um sobretudo negro – Abra seu casaco!

O homem foi até o mesmo, e quando abriu seu casaco, explosivos! Sim, explosivos! E seu rosto não parecia demonstrar nada. Eu não consegui evitar, caí de joelhos, e comecei a chorar, mas parece que o chefe nem sequer deu atenção para mim, apenas falou:

– Vamos explodir esse lugar, se o presidente não vier falar convosco! – Ele exclamou –

Aquilo não podia estar acontecendo, um homem sozinho queria dominar um país, era muita burrice, mas estava acontecendo, e eu poderia morrer ali. Se os outros morreram, e o chefe matou um aliado apenas por raiva, eu poderia ser o próximo. Então lembrei das palavras de meu avô "Sempre faça o certo", era irrelevantes, por que eu já tinha feito tudo de errado. Foi quando uma ideia idiota passou pela minha cabeça, matar os homens ali, e deixar todos fugirem.

Talvez até me deixassem livre por ter salvo esse lugar, mas não, eu quero ser preso, eu participei disso, mereço, mas o real problema é tomar coragem para fazer o que estou pensando.

Passou-se um tempo, a policia tentava dialogar com o chefe do lado de fora, mas não dava em nada, ele sempre exigia falar com o presidente, foi quando eu respirei fundo, e num surto de coragem, me levantei e gritei.

– Corram! Salvem-se – E todos fizeram isso quando levantei o fuzil com ambas as mãos, em direção ao chefe e apertei o gatilho –

Eu vi tudo não incrível lentidão, eu praticamente desfigurei o rosto do chefe, enquanto todos fugiam, mirei para o rosto do homem com as bombas, que ao mesmo tempo que eu, atirou. Porém com o peso das bombas, não conseguiu erguer tão rápido a arma e o seu tiro acertou minha canela, já o meu, entre o meio dos seu olhos. Sim, eu exagerei, foi no rosto, não tão certeiro.

Caí rapidamente, e no mesmo momento, ouvi a policia entrando e vindo para me algemar.



México, Cidade do México, 17/10/1998



O que foi? Achou clichê e heroico demais? Pois é, exatamente por isso eu fiz tal ato, queria ser lembrado como um herói, mesmo preso, mas não, em todos os jornais está escrito que sou mais dos membros da gangue que foi baleado pelo detetive Juan del Ouro, dá para acreditar? Ele recebeu a fama, só por que me algemou, ninguém viu ele fazendo aquilo, segundo ele, ele estava lá dentro o tempo todo. Mentira! Ele só entrou pelos fundos, aposto minha virilidade nisso. Mas em fim, estou na cadeia dês do incidente, e ontem foi meu julgamento, fiquei até surpreso que algumas pessoas do júri disseram que eu era inocente, mas o resto, me condenou, não estou reclamando, eu realmente merecia, mas eu queria que lembrassem de mim.

Peguei 20 anos de prisão, por diversos motivos, eu nem sei quantos leis eu quebrei por causa dessa maldita gangue, e meu avô? Ninguém me dá noticias!



México, Cidade do México, 01/08/2015



Você com certeza, deve estar se perguntando por que eu pulei tanto tempo assim, eu não fiz nada de interessante na cadeia, apenas brigas, malhar, brigas, dormir, comer, malhar e etc.. Ninguém da minha família deus as caras, bem pelo menos até hoje, fui avisado por um guarda que uma prima de 2º grau está vindo me ver, mas por que?

Até que não é um lugar tão ruim, e eu nunca estou só, estou com meu avô, nesse cordão.. Meu avô, a quanto tempo não tenho notícias deles, será que está bem?

Depois do almoço, chegou o horário de visitas, caminhei até aquela sala, apertada, eu sempre via as pessoas ali, e me perguntava o dia que alguém viria, e o dia é hoje.

E lá estava ela, eu reconhecia seu rosto, era minha prima Giovanna, italiana ela, Lésbica também, muita das vezes, era humilhada pela família, até que eu me entendia com ela. Quando eu entrei na sala, ela sorriu, e levantou-se para me abraçar, isso iria acontecer, se o guarda não tivesse evitado. Nos sentamos num bando de madeira, e começamos a falar.

– Marco, como passa? – Ela sorria –

– Levando em consideração que eu estou preso, muito bem – Eu dei uma risada para quebrar o gelo –

– Primeiramente, notícias tristes, seu avô nonno, quer dizer, avô – Ele abaixou os olhos – Faleceu, 1 anos depois de você ser preso.

Aquela notícia, sem dúvidas, foi pior do que ser preso, abaixei meus olhos, e chorei, acho que eu chorei por uns 10 minutos ali, depois me acalmei e perguntei:

– Por que não me deram notícias – Perguntei, indignado –

– Pois ninguém que falar com você – Todos se recusaram – E como eu briguei com todos, por homofobia, então resolvi falar isso com você, sei quanto é ruim ser odiado.

– Obrigado prima – Sequei minhas lágrimas –

– Agora, vamos para as boas notícias, sei que deve estar abalado, mas tente sorrir. – Ela segurou minhas mãos – Você sairá da prisão daqui a 22 dias, e irá para a Itália, morar comigo, se não tiver problemas.

– Não, claro que não, na verdade, lhe agradeço muito – Consegui forçar um sorriso –

– Não se preocupe, no dia que for liberado, vão te dar as passagens, documentos, tudo certinho, e um pouco de dinheiro, para se manter vivo enquanto eu não estiver lá – Ela disse –

– Como assim? – Perguntei –

– Vou estar em Páris, para um desfile, eu trabalho com moda – Ela disse sorrindo –

– Certo, entendi, obrigado mesmo prima. – Agradeci –

– Que nada, temos de nos manter unidos, somos os únicos que entendem a vida.

Nos levantamos, o tempo havia acabado, ela elogiou minha forma física, disse que eu mudei muito, sim, realmente. Depois disso, nos despedimos e voltei a minha cela.



México, Cidade do México, 23/08/2015



Chegou o dia, vesti as roupas que eu estava usando naquele dia.. Maldito dia. Estavam um pouco apertadas, eu ganhei massa muscular. Caminhei até a recepção, onde foram devolvidos todos os meus pertences, documentos, carteira, celular, dinheiro e as passagens para a Itália.

Não demorei muito, saí daquele lugar, e fui correndo até a esquina mais próxima, esperar um táxi, passou-se 10 minutos, e logo veio um, fiz sinal, e adentrei, dei as coordenadas ao motorista, primeira a casa de meu abuelo, depois O Aeroporto Internacional do México: Benito Júarez, e falei que estava atrasado, não sou muito de esperar.

Chegando a casa de meu avô, encontrei duas malas, com todas as minhas coisas, com um bilhete, escrito por minha mãe:

"Nunca más aparezca en nuestras vidas de nuevo

-Tu madre, Adelaide"

Eu apenas a chinguei em voz alta, peguei minhas malas, pensei em entrar na casa do meu avô, mas, seria melhor não, iria acabar chorando e despencando no chão, Mi abuelo não gostaria de me ver triste. Adentrei novamente ao táxi, e fui ao aeroporto.

Chegando lá, corri até a estação de embarque, e em seguida, dei minhas malas, depois, corri até a entrada do avião, entrei no mesmo, e procurei meu lugar, quando o achei, sentei no mesmo e olhei pela janela, pensando em como seria a minha nova vida, na Itália.



Notas finais
Olá de novo, espero que tenha gostado, como eu disse antes, foi mais na intenção de apresentar o personagem para vocês, antes dele conhecer Lorenzo ( aguardem ), antes dele ir para Itália, pois bem, quis mostrar também como será meu formato de ação, com raciocínio antes do combate, mas caso queira dar uma crítica, ou quer falar algo que você ache melhor mudar, só deixar no comentário do capítulo.

- Aiki M. Marques
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.