O Homem do Fim do Universo

20 Capítulo 20 - Por trás da porta


Gwen atendeu a ligação do Capitão, ele pedia para que buscassem pela casa, naturalmente eles já vasculhavam os cantos dela atrás de alguma informação a mais sobre o passado da companheira. Ela deu o aviso aos outros e começaram a abrir todas as portas, primeiro o primeiro andar da casa, quartos e mais quartos, um banheiro, um escritório e não encontraram nada. Desceram, mais portas de quartos, outro escritório.

— Gente! — Tosh gritou, os dois se espremeram pela porta.

— Não vejo nada — Owen reclamou.

— Por isso, é aqui. — ele e Gwen olharam Tosh — É um sistema de camuflagem, vou tentar derrubá-lo, avisa o Capitão.

Na TARDIS os Doctors a pilotavam como de costume, de forma atrapalhada. Taec estava escorado ao lado de River que se divertia com a cena de tantos Doctors controlando a nave. Roía as unhas e olhava em volta para ter certeza de que não era o único preocupado.

Khunnie ajeitava as correntes nos pulsos se lembrava de quando Taec a apresentou rapidamente para eles, ele brincara dizendo que ela era problema e agora percebia que não estava errado. JunHo analisava o aparelho em mãos, ele devia dizer algo mais além de classificar as espécies. Conseguiu encontra rum compartimento na parte de trás, o abriu e encontrou algo escrito em uma língua que ele não reconhecia.

— River... — el foi até ela — Você conhece isso?

Ela pegou o aparelho em mão.

— Droga! Capitão! — Jack a olhou atento, ele mordia um lado do celular nervoso — Avisa os três para não entrarem...

A TARDIS aterrissou e junto dela uma explosão.

— O que foi isso? — a idosa perguntou olhando todos eles.

— Não, não, não... — o décimo primeiro abriu a porta e viu as janelas estouradas com o calor. — Chegamos tarde.

A avó descia da cabine azul, seus olhos marejaram.

— Gwen! Tosh! Owen! — o Capitão gritou e entrou na casa que ainda pegava fogo.

— Ele não deveria entrar ali — Woo falou olhando os outros — Aquele lugar está em chamas.

— Não, não está — o Doctor mais velho falou avançando — Eu me lembro disso, mas por alguma razão está muito fraca essa lembrança.

— Camuflagem — Taec falou e entrou na casa.

Lembrava de um evento alguns meses antes quando o Doctor e Carla o levaram para um planeta de diamantes que resultou com a TARDIS apreendida com ele sozinho dentro dela, lembrou que o Doctor dissera que muitas camuflagens eram acionadas pela mente das pessoas, aquela não era diferente.

Entrou no comodo que era a biblioteca da casa, o Capitão estava de fora do que era uma porta destruída, o observou.

— Vamos? — Taec passou pela porta e quando entrou percebeu que tudo estava intacto. — Capitão!

Jack entrou, os corpos dos três companheiros estava no chão, ouviram passos logo atrás, River entrou acompanhada pela idosa que olhou em volta e percebeu tudo de pé, não estava conseguindo entender o que acontecia.

O décimo e o décimo primeiro entraram olharam em volta curiosos. Ajudaram o Capitão colocar os três corpos de lado, os dois sacaram as chaves de fenda sônicas e miraram na barreira a frente.

— Calma... — a idosa se aproximou, olhou para todos — Vocês não escutam?

— Não tem nada para ouvir — Taec falou.

— Sh... — ela tapou a boca do asiático, encostou na barreira, River e Jack trocaram olhares confusos — Oi, minha querida, eu posso te ouvir... — ela olhou os outros — Estão todos bem, não se preocupe... — ela riu — Eu sei que não se preocupa, mas eu sim. Como você está... O quê? — ela se afastou, a voz em sua mente diminuiu — Como eles... A Cabine? — ela olhou os Doctors — Ela disse que querem a cabine e vocês...

Os dois sairam correndo.

— O quê? Mas eles já foram — falou preocupada — Eu vou trazê-los de volta, não se preocupe.

Ouviram um grito de dor, um vinha da sala e o outro estava além da barreira. River correu para os Doctors, Taec e o Capitão encostaram na barreira.

— Precisamos derrubar isso — o Capitão falou.

— Ela disse que derrubar isso irá culminar na morte dos Doctors — ele fitou a idosa — Precisamos deixá-los a salvo primeiro, depois a resgatamos.

— Quanto mais tempo ela ficar ai, mais irão drenar as força vital dela, não posso...

— Capitão Jack Harkness — ele olhou espantado a idosa — Minha neta está ali dentro e ela está choramingando para que eu salve aqueles homens que nem sei o que são e eu farei isso. E você, Capitão, você vai me servir de apoio e... — Taec fora sugado pela barreira, o Capitão encarou a idosa que estava tão surpresa quanto ele — Querida, o que você...

— Podem ir — Taec gritou. — Vai ficar tudo bem...

"Não aproxima..." a voz dela ecoava ali dentro.

Taec estava de frente para uma maca, Carla estava presa a ela, algo como uma coroa prendia sua cabeça, ela estava acordada, mas não falava pela boca, seus pensamentos ecoavam.

— Eu vou...

"Não!" ela gritou "Eles vão te matar se você se aproximar"

— Por que você me trouxe aqui? Por que não o Capitão?

"Porque é você que eles querem" uma lágrima escorreu pelo rosto dela.

— Eu? — ela confirmou com dificuldade e fez uma careta de dor — Por quê eu?

"Porque você é o homem do fim do universo" ela mordeu os lábios com dor e tentou se ajeitar na maca.

— Sou o quê?

"Você ouviu..."

— Mas ele é o ser mais velho do universo, você mesma me explicou isso.

"Mas você era o humano no fim dele"

Taec se lembrou da aventura. Sua mente corria muito, olhou para trás trás além da barreira, podia ver a movimentação. Os três apagados ao canto do comodo acordavam. O Capitão deixara uma mensagem para eles, não deveriam tentar mexer na barreira apenas ficarem atentos sobre as movimentações do tecido do tempo.

Owen apoiou na barreira, Carla se contorceu com dor.

— Afasta! — Taec gritou, o homem se assustou.

— Coreano? — ele riu — Como você chegou ai?

— Ela me trouxe... — olhou Carla, ela assistia todos eles.

— Eu vou derrubar a barreira — Tosh falou.

— Não! — ele brigou — Vocês não podem fazer isso, é perigoso.

— Estamos acostumados a coisas perigosas — Gwen falou.

— Não para vocês, para ela. — ele viu a hesitação no olhar dos três.

— Certo... — Owen se aproximou mais uma vez — Mas, me conte, coreano, ela está bem?

— Está sim — ele observou a menina que sorriu.

"Estou bem, Taec, juro" ele confirmou.

Os três começaram a fazer as medições de onda do comodo.

— Descobriram algo? — Gwen perguntava ao Taec.

— Descobri algo, agora — ele respirou fundo.

— Importante? — Tosh perguntou digitando algo no tablet.

— Mais do que eu pensei que poderia ser. — ele encarou os três.

— Tem relação com o Capitão? — Owen perguntou — Ou o Doctor?

— Pela primeira vez... Não... — os três encararam a barreira — Tem relação comigo, por isso ela me trouxe.

— Você? — os três lançaram em coro — O que tem você? — Gwen encarou Tosh e Owen.

— Sou o homem do fim do universo — ele falou sem ter certeza do que isso queria dizer — E parece que quem pegou ela queria isso.

"Eles pensavam que quem queriam era o Doctor" ela começou a explicar "Sabe quando você dizia que minha mente era confusa demais?" ele confirmou sentindo uma lágrima escorrer pelo rosto "Finalmente, uma boa utilidade para essa confusão" ela tentou sorrir, mas sentiu dor "Eles vasculharam cada milimetro da minha mente atrás daquele que seria o último homem, e não encontraram nada, na verdade, não tinha como eles encontrarem algo tão especifico quando nem eu sabia o que era" o tecido se modificou, ela se contorceu com dor.

— Ca! — ele ia se aproximar, ela o fez parar.

— Coreano! O que aconteceu? — Owen perguntou preocupado.

— Nada... Está tudo bem... — Carla confirmou.

"Eu percebi quando você parou ali na frente" ela olhou para Gwen "Eles queriam o último da nossa espécie, aquele que poderia ser utilizado para recriar um novo universo" ele não entendia "Lembra o Fim dos Tempos?" ele confirmou "Lá, eles criaram você lá. Mas não sabiam ainda, não tinha como saberem, quando você me viu naquele péssimo estado e ainda assim depois me aceitou, quando você e eu corremos mais do que tudo, quando você foi o último a entrar na TARDIS foi ali, Taec, foi ali que você se tornou o ser mais precioso desse universo e dos anteriores" ele deu mais uma passo na direção dela "Você viveu o último segundo, o ultimo milésimo de segundo de vida desse universo, você sobreviveu a morte de uma era" ela forçou um sorriso "A partir dali eles te caçaram, te caçaram nos tempos errados e te caçaram através de mim.".

— Como assim?

"Eu tive péssimos relacionamentos anteriores, você já ouviu sobre boa parte deles, sobre meu dedo podre." ele riu "Eles eram espiões" uma onda de choque passou pela sua espinha, ela se contorceu "Eles queriam saber de você, mas você não era você, ainda.".

— Entendo -ele respirou — E o que eles querem comigo?

"Recuperar as energias presas em seu corpo para adiantarem o fim do universo"

— Como podemos pará-los?

"Ninguém pode" ela fechou a mão em um soco, ele queria poder acabar com aquele sofrimento "Mas o tempo deles está acabando, se não te encontrarem eles somem"

— Como somem? — ele olhou para a entrada da biblioteca, a menina ficou tensa, eram eles.

"Voltam para o tempo deles e só poderão seguir o ciclo normal de suas vidas"

— Quanto tempo?

"Não... sei... Droga! Taec!" ela abriu os olhos de uma vez "Corra!"

— Não vou te deixar!

"Eles estão chegando e... Esquece, é o fim, não dá mais tempo".

Taec viu os seres entrarem carregando os corpos dos dois Doctors, River e do Capitão.

"Se esconda"

— Onde?

"Rápido!"

Ele correu para trás da máquina que a prendia a aproximação causou uma enorme dor nela, ele se encolheu.

Gwen, Owen e Tosh foram apagados com golpes rápidos das antenas dos seres que logo ultrapassaram a barreira, jogaram os corpos no chão e se aproximaram da menina, ela os encarava.

"O que fizeram com eles?" ela estava muito preocupada, a máquina ficou descontrolada.

— Não se preocupe, eles estão bem... Menos ele — apontaram para o Capitão — Ele tive de usar mais força.

Taec olhou o corpo do Capitão que começava a acordar, o rosto dele virado para o asiático que pediu ara ele ficar quieto. Taec estudou o maquinario ali atrás, fios, começou a desconectar alguns fios, Carla se contorceu, ele arrancou outro. Ela relaxou.

— Sabe... — ela sentiu, a máquina afrouxar, conseguiria se soltar — Vocês são um saco.

Eles iam atacá-la, ela se defendeu, prendeu a antena do ser que começou a depositar choques nela. Carla já estava calejada com tanto choque, ela o acertou com um chute, caiu. O outro ia atacá-la, mas o Capitão o acertou com um soco, caiu desacordado.

O terceiro ia correr, Taec foi atrás e o acertou uma cotovelada na nuca, caiu desacordado.

— Vamos logo! — ela começou a arrastar o corpo da River, Taec pegou um Doctor e o Capitão pegou o outro.

Os três acordavam.

— Gwen, ajuda! — Gwen pegou as pernas de River.

— Tosh, no bolso dele a chave, me dá.

Tosh entregou para Carla, pegou os braços da River.

— A TARDIS já deve estar chegando... — a energia começou a falhar — Vão, eu logo os sigo.

— Não vou te deixar, não mais uma vez — o Capitão brilhou.

— Vai!

Ele não se mexeu.

— Jack! Vai e cuida da minha avó, eu logo os alcanço!

Taec ia ficar, ela apenas lançou um olhar que foi suficiente para ele desistir e continuar a correr.

Ela mirou a chave de fenda que começou a fazer um barulho estranho. Ia explodir e era naquele momento que ela deveria correr, enfiou a chave no bolso. Correu, um miado no alto da escada.

A gatinha olhava para baixo.

Carla xingou, subiu e pegou o animal nos braços.

A TARDIS ia decolar. Ela correu com todas as forças que tinha nas pernas.

— Carla! — Taec e o Capitão estavam na porta. Ela jogou o gato.

— Pula! — O Capitão estava pendurado.

Ela saltou, sentiu os dedos tocarem nos dele, mas ela caiu, eles decolaram e a explosão ocorreu.

— Não! — o Capitão ia pular da TARDIS, o 2PM e Owen o seguraram — Carla!

Ele encarava a todos, estavam mergulhados em um silêncio que o deixava muito desconfortável. Ele respirou fundo e limpou algumas lágrimas. Um som de algo caindo fez todos olharam para a parte mais alta da TARDIS, alguém levantava.

— Ai! — Carla passou a mão na cabeça, olhou para todos — Ainda preciso aprimorar isso aqui... — ela mostrou o relógio do Capitão — É a segunda vez que caio no lugar errado. — ela ria — Por que estão com essas caras de enterro?

Ela sentiu um baque contra o corpo, o Capitão a abraçava com força, ela não esperava por aquilo.

— Capitão... Isso machuca... — ele a olhou, seus olhos marejados, ele segurou o rosto dela entre as mãos e a beijou. Carla sentiu o corpo ficar leve, o batimento cardiaco acelerou. Riu em meio ao beijo.

— E isso é só o beijo — ele falou e a abraçou novamente.

O gato miou lembrando aos dois que não estava sozinhos.

Ela desceu, Gwen, Owen e Tosh pularam sobre ela e a abraçaram com força.

— Você está chorando? — Carla perguntou a Owen.

— Não — ele limpou as lágrimas fazendo todos rirem.

— Ca... — a idosa estava sentada, tinha pensado ter perdido a neta e ela estava ali.

— Oi, vovó — abraçou a avó — Eu disse que ficaria tudo bem. — ganhou um tapa na cabeça.

— Nunca mais me pregue uma peça dessas, mocinha, eu não tenho mais idade para essas coisas. — Carla ria enquanto apanhava da avó.

Parou de frente para Taec, ele estava chorando, ela sorriu e o abraçou bem forte.

— Eu pensei que tinha te perdido — ele falou chorando em seu ombro.

— Eu sou pequena, mas não vai se livrar de mim tão rápido — ela riu.

O décimo primeiro estava escorado em um canto, ele não iria até ela, diferente do décimo que a cumprimentou logo de cara. Ele apenas a observava, ela foi até ele depois de falar com todos, escorou ao seu lado.

— Acabou? — ele perguntou, ela o olhou e sorriu.

— Depois de devolvermos todos a suas épocas, será que podemos ir a um lugar?

— É na Terra?

— Não quero sair dela tão cedo — ele riu.

— Para onde deseja ir?

— França, Paris — ela olhou a avó — Ela vai gostar de ir até lá.

Devolveram cada um a seu tempo. Na Coréia Carla saiu da TARDIS para se despedir de todos os meninos e se desculpar por terem se envolvido em algo tão grave.

Ela tinha programado algo no relógio, algo que ela usou me todos e só informara a avó sobre aquilo.

Levou todos até suas casa, quando deixou Taec, deu-lhe um beijo, ele riu.

— Não esperava por isso — ele falou alegre.

— Eu também não. Me desculpe por tudo.

— Não foi culpa sua.

— Se eu não tivesse me metido na sua vida não teria passado por isso.

— Mas descobri coisas ótimas.

— Eu sei e desculpa por isso...

— O quê... — ela apertou um botão do relógio, um que usara com todos os outros. Ele desmaiou, ela o colocou no sofá com dificuldade, o cobriu com um cobertor bem quente, ligou a TV num talk show que ele costumava assistir, o controle caído no chão, saiu e trancou a porta.

Subiu para o terraço. Dentro da TARDIS a avó conversava com a River, Gwen, Owen e Tosh perguntavam ao Doctor várias coisas. O Capitão apenas via o monitor. Ela deu o sinal para que decolassem, observou Taec acordar e olhar a janela a tempo de ver a cabine azul decolar.

— Próxima parada... — o Doctor apertou o botão — Paris.

Iam desembarcar.

— Opa! — ele olhou os outros — Acho que estacionei errado.

— Como assim? — Carla olhou — Ah! Doctor, estacionou muito errado. Você comprou sua carta de piloto?

— Dou um jeito — ele esticou uma escada.

Todos desceram, Carla passou o dia com a avó a apresentando a cidade. Ao anoitecer se sentou na porta da nave e ficou observando a noite de Paris, o Capitão se sentou ao lado dela e entregou o casaco para que ela pudesse se aquecer.

— O que fez com o relógio? — ele perguntou observando as luzes da cidade.

— Umas melhorias — ela riu — coloquei um teletransporte e um apagador de memória, pensei que ia ser ruim, mas foi bem útil — ele riu, ela apoiou no ombro dele — Eu fiquei com medo, fazia tempo que eu não ficava com medo.

— Aqueles da casa da sua avó são os mesmos que planejaram a prisão? — ela negou.

— Eles só se aproveitaram. Na prisão os Daleks queriam o Doctor, mas não contavam que eu era uma suicida em potencial — o Capitão riu — Seu relógio foi o que me tirou da prisão a tempo.

— E como você foi parar naquele lugar.

— Bom... — ela riu — Eu me vi flutuando ali alguns meses atrás. Então logo entendi onde eu deveria estar e quem iria me encontrar — os dois olharam a River.

— E agora...

— Agora eu arrisquei — ela suspirou — Eu fui entender tudo quando eu já estava naquela máquina bizarra — ela estremeceu — Será que eu tenho mesmo um dedo podre para homens?

— Não sei — ele riu.

— Aliens, sondas espaciais, último homem do universo, perdidos no tempo — ele se mexeu tenso — Mas tenho que dizer que esse último é meu favorito — ele a olhou, ela sorriu — Descobri há alguns dias, antes de tudo isso. — suspirou — Mas sabe que de todos os meus dedos podres você é o meu favorito — ele riu e beijou a testa dela.

— Obrigado, eu acho. — ela se ajeitou nele que a abraçou — Ca, me promete uma coisa? — ela confirmou sonolenta — No meu momento mais difícil, você promete que vai estar lá? — ela o olhou e sentiu uma lágrima escorrer pelo rosto.

— Prometo, Capitão, eu prometo.

A noite de Paris estava dando espaço para o amanhecer mais bonito que Carla e o Capitão já viram, e os dois o assistiram tomar o céu, até o Doctor os fazer decolar mais uma vez.

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