Notas iniciais
Olá pessoal, vamos ao 2º capitulo de O Homem dos meus Sonhos? Vamos entender um pouco dos sonhos da Bella?
Bem, hoje o Taylor Lautner está no Brasil, e para as fans do Lobinho é um dia de muita alegria, então meninas, vamos comemorar um membro da Saga tão pertinho de nós.
Só pra esclarecer está em negrit todas as vezes que a voz sexy como o inferno fala com a bella, isso, claro, para não confundir ninguem.
E um avisinho lá em baixo tá?

Há quanto tempo estou dormindo? Eu estou dormindo?

A escuridão não se afastou um minuto se quer. O dia não amanheceu.

Onde está a minha mãe e meu pai? Eu quero a minha mãe e meu pai. Eles sempre me ajudaram e protegeram, mesmo quando me mudei com Alice para um alojamento no campus da Universidade de Harvard, em Cambridge, e depois quando decidi ir trabalhar em Nova York. Hum, me senti a própria garotinha mimada agora. Ainda bem, que parece que ninguém viu o meu breve retorno a infância, batendo o pé e fazendo birra.

E meus amigos? Alice, Rosalie, Jasper e Emmett, eles sempre estiveram ao meu lado desde que nos conhecemos. Onde eles estão agora? Há quanto tempo eu estou aqui?

Onde eu estou? Nada faz sentido. Não sei se estou viva ou morta, dormindo ou acordada. Só ha as sombras. E essa voz. De tempos em tempos eu ouço essa voz sexy como o inferno. E tenho a sensação de que quero dar qualquer coisa que ele me pedir, mas eu não consigo responder. E juro que daria sim, o que ele me pedisse. Oh, como eu daria. Será que eu deveria ter esse tipo de pensamento nesse momento? Mas, quem se importa?

E ele? Onde ele está? São dele os meus pensamentos toda vez que eu “acordo”, e é em seus braços que fico quando estou “dormindo”, se é que é isso o que está acontecendo. Se, é que eu estou dormindo e acordando. Como vou saber se ninguém me dá uma luz aqui.

Me lembro perfeitamente, a primeira vez. O primeiro sonho. Sim, eu sei que foi um sonho porque eu me lembro do que aconteceu. Eu só não entendo o que esta acontecendo agora. Bem que alguém poderia ter a consideração de me avisar.

Eu havia especialmente nesse dia estudado muito preparando um trabalho que seria apresentado na semana seguinte. E acabei adormecendo na minha cama, com os livros em volta de mim, quando me dei conta estava sonhando, mesmo não sabendo disso, mas eu estava em frente a um portão, querendo entrar em uma casa e havia uma mulher ali. Ela me perguntou se eu tinha certeza de que queria entrar e eu disse que sim. Eu tinha plena convicção.

Passando o jardim extremamente bem cuidado da casa, com sua grama verdinha, e suas arvores frondosas com os galhos que caiam até o chão eu entrei em uma casa que tinha um imenso salão. O piso era de carpete vermelho escarlate e as paredes brancas tinham detalhes em gesso e havia apenas duas cadeiras de madeira com acento verde no centro da sala. Eu me sentei em uma e a mulher que me acompanhava sentou-se na outra. E ela começou a conversar comigo, sua voz parecia um sino de ventos em uma tarde de verão, suave, clara e acolhedora.

Essa mulher me contou que eu conheceria o homem dos meus sonhos, que ele viria para mudar minha vida, e eu a dele. Que nós dois seriamos curados, e que a cura de um seria o outro. Não faço a menor ideia do que essa mulher queria me dizer, ou de quanto tempo passei ao seu lado, mas havia tanta paz naquele sonho, e tanta certeza na voz dela, que quando eu percebi que estava acordando eu fiz uma oração para que ela estivesse certa e um dia eu encontrasse esse homem.

Depois desse dia eu me senti diferente, me senti esperançosa, mas, o que eu estava esperando? Encontrar esse homem misterioso quando dobrasse a próxima esquina, ouvir sininhos e que ele se atirasse aos meus pés dizendo que estava apaixonado por mim, me pedindo para ser sua? Com certeza isso facilitaria e muito as coisas, mas possivelmente eu gritaria com ele e mandaria prendê-lo por assedio. Mas, se ele fosse muito gato, até poderia ter uma chance. E com certeza não foi o que aconteceu, eu nunca dobrei esquina alguma e
encontrei esse cara. Não pelo menos fisicamente, ou até agora.

Alguns dias depois do primeiro sonho, esse com a mulher que pediu que eu estivesse preparada, eu passei a ter uma serie de sonhos, e em todos eles via um pouco mais do corpo de um homem.

Eu tenho que declarar que esses sonhos eram diferentes, eu não sei explicar exatamente em quê eram diferentes, mas eram. Não sei se mais vividos, mais detalhados. Mas, havia uma energia neles que fazia com que fossem especiais. Únicos. Eu sou capaz de me lembrar de cada um deles, de cada detalhe e de como eu me senti a medida que ia sonhando.

Bem, como eu continuo presa aqui nesse lugar escuro onde nada acontece pelo menos eu posso me lembrar dos meus sonhos, e isso me aproxima dele. Na verdade eu quase consigo reviver esses momentos aqui nesse lugar. O que não é de todo mal, considerando que depois dos sonhos eu sempre tinha que acordar e encarar a vida normal, aqui é o paraíso, porque eu continuo sentindo a presença dele perto de mim.

Esse lugar onde estou parece um imenso galpão permeado por uma penumbra. E em um determinado ponto há esse poço escuro. Não há moveis ou qualquer coisa que eu possa mencionar. Próximo às paredes e ao teto é sempre mais escuro, então eu prefiro ficar no ponto que eu acho que é o meio desse lugar. Nem tão próximo ao poço e nem das paredes, até porque é mais frio é bem mais escuro.

Eu tenho certeza que eu durmo e acordo, porque em determinados momentos ate parece que eu me lembro do que andei fazendo, não que eu esteja muito ocupada, mas em outros eu não tenho ideia do que está acontecendo. Mas, a voz, está ali, e sempre me pergunta se eu estou bem, se eu sinto dor, e me pede pra responder. Houve um dia que ele disse “isso
aperte minha mão”, mas eu nem mesmo o vi, como posso ter apertado sua mão? Mas, eu continuo dizendo, eu faria qualquer coisa pra continuar ouvindo essa voz sexy como o inferno e para fazer fosse lá o que ele quisesse, mas ele sempre vai embora. Tudo que é bom acaba não é? E tão rápido, que eu não tenho nem a chance de responder.

Mas, eu me lembro que estava falando sobre meus sonhos. Eu sonhei com esse homem e fui conhecendo-o.

Eu primeiro vi seus pés, ele estava descalço e devo dizer que seus pés eram grandes, brancos e eu não tenho muita certeza se gostei do que vi. Na verdade quando eu vi, pensei, devem existir outras partes muito mais lindas nesse corpo, eu tenho certeza que há.

Em seguida eu o vi com uma bermuda capri marrom, e suas pernas tinham poucos pelos e a pele era branca chegava a ser ligeiramente rosada. Nesse mesmo sonho ele se virou de costas e eu vi algo que me agradou bastante, ele tem uma bundinha muito apetitosa. Meu Deus, eu estou falando da bunda de uma pessoa como se fosse algo de comer? Mas, é verdade, ela é deliciosa, completamente apertável, apalpavel, tocável...

No sonho seguinte, me foi permitido conhecer suas mãos, e eu nunca em toda minha vida quis tanto ser tocada por alguém, como eu queria ser tocada por ele. As mãos eram compridas e másculas. Muito másculas. Suas unhas eram largas mais bem cortadas. E seus dedos eram compridos, e parecia ter uma calosidade de quem fazia algum trabalho manual.

Nesse momento da minha vida eu estava me sentindo um pouco louca ou no mínimo uma maníaca que estava sonhando com o mesmo homem, só que a prestação. Eu ia conhecendo-o um pouco mais a cada novo sonho. Eu tinha certeza que era o mesmo homem, porque eu voltava a ver as partes que eu já conhecia. Mas, isso só aumentava o mistério pra mim, quem é esse homem? Eu estava ficando viciada nele, e extremamente curiosa, desesperada para conhecer a próxima parte.

Eu não sonhava todas as noites, mas havia uma frequência, eu não sei dizer se uma vez por semana ou de quanto em quanto tempo, mas era corriqueiro vê-lo em meus sonhos. E todas as noites eu esperava que ele aparecesse.

Depois das mãos eu vi seu quadril e quase quebrei o pescoço tentando olhar para o parque de diversão dele. Sim, porque se a bunda era como era, eu poderia pelo menos me divertir imaginando, não é? Mas, não deu pra ver nada de mais.

Em compensação eu fui brindada com a visão de sua barriga de tanquinho. Senhor ele tem uma barriga de tanquinho com poucos pelos e todos aqueles gominhos e ainda por cima aquele V que leva ao paraíso. Por favor, se for sonho não me acorde. Eu pensava isso todas às vezes quando estava acordando só pra ficar completamente irritada quando acordava. Esse homem tinha um corpo invejável. Másculo, firme, forte, bem cuidado.

Isso me levava a pensar que se ele existisse de verdade e fosse exatamente como eu estava sonhando eu não teria chance nenhuma com ele. Porque um homem assim quereria alguma coisa com uma mulher como eu, desajeitada, sem nada de especial, com uma inteligência mediana e sem nenhum dom aparente?

O que me levou a pelo menos convencer Alice de que deveríamos correr. Nós íamos de bicicleta até uma praça no campus e corríamos até ficarmos muito suadas. Quando eu me mudei para seu apartamento em Boston, do outro lado do rio, passamos a correr em uma praça a alguns quarteirões do prédio, próximo a casa do Jasper.

Eu estou com saudades deles, os meus amigos. Há quanto tempo estou aqui? Porque nenhum deles veio me visitar? Será que eu cheguei a Nova York? Será que não, e eles não sabem onde estou? Meu coração está apertado, e eu chego a sentir a dor física.

- Não fique assim. Você vai melhorar. Relaxe.

Epa, será que a voz sexy como o inferno está realmente falando comigo? E como ele sabe que eu fiquei nervosa?

Porque eu ultimamente tenho mais duvidas do que respostas? E porque ninguém me esclarece nada? Se bem, que eu não tenho nem a quem perguntar. Eu já tentei gritar, para ver se a voz me responde, mas nada aconteceu. Droga. Como eu vou sair daqui e mudar essa situação?

- Calma, você está indo muito bem. Eu estou aqui com você. Você não está só. Agora descanse.

Meu Deus, como não fazer tudo o que essa voz me pede? E obedecendo a seu comando as coisas caíram em uma tranquilidade.

Naquela manhã quando eu acordei e percebi que havia mais uma vez sonhado com ele e corri literalmente, para o parque, era ali que eu tinha a maior probabilidade de encontrá-lo. Onde os homens tiravam suas camisas e desfilavam seus físicos para o deleite feminino. Hum, ninguém disse que eu não poderia aproveitar a paisagem, não é?

À noite, em meu sonho eu o havia visto de costas. E Deus, sua nuca era maravilhosa, não havia pelo algum ali, seu cabelo era bem cortado em um tom de louro escuro, e liberava a vista para que eu apreciasse perfeitamente, mas o que eu mais gostei de ver foram suas costas. Eu juro que passei a ter uma queda por costas depois desse sonho. Bem definidas, há alguma parte nesse homem que não seja bem torneada e absurdamente perfeita?

A curiosidade me corroia, eu queria vê-lo de qualquer forma, como eu ia caçá-lo, sim, porque era isso que eu estava disposta a fazer, se não soubesse exatamente o que eu devia procurar? Ia pedir a todos os homens que tirassem a camisa para que eu fizesse uma inspeção minuciosa? Hum, isso realmente poderia ter sido uma ideia valida. Porque eu não pensei nisso antes? Antes de chegar aqui, no nada.

Ah, esqueci de mencionar, é assim que eu estou chamando essa nova fase da minha vida, “o nada”, uma vez que não faço ideia do que está acontecendo, então não há nada acontecendo.

Depois de vê-lo quase por completo, passei quase um mês inteiro para poder sonhar novamente, mas não me decepcionei. Foi um sonho lindo.

Era um dia muito claro e eu estava com um vestido de saia rodada branco, os cabelos soltos caindo em ondas. Estava em uma praça com pedras portuguesas brancas e pretas no chão, mas eu estava perdida, não sabia como sair daquele lugar, e percebi que havia algumas pessoas paradas em uma das extremidades, então caminhei até lá. Mas, elas não me viam. Eu queria apenas pedir uma informação. E sabe como é, quando em sonho somos ignorados temos a tendência a nos desesperarmos, e foi isso o que aconteceu comigo. Então ele
apareceu atrás de mim e resvalou em meu braço, parecia que estava fazendo um carinho, e eu me senti tão confortável com um simples e breve gesto.

Ele acenou para que eu o seguisse e me levou até outro lugar. Outra praça. Essa era diferente da primeira era um lugar florido com lilás brancas. Elas estavam em todo o lugar perfumando o ambiente, com suas florzinhas miudas. Eu ainda não havia visto o seu rosto, porque ele estava na sombra da copa de uma arvore, mas eu sentia o meu coração disparar e minhas mãos suarem, eu sabia que era nesse sonho que ele se revelaria para mim.

Eu não estava errada. Depois que me sentei em um banco de madeira ele se aproximou, devagar, estava com uma calça jeans escura, uma camisa preta, uma jaqueta de couto marrom, quase café, e botas de caminhada preta, a cabeça estava baixa. Ele se sentou e me olhou diretamente nos olhos.

Eu perdi o fôlego, meus olhos lacrimejaram e eu fui abrindo minha boca vagarosamente, minhas mãos tremiam e estavam geladas. E ele ali, parado, apenas me olhando com aqueles olhos verdes escuros tão profundos que pareciam ver minha alma, sua testa ligeiramente enrugada, as sobrancelhas se unindo, o nariz um pouco torto para o lado, mas absolutamente simétrico com o restante do rosto, o queixo levemente levantado e travado, em um desenho quadrado perfeito, e um discreto sorriso querendo fugir pelo canto de sua boca. Senhor, a boca... Rosada, apetitosa, com a parte de cima mais fina que a de
baixo... E os cabelos? Uma confusão linda, sedosa e tendendo ao oleoso de um tom louro escuro.

Mas, ele não parava de me olhar. Não que eu estivesse reclamando, longe de mim, mas é que eu me sentia em desvantagem estando assim sob seu olhar. Parecia que ele podia me ver inteiramente nua, com esse simples gesto. E eu, não estava fazendo a mesma coisa? Perdida em seu olhar, em seu rosto, nele?

Olhando atentamente ele estava exatamente como eu. Seus olhos também estavam lacrimejando e o lindo sorriso foi trocado em sua sensual boca por uma abertura em O. Ele assim como eu parecia estar sem fôlego.

Eu consegui me recuperar a tempo, e sorri para ele, encantada em vê-lo, pela primeira vez. E me coloquei de pé o que atraiu imediatamente a sua atenção. Eu estiquei minha mão em sua direção, convidando-o e ele levantou a sua vagarosamente até que estávamos com os dedos entrelaçados. Que sensação quente, acolhedora e confortante. Era como se pela primeira vez em toda a minha vida eu estivesse em casa.

Nós caminhamos pela praça, não dissemos nada. Eu não lhe perguntei nada, e ele muito menos a mim, apenas andamos de mãos dadas, e eu sabia que era ao lado desse homem que eu deveria viver para sempre. Eu fui feita para ele e ele para mim.

Mas, antes que algo mais acontecesse eu acordei. Estava chorando. Não porque estivesse irritada ou algo assim, não, eu estava feliz demais para isso. Eu chorava porque finalmente o havia visto. Eu estava tão emocionada que nem me importei em chegar atrasada na aula do Sr. Beacon, meu professor mais carrasco.

Ele é lindo, perfeito, encantador. Como eu posso estar me sentindo assim por alguém que eu nem conheço?

Claro que meu estado de espírito não passou despercebido aos meus amigos. Emmett queria saber quem era o homem que estava me fazendo suspirar como uma asmática, segundo ele. Jasper queria saber se ele me merecia, ele disse que precisava conversar com esse cara, que não era assim chegar, pegar e levar, tinha que provar que era realmente bom e que ia me fazer feliz. Já Rosalie, estava preocupada em saber todos os detalhes sórdidos que pudesse arrancar de mim. Agora, Alice, bem, Alice era sempre Alice. Não havia como enganá-la. Não que eu estivesse tentando enganar alguém, eu apenas respondia que
não havia ninguém e que eles estavam vendo cabelo em ovo. Mas, ela não era fácil de enganar, nunca foi. Não havia forma de dizer que nada estava acontecendo. Ela me conhecia melhor que isso.

- Vamos Bella, me conte tudo. Quero saber de cada aspecto dessa situação?

- Que situação Alice? Não há absolutamente nada para saber na minha monótona vida. E você sabe bem disso.

- Tudo o que sei é que algo está acontecendo. Você está diferente, até Jazz e Emm perceberam. Eu sei que você não está saindo com ninguém, por isso quero saber exatamente o que anda acontecendo?

Alguém sabe, por acaso como dizer a sua melhor amiga que você foi informada que um homem, o dos seus sonhos, só pra constar, iria aparecer em sua vida e que depois disso você começou a sonhar com um cara aparentemente lindo que foi se descortinando lentamente para você? Se souber me ajude, porque até para mim isso aprecia loucura.

Até hoje eu pensava sobre esse momento e sei que estava perfeitamente vermelha e que era isso, além do fato de estar passando a mão desesperada no cabelo que estava me denunciando. Mas, eu estava nervosa. Muito. E não queria mentir para minha melhor amiga, mas não queria lhe contar o que estava acontecendo. Mas, que escolha quando se trata de Alice.

Nós estávamos sentadas na cama do quarto de Alice, assistindo pela milésima vez, Bonequinha de Luxo, um clássico do cinema americano com Audrey Hepburd, comendo pipoca e bebendo coca-cola, de pijamas e cabelos presos em rabos de cavalo frouxos. E não havia outra escolha se não falar.

- Eu tive um sonho

- Você o que? – Alice engasgou?

Bem, isso não era nada bom, eu consegui a atenção total da Alice durante seu filme preferido.

- Eu sonhei com um homem fodidamente lindo, que parece ter uma pegada filha da mãe. É isso Alice, só isso. Nada de mais.

Alice estava de boca aberta. Eu tenho certeza que ela imaginou muita coisa, menos isso. E eu não a culpo, é surreal ate para mim.

- E você está se apaixonando por ele. – Não parecia uma pergunta. Não, não era uma, o que era ligeiramente mais preocupante, para não dizer desesperador.

- Eu não estou Alice. Eu nunca o vi. Na verdade não há nada.

- Claro que está Bella. Agora me conte como ele é? – Essa não era a Alice que eu conhecia. Cadê a desaprovação imediata com relação a algo fora da realidade?

- Você está bem Alice?

- Sim, por quê?

- Não vai dizer que é uma loucura que eu não deveria se quer levar a serio uma coisa assim ou qualquer outra coisa parecida com isso?

- Pra quê eu vou dizer se você já sabe? Mas, eu estou curiosa para saber como é esse homem que finalmente chamou a sua atenção. Você age como se nenhum estivesse a sua altura. – Sempre a mesma historia. Alice adorava dizer que eu ignorava os rapazes que andavam atrás de mim. Mas, não havia ninguém, só um, mas ele não contava. Ele não era importante.

- Alice, o que eu posso te dizer? Que é o cara mais lindo que eu já vi? O mais gostoso? E o que me parece mais carinhoso?

- Ele tem nome? – Hum, nunca havia pensado nisso até aquele momento. Mas, depois de ter conhecido o rosto dele essa se tornou a minha nova obcessão. O nome, alguém como ele deve ter um nome lindo, não é?

Eu não conseguia tirar da minha cabeça que na primeira oportunidade eu deveria perguntar o nome dele. Eu ficava imaginando que nome tinha. Cada vez que um rapaz ou menino se aproximava de mim e me dizia o seu nome eu me via pensando se combinava com o homem que eu havia visto.

Ate que um dia, ou melhor, uma noite, quando estava absurdamente cansada depois de fazer compras com Alice, e eu posso garantir que isso cansa mais do que participar de uma maratona olímpica, eu cheguei em casa com a certeza de que não sonharia nada, então nem me preparei como gostava de fazer. E, dessa vez ele apareceu.

O homem dos meus sonhos bateu na minha porta, sim, na porta do meu alojamento na Grays Hall. E eu estava com uma calça jeans escura e um pulôver branco, meus cabelos mais uma vez estavam soltos caindo em meus ombros. Eu sorri abobalhada ao vê-lo ali parado com o sorriso torto nos lábios com uma calça jeans e uma camiseta branca. Absurdamente charmoso.

Ao tocar sua mão na minha nós estávamos em outro lugar, era uma calçada muito larga feita de blocos de cimento com marquises de grandes lojas sob nós. Estávamos caminhando tranquilamente, as mãos entrelaçadas, o olhar preso inteiramente um no outro como se o mundo não existisse ao nosso redor. Meu coração disparava e constantemente eu tinha que me lembrar de respirar, mas isso parecia acontecer com ele também. Éramos espelhos, o que eu sentia ele também sentia.

Eu não sabia bem o que podia fazer ou não, e tinha medo de fazer algo errado e ele sumir na minha frente como fumaça e eu acabar acordando sozinha e frustrada na minha cama no alojamento.

Ele estava aqui comigo. E eu me lembrei de que tinha uma pergunta a fazer. Mas, será que era certo eu perguntar isso a ele?

Continuamos caminhando até que paramos em frente a uma casa que parecia muito antiga, ela tinha portões de ferro e um jardim riquíssimo, no estilo inglês com toda aquela mistura de cores, flores, plantas, arvores e cheiros. Eu fiquei encantada com o que vi. Era tão lindo que estanquei olhando a paisagem a nossa frente, e ele fez o mesmo e se aproximou um pouco mais de mim, e parecia também temeroso sem saber como se comportar comigo.

Eu levantei a mão, parando em seu braço, sentindo o quão forte e musculoso ele é, sentindo como era macia a sua pele e encantada com o tom branco leitoso que ela tinha. Nesse momento eu olhei em seus olhos, completamente perdida no azul profundo a minha frente, e a coragem simplesmente apareceu.

- Qual o seu nome?

O sorriso mais lindo delicadamente se abriu e foi como se um raio de sol me atingisse, eu pude ver seus dentes, e me encantar ao ver como ele estava sorrindo com todo o rosto para mim.

- Edward

Ele tinha cara de Edward. Jeito de Edward. Porque não imaginei que fosse Edward?

- Seu Edward, Bella. – Meu.

Eu acordei nesse dia com o sorriso mais idiota nos lábios que alguém podia ter. Meu. Ele disse que era meu. Ele disse eu ouvi.

Como uma louca fui atrás de tudo o que pudesse saber sobre esse nome. Edward significa guardião do tesouro. Quais são os tesouros de Edward?

Como eu daria tudo o que tenho para um dia ficar cara a cara com ele. Como eu daria tudo para um dia ser realmente dele e ele ser meu, estar em seus braços, ser amada, ouvir suas declarações de amor.

Depois desse sonho ele deixou de ser apenas um pronome e passou a ser o homem dos meus sonhos, com nome e tudo. Todas as noites eu convidava Edward a se juntar a mim em meus sonhos. A partir daquele momento as coisas começaram a ficar serias. Eu já não ia a um lugar sem pensar nele.

Qual é sua profissão? O que ele gosta de comer? Será que ele vestiria determinada roupa? Como foi sua infância? Qual o seu filme favorito? E desenho animado? Que tipo de musica ele gosta? Como são seus pais? Será que tem irmãos e irmãs?

Meu Deus, eu devo estar ficando maluca, não basta caçar esse homem em todo lugar que eu vou, ainda passo longo tempo me ocupando, tentando guardar em minha memória as coisas que eu quero que ele saiba, seja em sonho ou quando eu o encontrar.

Espera, quando eu o encontrar? Será que esse dia vai chegar? Meu coração se aperta só de imaginar que isso não vá acontecer.

- Você não pode ficar nervosa. Tudo vai dar certo. Eu estou aqui.

Eu quase havia esquecido a voz sexy como o inferno. Como ele pode saber quando o meu coração dispara ou fica apertado? Não sei por que, mas eu acredito nele, e se ele diz que tudo vai dar certo, então vai.

Depois desse dia nós passamos a nos encontrar com mais frequência. Era engraçado, eu estive com ele em parques tanto os que conhecia como os que nunca havia estado antes, nas praias da minha infância. Em viagens, passeios... Mas, o mais bonitinho de todos foi o dia em que o apresentei a meu pai.

Charlie sempre foi um policial, ate se aposentar a pouco tempo. Agora seus passatempos prediletos são pescar e treinar o time infantil de basebol da rua. Ele é aquele cara que todos querem como amigo. Adora crianças e é perdidamente apaixonado por minha mãe, a Renée, a professora de balé, que nunca conseguiu convencer a própria filha a fazer suas aulas, mas que ama o que faz.

Nós, eu e Edward, chegamos à frente da calçada da minha casa de paredes azuis em Seattle, de mãos dadas. O pequeno jardim da minha mãe estava diferente, colorido dessa vez, e não como era o costume com a grama pintada de verde, para disfarçar os maus tratos que recebe. Papai e mamãe estavam sentados em seu banco de madeira branco que balançava na varanda. De dentro da casa vinha um adorável aroma de torta de maçã. Quando eles nos viram se colocaram em pé e sorriram.

- É ele? – Perguntou a minha mãe, mas já sabendo a resposta. Enquanto eu apenas meneava orgulhosa minha cabeça.

Assim, Edward passou a fazer parte da família. Mas, quando acordei, dessa vez diferente de todos os outros sonhos eu chorei. Por perceber pela primeira vez que eu estava fazendo planos para ele, sem perceber que nem ao menos o conhecia de verdade. Tenho certeza que meus pais o receberiam dessa forma. Eles são realmente adoráveis, mas, eu já estava apresentando meus pais para esse homem, quando na verdade eu mesma o queria conhecer. Que tipo de insanidade eu estava vivendo?

Nesse dia eu entendi onde estava sendo mais feliz. Eu era mais realizada, dormindo, do que acordada quando eu fingia que me importava com o que estava acontecendo ao meu redor. Mas, havia uma parte em mim que não tinha certeza se isso era certo. Mas, agora isso não importava mais. Eu tenho outros problemas para resolver. Como por exemplo, o que está acontecendo comigo? Onde eu estou? Isso é um sonho onde eu relembro outros sonhos que eu tive? Ou isso é a morte? Se é a morte onde está a vovó que não veio me ver ainda? Alguém deveria vir nos avisar se morremos, ou como vamos saber? Será que é por isso que existem fantasmas? Fantasmas existem? Mas, e se eu fiquei maluca? Acho que pelo menos direito a uma visita eu deveria ter, não é? Será que não haveria mais ninguém pra me visitar? E o que era essa voz sexy como o inferno que eu ouvia de tempos em tempos? Quem era o dono dela? Aposto que é gato.

Notas finais
Bem meninas, o capitulo merece reviews? Digam que sim por favor. Amoooooooooooooo reviews.
Quero muito agradecer as 3 recomendações que O Homem dos meus Sonhos tem ate agora. Muito obrigada Naathm, Mariza e Lu Nandes. Obrigada pela confiança.
Bem o aviso é o seguinte, O Homem dos meus Sonhos será postado duas vezes por semana. Toda SEGUNDA e QUINTA. O proximo post será na SEGUNDA dia 29/10, ok?
Queridos(as), um bom fim de semana e se divirtam. Me digam o que estão achando da fic e qté Segunda.
Beijooooooooooooooooooooos