Notas iniciais
Oi pessoal, preparados para vere a Bella despertar do coma?
Então acho que as coisas vão começar a mudar e as respostas vão começar a aparecer.
Eu ostaria de oferecer o capitulo de hoje as minhas queridas, que tão docemente recomendaram a fic. Já disse que as palavras de vocês foram as mais gentis e lisongeiras? Então, Naathm, Mariza, Lu nandes, JoMasen e Fabiana Lustosa, fiquem sabendo que eu amei, profundamente.
Já disse antes e repito agora, ter um review para um escritor é emocionante, mas ter uma recomendação é um sonho.
Vamos ao capitulo?


- Não a nada que te impeça de estar aqui conosco. Os medicamentos já foram retirados, bem como os equipamentos. Agora estamos esperando por você.

Quem está esperando por mim? Gostaria mesmo de saber quem estaria esperando por mim. Gostaria de saber tantas coisas.

E eu sinto como se a minha vida pudesse mudar na minha próxima respiração. É tão forte que chega a ser palpável. É como se a minha vida estivesse gritando na minha frente que é hora de eu me decidir. De eu dar um passo adiante. Mas, nesses momentos é preciso tanta coragem. É preciso saber quem você é aonde quer chegar, e quem são as pessoas que farão essa jornada com você.

E eu como sempre tenho poucas respostas. Quem está preparado para dar o próximo posso? O passarinho quando é empurrado para fora do ninho não tem certeza se sabe bater as assas como vê os pais fazendo. E nós, os jovens adultos também não sabemos. Eu também não sei. Mas, eu sinto que é preciso dar o passo e pular para fora do meu ninho.

- Quando você estiver preparada... Quando você quiser voltar eu estarei aqui... Todo o tempo que você precisar eu estarei aqui... Eu acredito em você, sei que é capaz, eu tenho visto o quanto é forte, o quanto não se entregou, o quanto desejou viver e o quanto é amada... Você não está sozinha, nunca esteve em momento algum...

Se eu continuar aqui, é confortável. Eu sei o que vai acontecer. Eu vou estar sempre... Segura, na escuridão. Sem informação, sem minha família, sem meus amigos, sem o Edward. Perdida nesse eterno agora, sem um presente e um futuro. É tão confortável, os medos estão ao largo do caminho, na verdade é como se nada pudesse me atingir. Mas, como eu serei eu mesma, como eu vou crescer como eu vou viver de verdade, sem ousar, sem experimentar o que a vida tem a me dar. Sem acreditar que eu possa jogar esse jogo. Ganhar ou perder é uma consequência. Mas, jogar é uma escolha.

Estar presa, se é que eu estou presa nessa espécie de galpão sem luz alguma, com uma espécie de poço em um determinado lugar, é com tomar um tempo para ver o melhor e o pior de mim, e escolher quem eu quero ser. Escolher que Bella eu quero ser. Sentada aqui eu pude pensar sobre isso. E, eu percebi como eu sempre me furtei de ser eu mesma. Eu escolhi ate agora ser a garota invisível, a que tinha medo de chamar atenção de qualquer um, fosse para não responder alguma pergunta ou para não desagradar quem quer que seja, mas, enquanto eu tentava insanamente ser essa pessoa, internamente eu tinha todas as opiniões e as respostas que eu me recusava a dar.

Porque eu fiz isso comigo mesma?

O que eu ganhei me escondendo de mim mesma? Sem ter coragem de assumir para mim mesma quem eu realmente sou?

Essa não sou eu, nunca foi nunca mais será. Eu me recuso a passar por essa vida escondendo quem eu realmente sou. Eu me recuso a me enganar seja por que motivo for.

- Eu acredito que você pode me ouvir. Eu imagino que possa, pelo menos. Não há nada que te impeça de fazer qualquer coisa, de ser qualquer coisa... Eu quero saber quem você é... Quero conhecer seus olhos... O seu sorriso... Ouvir a sua voz... Eu ouvi sobre você, mas quero que você me diga quem é... Eu estou aqui, e estou esperando por você.

Ele está mais próximo dessa vez. Mais próximo do que nunca. E eu me sinto to quente, tão protegida. É como se ao ouvir essas palavras eu tivesse certeza de que eu poso realmente qualquer coisa.

Eu quero poder qualquer coisa.

Eu quero ser decidida e elegante, ter o poder de escolher o que eu quero para minha vida, e a força para levar minha escolha adiante. Eu quero fazer o que for preciso para chegar ao ponto onde eu pretendo. Eu quero saber dizer não para as pessoas e poder ser convencida de que aquele sim é para mim. Eu quero acreditar que eu tenho direito... A ser feliz, a ser amada, a ser independente, a ser conquistadora.

Eu não vou conquistar nada sentada aqui nesse lugar. Tentando não me meter em encrenca, assustada com qualquer coisa como um ratinho indefeso. Eu sou uma mulher, e nasci para ser mais do que o que sempre me disseram.

Eu nasci para ser alguém, para chegar a algum lugar, para amar, e ser amada. Para ser feliz. Para sonhar.

- Bella... Eu quero te conhecer... Me permita te conhecer... Eu estou aqui, e estou esperando por você... Vem pra mim, por favor.

Eu passei algum tempo imaginando como seria esse homem, o dono da voz sexy como o inferno. E muito desse tempo eu gastei dizendo “maldito” homem. Mas, agora eu sei o quanto eu estou errada. Bendita voz sexy como o inferno, da qual nesse momento eu sou incapaz de negar qualquer coisa.

Eu não quero negar. Mais nada, principalmente a mim.

Eu quero muito conhecê-lo, saber quem ele é como ele é. Se é tão lindo e sexy como eu imagino. Quero conhecer o homem que gerou esse ser de voz incrível. Quero me permitir olhar para ele.

Mas, como eu faço isso? Para onde eu tenho que ir para poder estar com ele. Eu não vi em momento algum nenhuma porta. Só há esse posso, e eu sinto algo tão ruim vindo de lá. É como se fosse o oposto de tudo o que eu quero nesse exato momento.

Definitivamente o poço não é uma alternativa. Mesmo agora, em pé, girando ao meu próprio redor não consigo ver nada. Nenhuma porta ou janela. Só as paredes envoltas nessa penumbra.

Minha mão está quente, e é tão bom, como se alguma coisa estivesse a apertando. Mas, não é ruim, muito pelo contrario, bom, muito bom. Como mão de mãe ao atravessar a rua, de pai ao nos confortar quando algo dava errado, de amigo ao levarmos um fora do carinha que estávamos paquerando, e de namorado, em todas as melhores ocasiões.

Toda a minha atenção está ali, na minha mão. Não é que eu queria. Acho ate que gostaria de estar prestando atenção em outra coisa, mas não consigo. É inevitável. Minha mão está quente e eu sinto um pouco de formigamento. Calor. Dedos.

Dedos que não são meus, um calor que não vem da minha mão. Uma mão bem maior que a minha, mais calejada. E tão confiante.

Sons diferentes invadem meus ouvidos, um bip, bip constante, parece não perder uma batida se quer do meu coração. Distante eu posso ouvir que existem outras pessoas, eu consigo ouvi-las caminhando e falando, mesmo que suas vozes pareçam sussurros muito distantes. Há um gotejar constante também.

Eu sinto certa dificuldade para respirar. Não que seja ruim, não é isso, é como se eu tivesse que prestar atenção. Não é exatamente aquela coisa automática que fazemos e nem percebemos. Eu sinto perfeitamente o ar entrando pelo meu nariz, passando pela minha traqueia e expandido, finalmente, os meus pulmões. E sinto o caminho contrario. O ar saindo calmamente por meu nariz. Eu nunca havia prestado tanta atenção a minha respiração e percorrido todo o caminho junto com o ar, desde o momento em que ele chega ate mim, até o momento em que sai novamente para o ambiente.

Minha cabeça parece pesada. Não sei identificar. Não é a dor de cabeça que eu estava ainda a pouco quando acordei de ressaca, antes de pegar a estrada. Está mais para a sensação que temos quando estamos em grandes altitudes. Sabe quando estamos subindo uma serra e temos a sensação de ouvido entupido? Muito bem, é assim que eu sinto que está toda a minha cabeça.

Eu não estou sentido frio ou calor, a sensação é agradável. Embora estejamos no outono, agora deveria estar friozinho, pelo menos uns 18 °C, mas a temperatura que eu sinto é um pouco mais elevada que ela, simplesmente agradável, aconchegante.

Minha mão. Definitivamente há um calor, aperto e toque na minha mão direita. E todos os meus sentidos são levados para essa parte do meu corpo.

Eu sinto o toque de um dedo ao longo da parte de cima da minha mão direita, e todas as terminações nervosas do meu corpo responder enviando pequenos choques por meu corpo, e a queimação exatamente por onde esse dedo percorreu. Minha mão parece brasa, de tão quente que está.

Meu coração acelera em decorrência do efeito que esse toque causa em mim. Eu sinto que perdi uma batida, e que minha respiração se descompassou um pouco. Nada que fosse perceptível por alguém que não estivesse realmente atento. E o bip, bip, que eu estou ouvindo constantemente, não me deixou enganar.

O cheiro é estranho, me da certa agonia. É pesado, claustrofóbico, cortante, álcool, iodo e algo mais, ainda mais forte. Éter?

Eu estou piscando. Tenho certeza que sim. Mesmo minhas pálpebras pesando. Que coisa louca, parece que eu não faço isso há algum tempo. Eu sinto grande necessidade de piscar. Não sinto abrir meus olhos por completo, mas ao piscar eu finalmente consigo umedecer meu globo ocular.

Cada nova piscada me faz mais consciente. Eu estou em um lugar que não conheço. Mas, ainda não posso definir nada. Apenas sei que me é desconhecido. E que graças a Deus está na penumbra. Não me faz sentir dor. É relaxante, calmo. E eu estou conseguindo me adaptar melhor com essa quantidade de luz.

Eu senti perfeitamente alguém se mover no meu lado direito, há um peso ao meu lado. Como ainda não entendi direito onde estou não posso explicar para mim mesma do que se trata. Mas, isso me chama atenção. Total atenção.

Automaticamente minha cabeça se vira em direção ao som que acabei de ouvir. O som de alguém se movimentando, se arrumando ao meu lado. O movimento que eu faço é tão lento, que eu praticamente não teria percebido se fosse outra pessoa que o fizesse. Mas, ao executar eu posso sentir perfeitamente as ondas ao meu redor, o vento passar por mim, o cheiro de madeira fresca me preenche por completo, tomando totalmente conta do meu nariz. É tão bom, tão...

Ainda piscando e cada vez mais acostumada com a luz e o que me rodeia, finalmente eu consigo focalizar alguma coisa. Um homem, seu rosto está a minha frente, há pelo menos uns 30 centímetros de mim. Acho que é ele que está segurando minha mão.

Ele está vestindo azul e branco. Seus cabelos são... Cor de mel. Sua pele é branca e... Minha cabeça ainda dói. E imediatamente eu fecho os olhos. E respiro profundamente. E é uma sensação tão boa, tão calma. Eu sinto o homem a minha frente se endireitar mais uma vez.

Agora eu percebo. Parece que eu estou deitada em alguma cama, e ele está ao meu lado. Hum, eu aposto que ainda estou sonhando, só não consegui entender com o que.

Eu não vou desistir. Eu vou entender o que está acontecendo. E eu pisco mais algumas vezes. Agora sinto a lubrificação certa em meus olhos, o foco está ficando mais nítido e ele está aqui, agora eu consegui enquadrá-lo.

Ele está sorrindo, um lindo, encantador e torto sorriso, mais para o lado esquerdo, o que faz com que marquinhas de expressão apareçam no canto de sua boca, rosada, fina na parte de cima e mais cheia embaixo. A barba por fazer apenas realça o seu queixo quadrado e anguloso. O nariz, também é levemente torto para o lado esquerdo. Os olhos são incríveis, azuis claros, parecem ver alem de mim, ele parece tão complacente, e calmo, e um sorriso
lento começa a se abrir em sua boca. Ele ri com todo o rosto, realmente está feliz, eu posso ver seus dentes, os dois da frente são um pouquinho pra dentro. E assim eu percebo a veia na testa saliente.

Meu Deus...

Eu fecho os olhos na mesma hora, não pode ser. Abro mais uma vez e volto a fechar, quantas vezes são necessárias até eu ter plena convicção de que meus olhos não estão me traindo.

Só então nesse momento eu percebo minha mão fria e tremendo. Sim, a mesma mão que dois segundos estava plenamente aquecida, agora está suada e gelada.

Minha respiração falha mais uma vez, e eu não tenho certeza se me lembro exatamente como se respira. Ah, sim, uma grande e profunda respiração. Acho que ainda me lembro.

E o bip, bip, chato, agora acelerou juntamente com meu coração. Eu sinto nitidamente uma grande e única batida. Um martelar profundo, seguido de um galopar incessante dentro da minha caixa torácica.

Deus, como?

Minha boca está seca. E meus olhos estão com excesso de lubrificação. Não. São lagrimas, uma delas resolve brincar no canto do meu olho direito e cai tão devagar. A partir daí eu sou incapaz de conter todas as outras que saem de meus olhos. Não como uma cascata, mas uma a uma, todas morrendo no final do meu rosto, fazendo com que ele passe seus longos dedos em minha bochecha e a seque.

Seu sorriso em momento algum saiu do rosto. Mesmo quando ele se assustou com o bip, bip, chato e olhou rapidamente no sentido de onde vinha o som. Mas, eu não me dei ao trabalho de acompanhar o seu movimento. Eu estava presa nele. Perdida em cada pequena alteração que seu rosto perfeito sofria.

Ate que eu capturei sua atenção novamente. E ali estava aquele sorriso. O sorriso que me pertencia.

Eu respirei profundamente, e engoli pela primeira vez, foi ruim, muito ruim. Senti dor. Como se minha garganta estivesse com varias agulhas em seu comprimento ou como se um porco espinho tivesse se mudado para minha laringe. Doeu ate os meus ouvidos.

Mesmo com a dor eu tentei, eu precisava falar. Abri a boca, mas a principio não consegui emitir nenhum som. Ele apoiou minha cabeça e pegou um copo de plástico ao lado da minha cama e me ajudou a beber um pouco de água.

A respiração fluiu melhor, e eu tentei mais uma vez. Ele me olhava atentamente. Parecia confuso. Mas, não disse nada. A única coisa que se mantinha inalterada era seu sorriso vitorioso.

Dessa vez eu consegui. Me sentia pronta para falar, e a primeira palavra saiu tão naturalmente pela minha boca, juntamente com uma lagrima que caia do meu olho esquerdo.

- Edward.

Acho que ele não esperava por isso, a duvida se instaurou em seu lindo rosto. Mas, para mim, a primeira vez que vi seu rosto, o ar se encheu de alegria, o sol brilhou, os pássaros cantaram, e eu soube que os anjos estavam compondo uma linda sinfonia. Em homenagem a esse momento.

- Bella

Puta que o pariu, é ele? A voz sexy como o inferno é dele? É por ele que eu estou aqui. È por isso que eu o sentia tão perto de mim. Deus, o que está acontecendo? Eu estou completamente chocada.

No meu rosto eu tenho certeza que estava todas as interrogações das ultimas horas, onde eu não fazia ideia de onde estava. Na verdade, pensando bem, eu ainda não faço ideia de onde estou.

Claro, que eu percebo um quarto de paredes azuis muito claras, o teto branco, um sofá marrom, a frente de uma parede de vidro que dá para um prédio iluminado. É de noite, por isso estamos na penumbra, eu imagino, há uma poltrona de couro creme, e eu estou deitada em uma cama um pouco diferente. E ele está sentado ao meu lado, e já não pega mais na minha mão.Também há equipamentos, maquinas estranha, que eu não conheço, e todos parecem estar funcionando.

- Calma Bella, eu posso explicar tudo a você. Mas, preciso saber se você está me entendendo – Eu apenas olhava para ele. Sem entender que tipo de resposta ele queria de mim. – Você me entende?

Eu apenas balancei minha cabeça afirmativamente, e sussurrei um sim, tão baixo que não posso afirmar que ele tenha ouvido.

- Ok. Você tem razão, meu nome é Edward. Edward Cullen – Eu arregalei os olhos ao ouvir o sobrenome. Ele não era tão comum. – Sim, eu sou irmão do Emmett. E você está em Boston, no Massachusetts General Hospital. Você se lembra do aconteceu?

Eu neguei firmemente com a cabeça, e pareceu que um vendaval se infiltrou em minha mente. Eu fiquei tão leve e tão tonta de repente. E não sei exatamente como, mas a janela de vidro se mudou para o teto. Foi uma sensação horrível.

- Shi, isso, feche os olhos que passa. Não faça movimentos bruscos, você pode se sentir tonta e enjoada.

Acho que ele sabe do que esta falando porque ao fechar os olhos me senti mais orientada. E ainda com medo que as coisas estivessem fora de orbita, eu abri vagarosamente os olhos, e lá estava ele, rindo. O sorriso mais lindo que eu já tinha visto em toda a minha vida.

- Bella, você estava viajando para Nova York, pelo que meu irmão me contou, e sofreu um acidente na I-90[1], antes mesmo de passar pelo pedágio. Você se lembra de algo?

Bem devagar e apenas uma vez para que ele entendesse eu neguei com a cabeça, e dessa vez, a janela não se moveu do lugar.

- Um caminhão te ultrapassou e você colidiu com a traseira dele. Teve muita sorte, porque eu não sei como, você estava deitada no banco, e não sentada como deveria. Poderia ter sido fatal, para você.

Hum, a maldita moedinha parece que no final não era tão maldita assim, e salvou a minha vida. Isso claro, considerando que se ela não tivesse caído possivelmente eu não teria invadido a traseira de caminhão algum.

- Os paramédicos te trouxeram o mais rápido possível, e você foi atendida por mim e por meu pai, o Dr. Carlisle Cullen. Você chegou com um trauma na cabeça, por isso te colocamos em coma induzido, para poder desinchar. Há uma semana você está fora das maquinas, e nós estávamos esperando você voltar.

Espera aí... Uma semana? Que dia é hoje? Quanto tempo estou aqui? Eu tentei me esforçar para falar. Acho que ele percebeu e entendeu o que eu queria perguntar, por que tratou de esclarecer a minha duvida.

- Você quer saber a quanto tempo está aqui, não é? – Ele é bom nisso. To pensando seriamente em começar a brincar de mímica com ele. É melhor do que falar – Você passou 20 dias em coma induzido e mais uma semana, para voltar. Hoje é dia 20 de outubro.

Meu Deus, quase um mês, eu me lembro que viajei dia 23 de setembro. Para mim parecia horas. Como eu pude perder completamente a noção de tempo e realidade?

- Fique calma, você foi bem tratada, e não corre risco. Precisa se recuperar e ficar calma é a melhor coisa...

- Eu estou?... Como?... Você?...

- Você está bem agora, sou neurologista como meu pai, e você foi tratada por toda uma equipe. Não se preocupe. Você não corre risco, como disse o pior já passou – Eu arregalei os olhos, como o pior? Ele se refere ao acidente? E eu não estava perguntando sobre o meu estado de saúde, precisamos melhorar a nossa mímica – Você quase nos deixou, assim que chegou ao hospital.

Será que foi o momento em que avistei o poço. Eu queria me jogar ali dentro. Acho que se tivesse dado ouvidos ao meu próprio desejo e não a voz dele, essa hora não estaria vendo-o aqui na minha frente.

- Minha família?

- Sua mãe e seu pai foram para casa da Alice no inicio da noite. Eles passam o dia no hospital e Alice, Jasper e Emmett vêm todos os dias. Eu só proibi a Rose por causa da gravidez. Mas, ela virá te ver agora que você acordou. Tenho certeza.

Edward está na minha frente, sorrindo ao falar da gravidez da Rosalie. Meu Deus, quase posso me sentir feliz por ter sofrido um acidente, só por viver esse momento. Se bem, que eu estaria frente a frente com ele de qualquer forma no casamento da Alice.

Porque então, passar por essa situação? Não me importa. Eu escolhi ser uma pessoa mais forte e decidida e é assim que eu vou ser de agora em diante. Eu recebi uma nova chance de viver, e não vou desperdiçar, de maneira nenhuma.

Eu estou com tanto sono, posso sentir minhas pálpebras pesadas e extremamente cansadas, como se eu tivesse corrido a maratona do Empire State Building[2], aquela que as pessoas têm que subir todos os lances de escada até o ultimo andar.

- Descanse Bella. Eu estarei aqui tomando conta de você até que acorde novamente.

Como não fazer o que o homem dos meus sonhos pede? E se ele garante que eu estou bem, que irei acordar mais uma vez e o principal, que ele estará aqui quando eu acordar, me parece que sou voto vencido e que minhas pálpebras estão ganhando de mim. Eu não consigo mais mantê-las abertas.

Fui mais uma vez vencida pelo meu sono.

Edward, meu Edward.




[1] É a estrada interestadual mais longa dos Estados Unidos, ligando Seattle a Boston

[2] Maratona vertical, onde os competidores tem que partir do lobby do prédio em
direção ao terraço de observação no 86º andar.



SPOILER

- Alice, é ele.

- Ele o que Bella? Quem?

- Edward. É ele. O homem dos meus sonhos. O homem com quem eu sonho há quase dois anos. Quando eu estava perdida em coma eu o sentia Alice, e ouvia sua voz, que é sexy como o inferno, e...

- Para Bella, pelo amor de Deus. Deixa ver se entendi. O homem com quem você sonhou e por quem, só pra constar, você está apaixonada, muito antes de conhecer, é o irmão do Emmett, o melhor amigo do Jasper, o medico que te atendeu quando você quase morreu e de onde você estava podia senti-lo e ouvir sua voz? É isso, ou esqueci alguma coisa? – Ela estava falando bem alto agora, e com a voz esganiçada. Sinal de que estava quase entrando em desespero.

- Ate onde acompanhei foi um bom resumo.

- Não faça piadas Bella. Eu não acredito que ele esteve tão perto esse tempo todo. E espera, você tem certeza que é ele? Sei lá, você pode estar confusa e como ele foi a primeira pessoa que você viu...

- Alice, eu tenho certeza absoluta. Eu posso não me lembrar de algumas coisas, e ter muitas duvidas, mas sobre isso estou 100% certa. É ele. Mas, ele está estranho, ele...



Notas finais
Gente é isso...
Agora teremos Spoiler ao final dos capitulos, que eu espero sinceramente aticem a curiosidade de vocês. Epero que consiga, vamos ver?
Adoraria saber o que estão achando, então amaria receber reviews... Por favor???????????
Tenham todos um excelente final de semana e segunda feira estaremos de volta. Para aqueles(as) de vocês que farão ENEM, tenham uma boa sorte, calma e tudo vai dar certo. Boa prova.
Até segunda
Beijooooooooooooooooooooooos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!