Pela cidade eu passei

Desejando me alegrar

Até o homem em quem esbarrei

Me pedir para ajudar.

Lhe perguntei com muita calma

Que ajuda de mim queria

Me perguntou o que ele fazia

Para dar consolo à sua alma.

Percebi que as roupas que ele usava

Eram remendadas e o encobria

A sociedade o maltratava

Mesmo se o respeito ele mantia.

Aquele homem me falou com dor

Que morava no aterro, sim senhor!

Trabalhava duro todo dia

Para ajudar sua família,

Que comida à ele pedia.

Com muita tristeza eu lhe disse

Que ele tinha de ter garra e lutar

Porque caso ninguém o ouvisse,

Precisaria saber suportar.

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