Notas iniciais
A palavra foi "extinguível" hoje. Boa leitura!

Chuva.

Enquanto corria desarranjado, Ame se viu no meio de uma torrente. Água, suor, lágrimas... Era tudo um só naquele rosto esquálido e desesperado.

Em todo o caminho, se culpava por ter baixado a guarda. Naquela altura, já tinha certeza do que havia acontecido com seus companheiros. Eram mil pensamentos e uma sensação de medo que experimentava pela primeira vez em treze anos. Corria aos prantos, gritando e perdendo o equilíbrio diversas vezes.

No caminho, na frente de uma casa, um machado de lenhador. Só então parou para pegá-lo e continuar correndo imediatamente.

Quando alcançou o armazém e destruiu a porta com um chute, viu os garotos mais velhos cercando Yuri, amarrado e vermelho de chorar.

Tudo após tal visão aconteceu no automático: avançou sem pensar na direção dos garotos. Bateu neles sem pena com o cabo do machado, sem cair com nenhum soco ou chute. Batia enquanto gritava de angústia. Não parecia extinguível enquanto desacordava um a um. Na visão daqueles garotos, era um demônio.

“Acabou”, repetia, chorando. Abraçava forte o irmão, escondendo a cabeça dele em seu peito encharcado.

De costas para os “desacordados”, não pôde notar quando um se levantara.

Sem reação, foi desacordado com um chute.

Notas finais
Nos vemos no último capítulo, galerinha! Obrigado por lerem até aqui!