O Herdeiro de Voldemort
3 Capítulo 3
Acordei de madrugada com os gritos de Harry. Provavelmente ele estava tendo algum tipo de pesadelo. Vi que Rony foi até ele e tentei apurar os ouvidos para ouvir o que eles diziam. Pelo pouco que entendi, foi algo relacionado a meu pai. Ele estava furioso com alguém e que esse alguém seria cruelmente torturado. Será que se um dia eu o conhecesse, ele me torturaria se eu o desobedecesse? Não, porque ele me mataria antes mesmo de querer saber como eu sou.
Tentei afastar esses pensamentos da minha cabeça e tentei dormir. Amanhã eu procurarei Dumbledore para conversar com ele, ele disse que eu poderia procurá-lo sempre que eu tivesse dúvidas sobre o meu pai ou se quisesse algum aconselhamento, então amanhã eu estarei lá.
Acordei atrasado e desci correndo após colocar as vestes de qualquer jeito, se não eu perderia o café da manhã e consequentemente a primeira aula do dia e isso não seria legal, não com Dolores Umbridge por perto.
Quando cheguei ao salão principal, vaguei os olhos pela mesa da Grifinória em buscar de um lugar vago, e foi neste momento que senti meu rosto queimar com um tapa de uma menina que eu nunca havia visto na vida, mas que era da Corvinal.
— Se você não ia, devia ao menos me avisar! Nunca mais olhe na minha cara. – disse a menina louca que eu nunca vi se afastando.
Vi todos do salão principal me olhando e preferi não responder a louca porque se não as coisas poderiam ficar piores. Então eu só preferi ir para o meu lugar mesmo.
— Arrasando corações, hein Jason, aposto que dispensou a garota por causa da Hermione – disse Fred e Hermione o olhou tão feio que ele nem se atreveu a tocar mais no assunto.
Aposto que se as pessoas pegassem menos no meu pé e de Hermione, talvez eu conseguisse me aproximar um pouco dela. Mas não adiantava pensar. Após tomar o meu café o mais rápido que eu pude, fui pra aula de Trato de Criaturas Mágicas, mas não era Hagrid quem estava lá. Aquela era a aula que eu mais gostava. O maior sonho da minha vida era viajar mundo afora como fez o Newt Scmander, autor do livro que utilizamos no ano passado. Hagrid entendia esse meu desejo e dizia que me invejava, de certa forma, por eu ousar e seguir o meu sonho enquanto ele não pode fazer o mesmo, e tudo por culpa de quem? Sim, ele, meu pai.
Estávamos estudando unicórnios, uma das criaturas mais poderosas e mais puras que existem, mas na real? Prefiro os monstros, assim como o Hagrid. Mal acreditei quando vi a Acromântula chamada Aragogue na floresta proibida. Eu até a visitaria sempre que eu pudesse, mas Hagrid foi muito claro quando disse ser o único ser humano que Aragogue não tratava como refeição. Apesar de eu adorar tal criatura, eu não arriscaria a minha vida.
A aula teria sido bastante interessante se Dolores Umbridge não tivesse aparecido, porque ela gosta de intimidar os alunos. Como eu queria estuporá-la! A única parte boa é que provavelmente, no fim do ano ela irá embora porque nenhum professor de DCAT dura mais de um ano nesse Castelo, então eu só aguardo pelo momento que o professor Dumbledore vai chutá-la daqui, e falando nele... não posso esquecer de passar lá no fim da aula.
Reuni-me junto a Neville, Simas e Dino para fazermos anotações sobre o unicórnio que estávamos estudando. Eu realmente entendo esses gritinhos que as garotas dão quando estão perto de um unicórnio porque eles realmente são fofos, mas...
— Você bem que podia anotar tudo pra gente, Jason! Você é o mais inteligente de nós... – disse Simas
— Não sou não! Mais esforçado talvez por que não se concentram um pouco? – eu respondi quando fui tirado dos meus pensamentos por Simas
— Simas tem razão, desse jeito estaremos mais bem preparados para os NOM’s, quer dizer se tivermos as suas anotações. – disse Neville
— Então o professor Hagrid não era tão eficiente a ponto de deixar todos os alunos capacitados para fazerem as próprias tarefas sozinhos? – ouvi a professora Umbridge dizer ao se aproximar
— Desculpe, senhora, mas o professor Hagrid sempre foi muito eficiente. Gosto de Trato das Criaturas Mágicas graças a ele. – eu falei – a professora Grubbly Plank é boa também, mas sinto falta do nosso professor... – completei
Vi a Umbridge dar um sorriso forçado e se afastar até o grupinho de Malfoy.Vi que Harry também estava olhando para Umbridge, acho que assim como eu, ele também gostaria de estuporá-la.
Não tardou muito e a aula acabou, então segui com Neville rumo ao salão principal para podermos almoçar quando esbarramos em uma garota da Lufa-Lufa até muito bonita, embora um pouco diferente. O nome dela era Luna.
— Oi. – eu disse
— Oi. Se eu fosse você, tomava cuidado com os zonzóbulos. Essa época do ano é muito propícia para um possível surto deles. – ela respondeu e eu apenas assenti, embora eu não tenha ideia do que sejam zonzóbulos.
— Neville, e se eu começasse a sair com a Luna? Será que eu poderia esquecer a Mione? – perguntei ao Neville
— Acho que não. E vão te zoar muito se você sair com ela, na verdade acho uma péssima ideia! – vi Neviile responder ficando muito vermelho. Acho que ele gosta da Luna.
— Eu pensei muito bom que você me disse e eu também acho que eu deveria arrumar uma namorada para esquecer a Hermione. Você podia me ajudar a encontrar alguma... – Eu pedi
— Isso vai ser fácil. Já ouvi algumas meninas falarem que te acham bonito, mas que não se aproximam porque sabem que você gosta da Hermione. Talvez se você desse um gelo nela, ela repararia em você. – disse o Neville – é, é isso. Você deve sair com outra pessoa pra ela perceber que perdeu alguém legal, então ela vai se interessar por você!
— É um plano um tanto perigoso porque isso pode fazer ela me odiar mais, não sei, mas seria legal dar uns beijos antes de sair com ela. Vou ver se consigo alguma. – eu respondi
Às vezes me pergunto como seria pedir conselhos amorosos ao meu pai. Acho que ele diria pra eu matar Hermione porque seria errado me apaixonar por uma nascida trouxa. E falar em meu pai me lembra que eu preciso ir ver Dumbledore para justamente ir falar sobre ele.
— Neville, preciso ir ver o professor Dumbledore. É que tenho um assunto urgente a tratar. Te vejo mais tarde na sala comunal. – eu disse e logo m e afastei.
Doi não poder dividir esse segredo com o meu melhor amigo, mas como você se sentiria se soubesse que está falando com o filho do cara que mandou torturar os seus pais até a loucura? Já está bastante ruim pra eu desejar perder o meu melhor amigo também.
Eu caminhava apressadamente pelo corredor quando fui abordado pelo Rony.
— Cara, encontre-nos no Cabeça de Javali na próxima saída a Hogsmeade. Harry tem algo importante a dizer. É sobre termos aulas de DCAT de verdade, você se interessa? – perguntou Rony.
— Claro, e que horas seria? – eu perguntei – E quem seria o professor?
— Essa e outras dúvidas serão esclarecidas lá. E vai ser lá pelas 16:00 porque poderemos andar um pouco por Hogsmeade e depois ir pra lá. Avise o Neville também, e vá com ele pra ele não esquecer o horário.
— Pode deixar, Ron. Estaremos lá e obrigado pelo convite. – eu disse sorrindo pra ele e ele se afastou.
Às vezes, é difícil falar com Rony porque ele faz parte do meu triângulo amoroso, mas ele é um bom amigo. Finalmente estou aqui em frente à gárgula que leva a sala de Dumbledore. Finalmente, poderei acalmar o meu coração.
— Torta de Limão! – eu disse, e quando as gárgulas liberaram a passagem, eu subi as escadas.
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