O Herdeiro de Voldemort
7 Capítulo 7
A chegada do natal era iminente e pelo que percebi, Harry continuou a sonhar com o tal corredor. A gota d'água foi quando, mais uma vez, Harry acordou aos gritos enquanto a cicatriz dele latejava numa dor excruciante. Acordei mais uma vez com os gritos dele e, mais uma vez, fui socorrê-lo, mas dessa vez ele não precisava de socorro porque parecia lúcido, embora muito perturbado.
— Rony, é o seu pai, ele está morrendo! Foi atacado! – ouvi Harry gritar para Rony sem parar de pressionar a cicatriz
— Foi só um sonho, Harry, volte a dormir! – ouvi a voz impaciente do Rony. Assim como ele todos nós queríamos dormir.
— Harry, se acalme. Eu sei alguns feitiços calmantes, deixa eu te...- eu tentei dizer
— Não! – Harry gritou me cortando – temos que ajudar o seu pai, ele vai morrer, Rony, ele vai morrer! — disse Harry para Rony me ignorando totalmente
Ninguém havia percebido, mas minutos depois o Neville voltou ao dormitório com a professora McGonagall. Tenho orgulho de Neville. As pessoas acham que ele é só um bobalhão, mas no fundo é mais corajoso do que muitos de nós.
— Potter, o que aconteceu? – disse a professora preocupada
— O pai de Rony! Ele foi atacado, precisamos ajudá-lo! A senhora acredita em mim? – Harry perguntava aos gritos
— Eu acredito, Potter. Vista um roupão e vamos ver o diretor. Você também, Weasley. – disse a professora já saindo do quarto.
Murmurrei um boa sorte pra eles e fiquei petrificado no quarto com Neville. Para a nossa sorte, Simas não estava lá, o que evitou que a relação dele com o Harry piorasse.
Sentei-me em minha cama com o Neville e começamos a formular teorias sobre o sonho de Harry.
— Naquela noite descobrimos que Harry tem as emoções ligadas a você-sabe-quem e que isso se manifesta através da dor na cicatriz, certo? – perguntei ao Neville que me acompanhava atentamente – Então isso quer dizer que, considerando que o sonho de Harry era real e que o pai de Rony realmente estivesse sendo atacado, então Harry invadiu a mente de você-sabe-quem quando ele atacava ou mandava alguém atacar o pai de Rony?
Neville pareceu meio confuso com a minha linha de raciocínio, mas pareceu ter compreendido, porque após fazer uma cara de compreensão, ele respondeu.
— Mas se isso fosse verdade, será que o Harry não conseguiria controlar a mente de você-sabe-quem e fazer parar os ataques, ou até mesmo ler os próximos passos que ele pretende dar? – me perguntou o Neville ainda confuso
— Eu não sei, talvez ele seja um mero expectador quando entra na mente de você sabe quem. Mas, isso significa que talvez você-sabe-quem pode ler os pensamentos de Harry também. Ouvi dizer que você-sabe-quem é o legilimente mais talentoso que se tem história. – eu respondi com uma alegria indescritível no peito porque atraves dessa conversa, eu podia contar um pouco das coisas que se passava na sala de Dumbledore quando eu estava lá sem trair a confiança do professor, além do que eu me sentia orgulhoso do fato do meu pai ser talentoso.
— O que é um legilimente? – me perguntou o Neville
— É uma habilidade de um bruxo entender o que se passa na cabeça do outro. É como ler mentes, mas na verdade não é. Porque o que se capta são as emoções e os impulsos, e a mente não é um livro pra ser lido sempre que quisermos. – me espantei quando havia terminado de explicar porque lembro que essa explicação não havia ficado tão clara na minha cabeça quando eu li, apesar de praticar oclumência já há algum tempo.
— Pra mim é como ler mentes! – Neville respondeu e eu eu apenas dei de ombros porque eu não iria discutir com ele.
Minutos depois voltamos a dormir, e quando acordei no dia seguinte, ninguém da família Weasley estava na escola. Presumo que o ataque realmente fora real e a única teoria que eu tinha era a de que a cicatriz do Harry era como uma porta de entrada para o meu pai e uma porta de saída para que Harry se esgueirasse para dentro da mente do meu pai. Eu sabia que Harry não era oclumente porque já consegui entrar na cabeça dele algumas vezes, mas se ele não tinha essa habilidade, como conseguia entrar na cabeça de Voldemort, meu pai? Eram tantas perguntas, tantas dúvidas que eu tinha medo de dividí-las com Dumbledore e ele tentar me afastar cada vez mais, sendo que eu precisava saber.
Avistei Hermione Granger na sala comunal sozinha e fui conversar com ela, embora esperasse que ela me maltratasse como das outras vezes.
— Oi. – eu disse – Posso me sentar?
— Oi, Jason, pode sim. – ela respondeu e eu sentei totalmente espantado. Na verdade eu esperava que ela fosse gritar comigo.
— Tem notícias do pai do Rony? Nenhum Weasley e o Harry estão na escola. Estou preocupado. Não quero que Rony perca o pai... – eu disse sinceramente
— Não, não tenho e também estou agoniada. Gosto muito do senhor Weasley e os meninos não podem ficar órfãos. – ela me respondeu com a voz chorosa até não conseguir mais conter as lágrimas e começar a chorar de verdade, na minha frente.
— Vai ficar tudo bem, Hermione, eu tenho certeza. Vamos enviar energias positivas. Acho que é tudo que podemos fazer no momento. – eu disse meio desconsertado – eu não quero dar em cima de você, mas acima dos meus sentimentos por você, eu me considero o seu amigo, então se estiver precisando de um abraço, eu não vou me aproveitar da situação. – eu falei sincero e para a minha maior surpresa, ela me abraçou.
Ficamos assim por alguns instantes que certamente foram os melhores da minha vida. Mas eu simplesmente a abracei de volta e esperei até que se sentisse confortavelmente bem para me soltar.
— Obrigada, Jason. Às vezes, sinto que sou muito dura com você, mas é porque todo mundo fica implicando dizendo que você gosta de mim e que eu deveria dar uma chance. Eu fico irritada e acabo descontando em você. Me desculpe. – ela me disse e eu sorri
— É bom saber que você não sente raiva de mim de verdade, mas uma parte de mim doi agora porque Hermione, eu gosto de você de verdade. Desde os meus 11 anos. Sei que não vou ser correspondido por você, mas enquanto você estiver bem, eu estarei feliz e pode ter certeza que eu nunca a forçaria a nada. – eu disse e apesar de eu ter ficado encantado com o sorriso que ela me deu, eu me senti despedaçar porque isso significava que ela realmente não gostava de mim
Para evitar maior sofrimento, me despedi dela e fui em direção ao dormitório para arrumar as minhas coisas para a partida para casa. Pedi que Hermione me mandasse uma coruja com notícias assim que ela soubesse do sr Weasley, e ela disse que faria.
Assim que eu entrei no dormitório, vi Neville arrumando as coisas dele para ir pra casa que assim como eu, ele não estava feliz.
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