Às quintas-feiras, as crianças almoçavam mais cedo. Ao meio-dia, tinham um encontro.

Com um beijo na testa, Ame se despedia do irmão e ia até a geladeira pegar doces.

Dava um beijo no rosto da mãe, um abraço caloroso no pai e partia com um saco de guloseimas.

O ponto de encontro era o beco. Sempre o beco.

A cadeira velha e quebrada era o trono.

O lençol surrado, o manto. A lata amassada, sua coroa.

Sorridente, Ame cumprimentava os súditos.

— Encerrei a guerra sangrenta com minhas mãos! Hoje, vamos comemorar a vitória!

Uma chuva de guloseimas molhava as crianças.