Notas iniciais
A palavra do dia foi "promontório". Boa leitura.

Após a cena que viu ao lado do irmão gêmeo, Ame saiu do corredor, arrastando o irmão para o quarto. Ainda era possível ouvir os pais ofegantes.

Yuri, sensível e leigo, já tinha o contorno da boca vermelho de tanto chorar. Ame se viu obrigado a abraçá-lo, mesmo que corpo estivesse respondendo ao que havia acabado de ver, com um promontório no meio de suas pernas.

— Quer parar de chorar? O papai ama a mamãe, o que eles estavam fazendo é diferente de machucar. Eu não sei se dói, ou se é bom, mas ela não está machucada.

— C...Como você sabe, Ame-chan? — O irmão gêmeo perguntou em meio a soluços.

Com um ar de riso no rosto enrubescido, Ame o respondeu.

— Parece que o papai pode perfurar a mamãe sem machucar ela, porque ela já tem um buraco pra isso...

Yuri ficou mudo, não por surpresa, mas por não ter contra-argumento. Se deitou no colo de Ame, ignorando a saliência do irmão, e adormeceu enquanto tinha seu cabelo cuidadosamente acariciado.

Por um segundo, Ame olhou de outro modo os lábios do irmão e quase se deixou levar, mas recuou, indo para a própria cama.

Dormiu irritado, desejando crescer logo.

Notas finais
Até o próximo capítulo.