Notas iniciais
Este capitulo ficou pronto mês passado kkkkk, mas demorei para postar a história aqui no fanfiction, por isso que tenho mais cinco seis capítulos prontos! Espero que goste deste primeiro capítulo.

Apolo, o deus do sol, subia o sagrado Monte Olimpo. Ele admirava cada canto da sagrada montanha flutuante. Os bosques, os templos majestosos, o coliseu de combate, os ninfeus ate as metalúrgicas de Hefesto. Cada lugar no Olimpo irradiava puro poder divino e celestial, cada um dos templos dos deuses transmitia uma espécie de onipotência.
Os doze principais templos, incluindo o do próprio deus do sol, são os mais magníficos e gigantescos. O templo de Hefesto é a própria metalúrgica do Olimpo, uma construção feita de aço negro com duas enormes chaminés. O templo de Afrodite é o mais belo, feito de mármore rosa com portões e listras douradas. Já o seu próprio templo, é alaranjado com imagens douradas cravadas.

Apolo ia na direção do templo do pai. Um templo de mármore branco gigantesco, com uma estátua do pai em cada lado do grande portão azulado, uma águia de mármore no topo do templo, e algumas letras gregas flutuando ao redor da águia. Em poucos instantes ia ocorrer a reunião do conselho olímpico, onde os doze deuses principais se reuniam na sala dos tronos. Odiava aquelas reuniões, mas era necessário para a harmônia do Universo.
O deus do sol usava uma armadura de bronze com detalhes dourados, uma coroa de louros na cabeça, uma saliva de flechas e o arco nas costas, e uma longa capa branca ate os pés. Ele estava na sua forma habitual, um garoto de dezessete anos, cabelos curtos escarlates, olhos dourados e pele clara. Apolo subia as escadarias com tranquilidade. Uma longa escadaria de mármore branca, que ia do início do Olimpo ate o templo de Zeus. Ele não tinha ânimo para participar das reuniões do conselho.
O deus sabia o motivo da reunião. Era por causa dos inúmeros assassinatos. Não simples assassinados, mas sim de deuses, que estavam sendo mortos fora do território divino do Olimpo. Ninguém compreendia o que acontecia, os deuses eram imortais e onipotentes, não podiam ser mortos.

Agora podemos ser mortos. – pensou Apolo, pensativo. – Eu posso ser morto.

Tal assassino tinha que ser habilidoso, até a mais fraca divindade é capaz de matar uma cidade inteira de humanos. Então os mortais não podem ser os assassinos. Já tinha cinco vítimas conhecidas; Dice, a hora da justiça, filha de Zeus com Têmis. Selene, a titânide da lua, filha de Hiperion com Teia. Pã, deus silvestre, filho de Hermes. Alexandrios, aquele que afasta a guerra, filho de Hércules. E Morfeu, deus da Morfia, filho de Hipnos. Todos apareceram com marcas de cortes de espadas pelo corpo.
O filho de Zeus encontrou o primeiro dos corpos, ao lado de Eros, jogado nas areias do Egito, de pele fria e úmida, com um corte no pescoço e vários nos braços. Apolo lembrava de Dice antes, ela era igual a mãe, uma deusa negra, com longos cabelos com cachos e um olhar cheio e justiça. Teria sido uma bela esposa para Apolo...por que ele não pensou nisso antes?
O deus do sol carregou o corpo da sua meia irmã ate o Olimpo, onde fizeram um enterro digno de um deus. Desde então, outros corpos foram encontrados por todo o mundo mortal. Pã e Selene foram encontrados perto de Esparta, já Alexandrios e Morfeu foram jogados perto da caverna de Colquida. Todos com os seus sangues – o icor divino. – espalhados pelo chão da Terra.

Uma catástrofe esta por vir. – ate o mais negligente entre os filhos de Zeus tinha que admitir, um assassino de deuses, ou vários, estava solto por aí. – Ele pode estar no Monte Olimpo nesse exato momento.

Apolo olhou para os outros moradores do Olimpo. Um grupo de ninfas nadavam perto do templo de Deméter. O Vento do Oeste, Zéfiro, sorriu de maneira simpática, com os seus cabelos ruivos. Irene, a hora da paz, lamentava a morte da sua irmã num banco no parque sagrado. Hipnos, com seus cabelos louros, dormia encostado numa árvore. Todos eles eram aliados dos olimpianos, mas a palavra lealdade não é muito respeitada pelos deuses.
O deus do sol não podia julgar a lealdade de ninguém, afinal, ele próprio já armou uma rebelião contra o pai há éons atrás, e Zeus o fez lembrar porque é o rei dos deuses. Ainda tinha dores na coluna por causa da construção das muralhas de Tróia.

Coitado desse assassino quando o meu pai colocar as mãos nele. – Apolo pensou, sentindo pena do pobre coitado

Todos que se levantaram contra o Olimpo caíram ns desgraça do Tártaro. Os titãs, os gigantes, os andróginos, ate o monstruoso Tífon. Os olimpianos não iam sair do poder, eles estavam no comando desde o inicio da humanidade, nenhuma força. – a não ser os primordiais. – tem poder para derrubar o reinado de Zeus. Mas a situação é preocupante, cinco deuses menores já caíram e a próxima vitima pode ser um dos grandes deuses do conselho.
Nenhum dos doze – na realidade, catorze. – deuses ia cair com facilidade, eramos o mais forte desta geração, cada um de nós pode exterminar uma nação humana em dias – ou horas, dependendo do tamanho da fúria. Nada pode ameaçar os grandes deuses.

– Apolo! – uma voz serena veio de traz do Apolo, que se assustou, e virou na direção da voz, já sacando o arco e uma flecha. Ele parou ao ver a deusa da guerra.

– Atena! – Apolo se recuperou do susto, e deixou o arco e as flechas nas costas. – Que surpresa, você me deu.

– Percebi. – a deusa da guerra sorriu de maneira sarcástica. A deusa da guerra é bastante bela, cabelos ondulados pretos, que iam ate os ombros, olhos castanhos profundos, pele clara e um corpo perfeito. Ela cheira a flores, misturados com oliva. Usava um vestido branco, sem mangas, de baixo de uma armadura grega de platina, com uma lança na mão esquerda e um escudo dourado nas costas. – Vejo que esta pronto para batalha.

– As reuniões do conselho sempre são batalhas. – disse Apolo, exibindo um sorriso, o deus ergue a mão para tocar nos cabelos de Atena, mas a deusa coloca a lança entre os dois. – Vejo que você também, minha cara irmã virgem.

Apolo e a deusa Atena continuam a subir a escadaria do Olimpo, a sua meia irmã observava o coliseu ao longe. Uma enorme construção branca, com centenas de arquibancadas, uma estatua de Zeus e Hera no portão principal, e dois tronos no topo. O tinir de metal contra metal era o barulho mais reconfortantes do Olimpo – sem incluir os instrumentos musicais e as canções das deusas.
Todo o dia, dezenas de deuses e semideuses treinavam com vigor, testando os seus poderes e habilidades em batalha. A maioria dos treinos são observados por Ares, o deus da guerra. O irmão mais problemático de Apolo.

– Explique uma coisa pra mim, Atena. – o deus do sol chamou a atenção de Atena. – Como que um imortal morre?

A deusa da guerra e da justiça olhou para Apolo, a expressão dela era de cheio de sabedoria e inteligência. A meia irmã de Apolo, é a deusa mais ameaçadora do Olimpo – ate a rainha Hera, não era tão perigosa. – ela herdou a inteligência da mãe, Metis, com a força e soberania do pai, Zeus. Qualquer deus que ousasse mexer com ela... – Não sei, Apolo. – disse Atena, olhando pro deus do sol. – Já aconteceu, uma vez, quando Cronos e os titãs mataram Urano, o primeiro rei do Universo.

– A foice de Cronos.. – um arrepio atravessou a espinha do Apolo, cada vez que ele ficava muito perto de Atena, pensava coisas que não queria imaginar. – Você não acha que...

– Não. – Atena respondeu, antes que Apolo completasse a frase, ela compreendeu a linha de raciocínio do seu irmão. – Ele esta fraco demais, feito em pedaços e jogado no Tártaro, em seguida.

A ideia parece perturbar a mente de Atena, ela sempre pensava em mil e uma possibilidades diferentes, e essa pareceu mexer com ela realmente.
Um raio atravessou o céu, que se iluminou com um único clarão. Toda a montanha tremeu com o impacto. Alguns moradores do Olimpo foram pro chão com o tremor. Apolo e Atena se mantiveram de pé com o impacto.

– Acho que nosso pai esta se irritando. – disse Apolo, sorrindo sarcástico. – Fiquei sabendo que ate você já foi vítima de seu raio.

Atena o encarou e continuou a subir a montanha. Há um mês, quando o corpo de Pã e Selene foram encontrados , Atena foi falar com o nosso pai, o todo poderoso, é acabou sendo arremessada para fora do templo. Isso porque ela é a filha preferida do pai.
Outro raio fez o Olimpo tremer, fazendo uma coluna branca cair em cima de um pobre sátiro. Um antigo ferimento de Apolo ardeu, um antigo castigo do seu pai por uma traição que Apolo cometeu.

– Todos os olimpianos foram chamados para a reunião? – perguntou Apolo com interesse.

– Claro que sim. Como sempre foi. – disse Atena, falando como se Apolo fosse um tolo humano. – Todos os doze.

– Eu disse todos. – falou Apolo, apontando para baixo. – Nosso tio sombrio também vai participar?

– Claro que não! – a deusa da guerra domou a frente de Apolo. – Vamos, logo, a reunião do conselho não pode nós esperar.

O deus do sol não estava surpreso, Hades não participa das reuniões do conselho, ele prefere ficar no seu castelo no Mundo Inferior. Aquele lugar que fede a ovo podre com enxofre, onde a luz do sol não brilha. Apolo prefere o Olimpo, o Mundo Inferior trazia pesadelos a qualquer um.

(****)

Apolo pensou na primeira vez que pisou no Olimpo. Um deus novato, sem nenhuma experiência e com um único arco e flechas de madeira. Ele e a sua irmã, Ártemis, tinham sido criados na Ilha de Delos ate uma certa idade por nossa mãe, Leto, ate que nosso pai nós convocou. Ambos os deuses gêmeos subiram aquelas mesmas escadarias, animados para ver o Grande Rei do Universo. E de primeira, Apolo percebeu uma coisa...o pai não gostou dele.
O rei Zeus sempre mostrava sua opinião sobre as pessoas. – nesse caso, deuses. – a maneira que olhou para ele, fez a espinha de Apolo tremer. Já Artemis, foi a queridinha do papai, a deusa da lua recebeu três desejos realizados. Os dois gêmeos cresceram como deuses poderosos, substituindo Selene e Helio no Conselho. Alguns éons depois, Apolo participou de uma pequena rebelião contra o pai. No fim, ele conseguiu o que queria. – chamar a atenção do Rei dos Deuses, o pai estava furioso, mas conta da mesma forma.
Já a sua querida irmã, Atena, assim como Ártemis, foi a preferida do pai, ela é o braço direito do Rei dos cosmos. Quando ela falava, todos paravam e ouviam, tinha uma voz de colocar medo e respeito em qualquer pessoa. Atena é filha de Zeus com Metis, a primeira rainha dos olimpianos, que foi engolida por Zeus, por fim, a deusa da justiça nasceu da cabeça do pai. Com a armadura completa, com a lança e o Aegis.

Ate dizem que Atena é a preferida ao trono do Universo. – Apolo pensou, irritado. – Meu pai ate esqueceu que eu sou o legítimo herdeiro do Olimpo.

Apolo bufo, não deve pensar nesse assunto delicado perto do seu pai.
O templo do seu pai estava próximo. Um templo branco, com detalhes dourados por toda a estrutura, uma águia de ouro no topo do templo. – o símbolo que dividia o reino de Zeus com o espaço sideral. Uma enorme estatua de Zeus se erguia no lado esquerdo da escadaria. O portão do templo é azulado, com uma enorme imagem de águia nela. O templo é o maior do Olimpo, cheio de aposentos e passagens secretos. – claro, que só Zeus as conhece. – Lá do topo do monte, podia se ver tudo no Olimpo. – desde os portões de defesa aos templos de Poseidon e Hades. Um deus podia observar toda a Terra naquele lugar, de cada humano a uma simples flor.

Meu pai que tem sorte, ele, literalmente, esta a cima de todos.

Na frente do portão estava um semideus. O semideus era pardo, careca e com o olhos esquerdo ferido. Ele é musculoso, e tinha a expressão séria. Ele usava uma armadura de ferro simples, com um capacete, um escudo na mão esquerda e uma lança na mão direita.
Assim que viu Apolo e Atena, fez uma referência respeitosa com a cabeça. Quem o vê agora, nunca imaginaria que ele matou o Minotauro.

– Ave, a deusa da guerra. Ave, o deus do sol. – O filho de Poseidon falou, ele ficou de maneira reta em seguida.

– Vejo que anda treinando, Teseu. – Apolo disse. – Pretende matar outro Minotauro? Ou esta fazendo isso para encantar Aridne?

Atena encarou Apolo, te maneira acusadora. – Aridne é casada com nosso irmão, Dionísio.

– Isso nunca impediu ninguém. – Apolo sorriu de maneira inocente, e soltou uma piscadela para Teseu. – Boa sorte na batalha, primo.

A deusa Atena revirou os olhos. A deusa virgem da guerra não gostava desse assunto. Já Teseu, apenas sorriu de maneira maliciosa. Mas tentou disfarçar na frente de Atena.

– Rei Zeus e os outros olimpianos já estão na sala dos tronos. – disse Teseu, mudando de assunto. – Só resta os senhores.

– Todos? Ate Afrodite? – Apolo fingiu estar surpreso. – Isso é sério.

– Pare de brincar, Apolo! – a voz de Atena soou como uma ordem, ele odiava quando ela fazia isso. Ela olhou pro portão azulado. – Teseu, não deixe que ninguém atrapalhe a reunião!

– Como a deusa da guerra quiser. – Teseu fez outra referência.

O portão do templo se abriu com um estrondo. Atena entrou no templo do pai. Apolo seguiu ela, e olhou para Teseu de novo. – Recolha minhas cinzas, caso o meu pai me fulminar. – Apolo entrou no templo. E o portão do templo se fechou novamente.

(****)

O interior do templo cheira a ozônio puro, uma atmosfera tão pesada capaz de matar um humano no automático. Apolo tinha dificuldade para respirar – apesar dele ser um deus. – a temperatura daquele lugar era alta, quase insuportável. Aquela temperatura é o resultado do pai ter o Raio como arma.
Apolo e Atena seguiam por um corredor único. Cheio de colunas douradas com tochas de fogo azul. Entre cada coluna, havia uma estátua de Zeus arremessando o seu raio. E algumas de Hera, olhando de maneira soberana. Nas colunas também tinham imagens que contavam a historia dos olimpianos.
Apolo sabia que atrás daquelas colunas tinham passagens para os aposentos do rei dos deuses. – Só não sabia como acionar elas.

– Chegamos. – a deusa da guerra avisou.

Os dois deuses pararam na frente de outra enorme. Uma porta dourada, gigantesca, que levava pro centro do templo. Uma estátua branca de Zeus estava no lado direito, e uma de Hera no lado esquerdo. Uma forte irradiação de poder saia da sala dos tronos. A irradiação do poder do conselho olimpianos.
Apolo encostou o dedo indicador esquerdo na porta, e ela se abriu lentamente. Os dois deuses entraram na sala dos tronos, e a porta se fechou.
Os doze deuses, mais Hestia, estavam presentes para reunião. Apolo e Atena se ajoelharam diante Zeus.

– Finalmente chegaram. – disse o pai. Zeus estava com uma expressão zangada, seus olhos tempestuosos diziam tudo, e a sua voz lembrava um trovão. Seus cabelos são pretos, desorganizados e iam ate os ombros. É um homem musculoso, de pele clara, sua barba é um pouco grisalha. Ele usava uma armadura dourada, com o raio na mão esquerda. O seu trono é dourado, com uma águia na cabeceira. – Bom, podemos começar.

Apolo e Atena seguiram para os seus tronos. A reunião do conselho começou.

Notas finais
Bem, aqui esta o primeiro capítulo. Espero que tenham gostado de Apolo, ele vai ser o protagonista! O jogo de poder entre os deuses começou!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.