O Guardião Universal.
1 Prólogo
Notas iniciais
Essa história será repetitiva de muitas formas, talvez até mesmo monótona, porém é a minha história e talvez alguém queira ouvi-la.
Não sou nenhum deus, herói, anti-herói, mercenário ou coisa assim. Estou mais próximo de um trabalhador autônomo que trabalha para ganhar exatamente nada, mas… vamos abandonar aqui essas nomenclaturas, elas são chatas.
Primeiro passaremos pelo clichê da história que começa do começo, na noite do meu parto… não, isso é muito no começo, vamos adiantar um pouco as coisas.
Existe uma caverna enorme chamada Son Doog que fica no Vietnã. Eu era membro de uma expedição cujo objetivo era explorar as regiões mais baixas da caverna, a procura de novas espécies de plantas e animais que poderiam ter se desenvolvido lá e, bem, acho que podemos dizer que é agora que a coisa toda fica meio estranha.
Ocorre que em meio a exploração, encontramos uma espécie de templo antigo. O lugar possuía uma linguagem inteiramente desconhecida pintada em suas paredes, como pôde atestar nosso linguista. Lá também havia alguns artefatos estranhos, como um martelo de guerra feito de um metal negro, que aparentemente era imune aos efeitos do tempo e um altar estranho com ilustrações de pessoas prestando culto a um tipo de ser maligno.
Agora passaremos pelo ponto onde há a reviravolta. O tal ser maligno possuiu a primeira pessoa que tocou o martelo, (é aqui que veremos cicatrizes do passado se formando, repare que não direi nenhum dos nomes dos membros da exploração, pois menciona-los me machuca) e eis que ele usou o martelo para abrir um buraco de lava no chão com o intuito de libertar outros tipos de criaturas maléficas e destruir o mundo ou coisa parecida.
Ele matou alguns dos membros da equipe de forma impiedosa antes dos outros terem a chance de raciocinar e veio em minha direção. Então basta dizer que foi um tropeço que mudou as coisas pra mim, sabe, foi num grande tropeço que arranquei o martelo das mãos dele sem querer e abrir um portal pra outra dimensão, para onde fui zunido (quem precisa de uber, né). Nesta outra dimensão, se encontrava algo como o ser da incumbencia universal que é encarregado de dar para as pessoas um novo propósito… eu não sei, ele não me disse o nome, (falando nisso, se é ele quem dá propósito aos outros, quem deu este propósito a ele?). Como ia dizendo, ele abriu meus olhos para a vastidão do universo e me ordenou a vagar para todos os cantos, salvando planetas, gatos presos em cima de árvores e o que mais vier, é isso.
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