Notas iniciais
Olá, camaradas, estava sem sono ontem e decidi começar a escrever essa história. Como atualmente estou estudando matéria a respeito dos Grandes Homens do século XXX, eu escrevi um prólogo curto e montei a história, ela deve ter no máximo sete capítulos, afinal não tenho experiência em histórias fantásticas, e sim ficção histórica.

Os Primordiais eram doze, o primeiro surgiu no começo do Universo, foram, e ainda são, os regentes de tudo, embora tenham decidido se manter como os responsáveis por traçar a linha de tempo. Controlam afinal o tempo, o espaço e as leis do Universo, mas entregaram seus postos de administradores do ser a seus filhos: Os Eternos. Os Eternos, os Novos Deuses, eram sete, criaram em bilhões de anos os mundos e os seres que eles habitam, mas os detalhes físicos lhe custavam tempo, e portanto deixaram as ações comuns e exageradas para a própria geração de deuses que criaram: Os Senhores da Ordem, viveram uma imortalidade plena, criando as grandes raças, se focando na humana, que tinha acabado de quase se destruir, foram eles os responsáveis afinal por decidir qual seria e quando seriam os grandes líderes militares e políticos

Naquele dia, decidiriam algo importante, o surgimento da Era Heroica.

Quase todas as Grandes Raças tinham uma, os humanos tiveram três, tanto a Grega quanto a Medieval, mas aquela teria de ser inspirada numa era onde os monstros surgiriam tanto dentro quanto fora. Aquela seria uma era de herois e mascarados, vigilantes sigilosos guiados pela eternidade dos deuses, mas eram os humanos que cuidariam daquilo, só precisavam de um empurrãozinho.

Belleor andou calmamente, sua forma não podia ser descrita, mas afinal, ele era um deus, deuses não precisam ser descritos. Na verdade, ele não andou calmamente, ele não tinha expressões, era sempre sereno, não podia de forma alguma ser frustrado. Ele simplesmente se projetou pelo espaço, obstante da gravidade e das leis da física impotas por seus pais.

Ahn Gholame já estava lá, ele podia se teleportar pelo espaço, capacidade limitada pelos Eternos para apenas um único deus. Belleor por exemplo podia manipular a matéria, enquanto o irmão atrasado, Chorant, podia ver tudo em todas as partes do Universo, mais além do que os Eternos. Infelizmente, isso o tornou perfeccionista, e logo atrasado. O mais velho do Triunvirato porém era um homem para todos os eventos, preocupado em cuidar de todos os fatores, mas apenas até o ponto de resolução simples.

— Como foi a viagem?

— Foram oito mil anos de viagem — ele disse — O Pai Eterno nos disse que deveríamos no encontrar aqui, estava do outro lado do Universo, não vim tão rápido quanto você, mas vim o mais rápido o possível.

— Cheguei agora, estava em Heroghan Avbluar Mensocamena.

— O que fazia lá?

— Resolvia alguns problemas, eles não se adaptam muito bem quando se contatam com os Pais Eternos, eu venho funcionando como o emissário deles desde então.

— Qual é o avanço deles quando entram em contato com você?

— Sabe dos Melogari Ebarino? Lembra-se de quanto avançaram desde os Dias Vermelhos, quando eu cheguei lá, o contato com nosso pai bastou para que construíssem naves espaciais. Quando eu cheguei já tinham conquistado vinte planetas e cinco sistemas estelares, eles são um exemplo parar todas as Raças, muito melhores do que seus queridos humanos.

— Não são meus queridos, mas... Eles não tem padrões — disse — Eles se destroem, depois crescem de novo, mas nunca da mesma forma. Criamos o Império Romano para destruí-lo, tivemos de fazê-lo duas vezes até que de fato caíssem. Ninguém jamais fez isso, se permitíssemos que conhecessem o Pai, eu tenho certeza que dominariam o Universo.

— Teve notícias do Pai?

— Ainda está em discussão com os Sete.

Finalmente Chorant chegou, sentou-se numa cratera assumindo forma de um humano, a radiação estelar o deixou levemente azulado, antes dele tornar-se finalmente branco como uma folha de papel.

— Irmãos, desculpe a demora.

— Por que se transformou num humano?

O Senhor da Ordem levantou-se e finalmente disse:

— Eu acho os humanos um tanto perfeitos, prefiro os Toren Hablackar e os Yorth Mallagrand, ainda assim são perfeitos, cabeça sendo que o cérebro e a maior parte dos nervos estão protegidos por ossos duros. Membros para pegar coisas e andar e um tronco para segurar tudo, claro que os de sexo masculino podiam ter as partes mais bem protegidas e maior proteção para o coração.

— Vocês são tolos em terem esses preferidos — disse Ahn — Agora eu preciso ir para Debelorian, vamos resolver isso logo. Quem, quando e onde é que será, aparecerá o primeiro herói da Terra.

— O Estratego — disse Chorant — ele será a melhor alternativa para as futuras gerações de heróis. Ele será o responsável por criar os heróis e os super heróis, sobre o primeiro Super Herói, por que não fazemos o seguinte, Mehor Jokandrio não está em crise? Por que não começamos uma guerra galáctica, se possível, podemos direcionar uma das naves para a Terra.

— Você está falando em começar uma guerra etre as Grandes Raças por causa desses humanos idiotas? Claro que não, Chorant, eles ainda está longe de começarem uma guerra.

— Eu vejo tudo, irmão, sei muito bem que não é verdade. Precisamos de deslocar uma nave até aqui, afinal são dezessete sistemas de distância, para eles não vai importar. Sugiro que os deslocados sejam um casal de pais.

— Sim, mas como serão super heróis?

— A gravidade de Hegoneria não é quinhentas vezes maior comparada a da Terra? Ele poderá dar saltos gigantes, se for bem ensinado terá controle de gravidade como os Guerreiros de Benogahr e voará, além disso ele será forte e rápido, são as necessidades essenciais para um super herói, agora, novamente a respeito do Estratego, ele...

— Pouco nos interessa agora.

— Em duzentos anos o Estratego aparecerá, seu idiota, se levarmos em conta nossas discussões, sendo que a mais breve foi de cem anos, deveríamos e devemos nesse exato momento, resolver isso.

— Tolo irmão — disse Belleor — A pressa é desnecessária para deuses.

— Meus caros, eu passei dois mil anos viajando pelo espaço sem rumo, e mais sete vindo até aqui, nesse meio tempo os Bhorgamara se destruíram, uma gama de guerras intergalácticas aconteceu e o Pai Eterno destruiu Mefogharo e Hytomans, deuses morreram e novos deuses surgiram, sete Cavaleiros Azuis foram criados e dezenove Imperadores Negros regiram o Universo.

Os Senhores da Ordem encararam uns aos outros, pensaram no colossal, imenso e poderoso Universo, eles pensaram em quem eram e no que fizeram ao longo de sua infinita vida, seus quatro bilhões de anos.

Demoraram dezessete anos para fazê-lo completamente.

— O que você propõe, irmão? — perguntou Ahn.

Chorant demorou um ano para elaborar uma resposta.

— Em cem anos nascerá um jovem chamado Thomas Smith, ele deverá ser criado de maneira cordial, seu pai o ensinará a caçar e será um inteligente e genial matemático — ele disse — Seus pais morrerão e ele entrará em total e extrema reclusão, faremos com que eles se encontre com tribos guerreiras de todo o mundo, especialmente os Guerreiros do Norte. Entendido?

— Sim.

E foram embora, em dezesseis anos nasceu Marcus Baltazar, ele dominou a América, a partir daí, em vinte e cinco anos nasceu Richard Smith, que por vez foi pai de Anthony Smith que po vez foi pai de Thomas Smith. Ele cresceu forte e inteligente, mas então Anthony Smith morreu de um forte câncer em seu cérebro, e a mãe de desgosto dois meses depois.

O filho tinha dez anos e nenhuma motivação a não ser conhecer o mundo sobre o qual o homem andava, por dez anos ele viajou, depois voltou para um ano depois desaparecer por mais cinco anos, antes de voltar mais uma vez.

Ele dominou um mundo econômico, fez juz ao nome da família.

Mas seu legado ia além disso, ele faria diferente, ele seria um exemplo, e perante o surgimento de um novo inimigo, ele se tornou alguém melhor, uma esperança de melhorias. Ele se tornaria um herói.