O Guardião
1 -Prólogo-
Notas iniciais
Eu estava caindo, em um lugar que parecia um abismo sem fim, estava tudo escuro, eu não via paredes, não consegui ver um chão e nem mesmo um teto, não tinha luz, não tinha nada além do breu! E eu apenas caia, caia sem parar. Até que eu finalmente avistei o chão. Na hora achei que seria destruído pelo impacto, mas quando eu caí, não senti nada. Caí em pé, como se eu tivesse dado apenas um pequeno salto, e não como se tivesse despencado de uma altura enorme que parecia nunca terminar.
O lugar onde eu estava era completamente escuro, incrivelmente frio e o ar era úmido. Para ser sincero eu nunca havia sentido tanto frio como eu sentia naquele momento. Meu corpo tremia incontrolávelmente, fumaça saia da minha boca enquanto eu respirava. Tentei olhar em volta, para identificar onde eu estava, mas era impossível, pois eu não conseguia enxergar nada. Não havia nada que poderia indicar algum tipo de saída naquele lugar, nenhum tipo de luz. Eu estava sozinho, numa caverna totalmente escura, e não fazia a menor ideia de como eu havia ido parar ali. Eu sentia a perturbadora sensação de que havia alguém me observando, mas não havia ninguém ali, exceto eu.
Foi ai que apareceu uma luz, na verdade seis luzes. Eu estreitei os olhos para tentar identificar de onde vinham, e percebi que as luzes eram na verdade seis pedras, todas do mesmo tamanho e formato, porém cada uma projetava uma luz de cor diferente. Verde, Azul, Branco, Amarelo, Vermelho e Roxo. Então, ao meu lado uma voz sussurrou algo, e levei um susto. Ao procurar pelo dono da voz vi que a sala, onde momentos antes não havia ninguém, tinha uma pessoa parada. Um homem. Ele aparentava estar na casa dos 50 anos. Tinha os cabelos longos e grisalhos, presos em um simples rabo de cavalo. Sua barba também grisalha estava perfeitamente aparada, e ele vestia um manto branco. Ele estava repetindo seguidas vezes com a voz calma e branda em um sussurro bem definido.
– Esse é o seu destino Bruno, você não pode fugir do seu destino. Ninguém pode!
– Quem é você? Que tipo de lugar é esse?
Eu tentava de algum modo conseguir uma resposta, mas o homem parecia não me escutar, ou, simplesmente estava me ignorando completamente. Ele apenas continuava sussurrando:
– Esse é o seu destino Bruno, você não pode fugir do seu destino. Ninguém pode!
– Que destino? Do que você esta falando? Como você sabe o meu nome? Eu nunca vi você na minha vida.
Eu já estava ficando nervoso, não conseguia entender o que o homem falava. Que destino era esse? Em que lugar eu estava e que pedras eram aquelas? Eu não tinha a menor idéia.
Então, meu relógio despertou e eu acordei
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