O Guarda Diamante
7 Capítulo 7
Notas iniciais
O rei tem uma filha bastarda?! – disse alto em choque.
—Fale mais alto, talvez o reino não tenha escutado ainda. — Victoria suspirou — consegui entrar nos arquivos do computador do meu pai e achei uma mensagem deletada de uma mulher que no caso não é minha mãe.
Inacreditável, o rei, todos acreditavam que ele era o exemplo de marido perfeito, imagine se alguém da mídia descobre algo assim.
— o que vai fazer? – eu disse olhando em seus olhos.
— Não sei. Ir atrás dela talvez... – ela olhou para o chão.
— Mas você nem sabe quem ela é! – Eu disse tentando tirar essa ideia louca dela.
— Por isso, ela pode ser apenas uma criança! Vai saber quanto tempo tem este bilhete. – ela suspirou
— Ela pode nem ter nascido ainda. – disse olhando as flores
— Tem razão, mas ainda quero ir atrás dela – Ela pôs a mão no queixo- Acho que já tomei muito do seu tempo, Boa noite Luke. – ela saiu com pressa.
— Boa Noite Victoria. – Fui até meu quarto e quando abri a porta me vi de frente á uma criada.
Ela estava desesperada atrás de alguma coisa que havia deixado cair.
— Perdão? – eu disse a fazendo levar um grande susto.
— Desculpa senhor! Eu perdi os brincos de minha mãe enquanto arrumava os quartos! Estou procurando em todos atrás dele.
— Tudo bem, fique a vontade então.
Ela bagunçou meu quarto e após não ter encontrado o arrumou melhor do que antes e saiu correndo para o próximo quarto, não a culpo por correr pelos corredores o que era extremamente proibido, ela estava louca atrás dos brincos.
Me joguei em minha cama, mal podia acreditar que iria conhecer o rei e a rainha pessoalmente, fiquei a noite toda treinando a reverencia real, quando olhei o relógio já eram 07h36min.
Tomei um banho, vesti uma roupa das melhores que Victoria me comprou, fui até a porta do quarto dela e bati, ninguém respondeu, bati novamente e nada, comecei a me desesperar e bati diversas vezes em um curto período de tempo até que um monstro abriu a porta.
— VOLTE A DORMIR LUKE! – o monstro tinha uma voz rouca.
— Princesa! – olhei assustado
—São 7 da manhã! – ela fechou a porta
Eu voltei ao meu quarto e deitei na cama, mas o sono simplesmente não vinha, então decidi andar pelo jardim as flores acabavam de desabrochar e elas expeliam um doce aroma, fiquei as observando por um longo período.
— Encantado com as flores? – Uma mulher charmosa surgiu entre as flores na copa das arvores.
— Oh sim, são muito bonitas. – eu disse sorrindo
— Não são? Oh veja, as rosas. – ela se dirigiu até um canteiro onde flores vermelhas desabrochavam.
— Eu gosto mais de Tulipas. Mas sim essas rosas estão perfeitas.
Ela deu uma leve risada e tossiu um pouco.
—Está tudo bem? –eu disse preocupado.
—Sabe? Eu sou alérgica a polém. – Ela disse com um suspiro no final. –Quando era criança eu não podia chegar perto de nenhuma planta ou flor.
—Então por que esse jardim imenso se não pode andar nele sem tossir ou espirrar?
— Minha antiga casa ficava na Cidade Cinza, eu odiava aquele cobre e ferro que chamávamos de jardim, então quando viajei para Lakeplace me encantei com tantos biomas de plantas que pensei comigo mesma. “Ah, que lugar lindo, quero uma copia desse lugar” – ela tocou em uma das rosas – E finalmente realizei esse sonho com esse jardim.
Eu olhei para ela sentido.
— Mesmo que morra aos poucos, quero morrer feliz sabendo que realizei um sonho e assim poder descansar em paz. Talvez queira cada uma dessas flores em uma lapide. – ela tossiu mais um pouco.
— Querida. – uma voz familiar a chamou – Sabe que o medico mandou você ficar de cama. – o rei surgiu com dois guardas o escoltando.
Fiquei sem saber o que dizer ou fazer, meu corpo simplesmente não me respondia.
— Quem é ele? – o rei perguntou apontando para mim.
— Um amigo que conheci agora. Ele gosta de Tulipas. – o rei sorriu da brincadeira.
— Helena mesmo doente faz piadinhas. – o rei gargalhou, mas não eram gargalhadas puramente felizes.
Os dois se despediram de mim e voltaram à sala do trono. Mais tarde Victoria me encontrou na escadaria.
— E o monstro cadê? –eu disse brincando e ela pisou bem forte no meu pé.
— Espero que isso fique entre nos dois. – ela me olhou com raiva. – venha.
Eu a segui pelos corredores gigantescos e luxuosos do palácio ate chegarmos à sala do trono, uma sala enorme, com janelas gigantescas cortando as paredes, um gigantesco tapete vermelho ia ate as cadeiras de ouro maciço sob alguns pequenos degraus, o rei se ajeitou ao se sentar.
— Cadê minha mãe?
O rei olhou para um dos criados que estavam ao seu lado e disse.
— Esta de cama. Como os médicos mandaram.
Victoria olhou com raiva para ele.
— Este é o Luke. O garoto dos vídeos.
— O reino lamenta o que aconteceu com você.
—Ah aquilo? Não se preocupe, já sofri coisa pior que aquilo.
O rei sorriu e se encostou em sua cadeira.
— Entendo, então, por que deseja esse cargo? Sabe que ele é mais importante que os outros não sabe?
— Sim! Justamente o quero pelo desafio que ele ira me proporcionar. Eu desejo sentir isto na pele.
O rei olhou novamente para seu criado.
— Luke, você estará dentro do time, se passar por um teste semana que vem, irei dizer pessoalmente ao seu treinador sobre sua mudança de cargo, se ele estiver de acordo.
Eu comecei a ter um sorriso incontrolável.
— Obrigado vossa majestade! Obrigado!
— Controle-se. — Victoria disse – vamos não quero incomodar mais o rei com minha presença.
Ela saiu me puxando pela roupa para fora da sala do trono.
— Victoria... O que aconteceu?
— Ele só gosta do meu irmão! – ela disse chateada.
— Você tem um irmão? – eu disse surpreso.
— Mas ele nem sabe que existo. – ela olhou nos meus olhos
— isso é triste. Desculpe.
— Você não sabia, eu que devia me desculpar por ter sido grossa com você. Melhor eu ir.
Ela saiu andando apressada pelos corredores eu decidi não segui-la andei pelos corredores olhando tudo e ainda não acreditando no que havia me acontecido. Finalmente iria dar uma vida mais digna para minha família, finalmente meu pai iria ganhar uma prótese, minha mãe iria parar de costurar para qualquer um e Ashley iria crescer em uma vida digna.
Estava orgulhoso de mim mesmo até pulava de alegria até que esbarrei em alguém.
— Perdão! – disse e quando olhei para a pessoa fiquei surpreso.
— oi loirinho.
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