O Golpe!
14 Recomeçar.
Notas iniciais
Como em toda a última semana, o relógio desperta, mas, já estou acordada. Levanto para ir ao banho, mas, antes checo meu celular, nenhuma mensagem, nem ligação perdida dele, faz exatos 8 dias que ele não dá nenhum sinal. Estou tão desesperada por vê-lo, todos os dias estou correndo pelo quarteirão de seu apartamento. Tudo que ele disse era mentira,e eu? Eu fui uma completa idiota de deixar ele fazer isso comigo, de onde eu tirei que um jovem como ele, iria querer algo comigo? Afinal, o que ele queria eu não dei, não tenho que ficar assim, mesmo sem ir para cama com ele, mesmo assim ele conseguiu o que queria. Bloqueio minha tela e me visto. Correr todas as manhãs tornou-se um bom passatempo, mas hoje não irei no mesmo trajeto, de hoje em diante o colocarei no esquecimento.
Visto meus tênis e prendo meu cabelo em um rabo de cavalo. Bran está levando Lucy para a escola todos os dias, está se dedicando muito com a irmã pela manhã e de tarde com Samantha. Saio de casa em direção a parque central usando o sentido oposto da casa do Graham. Ah merda, já pensei nele de novo, como posso fazer isso parar? Bom, vamos mudar o foco então, meu bebê vai ser pai, e está treinando a ser um com a própria irmã, sei que ele será um ótimo pai, meu filho graças a Deus é um homem completo.
— Perdão! — Escuto ao quase ser arremessada no chão, após bater de frente com um jovem. Me encosto na parede e o encaro.
— Tudo bem, me desculpe, eu estava que distraída. — Digo olhando para o garoto e sorrindo um pouco envergonhada por ser tão desastrada.
— Se machucou? — Ele me olha da cabeça aos pés.
— Estou bem.
— Eu também estava distraído, você corre por aqui todos os dias? — Ele me lança um sorriso e começa a se alongar na minha frente.
— Não, optei por esse caminho hoje, mudar um pouco os ares.
— Que bom, espero poder te ver mais vezes, prazer, sou Clay.
— Prazer, sou Lauren, agora tenho que ir, tenha um bom dia Clay. — Lanço um sorriso e volto a correr.
— Ei, você deixou cair sua toalhinha. — Ele me alcança e assim que o escuto noto que realmente minha toalhinha de rosto não está comigo.
— Obrigada. — Pego a toalhinha. — Estou um pouco aérea hoje. — Sorri sem jeito.
— Espero que amanhã cruze meu caminho novamente Lauren. — Ele sorri e me dá as costas voltando a correr.
— Que merda é essa? — murmuro para mim mesmo, volto ao foco e, corro para o parque onde fico alguns minutos sentada observando as crianças brincando.
Chego em casa às 08h, vou direto para o banho, me arrumo em tempo recorde, saio para trabalhar com cabelo molhado mesmo. Entro no carro e dou partida. Chego no trabalho às 08:35h. Após assinar várias papeladas vou até a janela para olhar o movimento como de costume, mas dessa vez meu coração chega a parar ao avistar um Jeep preto.
— Graham? — Murmurou para mim mesmo. Corro até minha bolsa e pego meu telefone. E olho para ver se tem mensagem ou ligação dele, mas, como já imaginava, nada. Volto até a janela e o Jeep já não está mais lá. Não era ele, o que ele faria aqui?
Ao 12h pego minha bolsa e saio para buscar Lucy na escola. Não demoro muito até chegar na escola. Fico dentro do carro até a abertura dos portões. Do outro lado da rua novamente o Jeep preto.
— É ele! — Saio do carro mas antes que eu possa tentar atravessar a rua o carro dá partida e vai embora. — Que merda é essa? — Entro no carro e pego o celular e ligo para o Graham, mas, como sempre, indisponível.
— Mamãe! — diz Lucy entrando no carro. — Na escola vai ter excursão para o parque aquático, deixa eu ir mamãe? — Diz ela eufórica.
— Vou pensar, parque aquático é perigoso, se seu irmão for com você eu deixo, agora você tem que convencer ele. — Rindo.
— Ah mamãe, ele nunca sai comigo. — Ela faz bico.
— Fala pra ele, que é uma ótima idéia de passeio em família, que ele pode levar a Samantha. — Dou uma piscadela para ela.
— Vou tentar mamãe, mas se ele não quiser ir, posso chamar o papai? — Ela sorri animada.
— Bran vai aceitar. — Eu espero que aceite, eu não posso ir, mas não quero Mário vá. É errado odiar tanto ele com ela? — Eu vou com você! — digo firme. Faz tempo que não passeio com ela.
— Sério mamãe? — Ela está surpresa, mais do que pensei que ela poderia ficar. — Eu te amo mamãe! — Ela sorri e prende o cinto.
— Eu também te amo minha pitchuquinha.
— Mãe, não me chama assim perto dos meus amigos, por favor. — Ela fecha a cara. Ela fica tão fofa brava, não consigo conter o riso.
— Ok pitchuquinha, agora vamos, vamos para o escritório, prometo não demorar hoje
— Você nunca cumpre essa promessa, você sempre demora. — Ela revira os olhos e seguimos viagem. Como de costume compramos algo para comer no caminho, hoje pedimos Yakisoba. Chegamos no escritório e comemos papeando sobre a tão esperada viagem ao parque aquático.
— Pitchuquinha, agora vá assistir, vou terminar o que tenho para fazer aqui. — Digo e ela não questiona e vai assistir. Envio para Sra. Cronnie as papeladas e o dia da audiência dela, se Deus quiser será mais um caso concluído, mais uma causa ganha.
Já são quase 20h quando termino. Lucy está dormindo. Desligo a TV e pego ela no colo, já não tem ninguém no escritório, fecho ele e vamos para casa. Lucy acorda assim que entramos, tomo banho com ela e ela deita na minha cama após vestir o pilama e fica conversando comigo enquanto visto mimha camisola.
— Mãe, porque o tio não vem mais aqui?
— Quem?
— O tio bonitão
— Ah, ele está muito atarefado na faculdade. — Me deito. — Vem, você pode dormir comigo hoje, e agora é hora de dormir. — Abraço ela. — Te amo minha pitchuquinha.
— Também te amo mamãe.
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