O Golpe!
6 A Visita!
Notas iniciais
Após o que parece uma eternidade ele suspira e vem na minha direção, digita o código e descemos.
– Vou te levar.
– Nada mais justo! — Disparo em seguida.
– Lauren — Ele suspira e logo aperta um botão no elevador e ele para. — Não tenha medo de mim.
– Graham, por favor, pare. — Digo com a voz fraca em quase uma súplica. — Eu quero ir embora, me leva embora logo por favor.
– Eu vou te levar embora, só... — Ele suspira e segura no meu queixo, estou a ponto de chorar, não consigo enganar ele, ele sabe o que eu quero. — Dê uma chance para você. Eu quero muito você, não estou brincando com você. — Não consigo me conter e desabo em lágrimas.
– Para, eu não quero mais ouvir eu só quero ir embora. — Digo em meio ao choro e os braços dele me envolve o corpo todo. Meu rosto afunda no peito dele e fico chorando.
– Ok, vou te levar, mas por favor... Pare de chorar. — Não consigo parar de chorar e me agarro ainda mais nele, meu rosto quente e minhas pálpebras pesadas.
No dia seguinte.
O despertador toca, minha cabeça repousa mas não é no meu travesseiro, abro os olhos e fecho dezenas de vezes.
– Bom dia! — a voz grave e rouca de alguem que acaba de acordar entra nos meus ouvidos. Merda! Que merda aconteceu? Dormi com ele? Eu não lembro de nada.
– O que aconteceu? Por que não me levou para casa? — Digo me levantando. — O que aconteceu? — Será que ele me drogou? O que houve essa noite? Eu não lembro de nada depois que... Bom, nao lembro nada desde que tive uma crise idiota de choro, e eu nem sei porque chorei.
– Bom, te trouxe para sua casa, olhe a sua volta, é sua casa. — Ele diz e senta na cama. — Você dormiu ontem no elevador, e meu Deus, você dorme pesado. Como pode um despertador te acordar e eu não? — Ele ri e eu corada morrendo de vergonha de coisas que passam por minha cabeça que pode ter ocorrido de noite.
– E o que você está fazendo aqui? Agora... Puta merda, meus filhos, eles não podem te ver!
– Bom, estou aqui porque te trouxe, você não acordou, então tive que entrar com você, tentei te deixar na cama e sair mas você não me soltava, acabei dormindo aqui. Quando chegamos seu filho estava acordado, ele sabe que estou aqui. — Meu queixo agora bate no chão. — Sua filha também estava acordada. Você disse ao seu filho que estava indo num jantar de trabalho? — Ele se faz de ofendido.
– O que você disse a eles?! — Meu Deus, o que eles estão pensando de mim? Que sou uma adúltera? Ai meu Deus!
– Quando eu cheguei seu filho já veio com perguntas, e pelo jeito que ele falava entendi que você não tivesse falado sobre o que era o jantar. Então joguei verde, disse que a reunião tinha acabado tarde e na volta você dormiu no carro. Acho que fui convincente.
– Oh Céus! — Suspiro aliviada. Meus filhos me conhecem e devem ter acreditado realmente.
– Mãeeeeeeeeeeeeeee! — Lucy entra no quarto igual um furacão e sorrindo. — Oi tio! — Ela diz sorrindo.
– Oi pitchuquinha? — Vou até ela e a pego no colo. — Quanta animação a essa hora da manhã. — Dou um beijo nela.
– Já arrumei minha mala, o papai disse que vamos passear na praia amanhã. — Ela diz animada. E me dou conta, esse é o fim de semana dele com ela, odeio quando chega o fim se semana dele, odeio ter que ver ele.
– Que bom princesa, você se lembra as regrinhas da praia né?
– "Água no umbigo, sinal de perigo". — Ela murmura revirando os olhos. — O papai já está vindo me buscar.
– Mas amor, calma aí, vou ver sua mala, só amanhã que seu pai tem que vir. — Séria. — Hoje você tem aula!
– Não mamãe, hoje é feriado, o papai vem me pegar hoje. — Respiro fundo e olho meu celular despertando para acordar ela para sair com o pai, e eu nem olhei e so desliguei. — O papai disse que chega em 10 minutos. — Ela diz animada e forço um sorriso, mas logo uma "tosse" soa alto no quarto o que me deixa desesperada, se Mário ver ele vai me infernizar.
– Obrigada Graham, você já pode ir embora. — Ele tem que ir embora, se Mário ver ele, não vai prestar.
– Então seus filhos não estarão com você no fim de semana? — Ele sorri e ignora totalmente o fato de eu mandar ele embora.
– Só eu que fico com o papai, o Bran não fala com o papai. — A campainha toca. — Papai chegou! — Ela pula do meu colo e corre para abrir a porta.
– Merda, não sai desse quarto até o Mário ir embora. — Digo e vou no banheiro, tiro minha maquiagem do dia anterior e arrumo meu cabelo em um rabo de cavalo. Volto para o quarto e pego um shorts e uma camisa regata. Volto para o banheiro e me visto. Saio do quarto e vou para sala.
*Graham*
Casa enorme, e bem luxuosa, ela deve ter muito dinheiro, mas ela não é como as outras. Já falei para mim mesmo, inúmeras vezes que eu NUNCA VOU ME APEGAR, então, vamos manter o foco? Mas ela é mais difícil que as outras, foi tão mais rápido com as outras, mas com ela o problema nem sou eu, eu sei que ela me quer, só que ela não acredita nela e isso está atrapalhando meu plano. Eu acho que vou procurar outra, Lauren tem um grande problema com si mesmo, e... Sim, eu não quero ser a pessoa a abrir os olhos dela e machucar ela logo depois. O que está havendo comigo? Ela é como as outras sim, ela tem muitos itens caros pela casa, tenho que saber onde estão as jóias. Preciso manter o foco, fazer ela confiar em mim, e quando isso ocorrer eu a levo para uma viajem e levamos as crianças, e Josh e Sam invadem a casa, roubam tudo que acharem. E depois a deixo em casa e vou embora. Como sempre, os meninos só estão esperando eu dar o passo livre. Sou tirado dos meus pensamentos com gritos vindo da sala me levanto e vou a caminho da sala e no corredor antes de chegar Bran esbarra em mim.
– Não vai lá, do jeito que Mário é, ele vai pensar outra coisa, eu vou lá resolver isso.
– Seu pai não pode tratar sua mãe assim. — Bravo.
– Ele não é meu pai! — Sua voz sai grave. — Eu vou lá colocar ele para fora. — Ele diz e logo a sala fica quieta.
– Bran, como você está grande. — A voz do machão agora está baixa.
– Quando você vai deixar minha mãe em paz? Vá logo!
– Segunda coloco ela na escola como sempre. — Escuto Mário dizer e logo o silêncio volta e só escuto o barulho da porta fechando.
– Mãe, está tudo bem? — Escuto um soluçar e meu coração quebra e vou até a sala. — Lauren...
– Vá embora Graham! — Ela se esconde nos braços do filho dela.
– Desculpe por isso. — O menino diz mega sem jeito.
– Desculpe? Se não fosse por ele, nada disso teria acontecido, maldita hora para teu pai vir em casa, ele nunca vem de manhã.
– Lucy deve ter dito ontem para ele, ele veio já para encrenca mãe, Graham não tem culpa, ele só queria te ajudar. Aquela pirralha que tem que ficar sem celular, tudo ela conta para o Mário. Se ele encostar a mão em você de novo eu mato ele! — O menino a abraça tão forte e fala com tanto ódio do Mario que até então pensava ser seu pai, ele realmente o mataria com todo esse ódio.
– Brandon né? Vá pegar uma água para tua mãe e para você. — Ele não questiona e faz o que falei e então vou até ela e limpo suas lágrimas. — Eu vou dar um jeito nesse covarde, ele vai parar de te incomodar. Abraço ela e ela não rejeita como pensei que faria. Eu nao posso falhar com ela, ela já passa por tanta coisa. Não vou mais fazer isso com ela. Eu vou deixá-la, mas, antes, Mário vai se arrepender de fazer isso com ela!
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