O Golpe!

3 A Condição.


Notas iniciais
Espero que estejam gostando. Vou postar só mais um capitulo após esse e se Deus quiser logo posto outro.

São 8:30h quando acordo e olho para o mini relógio no meu criado mudo, estou completamente atrasada, meu celular não despertou. Estou um desastre, meu rosto todo borrado da maquiagem que esqueci de tirar. Me levanto rapidamente e tomo um banho. Com uma toalha na cabeça e outra envolta do meu corpo, bato na porta do Brad.

— Brad levanta! — Grito, mas, assim que bato na porta a mesma se abre e vejo o quarto vazio. Entro e vejo um bilhete.

"Mãe, tentei te acordar e não consegui, ligaram pela manhã falando que você esqueceu o celular em não sei onde, dei café para Lucy e estou levando ela na escola, hoje chego um pouco mais tarde, então não vou conseguir pegar a Lucy na escola. Você pega ela de novo? Bjos te amo!"

Leio e releio a mensagem, o que diabos fizeram com meu filho? Ele não aproveitou meu deslize para faltar e ainda arrumou a irmã e levou? E, o merda! Meu telefone ficou onde? Enfim, agora preciso de me arrumar e ir trabalhar. Rapidamente estou pronta. Termino de secar meu cabelo e o prendo em um rabo de cavalo, meu terninho preto de saia preta até o joelho bem rente ao corpo, e uma camisa de seda branca. Passo uma maquiagem leve apenas para tirar a cara de quem não dormiu direito. Pego o telefone de casa antes de sair e vejo que o telefone que ligou em casa pela manhã foi meu próprio celular. Posso agradecer a Deus que quem o encontrou pelo menos serviu para acordar às crianças para ir a escola. Vou para o escritório, ninguém reclama do meu atraso, mas eles nem podem, sou sempre tão pontual. Passo o dia revisando vários processos, reuniões com clientes e pilhas e pilhas de papeladas para assinar.
As 16h estou pronta para sair e buscar minha filha. Antes ligo no meu celular que toca apenas duas vezes e logo é atendido.

— Bom dia eu sou...

— Lauren, eu sei quem é você. — Paraliso ao ser interrompida e reconheço a voz e tudo que aconteceu na noite anterior volta rapidamente a tona, respiro fundo e tento disfarçar.

— Eu não sei quem é você, mas por algum motivo meu celular ficou com você, preciso dele! — Sou rápida e direta.

— Claro que você sabe quem sou, você só nao sabe meu nome porque não perguntou ontem, e achei isso uma enorme falta de educação, mas tudo bem. Consegui descobrir onde você trabalha, vou levar ele para você, posso te entregar agora?

— Não, estou ocupada, depois combinamos ok?

— Mas eu estou aqui na frente da advocacia. — Apenas por sua vez sei que ele está sorrindo. Suspiro.

— Ok, estou descendo. — Vejo meu cabelo e maquiagem e está tudo em ordem. Pego minha bolsa e desço. O homem que ontem estava todo coberto hoje está com uma bermuda e sem camisa. O sol está estralando, ele está todo suado com fones no ouvido e mexendo no celular distraído. Tenho então alguns segundos para parar de admira-lo e focar no objetivo que é meu celular. Limpo a garganta fazendo-o olhar para mim.

— Você está divina Lauren. — Seus dentes afundam em seu lábio inferior e logo ele sorri. Tive que me controlar para não pressionar uma coxa contra a outra com o efeito que esse jovem garoto causa em mim. Eu só posso estar louca por estar dessa forma com um garoto que tem idade para ser meu filho. Após alguns segundos, que para mim foram uma eternidade, eu lanço meu sorriso para ele.

— Obrigada por trazer ele, mas realmente estou ocupada, onde está meu telefone?

— Calma, vou te devolver ele, mas só se você aceitar jantar comigo essa noite. — Como ele ousa fazer isso? Será que ele não percebe o quão ridículo isso é?

— Garoto, você está louco? — Encaro ele pasma.

— Garoto não, meu nome é Graham! — Ele me encara mega sério. — E bom, a condição é essa, se quer seu celular fique pronta as 19h, estou muito grato por não ter bloqueio no seu telefone. — Ele sorri vitorioso. — As 19h passo na sua casa para te pegar.

— Você não sabe onde moro, agora por favor devolve meu celular! — Digo seria, não sei que diabos ele pensa que é, só porque é bonito se acha a última bolacha do pacote. — Se olhe no espelho, você tem idade para ser meu filho. — Digo mais séria.

— Você deixou salvo seu endereço no GPS, e com a idade para ser seu filho ou não a condição segue. Até mais tarde Lauren. — Ele sorri e coloca os fones e sai correndo me deixando falando sozinha e eu o olho se afastar.

— Pode esperar sentado! — Grito para as costas dele. Entro no meu carro e vou buscar minha filha. Chego no colégio e ela está me esperando sozinha, a breve conversa com o jovem atrevido me fez atrasar, e Lucy odeia quando atrasam para buscá-la. Ela emburrada entra no carro sem nem olhar para mim.

— Desculpa pichukinha — Digo fazendo bico.

— Meu nome é Lucy! — Ela diz brava e eu dou risada. — Você se atrasou, meu traseiro está doendo de tanto te esperar! — Minha pequena exagerada como sempre.

— Filha, foram só 10 minutos, e a mamãe está ocupada. Vamos, coloque o cinto, tenho que voltar para o trabalho e você vai ter que ir comigo.

— Mãe, eu estou com fome. — Ela resmunga e dou partida passar no Burguer King. Pego um combo para ela e um pra mim. Chegamos no escritório e subimos para meu escritório. Comemos e ela se deita no sofá e fica assistindo TV enquanto eu termino o que tenho para fazer.
Olho no relógio e são 18h, olho para minha filha e ela está capotada no sofá. Pego minha bolsa e vou até o sofá e tento acordar ela, mas assim como ela faz de manhã ela se agarra em mim como uma macaquinha. Saio do escritório com meu bebezão nos braços, ela está cada dia maior, e logo já não conseguirei mais fazer isso e, pensar isso me deprime, eu amo quando ela faz isso.

São 18:30h a hora que saio do banho. Decidida a recuperar meu celular porque afinal, não estou com vantagens, tem muita coisa importante naquele celular. Visto meu tubinho preto. Deixo meu cabelo solto e coloco um de brinco e colar. Coloco meu salto preto, e me maquio com os olhos esfumados com um preto, na boca passo meu batom matte vinho que combina com a cor das minhas unhas. Minha campainha toca a exatas 19h horas. Meu filho já sabe que tenho um compromisso de trabalho e está cuidando da irmã. Vou até a porta e após passar a mão pelo meu vestido tubinho o arrumando eu abro a porta encontrando aqueles olhos azuis agora ainda mais lindos que nunca.

— Vejo que aceitou minha condição. — Ele diz arrumando o botão de seu terno. — Vamos?

Notas finais
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