O Gato e a Princesa

5 Capítulo V - Linha entre Amor e Ódio


Notas iniciais
HOJE EU TO MAIS RÁPIDA QUE O RELÂMPAGO MARGUINS PRA POSTAR. KACHOW

Era uma manhã fria quando ela acordou. O vento estava gelado e isso a fazia ficar com vontade de preparar um chocolate quente e se enrolar numa coberta.

Ela se levantou e foi em direção ao banheiro, sua cabeça estava latejando e seus pés doíam. Ela se despiu e entrou no chuveiro, um bom banho quente a ajudaria a melhorar.

— Bridgette? Já está acordada? — A pequena kwami disse indo em direção ao banheiro onde a menina se encontrava.

— Uhum, não consegui dormir direito. — Ela disse desligando o chuveiro e se enrolando numa toalha.

— Bridgette... Você sabe que horas são?

— Hã... É de manhã, certo? — Ela estava penteando o cabelo já no quarto.

— Bridgette... SÃO DUAS HORAS DA TARDE. — A kwami disse quase gritando com ela e de repente congelou e entrou dentro do armário.

— O QUE? Eu dormi tanto assim?! — Ela pegou uma roupa no armário e a jogou em cima da cama.

— Sim. Dormiu muito. — Aquela não era a voz de Tikki. Oh não... Ela olhou para a janela e ele estava lá sentado para o lado de dentro.

— AH! O que VOCÊ faz aqui?! — Ela perguntou se afastando da janela até bater na porta.

— Hey, calma garota. — Ele disse e entrou de vez no quarto — Tem tanto medo de mim assim? — Ele deu o famoso sorriso de canto.

— Não tenho medo de Gatinhos. Eles podem ser fofos, mas se machucam facilmente com um só chute. — Ela disse devolvendo o sorriso.

— Uhum. — E de repente estava do lado dela — Bu.

— GATO IDIOTA! — Ela gritou assustada.

— Eu disse, eu te dou medo. — Ele disse mais uma vez sorrindo.

— Me pergunto o porque de eu ainda te aturar. — Ela disse abrindo a porta do quarto — Vamos, saía, eu quero colocar as minhas roupas.

— Para que? — Ele perguntou dando um sorriso maliciosa para ela — Você não precisa vesti-las para falar comigo. — E lá foi ele mais uma vez, a fazendo derreter. Sério, realmente, derreter por Chat Noir? O que ela tinha? Estava doente ou algo assim? Geralmente ela mandaria ele para o inferno e bateria no mesmo, mas ela não fez nada, apenas ficou ali parada na frente dele. De toalha — O que foi? — Ele disse e colocou um dedo no queixo dela, fazendo-a olhar para ele — O gato comeu a sua língua, "princesa"? — Era o fim da linha para ela. Ele a chamou de princesa! Chat Noir a chamou de princesa! O que estava errado com ele? Onde estava o "garota irritante" que ela estava tão acostumada a ouvir? Seria isso um sonho? Ela apenas se derretia por Félix, não por um Gato estúpido de Rua.

— N-não é nada disso. — Ela disse voltando a si mesma — Agora saía do meu quarto, eu quero me vestir. — Ela estava agora apontando para o corredor insistindo que ele saísse.

— Tem certeza que não quer ajuda com isso? — Ele disse se aproximando dela — Gatos são ótimos em cuidar um dos outros. — Ele colocou a mão no nó da toalha e se ele fizesse um movimento a toalha iria ao chão.

— Gato estúpido! Saía agora! — Ela disse se afastando e o empurrando para fora do quarto. Céus, tudo isso por culpa de um olhar que ele deu a ela — Só entre quando eu terminar de me trocar! — E ela fechou a porta com força. — Gato idiota, estúpido, orgulhoso, irritante. Porque de todas as pessoas eu tinha logo que começar a me sentir assim por VOCÊ? Eu tenho Félix, não preciso de você — Ela murmurava baixo para si mesma enquanto terminava de colocar a roupa.

— Precisa sim, mocinha. E eu fico feliz que tenha começado a sentir algo por mim, que não seja ódio. — Ela ouviu e colocou a camisa.

— Eu. Vou. Te. Matar. — De repente ela abriu a porta e ele estava apoiado na parede, ela tinha algo escondido nas costas.

— Socorro. — Ele olhou desafiando-a e abriu um sorriso traveso.

— Duvida?

— Claro, o que uma garota irritante e pequena como você poderia fazer comigo? — Ele perguntou e ela se aproximou dele.

— Ah, então você acha que eu não posso fazer nada contra você? — Ela perguntou e deu um olhar ameaçador a ele.

— Uhum. — Ele sorriu divertido para ela.

Quando ele deu aquele sorriso a ela a mesma tirou algo das costas. Ela tinha um borrifador de água com ela. Ele estremeceu, ela não faria isso... Faria?

— N-não teria coragem! — Ele disse e começou a se afastar dela, ela deu uma risadinha para ele e se aproximou dele.

— Ah, seu tenho. — Ela disse e começou a borrifar água nele, e quando ela começou a fazer isso o mesmo se agachou no chão e começou a fazer barulhos estranhos... Como aqueles de gatos quando estão bravos ou prontos para atacar alguém.

— BRIDGETTE, PARE! — Ele gritou implorando para que ela parasse.

— Não! — Ela gritou e continuou a borrifar água nele.

De repente ele agarrou o tornozelo dela e a jogou no chão, ela gritou assustada e largou o borrifador longe. Quando ela abriu os olhos ela congelou. Ele estava em cima dela com uma cara de ódio extremo estampada no rosto.

— Bridgette, se prepare. — Ele disse ameaçando-a. Ela engoliu em seco e fechou os olhos. Ela começou a se despedir de todas as pessoas que mais amava, pediu desculpas para Tikki e... Sentiu algo na barriga. Ela abriu os olhos e viu o que ele estava fazendo. ELE ESTAVA FAZENDO CÓCEGAS NELA! Como cargas d'água ele descobriu que ela tem cócegas na barriga?! Ela começou a se contorcer e a rir desesperadamente.

— Chat! P-pare! — Ele apenas continuava fazendo cócegas nela, quando de repente ele parou. Ela se controlou e olhou para ele ainda rindo. Ele estava molhado e sorrindo para ela, ele tinha um dos sorrisos mais bonitos que ela já viu. A água estava pingando no rosto e cabelo dela, mas ela não se importava.

— O gostinho da vingança é bom, não é? — Ele disse sorrindo para ela.

— N-não! — Ela ainda tentava se controlar depois do ataque de cócegas. Ele suspirou.

— E agora, princesa?

— E agora o que? — Os dois ainda estavam sorrindo um para o outro.

— Vai me deixar, finalmente, bancar o príncipe com você? Sabe, ontem você deixou sua sapatilha para trás. — Ele disse sorrindo, agora, maliciosamente para ela.

— Você nunca muda, não é? — Ela perguntou sorrindo da mesma maneira. — Eu deixo você ser meu príncipe para hoje.

— Ótimo. — Ele disse saindo de cima dela e se levantando.

— Vai me deixar aqui mesmo? Que tipo de príncipe você é? — Ela perguntou se sentando.

— O tipo do qual se você não ficar quieta será punida, princesa. — Ele disse e estendeu a mão para ela, que aceitou na hora.

— Oh, estou morrendo de medo. — Ela disse se apoiando nele.

— Deveria. — Ele disse soltando-a, fazendo a mesma tropeçar e quase cair.

— Gato idiota!

— Príncipe idiota para você. — Ele disse e entrou no quarto, ela foi atrás dele.

Ele fez um sinal com a mão para ela se sentar e ela fez. Segundos depois ele tirou a sapatilha preta que ela havia perdido de baixo da cama e se ajoelhou perto dela. Ela estava se sentindo uma verdadeira princesa, quando ele colocou a sapatilha no pé dela.

— Ok... Acho que terei que ir embora. — Ele disse fazendo uma cara de nojo.

— Hã? Por que? — Ela perguntou confusa para ele.

— Fiquei com diabetes depois disso. — Ele disse e se levantou.

— Não, agora você vai ficar! — Ela gritou e levantou também.

— Quem vai me obrigar?

— Eu! — Ela disse e cruzou os braços. Ele começou a rir desesperadamente — O que tem de tão engraçado nisso, Gato de Rua?

— Você vai me obrigar a ficar? Garota, me poupe. — Ele parou de rir e olhou para ela — Se quiser que eu fique, tem que me dar um bom motivo. — Ele sorriu malicioso.

Ele não estava pensando... Oh, Deus.

— B-bem... — Ela ficou envergonhada de um momento para o outro. Ele riu.

— Tem que se decidir, Bridgette... — Ele disse e de repente a empurrou na cama e ficou sob ela — Ou você me odeia... — Ele chegou bem perto do ouvido dela — Ou você me ama...

"Oh God, why?" Ela se perguntou mentalmente, mas ele tinha um ponto. Como ela iria saber que uma simples missão com ele em sua forma civil a faria ficar... Dessa maneira com ele? Nunca! Nem em um milhão de anos!

— B-bem, eu... — Ela não sabia o que responder, apenas ficou calada.

Ele sinceramente não sabia o que havia acontecido com ele. Ele havia passado a olhar para ela com outros olhos. Ela não era mais a menina irritante e grudenta, não, ela era a menina gentil e divertida que ele tanto admirou quando fazia tais coisas assim com outras pessoas.

Eles só sabiam de uma coisa: Estavam agora na linha tênue entre Amor e Ódio.

Notas finais
KACHOW Vejo vocês na... *Conta nos dedos "Segunda, terça, quarta...* Provavelmente na Segunda! Ou na Terça! Ou na Quarta! Ou na... É, vocês entenderam.