O Gato Vampiro
19 Doi, tudo dói
Era vinte e uma horas da noite, o tempo estava nublado como a mente da jovem de cabelo azulado que andava atordoada pelo caminho. Sua consciência queria fechar os olhos para descansar, todavia sabia que não podia cair ali no meio da cidade, não quando tinha a presença do vampiro a sua atrás.
—Já disse para deixar-me em paz, Chat Noir. -Gritou ela, enquanto agarrava no ombro direito com dor, escondendo a marca da mordida feita pelo nino.
—....-Mesmo não comentando nada, o vampiro continuou a segui-la de longe, certificando-se que ninguém a seguia alem dele.
—Porque ele não entende que não quero mais ver-lo? -pensou marinette, mordendo os lábios com frustração — Não depois de descobrir a verdade de ser uma "sacrifice". Já devia ter suspeitado, a palavra em si é muito estranha.
Ela não sabia se deveria sentir-se aliviada ou desanimada por não encontrar ninguém na rua. Talvez seria uma desculpa para fugir do loiro, mas infelizmente sabia que nao iria aguentar muito tempo. A sua consciência estava apagar-se lentamente, fazendo-a tropeçar na pedra.
—Não te atrevas a tocar-me! -avisou ela quando sentiu os passos apressados do vampiro aproximar-se. -Podes ir embora, por favor!?
—M...Marinette...-murmurou Noir, observando-a hesitante. Mesmo que tentou explicar melhor a situação, ela nao conseguia acreditar nele.
Tudo começou por causa do seu amigo...Agora rival, que raptou azulada para atrair ele até a armadilha. O loiro estava mais preocupado com sua sacrifice do que com seu ego, então tentou salva-la, no entanto, durante o processo o nino contou tudo sobre "sacrifice" e depois mordeu-a com a intenção de maldiçoa-la para sempre.
—Também fui burra pensar que não tinhas segundas intenções toda a vez que me salvavas...-falou de repente marinette, tentando levantar-se do chão sem desmaiar- Ser uma "sacrífice" é literalmente sacrificar-se por algo. Mas quem diria que teria de sacrificar-me para conseguires realizar o teu desejo. Durante este tempo todo, as conversas que tivemos, as vezes que me salvaste...Foi só tudo um jogo de manipulação, só sou um degrau para conseguires subir?
—Não Marinette! Eu ja disse que....!
—Que no inicio isso era teu objetivo mas que agora não queres mais realizar teu desejo porque gostas de mim? Achas que eu acredito nisso? Não consigo acreditar em mais ninguém!
Chat noir apertou sua própria mão, ao lembrar-se da Alya, que sempre foi amiga, trair a marinette ao deixar o Nino fazer o que queria enquanto que assistia e não fazia nada para para-lo.
—Eu sempre pensei que fossemos amigas, pelos vistos era só eu. -murmurou marinette com lagrimas nos olhos — Doi, tudo doi. Só quero que pare....
—Menina. -falou de repente uma nova voz de um senhor idoso, que apareceu do nada. Suspeito da presença nova, chat noir ficou em alerta, observando aparência fisica do homem. O senhor mostrou à azulada uma caixa de madeira hexagonal com um design vermelho, um círculo com padrões no meio cercado por linhas onduladas. Ao ver o simbolo, o vampiro ficou chocado quase não acreditando.
—Quem é você senhor? -questionou Marinette confusa com a nova presença
—...Wang Fu...? -murmurou Chat Noir, de olhos arregalados
—Eu sou apenas um velhote que quer ajudar, menina. -respondeu com calma, não reagindo quando a marinette não pega na caixa
—Desculpa...mas eu....-Marinette nao consegue terminar de falar e desmaia.
—Marinette! -gritou preocupado o vampiro, agarrando nela antes que batesse a cabeça no chão
—Me segue jovem, ainda da tempo de corrigir a maldição. -disse Wang Fu virando-se para caminhar em direçao a sua casa.
—Wang Fu...
—Sim, jovem vampiro?
Chat Noir mordeu seu labio, tentando controlar sua raiva.
—Onde esteve durante este tempo todo!? Estive o procurando durante muitos anos!
—Hmm, posso saber o porquê? -perguntou o senhor
—Meu amigo...Nino...Ele tambem foi maldiçoado quando eramos pequenos! Se tivesse o encontrado naquela epoca, nada disto teria acontecido!
—Só aqueles que merecem ser salvos, que a caixa de miraculous irá reagir. -respondeu Wang pacientemente, mas seus olhos não mostravam nenhuma compaixão nem simpatia. — Vamos logo, antes que seja tarde.
Chat Noir rosnou baixinho com raiva, caminhando atrás do idoso sem escolha. -Não merece ser salvo!? Só pode estar brincando comigo!.....Calma Chat noir, calma...A prioridade agora é a princesa, depois podes dar um soco naquele sacana….
—--
Continuará ...
Fale com o autor