O Gato Vampiro

6 Capítulo 6


Ela continuava perplexa da visita do Chat Noir que não conseguia fechar os olhos. Ficou assim até ao amanhecer.

Quando levantou-se da cama para vestir-se, ouviu a chuva lá fora e olhou para a janela.

— Ontem o tempo estava bom….-pensou

Depois de sair de casa, sentiu frio e abriu o guarda-chuva. Ela olhou para o telemóvel e marcava 1 de Outubro, 8:40 horas. Daqui a pouco começará as suas aulas então correu, segurando o guarda-chuva aberto sobre si mesma por causa da chuva.

Por sorte, Marinette chegou a tempo, sentindo-se um pouco alagada nas calças, mas pelo menos o resto da roupa não tinha ficado molhado.

Suspirou e procurou pelo seu amigo de infância, pois queria contar sobre a visita de Chat Noir ontem na casa dela.

—Ayla, bom dia, viste o Nath? -perguntou Marinette, olhando todos os lados.

—Bom dia! Hmm....Não o vi chegar, talvez perdeu o autocarro. -respondeu Alya

—Ah, ok....Eu queria falar com ele...

—Aconteceu algo Marinette? Parece que estás mais inquieta…

—N...Não é nada. Eu tive um pesadelo, por isso não consegui dormir corretamente...

—Entendo, também já aconteceu-me isso. Acho melhor ires à enfermaria para descansares. Eu depois falo com a professora. -disse Alya piscando o olho e sorrindo.

Marinette sinceramente agradeceu, na verdade ainda tinha sono, se adormecesse na aula a professora iria brigar com ela de certeza.

Portanto dirigiu-se para enfermaria, apenas desejando deitar-se numa cama para dormir.

(...)

Dormiu bem, nem sonhou com nada, a chova até já tinha parado. A enfermeira deu uns comprimidos para as dores de cabeça quando ela queixou-se ao sentar. No entanto era estranho, mesmo depois de tomar o comprimido sentiu-se ainda mais cansada e mal conseguia abrir os olhos.

A enfermeira riu baixinho.

— Que humana tonta. -disse enfermeira caminhando até Marinette- Nem posso acreditar que és a Sacrifice daquele Chat Noir.

—Tu és... -falou Marinette tentando não cair no sono.

— Não se canse querida, tá na hora de dormir....-sussurrou a enfermeira numa voz doce

—Chat......Noir.....-murmurou Marinette antes de não resistir mais e adormecer.

— Isso mesmo querida. Boa noite! -riu enfermeira com os olhos a brilhar vermelhos e dois dentes afiados.- Vou cuidar muito bem de ti....

Inconscientemente Marinette não sabia o que estava acontecendo. A “enfermeira” agarrou numa seringa de veneno para injetar na Marinette mas foi interrompida pelo misterioso vampiro Chat Noir.

— Estou a ver que não vou poder descansar bem tão cedo. -comentou Chat Noir agarrado no braço da enfermeira

—Você...!? -guinchou a enfermeira, tentando afastar Chat e não conseguindo.

—Que tal sentir isso na sua pele? -sorriu Chat Noir sombrio, tirando a seringa e injetando no braço dela.

—Ahah! Como isso pudesse matar-me. -riu alto a enfermeira

— Não mata, mas pode te paralisar por uns minutos. -falou Chat frio, pegando na marinette nos seus braços e fugindo pela janela.

— Nao! -gritou enfermeira parada no lugar como se o corpo fosse de repente pedra.

Chat Noir levou Marinette para a casa dela enquanto pulava pelos telhados. Marinette acordou com os movimentos, abriu um pouco os olhos e viu tudo turvo, porém quando reparou que estava a ser carregada pelo Chat Noir ficou sobressaltada.

—C...Chat Noir?!?!

— Toda a vez que me vê, vai gritar pelos meus ouvidos? -falou Chat Noir olhando para ela

— Não idiota. Não esperava estar nesta situação, só isso. -disse Marinette, corando muito

—Ok, Ok. -disse Chat Noir divertido, chegando na casa de Marinette.

Ele entrou pela janela, deitando-a na cama.

—Mas...Tenho que avisar Ayla...Eu tenho que.... -murmurou Marinette parecia que ia adormecer de novo.

— Apenas dorme de uma vez. — diz Chat Noir suspirando

Ela adormeceu e Chat Noir observou a sua Sacrifice. Começou a questionar-se porque uma humana tão fraca e descuidada como aquela é a sua Sacrifice.

— Não interessa. Agora tenho de estar de alerta porque pode aparecer outros. Não posso deixar que aconteça o mesmo que antes...-pensou Chat Noir desviando olhar de Marinette.