O Gato E a Rosa

1 Capítulo 1 - A Rosa branca


Notas iniciais
Esta história é baseada em um jogo de RPG iniciado no ano de 2010, tendo como pano de fundo o mangá Naruto, não utilizando-se da ordem cronológica habitual da obra.
Obrigada a Yago Rigorini pelas sessões de jogos divertidas e por criar o personagem Nekomaru.

Fazia algum tempo em que Amaya andava pela floresta, ela ainda estava atordoada pelas palavras frias que Orochimaru havia lhe dito “Não posso matar você e você não pode continuar comigo”. Sentia vontade de chorar, mas a esperança de encontrar o irmão, ainda vivo em Konoha, a mantinha de pé cambaleando entre uma árvore e outra da floresta.

Ao se aproximar da Vila da Folha suas forças já estavam quase no fim, fazia pouco tempo que estivera de cama se recuperando daquela tragédia que nem gostava de lembrar, era aquele o motivo dela ter sido forçada a sair da Aldeia do Som.

Dobrou os joelhos e caiu no chão cansada, seus longos cabelos brancos cobriram-lhe a face.

– Ki... Kimimaro? – disse um rapaz com sobrancelhas grossas e macacão verde surpreso saindo do campo de treino.

Amaya levantou o rosto ao ouvir o nome de seu irmão, porém uma súbita tontura tomou seu corpo e a moça caiu desmaiada.

Ao despertar sentiu seus braços presos nas laterais da maca, estava também com uma coleira anti-chackra limitando-a a usar seus dons. Olhou a sua volta e percebeu o hospital, estava em uma área para bandidos e pessoas perigosas, uma garota de cabelo rosa entrou e sorriu amavelmente antes de dizer:

– Acredito que você seja do clã Kaguya estou certa?

– Amaya Kaguya. Porque estou usando isso? Pode tirar, por favor? – pediu.

– Me desculpe Amaya-san, mas ainda não sabemos quem é você e bom, você tem uma marca bem conhecida aqui na Aldeia da Folha, o Selo do Orochimaru o que te faz automaticamente uma pessoa suspeita.

– Eu vim apenas buscar meu irmão. – disse enquanto a médica de cabelo rosa aplicava-lhe uma injeção dolorida no braço.

– Não se preocupe Amaya-san, assim que soubermos quem é você poderemos conversar melhor, agora por enquanto é preciso que você descanse.

O sono levemente começou a tomar conta da Kaguya que adormeceu em menos de cinco minutos.

Sakura não gostava de drogar seus pacientes, porém Amaya era de um clã perigoso e Kimimaro não trazia boas lembranças para ninguém daquele lugar. Saiu do quarto e dirigiu-se ao médico-chefe do hospital, um rapaz de apenas 20 anos que já acumulava grande êxito na função de ninja médico sob a alcunha de prodígio.

– Nekomaru-sama, seja bem vindo de volta, como foi a viagem? – disse Sakura com sua doçura habitual.

– Sem bebidas, mulheres e diversão, mas acredito que já tive piores, o que tem para mim? – disse o rapaz de cabelos vermelhos pegando o prontuário das mãos de Sakura.

– Hum... Kaguya, interessante, o que pode me dizer sobre ela?

– Que ela tem a marca de Orochimaru, é uma Súccubus, parece bastante com Kimimaro e aliás é irmã dele, ou pelo menos ela diz ser. Ah, sim... ela também tem sinais de uma operação muito bem feita, ao que tudo indica esteve grávida.

– Demônios não ficam grávidas de humanos, não por muito tempo, mas valeu a tentativa Orochimaru! – ironizou o rapaz sob o olhar reprovador de Sakura.

– Eu falo com ela Sakura-chibi, pode ir descansar – disse o médico.

– Mas... ela está sedada. – avisou Sakura.

– Demônios são imunes a seus medicamentos, ela vai acordar bem rápido. – Nekomaru acenou e seguiu corredor adentro.


Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.